PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projecto de Resolução n.º 24/XII (1.ª)
Recomenda a reabertura urgente da 3.ª Repartição de Finanças de Gaia
Como na altura foi amplamente divulgado, o anterior Governo do Partido Socialista
decidiu encerrar a 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova de Gaia, situada nos
Carvalhos. Esta decisão causou profunda indignação na população que era servida por
esta repartição de Finanças localizada na parte sul do Concelho de Gaia. De facto, esta
Repartição de Finanças servia há longos anos as populações das freguesias de Grijó, do
Olival, de Pedroso (onde estava localizada), de Perosinho, de Sandim, de S. Félix da
Marinha, de Seixezelo, de Sermonde e de Serzedo, cerca de cem mil pessoas e muitas
centenas de empresas directamente afectadas e que hoje continuam a ser lesadas por
essa decisão insensata da DGI, concretizada no passado mês de Fevereiro, e que foi
sustentada pelo anterior Governo, em particular pelo seu Ministério das Finanças e da
Administração Pública.
O lamentável processo de encerramento da 3.ª Repartição de Finanças de Gaia iniciou-
se em Junho de 2009 quando se começou a falar que o Governo tencionava encerrar
essa Repartição de Finanças e transferi-la para a Loja do Cidadão, no Centro Comercial
Arrábida, a poucos metros da Ponte com o mesmo nome, ou seja, a uma distância
média entre 10 a 15 quilómetros do epicentro populacional e económico servido pelo
Serviço de Finanças dos Carvalhos. A indignação foi imediata e forte, tendo mesmo
motivado a Assembleia Municipal de Gaia a aprovar por unanimidade, em 25 de Junho
de 2009, uma moção que rejeitava liminarmente a deslocação da Repartição de
Finanças dos Carvalhos para a Loja do cidadão, no Centro Comercial da Arrábida. Foi
também nessa altura que o PCP levantou a questão e dirigiu a Pergunta 3407/X (4.ª) ao
Ministério das Finanças,
(http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequeri
mento.aspx?BID=48443). Nesta Pergunta, o PCP dava voz à indignação das populações
e dos agentes económicos afectados e pedia explicações sobre os critérios que tinham
presidido a uma decisão tão incompreensível. A resposta do Governo veio em 10 de
Agosto de 2009 e afirmava, simplesmente, que “não está prevista a deslocação e
reinstalação do serviço de Finanças de Vila Nova de Gaia -3”.
Poderia concluir-se que, afinal, nada seria alterado quanto à 3.ª Repartição de Finanças
de Gaia. Nada mais falso, como os acontecimentos posteriores vieram infelizmente
confirmar, evidenciando a ocultação deliberada das intenções do então Governo do PS
em momento pré-eleitoral (10 de Agosto de 2009 …), e defraudando as expectativas
positivas geradas a partir da resposta então dada ao Grupo Parlamentar do PCP.
De facto, em Dezembro de 2010, a Direcção Geral dos Impostos anunciou a decisão de
encerrar a 3.ª Repartição de Finanças de Gaia até ao final do mês de Fevereiro de
2011, “atirando” com as pessoas e entidades por ela servidos, não para a Loja do
Cidadão da Arrábida mas para a 1.ª, 2.ª e 4.ª Repartições de Finanças, todas elas
localizadas na mesma zona do centro urbano de Gaia, obrigando assim milhares de
contribuintes das nove freguesias de Gaia atrás referidas a uma deslocação média
global de 20 a 30 quilómetros para acederem à nova localização da sua Repartição de
Finanças.
Este anúncio da DGI motivou nova onda de protestos, incluindo manifestações
públicas de indignação e novas tomadas de posição de diversos intervenientes e
entidades, locais e nacionais. O processo prosseguiu, contudo, de forma célere, sem
atender nem à indignação popular, nem a propostas de adiamento ou de revisão da
decisão, nem sequer a sugestões para encontrar soluções alternativas de localização
na mesma zona do Concelho. Com efeito, o Ministério publicou a Portaria n.º 53/2011,
de 28 de Janeiro, na qual confirmava a intenção do Governo do Partido Socialista de
encerrar a 3.ª Repartição de Finanças de Gaia, anunciando também que a data precisa
para que as portas daquele serviço de Finanças se encerrassem ao público seria fixada
por Despacho do Director Geral dos Impostos. Isso veio a acontecer com a publicação,
em 9 de Fevereiro de 2011, do despacho n.º 2812/2011 que determinava a data de 14
do mesmo mês para o encerramento definitivo da Repartição de Finanças dos
Carvalhos.
