Grupo Parlamentar
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Projecto de Resolução n. 31/XI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO 7 MEDIDAS ANTI-CRISE COM EFEITO RÁPIDO
NA AGRICULTURA, 5 MEDIDAS PARA O RPU SER PAGO A TEMPO E HORAS,
9 MEDIDAS PARA SALVAR O PRODER E DEFENDA O INTERESSE NACIONAL
E A AGRICULTURA PORTUGUESA JUNTO DA UNIÃO EUROPEIA
1. No entender do CDS, há 4 prioridades absolutas para o Ministério da Agricultura, se
o que se pretende é modificar a sério o estado de desinvestimento e desmotivação
do sector.
a) Medidas anti-crise especificas para sector agrícola que compensem a queda do
rendimento do agricultor e a sua crescente dificuldade em vender, com factores de
produção tão elevados e preços ao produtor tão baixos;
b) Colocar o Regime de Pagamento Único (RPU) a funcionar. Dele dependem mais de
200.000 agricultores. São fundos pagos a 100% pela União Europeia. O que
aconteceu nos últimos anos foi um atraso inconcebível nos controlos e,
consequentemente, um atraso inaceitável nos pagamentos. Só na última campanha,
Portugal terá perdido mais de 80ME. A situação é irrepetível e a nossa ambição só
pode ser uma: esgotar os fundos disponíveis, como fizeram os outros países;
c) Salvar o PRODER, que foi até agora um fracasso. Tornar simples, rápido, produtivo e
amigo do agricultor o que, actualmente, é um pesadelo burocrático, um atraso de
vida, um desperdício de fundos e uma oportunidade perdida para o mundo rural;
d) Contribuir para evitar, no plano europeu, que a reforma das perspectivas financeiras
da UE a partir de 2013, seja feita com sacrifício da PAC, nomeadamente através da
ameaça de redução ou até eliminação do 1º pilar, o que provocaria efeitos muito
negativos no rendimento de inúmeros agricultores e na contribuição do mundo rural
para a economia nacional.
2. O CDS considera que é prioritário conceber e levar à prática um Plano de Defesa do
Sector Agrícola e Florestal. O sector foi até hoje excluído, do ponto de vista global,
do elenco de medidas anti-crise.
Ao pedirmos este Plano, temos em consideração que o mundo rural sofre, ao mesmo
tempo, os efeitos da crise económica internacional, pois vivemos em economia
aberta, da queda vertiginosa dos preços ao produtor e do desinvestimento nacional
no sector nos últimos 4 anos e meio.
Ao exigirmos do Governo que seja corajoso a tomar medidas, e ao apresentarmos as
nossas propostas, temos em consideração que:
a) O governo francês, anunciou um plano excepcional para a agricultura, no valor de
1000ME em empréstimos bancários e 650 ME em ajudas fiscais e outras aos
produtores:
b) O governo alemão, lançou um plano excepcional para a agricultura contém um
envelope financeiro para o mundo rural no valor de 750 ME e inclui medidas de apoio
ao produtor, no crédito e nos seguros;
c) O governo de Espanha prepara-se para fazer o mesmo, sob grande pressão das
organizações agrícolas.
Isto significa que os nossos principais competidores se interessaram por recuperar
condições de competitividade, numa conjuntura de crise. Se Portugal o não fizer,
agrava as suas dificuldades.
Por outro lado, temos presente que investir na agricultura não é apenas – e já seria
muito - proteger o mundo rural, combater a desertificação e promover o
ordenamento. Não é apenas – e já seria imenso – gerar riqueza e defender emprego.
É também contribuir para ultrapassar um dos nossos principais problemas
económicos: o défice externo. Na verdade, cada euro investido na agricultura é um
euro que se exporta ou que substitui importações. Ou seja, o investimento na
agricultura contribui – como poucos – para diminuir os desequilíbrios estruturais da
economia nacional. Esse investimento deve, por isso, ser duradouro e estável.
Acresce que, para mudar a sério a política agrícola, o Governo deve ter em conta
que 43.5% do Valor Acrescentado Bruto gerado na agricultura é tributário dos apoios
europeus e nacionais. Assim o dizem as contas agrícolas nacionais. Donde, nenhum
plano pode prescindir da correcta aplicação e pagamento dos fundos comunitários,
quer no 1º. Pilar, quer no 2º Pilar da PAC.
