Grupo Parlamentar
Assembleia da República – Palácio de S. Bento – 1249-068 Lisboa – Telefone: 21 391 9233 – Fax: 21 391 7456
Email: gpcds@pp.parlamento.pt – http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt
Projecto de Resolução n.º 185/XI
Sobre a Criação e divulgação de um pólo de voluntariado nas escolas;
Não é de hoje o interesse que desperta o voluntariado. A solidariedade ou o
altruísmo que se expressam através da acção transformadora de cada um dos
voluntários é um forte instrumento para a construção da paz e da justiça no mundo.
O voluntariado desempenha um importante papel na detecção de problemas que
carecem de resolução e na chamada de atenção da comunidade para eles. A sua
actividade abrange variadíssimos interesses e preocupações sociais, culturais,
políticas, ambientais, étnicas e de inserção e integração multicultural, abarcando
vocações muito distintas, que podem ir da defesa dos Direitos do Homem à
expressão de sentimentos artísticos ou desportivos.
De resto, é hoje absolutamente adquirido que o “terceiro sector” é mais forte nos
países desenvolvidos do que naqueles em vias de desenvolvimento. E pode, aliás,
sugerir-se que um “terceiro sector” forte e activo represente um poderoso factor de
humanização e solidariedade em economias abertas, prósperas e competitivas.
Contudo, não poderá ser dado tratamento adequado à necessidade social de
promover o voluntariado (mais do que criá-lo, estará em causa torná-lo possível) se
não for dada resposta satisfatória a duas simples perguntas: o que é que essa
promoção implica? Quem vincula ou afecta?
Por via legislativa poder-se-ão potenciar os benefícios colectivos de múltiplas acções
singulares, individualizadas, permitindo-se que o braço comunitário, solidário, chegue
onde a providência do Estado não consegue (e porventura não deve) tocar
plenamente: saúde, cultura, solidariedade social, desporto, educação, ambiente,
defesa do património histórico e museológico, entre outros.
Ainda assim, é forçoso reconhecer que a dinâmica deste fenómeno aconselha que
nos libertemos da visão estreita que o tomava apenas como uma resposta da
sociedade civil às insuficiências do apoio prestado pelas instituições públicas,
afirmando-se hoje como parte integrante de um pilar em franco desenvolvimento, o
denominado “terceiro sector”, de expressão não negligenciável.
A escola deve ser o local onde os jovens despertam para esta realidade que é o
voluntariado. Este não é mais uma responsabilidade da escola, mas sim de toda a
comunidade escolar. Isto mesmo foi claramente defendido pelos participantes na
edição de 2009 do Parlamento dos Jovens, de onde saíram recomendações claras
sobre esta temática e que o CDS-PP adoptou.
Mas este incentivo ao voluntariado tem que ter consequências no percurso escolar
dos jovens estudantes e ser encarado como um complemento à sua formação cívica.
Tal como é agora comum no ensino superior, é também proposto que se crie um
complemento ao diploma do secundário, por forma a que muitos dos que acabando
a via profissionalizante e não queiram optar pelo superior, tenham como mais valia
as actividades extra-curriculares que possam ser tidas em conta para a sua
formação cívica e social.
Assim, e tendo em conta a importância para o futuro da Educação em
Portugal, a Assembleia da República recomenda ao Governo:
1- Promover a criação e divulgação de um pólo de voluntariado nas escolas, que
congregue o trabalho das várias associações de voluntariado locais,
envolvendo assim todos os actores da comunidade educativa (alunos,
professores, pais, pessoal não docente) que podem inscrever-se em
trabalhos voluntários e dinamizar diversas iniciativas. Este pólo deverá
funcionar em articulação com as autarquias, empresas e outras instituições
locais.
2- Estabeleça protocolos com o Estado, os estabelecimentos de Ensino
Secundário e Superior e Entidades de carácter social e cívico, de modo a
permitir certificar formalmente os serviços prestados pelos estudantes,
tornando-se “ponte” do seu curriculum profissional e académico, constituindo
um factor de valorização na sua avaliação.
Palácio de São Bento, 22 de Junho de 2010
Os Deputados,
---
Publicação — DAR II série A — 92-93 — 30/06/2010
92 | II Série A - Número: 107 | 30 de Junho de 2010
3 — Recorra aos procedimentos legais necessários, de forma a que a escola nacional de formação em voluntariado possa acreditar associações ou organizações de voluntariado a ministrar formações iniciais ou contínuas.
Palácio de São Bento, 22 de Junho de 2010 Os Deputados do CDS-PP: Pedro Mota Soares — Paulo Portas — Nuno Magalhães — João Rebelo — Abel Baptista — Teresa Caeiro — Hélder Amaral — Assunção Cristas — Telmo Correia — Artur Rêgo — Altino Bessa — Michael Seufert — José Manuel Rodrigues — Filipe Lobo d’Ávila — Pedro Brandão Rodrigues — Cecília Meireles — João Pinho de Almeida — Isabel Galriça Neto — João Serpa Oliva — Raúl de Almeida.
———
PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 185/XI (1.ª) CRIAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE UM PÓLO DE VOLUNTARIADO NAS ESCOLAS
Não é de hoje o interesse que desperta o voluntariado. A solidariedade ou o altruísmo que se expressam através da acção transformadora de cada um dos voluntários é um forte instrumento para a construção da paz e da justiça no mundo.