As instalações onde se localizava a 3.ª Repartição de Finanças – em imóvel do Estado -
exigiam há muito obras de modernização para servir de forma eficiente milhares de
contribuintes e centenas de micro e pequenas empresas sedeadas nas nove freguesias
que eram por ela abrangidos. Mas, como já sucedera com as obras feitas na 2.ª e na
4.ª Repartição de Finanças, tudo isso seria possível sem encerrar o Serviço de Finanças.
Caso se verificasse a impossibilidade de adaptar as referidas instalações, então haveria
que encontrar uma outra localização na mesma zona que não passasse pela imposição
inaceitável de obrigar milhares de contribuintes a deslocarem-se dezenas de
quilómetros sempre que tivessem que se dirigir aos serviços de finanças.
A total inflexibilidade do então Governo em aceitar argumentos e soluções, e a
perspectiva eminente – logo depois concretizada – do Ministério das Finanças avançar
com o encerramento da Repartição de Finanças dos Carvalhos, fez com que o PCP
apresentasse, em 2 de Fevereiro de 2011, o Projecto de Resolução n.º 384/XI (2.ª) que
“Recomendava ao Governo a manutenção da 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova
de Gaia”. Este Projecto de Resolução foi discutido na Comissão de Orçamento e
Finanças no dia 15 de Fevereiro de 2011, de cujo debate resultou um texto de
substituição – no fundamental resultante do facto de, entretanto, a DGI ter imposto o
encerramento da Repartição de Finanças precisamente na véspera desse debate -
aprovado no Plenário da AR em 18 de Fevereiro de 2011, com os votos favoráveis de
todos os Grupos Parlamentares à excepção do PS.
A Resolução 54/2011 da Assembleia da República, subscrita pelo seu Presidente, Dr.
Jaime Gama, foi então publicada no Diário da República, em 22 de Março de 2011, e
recomendava sucessivamente ao Governo:
“1. A suspensão da eficácia da Portaria n.º 53/2011, de 28 de Janeiro, do Ministério
das Finanças, e do despacho n.º 2812/2011, de 9 de Fevereiro, do director-geral dos
Impostos, procedendo à reabertura da 3.ª Repartição de Finanças de Gaia, situada nos
Carvalhos, encerrada no dia 14 de Fevereiro de 2011.
2. A manutenção em funcionamento da 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova de
Gaia, situada nos Carvalhos, conservando o serviço de proximidade relativamente ao
mesmo universo de freguesias e de contribuintes abrangido até 14 de Fevereiro de
2011.
3. Que, relativamente às instalações dos Carvalhos onde até 14 de Fevereiro de 2011
funcionou o Serviço de Finanças-3 de Gaia, o Governo proceda com a máxima urgência
a obras de adaptação e de modernização no edifício ou que, verificada a
impossibilidade da sua execução, encontre uma localização alternativa situada na
mesma área geográfica das actuais instalações.
4. Que, sem prejuízo da manutenção dos postos de trabalho hoje existentes na
Direcção Geral de Impostos em Gaia, da qualidade do serviço público prestado e da
contenção da despesa pública, o Governo proceda à reestruturação orgânica e
funcional dos serviços de finanças neste concelho.”
A polémica em torno do encerramento da 3.ª Repartição de Finanças dos Carvalhos
motivou também a apresentação de iniciativas por parte de outros grupos
parlamentares, as quais deram entrada na Assembleia da República já depois do atrás
citado Projecto de Resolução 384/XI (2.ª), que foram também aprovadas em plenário
no dia 25 de Fevereiro de 2011. Foi o caso da Resolução 56/2011 da Assembleia da
República, que teve na sua origem um Projecto de Resolução apresentado pelo BE, que
recomendava “ao Governo a manutenção da 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova
de Gaia, na freguesia de Pedroso”, a Resolução 58/2011, com base num Projecto de
Resolução apresentado pelo PSD, e que igualmente recomendava “ao Governo a
manutenção da 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova de Gaia, na freguesia de
Pedroso”, e a Resolução 59/2011, com origem num Projecto de Resolução
apresentado pelo CDS-PP que recomendava ao Governo a “Reabertura do 3.º Serviço
de Finanças de Vila Nova de Gaia”. À semelhança da Resolução n.º 54/2011, todas
estas resoluções da Assembleia da República foram também aprovados com os votos
favoráveis de todos os Grupos Parlamentares, tendo também todas elas contado com
o voto contrário do PS.