3. A segunda maior preocupação do CDS tem a ver com a perda reiterada da
eficiência, por exclusiva responsabilidade nacional, dos chamados Pagamentos
Único (RPU). Da prontidão no pagamento destas ajudas dependem mais de 200 mil
agricultores. As verbas são 100% comunitárias. A responsabilidade do Estado é
fazer os controlos e ter a máquina pronta para proceder aos pagamentos. Nessa
responsabilidade, o Estado está a falhar. Calcula-se que, só na última campanha,
Portugal terá desperdiçado cerca de 80 ME.
Mais: os agricultores portugueses não beneficiaram da antecipação de pagamentos,
autorizada pela Comissão Europeia, atendendo à situação de crise económica.
Portugal deve empenhar-se em cumprir totalmente os plafonds europeus, tal como
os nossos principais competidores fazem. É altamente provável que, na avaliação
que propomos, o Governo chegue à conclusão que “decapitação” do MADRP, em
termos de quadros e funcionários, teve consequências, do ponto de vista da
capacidade instalada para fazer os controlos. Nesse sentido, o Governo tem de
apresentar, muito rapidamente, um quadro de necessidades, procurando soluções,
se necessário em articulação com as disponibilidades do regime da mobilidade social
e dos Centros de Emprego.
4 . Portugal dispõe de 634 ME, por ano, para investir na Agricultura. Milhares de
candidaturas surgiram, no âmbito das dezenas de medidas inscritas no PRODER.
Como é sabido, a resposta do Ministério da Agricultura foi um colapso. De acordo
com a última execução conhecida, apenas 10% de pagamentos tinham chegado ao
agricultor. O novo Ministro admite que, de facto, três anos volvidos, apenas estão
feitos 13% dos pagamentos. É frustrante o tempo de espera nas avaliações das
candidaturas.
O propósito do CDS é contribuir, com medidas rápidas, que ajudem a pôr a
funcionar, no inicio do ano, o sistema de gestão do PRODER. Virá-lo, portanto, a
favor do agricultor.
A margem de manobra nacional para implementar o PRODER é ampla. Devemos
concentrar-nos em mudar o que pode ser mudado, já. E preparar adequadamente a
“revisão de meio tempo” do PRODER, a defender em Bruxelas em 2010.
Uma coisa é o Estado decidir as candidaturas. Essa é a sua prerrogativa, até porque
há fundos públicos envolvidos, a par dos fundos particulares e dos comunitários.
Outra coisa é o Estado decidir as candidaturas em função de critérios que significam
um óbvio e ineficiente dirigismo de Estado.
O peso que a definição dos “sectores estratégicos” tem no PRODER é exorbitante.
Com esse dirigismo, chegou-se ao absurdo de considerar que os cereais, a carne ou
o leite, não são estratégicos. A consequência prática é que, no processo de decisão,
o valor que os decisores do Ministério atribuem às candidaturas é uma apropriação
indevida, pelo Estado, do risco, do interesse e da disponibilidade de investimento do
agricultor.
5. É ainda urgente que a voz de Portugal, - nomeadamente do Governo e do
Parlamento nacional – se faça ouvir, perante as discussões que já estão em curso,
sobre as novas propostas financeiras da UE e suas consequências na Politica
Agrícola Comum.
Estados como França e Espanha já tomaram a liderança na contestação dos
documentos e opiniões que, oficial e oficiosamente, visam sacrificar a PAC, e, nesta,
sobretudo as verbas do 1º Pilar, numa lógica de aparente renacionalização de
políticas. Ora, basta ter presente a circunstância especificamente portuguesa na
repartição das verbas entre o 1º e o 2º Pilar, para perceber os efeitos que tal reforma
teria na estrutura agrícola nacional e na ajuda ao rendimento dos agricultores. É
incompreensível o silêncio de Portugal nesta matéria.
6 - Somos um Partido fiel ao princípio de saber criticar mas saber também propôr
alternativas. É manifesto que a denúncia dos erros da política agrícola feita pelo CDS
foi confirmada pelos factos. Por isso, concretizamos as medidas e opiniões concretas
que propomos em defesa do mundo rural, nesta conjuntura económica.
