PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
PROPOSTA DE RESOLUÇÃO N.º 14/XI
Portugal aderiu ao Tratado de colaboração em matéria económica, social e cultural e de
legítima defesa colectiva, assinado em Bruxelas a 17 de Março de 1948, revisto pelo
Protocolo que modifica e completa o Tratado de Bruxelas, assinado em Paris a 23 de
Outubro de 1954, e aos instrumentos jurídicos internacionais associados, em 1990, tendo,
desde então, participado activamente no desenvolvimento da União da Europa Ocidental
(UEO) e da Identidade Europeia de Segurança e Defesa.
Pelo Tratado de Nice, em 2000, os Estados-Membros da União Europeia instituíram a
Política Europeia de Segurança e Defesa, tendo as actividades da UEO, no domínio da
Identidade Europeia de Segurança e Defesa, sido, assim, transferidas para a União
Europeia (UE).
O processo de integração europeia no domínio da segurança e defesa foi consolidado pelo
Tratado de Lisboa, que inclui uma cláusula de assistência mútua entre os Estados-Membros
da UE em caso de agressão externa e estabelece a Política Comum de Segurança e Defesa.
São, ainda, criados novos mecanismos de cooperação interparlamentar, adequados para
assegurar as funções que vinham sendo desempenhadas pela Assembleia da UEO.
Perante os desenvolvimentos do Tratado de Lisboa, as Partes do Tratado de Bruxelas
consideram que a UEO cumpriu os seus objectivos de desenvolvimento de uma cultura
europeia de segurança e defesa, tendo sido acordada a dissolução da organização.
No presente contexto de contenção orçamental, a eliminação dos encargos associados à
participação nesta organização concretiza um importante exercício de racionalização de
recursos afectos à política externa e à política de defesa nacional.
Finalmente, refira-se que, considerando, por um lado, o Tratado de Lisboa e, por outro
lado, as garantias decorrentes da participação da República Portuguesa na Organização do
Tratado do Atlântico Norte, a prática do recesso do Tratado de Bruxelas e dos
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instrumentos jurídicos internacionais associados, não diminui as garantias multilaterais de
defesa nacional de que Portugal é actualmente beneficiário.
Assim:
Nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo apresenta à
Assembleia da República a seguinte proposta de Resolução:
Aprovar o recesso por parte da República Portuguesa do Tratado de colaboração em
matéria económica, social e cultural e de legítima defesa colectiva, assinado em Bruxelas a
17 de Março de 1948, revisto pelo Protocolo que modifica e completa o Tratado de
Bruxelas, assinado em Paris a 23 de Outubro de 1954, e dos instrumentos jurídicos
internacionais associados.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 29 de Abril de 2010
O Primeiro-Ministro
O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
O Ministro da Presidência
O Ministro da Defesa Nacional
O Ministro dos Assuntos Parlamentares
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Publicação — DAR II série A — 93-94 — 19/05/2010
93 | II Série A - Número: 083S1 | 19 de Maio de 2010
PROPOSTA DE RESOLUÇÃO N.º 14/XI (1.ª) APROVA O RECESSO AO TRATADO QUE CRIA A UNIÃO DA EUROPA OCIDENTAL, ASSINADO A 17 DE MARÇO DE 1948 EM BRUXELAS, E AO PROTOCOLO QUE MODIFICA E COMPLETA O TRATADO DE BRUXELAS, ASSINADO EM PARIS A 23 DE OUTUBRO DE 1954, E RESPECTIVOS ANEXOS
Portugal aderiu ao Tratado de colaboração em matéria económica, social e cultural e de legítima defesa colectiva, assinado em Bruxelas a 17 de Março de 1948, revisto pelo Protocolo que modifica e completa o Tratado de Bruxelas, assinado em Paris a 23 de Outubro de 1954, e aos instrumentos jurídicos internacionais associados, em 1990, tendo, desde então, participado activamente no desenvolvimento da União da Europa Ocidental (UEO) e da Identidade Europeia de Segurança e Defesa.