Estas resoluções obrigavam o Governo do PS, que cessou funções no passado dia 21 de
Junho, a anular a Portaria n.º53/2011, de 28 de Janeiro, do Ministério das Finanças, e o
despacho n.º 2812/2011, de 9 de Fevereiro, do director geral dos Impostos, e obrigava
à consequente reabertura do Serviço de Finanças-3 de Vila Nova de Gaia no mesmo
local onde funcionara até 14 de Fevereiro de 2011. Em tese, o anterior Governo estava
formalmente obrigado ao cumprimento das atrás citadas Resoluções da AR a partir do
momento da respectiva publicação em Diário da Republica, isto é, a partir de 22 de
Março de 2011.
Como se sabe o anterior Governo do PS não cumpriu com o teor das diferentes
Resoluções da AR e não promoveu a reabertura do Serviço de Finanças-3 dos
Carvalhos. Embora o pudesse e devesse ter feito, aceita-se, todavia, que as
circunstâncias políticas não o tivessem permitido, já que, entretanto, ocorreu a
demissão do ex-Primeiro Ministro e a convocação de eleições legislativas antecipadas,
realizadas no passado dia 5 de Junho.
Mas este incumprimento da parte do anterior Governo, voluntário ou não, (facto neste
momento completamente irrelevante), não faz esquecer o problema nem sequer alivia
os fortes constrangimentos que essa decisão continua a provocar a milhares de
contribuintes desde o passado mês de Fevereiro. Por isso se justifica que a Assembleia
da República reitere o essencial das deliberações aprovadas nos plenários de 18 e 25
de Fevereiro deste ano e que convirja na necessidade de recordar aos actuais
governantes a urgência de proceder à reabertura do Serviço de Finanças que durante
tantos anos funcionou nos Carvalhos, em Gaia.
Assim, e ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais aplicáveis, a
Assembleia da República recomenda ao Governo:
1. A reabertura urgente da 3.ª Repartição de Finanças de Gaia que até 14 de
Fevereiro de 2011 funcionou em edifício próprio, nos Carvalhos, freguesia de
Pedroso;
2. A conservação do serviço público de proximidade, relativamente ao mesmo
universo de freguesias e de contribuintes, que essa 3.ª Repartição de Finanças
de Gaia assegurou até 14 de Fevereiro de 2011.
3. A realização urgente de obras de adaptação e modernização no edifício onde
até 14 de Fevereiro de 2011 funcionou a 3.ª Repartição de Finanças dos Gaia,
ou, caso se verifique a impossibilidade dessa intervenção, a escolha urgente de
uma localização alternativa situada na mesma área geográfica dessas
instalações.
Assembleia da República, 14 de Julho de 2011
Os Deputados,
HONÓRIO NOVO; AGOSTINHO LOPES; MIGUEL TIAGO; BERNARDINO SOARES; BRUNO
DIAS
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Publicação — DAR II série A — 74-76 — 20/07/2011
74 | II Série A - Número: 010 | 20 de Julho de 2011
2. Revisão da política monetária que permita a desvalorização cambial do euro face ao dólar, promovendo a competitividade das economias europeias periféricas e uma maior homogeneidade no crescimento económico da zona euro.
Palácio de São Bento, 26 de Julho de 2011.
Os Deputados e as Deputadas do Bloco de Esquerda: Francisco Louçã — Pedro Filipe Soares — Luís Fazenda — Mariana Aiveca — Cecília Honório — Catarina Martins — Rita Calvário — João Semedo.
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PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 24/XII (1.ª) RECOMENDA AO GOVERNO A REABERTURA URGENTE DA 3.ª REPARTIÇÃO DE FINANÇAS DE GAIA
Como na altura foi amplamente divulgado, o anterior Governo do Partido Socialista decidiu encerrar a 3.ª Repartição de Finanças de Vila Nova de Gaia, situada nos Carvalhos. Esta decisão causou profunda indignação na população que era servida por esta repartição de Finanças localizada na parte sul do Concelho de Gaia. De facto, esta Repartição de Finanças servia há longos anos as populações das freguesias de Grijó, do Olival, de Pedroso (onde estava localizada), de Perosinho, de Sandim, de S. Félix da Marinha, de Seixezelo, de Sermonde e de Serzedo, cerca de cem mil pessoas e muitas centenas de empresas directamente afectadas e que hoje continuam a ser lesadas por essa decisão insensata da DGI, concretizada no passado mês de Fevereiro, e que foi sustentada pelo anterior Governo, em particular pelo seu Ministério das Finanças e da Administração Pública.