Assim, o Grupo Parlamentar do CDS-PP apresenta o seguinte Projecto de
Resolução:
Nos termos da alínea b) do Artigo 156º da Constituição e da alínea b) do nº 1 do
artigo 4º do Regimento, a Assembleia da República recomenda ao Governo
que:
a) Tome 6 Medidas Anti-crise com efeito rápido
Negoceie uma verdadeira e ampla linha de crédito específica para a
agricultura, que atenda às necessidades de reestruturação da dívida e
às situações de tesouraria dos agricultores;
Reflicta sobre o que pode fazer quanto ao gasóleo agrícola,
nomeadamente reduzindo a taxa;
Reponha a electricidade verde, tal como sugerido no próprio programa
eleitoral do Partido Socialista;
Garanta, no próximo Orçamento do Estado, as verbas nacionais para
uma execução competitiva e decidida do PRODER;
Empenhe a vontade política do Governo num acordo entre produtores,
cooperativas e distribuidores no sector do leite;
Coloque perante a Autoridade da Concorrência todos os dados que
indiciam o monopólio de facto que rege o sector;
Procure, desde já, no quadro europeu, uma resposta mais eficaz ao nível
de seguros de risco.
b) Implemente 5 medidas para o RPU ser pago a tempo e horas
Clarifique a cadeia de comando que gere controlos e pagamentos em
Regime de Pagamento Único (RPU);
Prepare a próxima campanha de modo a que, se terminar em Maio, os
controlos comecem imediatamente a seguir;
Recorra às disponibilidades existentes no regime de mobilidade
especial, ou ao recrutamento específico nos Centros de Emprego,
nomeadamente de jovens licenciados com vocação para o sector, de
modo a dispor do pessoal necessário para que os controlos e os
pagamentos sejam feitos atempadamente;
Verifique rapidamente onde é que o sistema de controlos falhou, porquê
e apure responsabilidades;
Fixe metas regionais sucessivas e imperativas para os controlos
comprometendo-se com o seu cumprimento.
c) Ponha em prática 9 medidas para salvar o PRODER a bem da economia
Simplifique os processos de candidatura dos agricultores ao PRODER,
acabando com a obrigação dos pequenos agricultores ou empresas
recorrerem a consultores para conseguirem preencher formulários e
realizar candidaturas;
Contratualize imediatamente com as Associações de Agricultores o
apoio ao agricultor na apresentação das suas candidaturas;
Opte, tanto quanto desejável, por um sistema de candidaturas
permanentes, o chamado sistema de “guichet aberto”;
Dê instruções aos serviços para dialogarem directamente com os
agricultores, evitando, dessa forma, nomeadamente, a reprovação de
candidaturas por meras questões formais;
Comprometa-se a decidir as candidaturas a tempo, fixando
peremptoriamente o prazo de avaliação de candidaturas, admitindo o
deferimento tácito findo esse prazo;
Dote de coerência, ao nível das Direcções Regionais, os critérios de
decisão sobre as candidaturas;
Simplifique os critérios de aprovação das candidaturas, modificando as
regras, de modo a serem isentas e respeitadoras da perspectiva do
agricultor no seu relacionamento com os mercados;
Aproxime o PRODER do agricultor, o que implica não atribuir ao Estado
o peso maior nos critérios de decisão;
Resolva a questão de certificação do IFAP, evitando problemas sérios
que poderão surgir do ponto de vista comunitário.
d) Por fim, o Governo deve
Empenhar-se activamente na defesa do interesse nacional e do
rendimento dos agricultores portugueses, face ao debate sobre as
novas perspectivas financeiras e a reforma da PAC;
Procurar as alianças necessárias, com outros Estados, para evitar a
redução dos apoios ao rendimento, nomeadamente os que são
assegurados pelo 1º Pilar
Palácio de São Bento, 11 de Dezembro de 2009
Os Deputados
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Apreciação — DAR I série — 19/12/2009
Sábado, 19 de Dezembro de 2009 I Série — Número 16
XI LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2009-2010)
REUNIÃO PLENÁRIA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2009
Presidente: Ex.mo Sr. Jaime José Matos da Gama
Secretários: Ex.mos Srs. Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos
Pedro Filipe Gomes Soares
SUMÁRIO O Sr. Presidente declarou aberta a sessão às 10 horas e 11 minutos.