Pelo Tratado de Nice, em 2000, os Estados-membros da União Europeia instituíram a Política Europeia de Segurança e Defesa, tendo as actividades da UEO, no domínio da Identidade Europeia de Segurança e Defesa, sido, assim, transferidas para a União Europeia (UE).
O processo de integração europeia no domínio da segurança e defesa foi consolidado pelo Tratado de Lisboa, que inclui uma cláusula de assistência mútua entre os EstadosMembros da UE em caso de agressão externa e estabelece a Política Comum de Segurança e Defesa. São, ainda, criados novos mecanismos de cooperação interparlamentar, adequados para assegurar as funções que vinham sendo desempenhadas pela Assembleia da UEO.
Perante os desenvolvimentos do Tratado de Lisboa, as Partes do Tratado de Bruxelas consideram que a UEO cumpriu os seus objectivos de desenvolvimento de uma cultura europeia de segurança e defesa, tendo sido acordada a dissolução da organização.
No presente contexto de contenção orçamental, a eliminação dos encargos associados à participação nesta organização concretiza um importante exercício de racionalização de recursos afectos à política externa e à política de defesa nacional.
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Votação global — DAR I série — 19/06/2010
Sábado, 19 de Junho de 2010 I Série — Número 70
XI LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2009-2010)
REUNIÃO PLENÁRIA DE 18 DE JUNHO DE 2010
Presidente: Ex.mo Sr. Jaime José Matos da Gama
Secretários: Ex.mos Srs. Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz
Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco
Abel Lima Baptista
SUMÁRIO O Sr. Presidente declarou aberta a sessão às 9 horas e 36 minutos.
A Mesa anunciou a apresentação dos projectos de lei n.os 314 a 318/XI (1.ª) e dos projectos de resolução n.os 168 e 169/XI (1.ª).
Procedeu-se a um debate de urgência, requerido pelo Grupo Parlamentar do PCP, sobre saúde. Usaram da palavra, a diverso título, além da Sr.ª Deputada Paula Santos (PCP) e da Sr.ª Ministra da Saúde (Ana Jorge), que também proferiram intervenções na fase de abertura, o Sr.
Secretário de Estado da Saúde (Óscar Gaspar) e os Srs. Deputados Bernardino Soares (PCP), Jorge Manuel Gonçalves (PS), Adão Silva (PSD), Teresa Caeiro (CDSPP), João Semedo (BE), José Luís Ferreira (Os Verdes), Maria de Belém Roseira (PS), Clara Carneiro (PSD), Isabel Galriça Neto (CDS-PP) e Mariana Aiveca (BE).
No encerramento do debate, proferiram intervenções o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (Manuel Pizarro) e o Sr. Deputado Bernardino Soares (PCP).
Procedeu-se ao debate, na generalidade, da proposta de lei n.º 27/XI (1.ª) — Procede à segunda alteração ao Regime Jurídico do Processo de Inventário, aprovado pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, que foi aprovada. Usaram da palavra, além do Sr. Secretário de Estado da Justiça (João Correia), os Srs. Deputados António Montalvão Machado (PSD), António Gameiro (PS), Filipe Lobo d’Ávila (CDS-PP), Helena Pinto (BE) e António Filipe (PCP).
Foram aprovados os votos n.os 53/XI (1.ª) — De pesar pelo falecimento do Almirante Rosa Coutinho (PS, BE, PCP e Os Verdes) e 51/XI (1.ª) — De pesar pelo falecimento do jornalista e escritor João Aguiar (PCP), após o que a Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio. Relativamente ao primeiro, usaram da palavra os Srs. Deputados José Manuel Rodrigues (CDS-PP), Marques Júnior (PS), Luís Fazenda (BE), Luís Montenegro (PSD) e António Filipe (PCP).
Após a intervenção do Sr. Deputado José Lello (PS), na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, a Câmara aprovou o 1.º
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