O voluntariado desempenha um importante papel na detecção de problemas que carecem de resolução e na chamada de atenção da comunidade para eles. A sua actividade abrange variadíssimos interesses e preocupações sociais, culturais, políticas, ambientais, étnicas e de inserção e integração multicultural, abarcando vocações muito distintas, que podem ir da defesa dos direitos do homem à expressão de sentimentos artísticos ou desportivos.
De resto, é hoje absolutamente adquirido que o «terceiro sector» é mais forte nos países desenvolvidos do que naqueles em vias de desenvolvimento. E pode, aliás, sugerir-se que um «terceiro sector» forte e activo represente um poderoso factor de humanização e solidariedade em economias abertas, prósperas e competitivas.
Contudo, não poderá ser dado tratamento adequado à necessidade social de promover o voluntariado (mais do que criá-lo, estará em causa torná-lo possível) se não for dada resposta satisfatória a duas simples perguntas: o que é que essa promoção implica? Quem vincula ou afecta? Por via legislativa poder-se-ão potenciar os benefícios colectivos de múltiplas acções singulares, individualizadas, permitindo-se que o braço comunitário, solidário, chegue onde a providência do Estado não consegue (e porventura não deve) tocar plenamente: saúde, cultura, solidariedade social, desporto, educação, ambiente, defesa do património histórico e museológico, entre outros.
Ainda assim, é forçoso reconhecer que a dinâmica deste fenómeno aconselha que nos libertemos da visão estreita que o tomava apenas como uma resposta da sociedade civil às insuficiências do apoio prestado pelas instituições públicas, afirmando-se hoje como parte integrante de um pilar em franco desenvolvimento, o denominado «terceiro sector», de expressão não negligenciável.
A escola deve ser o local onde os jovens despertam para esta realidade que é o voluntariado. Este não é mais uma responsabilidade da escola mas, sim, de toda a comunidade escolar. Isto mesmo foi claramente defendido pelos participantes na edição de 2009 do Parlamento dos Jovens, de onde saíram recomendações claras sobre esta temática e que o CDS-PP adoptou.
Mas este incentivo ao voluntariado tem que ter consequências no percurso escolar dos jovens estudantes e ser encarado como um complemento à sua formação cívica. Tal como é agora comum no ensino superior, é também proposto que se crie um complemento ao diploma do secundário, por forma a que muitos dos que acabando a via profissionalizante e não queiram optar pelo superior, tenham como mais-valia as actividades extra-curriculares que possam ser tidas em conta para a sua formação cívica e social.
Assim, e tendo em conta a importância para o futuro da educação em Portugal, a Assembleia da República recomenda ao Governo:
1 — Promover a criação e divulgação de um pólo de voluntariado nas escolas, que congregue o trabalho das várias associações de voluntariado locais, envolvendo assim todos os actores da comunidade educativa
---
Votação Deliberação — DAR I série — 39-39 — 23/10/2010
39 | I Série - Número: 018 | 23 de Outubro de 2010
Vamos proceder à votação do projecto de resolução n.º 285/XI (2.ª) — Suspensão da exploração de caulinos na concessão mineira C-105, na Gandara, em Vila Seca/Milhazes, até à realização de avaliação global e integrada dos seus impactos — ambientais, hídricos, agrícolas, arqueológicos e sociais (PCP e Os Verdes).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do BE, do PCP e de Os Verdes e votos contra do PS.
Segue-se a votação do projecto de resolução n.º 288/XI (2.ª) — Recomenda ao Governo a imediata suspensão da concessão da exploração de caulino em Vila Seca (Barcelos) e posterior revogação em caso de comprovada desconformidade com a lei (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do BE, do PCP e de Os Verdes e votos contra do PS.
Vamos votar o projecto de resolução n.º 185/XI (1.ª) — Criação e divulgação de um pólo de voluntariado nas escolas (CDS-PP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do PCP, votos a favor do CDS-PP e abstenções do PSD, do BE e de Os Verdes.
Vamos agora votar, na generalidade, a proposta de lei n.º 40/XI (2.ª) — Procede à revogação de 433 actos legislativos no âmbito do programa SIMPLEGIS, incluindo a revogação expressa de vários decretos-leis publicados no ano de 1975, a revogação do Código Administrativo de 1936-40 e a alteração do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, e do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de Outubro. Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PS, votos contra do PCP e do BE e abstenções do PSD, do CDS-PP, de Os Verdes e de 1 Deputado do PS.
Este diploma baixa à 1.ª Comissão.
Segue-se a votação do projecto de resolução n.º 265/XI (2.ª) — Recomenda ao Governo que considere a abordagem das demências uma prioridade política, que elabore um plano nacional de intervenção para as demências e adopte as medidas necessárias para um apoio adequado aos doentes e suas famílias (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do BE, do PCP e de Os Verdes e a abstenção do PS.
Srs. Deputados, vamos votar o projecto de resolução n.º 287/XI (2.ª) — Recomenda ao Governo o reconhecimento das demências como a prioridade nacional e a criação de um programa nacional para as demências (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do BE, do PCP e de Os Verdes e a abstenção do PS.
Vamos votar, na generalidade, o projecto de lei n.º 360/XI (1.ª) — Revoga o regime jurídico dos projectos de potencial interesse nacional (PIN e PIN+) (Os Verdes).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e do CDS-PP e votos a favor do BE, do PCP e de Os Verdes Vamos agora votar, na generalidade, o projecto de lei n.º 46/XI (1.ª) — Revoga o regime dos PIN e dos PIN+ (BE).
Abrir texto oficial