A Câmara apreciou o projecto de resolução n.º 31/XI (1.ª) — Recomenda ao Governo sete medidas anti-crise com efeito rápido na agricultura, cinco medidas para o Regime de Pagamento Único (RPU) ser pago a tempo e horas, nove medidas para salvar o Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), e defender o interesse nacional e a agricultura portuguesa junto da União Europeia (CDS-PP), que foi aprovado. Além do Sr. Deputado Paulo Portas (CDS-PP), que apresentou o diploma, usaram da palavra, a diverso título, os Srs. Deputados Miguel Freitas (PS), Carlos Costa Neves (PSD), Horácio Antunes (PS), Agostinho Lopes (PCP), Pedro Soares (BE), João Paulo Pedrosa (PS), Cristóvão Crespo (PSD), Abel Baptista e Altino Bessa (CDS-PP), Heloísa Apolónia (Os Verdes), Rita Calvário (BE) e Pedro Lynce, Carla Barros e Luís Capoulas (PSD).
Foram ainda votados os projectos de resolução n.os 5/XI (1.ª) — Aumento do salário mínimo nacional (PCP), que foi rejeitado, e 15/XI (1.ª) — Recomenda ao Governo a monitorização da aplicação do factor de sustentabilidade na determinação do montante das pensões, de modo a prevenir a ocorrência de consequências socialmente injustas para os pensionistas (PSD), que foi aprovado.
A Câmara aprovou ainda três pareceres da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, autorizando, respectivamente, dois Deputados do PSD a deporem, por escrito, como testemunha em tribunal e um Deputado do PSD a continuar como árbitro, a título não remunerado, em processo arbitral.
O Sr. Presidente encerrou a sessão eram 12 horas e 30 minutos.
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Votação Deliberação — DAR I série — 36-36 — 19/12/2009
36 | I Série - Número: 016 | 19 de Dezembro de 2009
Na verdade, temos de olhar para a agricultura como um recurso, um recurso nacional que, a par com o mar, tem de ser aproveitado em proveito de todos os portugueses. Assim o impõe o futuro das novas gerações, assim o impõe o exercício da responsabilidade política em matéria económica.
Naturalmente que a multifuncionalidade, que contribui para o combate às alterações climáticas, é fundamental, mas a função alimentar tem de estar sempre presente nas opções da política agrícola nacional.
Vozes do PSD: — Muito bem!
O Sr. Luís Capoulas (PSD): — Sr. Ministro da Agricultura, a quem saúdo atravçs do Canal Parlamento,»
Aplausos do PSD.
» reconhecemos o esforço que tem feito no apaziguamento do sector e na criação de condições para que haja, efectivamente, uma parceira com as organizações agrícolas, reconhecemos a sua boa vontade e ficamos na expectativa de que o próximo Orçamento do Estado — e ficámos a saber que contamos também com a colaboração do PS — reflicta essa nova prioridade à agricultura portuguesa, porque o campo e o mar são recursos essenciais que, repito, têm de ser melhor aproveitados. Afinal, é o campo que alimenta a cidade.
O PSD será uma oposição responsável, consciente de que já perdemos demasiado tempo, consciente de que urge recuperar o tempo perdido, principalmente durante os últimos quatro anos e meio. Mas seremos também uma oposição motivada, atenta e empenhada em promover e ajudar a promover o desenvolvimento e a modernização da agricultura portuguesa.
Pensamos que defender a nossa agricultura é defender o interesse nacional e modernizar a nossa agricultura é modernizar o nosso país.
Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, concluído este debate sobre o projecto de resolução, apresentado pelo CDS-PP, vamos passar a fase de votações.
Antes de mais, vamos proceder à verificação do quórum de deliberação, utilizando o cartão electrónico.
Os Srs. Deputados que, por qualquer razão, não o puderem fazer, terão de o sinalizar à Mesa e depois fazer o registo presencial, para que seja considerada a respectiva presença na reunião.
Pausa.
O quadro electrónico regista 210 presenças, às quais se acrescentam 9 Srs. Deputados que não puderam registar a sua presença electronicamente mas que a sinalizaram à Mesa, perfazendo 219 Deputados, pelo que temos quórum de deliberação.