O lamentável processo de encerramento da 3.ª Repartição de Finanças de Gaia iniciou-se em Junho de 2009 quando se começou a falar que o Governo tencionava encerrar essa Repartição de Finanças e transferi-la para a Loja do Cidadão, no Centro Comercial Arrábida, a poucos metros da Ponte com o mesmo nome, ou seja, a uma distância média entre 10 a 15 quilómetros do epicentro populacional e económico servido pelo Serviço de Finanças dos Carvalhos. A indignação foi imediata e forte, tendo mesmo motivado a Assembleia Municipal de Gaia a aprovar por unanimidade, em 25 de Junho de 2009, uma moção que rejeitava liminarmente a deslocação da Repartição de Finanças dos Carvalhos para a Loja do cidadão, no Centro Comercial da Arrábida. Foi também nessa altura que o PCP levantou a questão e dirigiu a pergunta 3407/X (4.ª) ao Ministério das Finanças: (http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=48443).
Nesta Pergunta, o PCP dava voz à indignação das populações e dos agentes económicos afectados e pedia explicações sobre os critérios que tinham presidido a uma decisão tão incompreensível. A resposta do Governo veio em 10 de Agosto de 2009 e afirmava, simplesmente, que ―não está prevista a deslocação e reinstalação do serviço de Finanças de Vila Nova de Gaia -3‖.
Poderia concluir-se que, afinal, nada seria alterado quanto à 3.ª Repartição de Finanças de Gaia. Nada mais falso, como os acontecimentos posteriores vieram infelizmente confirmar, evidenciando a ocultação deliberada das intenções do então Governo do PS em momento pré-eleitoral (10 de Agosto de 2009 »), e defraudando as expectativas positivas geradas a partir da resposta então dada ao Grupo Parlamentar do PCP.
De facto, em Dezembro de 2010, a Direcção-Geral dos Impostos anunciou a decisão de encerrar a 3.ª Repartição de Finanças de Gaia atç ao final do mês de Fevereiro de 2011, ―atirando‖ com as pessoas e entidades por ela servidos, não para a Loja do Cidadão da Arrábida mas para a 1.ª, 2.ª e 4.ª Repartições de Finanças, todas elas localizadas na mesma zona do centro urbano de Gaia, obrigando assim milhares de contribuintes das nove freguesias de Gaia atrás referidas a uma deslocação média global de 20 a 30 quilómetros para acederem à nova localização da sua Repartição de Finanças.
Este anúncio da DGI motivou nova onda de protestos, incluindo manifestações públicas de indignação e novas tomadas de posição de diversos intervenientes e entidades, locais e nacionais. O processo prosseguiu, contudo, de forma célere, sem atender nem à indignação popular, nem a propostas de adiamento ou de revisão da decisão, nem sequer a sugestões para encontrar soluções alternativas de localização na mesma
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Votação Deliberação — DAR I série — 01/10/2011
Sábado, 1 de Outubro de 2011 I Série — Número 26
XII LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2011-2012)
REUNIÃOPLENÁRIADE30DESETEMBRODE 2011
Presidente: Ex.ma Sr.ª Maria da Assunção Andrade Esteves
Secretários: Ex.mos
Srs. Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos Rosa Maria da Silva Bastos de Horta Albernaz Abel Lima Baptista
S U M Á R I O
A Sr.ª Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas
e 11 minutos. Deu-se conta da entrada na Mesa dos projectos de
resolução n.os
90 e 91/XII (1.ª). Procedeu-se à eleição de membros para a Comissão
para a Fiscalização do Segredo de Estado, o Conselho Superior de Informações e o Conselho Superior de Segurança Interna.
Foram apreciados, em conjunto e na generalidade, o projecto de lei n.º 53/XII (1.ª) — Cria uma taxa adicional em sede de IRC (Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro) (PS) e o projecto de resolução n.º 85/XII (1.ª) — Recomenda ao Governo a suspensão da antecipação da aplicação da taxa normal de IVA na energia (PS), que foram rejeitados. Intervieram no debate os Srs. Deputados Pedro Nuno Santos (PS), Duarte Pacheco (PSD), José Luís Ferreira (Os Verdes), Honório Novo (PCP) Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP), Nuno Filipe Matias e Fernando Virgílio Macedo (PSD), Pedro Filipe Soares (BE), Miguel Laranjeiro (PS), João Pinho de Almeida (CDS-PP), Sónia Fertuzinhos (PS), Miguel Frasquilho (PSD), Carlos Zorrinho (PS), Michael Seufert (CDS-PP) e Nuno Reis (PSD).
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