Partido Popular
CDS-PP
Grupo Parlamentar
Projecto de Resolução n.º 356/XI
Recomenda ao Governo que aumente extraordinariamente em
2011 em 2,2% as pensões do Regime Geral com menos de 15
anos de carreira contributiva, as pensões do Regime Especial
de Segurança Social das Actividades Agrícolas e as pensões
do Regime Não Contributivo e Equiparados
Exposição de motivos
Aquando da aprovação do Orçamento do Estado para o ano de 2011 o
Governo veio prever uma taxa de inflação para o ano em referência de 2,2%,
conforme se demonstra no seguinte quadro:
Partido Popular
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Esta taxa de inflação traduz-se directamente numa perda de poder de compra
dos pensionistas caso o valor das suas pensões, pelo menos, não acompanhe
a subida da inflação.
Com a entrada em vigor da Lei 53-B/2006, de 29 de Dezembro, a subida do
valor das pensões mínimas passou a estar dependente da actualização do
Indexante dos Apoios Sociais, tal como está previsto no artigo 7.º da referida
Lei.
Porém, o actual Governo socialista no Programa de Estabilidade e
Crescimento, programa que traça o rumo estratégico em termos financeiros e
económicos até 2013, vem avançar com o anúncio da manutenção do valor do
IAS até 2013 nos 419,22 euros, valor fixado para o ano 2010 através do
Decreto-Lei nº 323/2009 de 24 de Dezembro, que consta expressamente na
página 20:
“A esta medida acresce o controlo das despesas com prestações sociais
não contributivas, inerente à definição do seu limite de crescimento,
passando pela manutenção do valor nominal na generalidade das
prestações não contributivas até 2013. Assim, estas prestações sociais
terão regra de actualização por aplicação do Indexante de Apoios Sociais
(IAS), sendo que este indexante manterá o valor nominal até 2013.”
Note-se que o CDS há muito que tem defendido outro sistema de actualização
das pensões mínimas. O que defendemos é que as pensões mínimas devem
estar indexadas à retribuição mínima mensal garantida, à generalidade dos
trabalhadores, deduzida da cotização correspondente à taxa contributiva
normal do regime dos trabalhadores por conta de outrem.
Já nesta legislatura apresentamos várias iniciativas legislativas de modo a
trazer mais humanidade ao valor das pensões mínimas, inclusive no último
Orçamento do Estado, mas foram sistematicamente chumbadas pelo Partido
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Socialista com a conivência do Partido Social Democrata.
Aquando da discussão em plenário, em Julho, de uma iniciativa do CDS-PP
que previa uma alteração da Lei que regula as pensões, a Senhora Deputada
do PS, Catarina Marcelino disse: “Vêm, mais uma vez, com alarmismos, mas
sabem muitíssimo bem — aliás, referiram-no hoje — que o Governo já disse
que assumirá, em sede de previsão orçamental, a salvaguarda da actualização
das pensões.”
Porém, isso não aconteceu, e as pensões mínimas estagnaram num ano em
que se prevê uma significativa subida da inflação.
Na actual conjuntura, os pensionistas beneficiários das pensões mínimas,
pensões sociais e pensões rurais são dos mais drasticamente atingidos pelos
efeitos negativos da crise económica e social.
É com uma plena consciência social, que é matriz do CDS, que apresentamos
esta proposta, com o objectivo que no próximo ano os beneficiários das
referidas pensões possam ver a sua pensão aumentada em 2,2%, as quais
atingirão os seguintes valores:
2010 2011
Pensão Mínima 246,36€ 251,78€
Pensão Social 189,52€ 193,69€
Pensão Rural 227,43€ 232,43€
O que o CDS pretende com esta proposta é garantir que os pensionistas das
pensões mais baixas (mínimas, sociais e rurais) não perdem poder de compra
no ano de 2011.
Partido Popular
CDS-PP
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Nestes termos, os Deputados do CDS – PP apresentam o seguinte Projecto de
Resolução:
Nos termos da alínea b) do Artigo 156º da Constituição e da alínea b) do
nº 1 do artigo 4º do Regimento, a Assembleia da República recomenda ao
Governo que aumente extraordinariamente em 2011 em 2,2% as pensões
do Regime Geral com menos de 15 anos de carreira contributiva, as
pensões do Regime Especial de Segurança Social das Actividades
Agrícolas e as pensões do Regime Não Contributivo e Equiparados
Lisboa, Palácio de S. Bento, 2 de Janeiro 2011
Os Deputados,