Srs. Deputados, começamos por votar o projecto de resolução n.º 31/XI (1.ª) — Recomenda ao Governo sete medidas anti-crise com efeito rápido na agricultura, cinco medidas para o RPU ser pago a tempo e horas, nove medidas para salvar o PRODER e que defenda o interesse nacional e a agricultura portuguesa junto da União Europeia (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do PCP e de Os Verdes e abstenções do PS e do BE.
Aplausos do CDS-PP.
Srs. Deputados, vamos, agora, votar o projecto de resolução n.º 5/XI (1.ª) — Aumento do salário mínimo nacional (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PSD e do CDS-PP, votos a favor do BE, do PCP e de Os Verdes e a abstenção do PS.
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Publicação — DAR II série A — 37-40 — 19/12/2009
37 | II Série A - Número: 017 | 19 de Dezembro de 2009
atmosféricos, como a amputação provocada neste espaço referencial de Coimbra, não poderão de forma alguma ser compensados.
Em meados de Setembro, o Governo e a Estradas de Portugal decidiram cancelar o concurso público da subconcessão Auto-Estradas do Centro, que incluía o novo traçado do IC2 com atravessamento da Mata Nacional do Choupal, devido ao grande aumento dos preços propostos pelas empresas concorrentes (Mota Engil e Edifer) na primeira fase e na proposta final. Esta deveria ter sido a oportunidade aproveitada para rejeitar definitivamente o atravessamento da Mata do Choupal pelo IC2.
Entretanto, já foi lançado o segundo concurso público internacional para esta subconcessão, onde é mantido, com ligeiras alterações, o atravessamento da Mata do Choupal e todos os impactes negativos analisados na AIA, uma vez que a área de incidência é idêntica.
O Bloco de Esquerda considera que a decisão de contratar relativa à subconcessão de lanços que obriguem ao atravessamento da Mata do Choupal pelo IC2 deverá ser revogada, nos termos do n.º 2 do artigo 80.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, uma vez que é necessário alterar aspectos fundamentais das peças do procedimento de forma a não permitir este atentado à qualidade de vida das populações de Coimbra.
Nos termos regimentais e constitucionais, a Assembleia da República, reunida em Plenário, resolve recomendar ao Governo que:
1 — Revogue a decisão de contratar do concurso público internacional da subconcessão Auto-Estradas do Centro, na parte que diz respeito ao Trecho 1, traçado do IC2 Coimbra/Trouxemil, procedendo à alteração das peças de procedimento de modo a que as mesmas consagrem uma solução de traçado que não atravesse a Mata Nacional do Choupal e apresente menores impactes ambientais e sociais para a população de Coimbra; 2 — Proceda à revogação parcial da Declaração de Impacte Ambiental do projecto «IP3 — Coimbra (Trouxemil)/Mealhada, IC2 Coimbra/Oliveira de Azeméis (A32/IC2) e IC3 Coimbra/IP3», excluindo do seu âmbito o Trecho 1 referente ao traçado do IC2 Coimbra/Trouxemil; 3 — Diligencie a realização de um novo Estudo de Impacte Ambiental para o traçado do IC2 entre Coimbra e Trouxemil, avaliando várias alternativas rodoviárias que rejeitem o atravessamento da Mata Nacional do Choupal, ponderando na sua selecção a que apresenta menores impactes ambientais e melhor concretiza a separação do tráfego urbano e pendular do tráfego nacional; 4 — Adopte medidas eficazes para a requalificação e preservação da Mata Nacional do Choupal.
Assembleia da República, 5 de Dezembro de 2009 As Deputadas e os Deputados do BE: José Manuel Pureza — Helena Pinto — Mariana Aiveca — Catarina Martins — Ana Drago — Francisco Louçã — Luís Fazenda — Pedro Filipe Soares — José Moura Soeiro — Pedro Soares — Rita Calvário — José Gusmão — Heitor Sousa — Cecília Honório.
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PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 31/XI (1.ª) RECOMENDA AO GOVERNO SETE MEDIDAS ANTICRISE COM EFEITO RÁPIDO NA AGRICULTURA, CINCO MEDIDAS PARA O RPU SER PAGO A TEMPO E HORAS, NOVE MEDIDAS PARA SALVAR O PRODER E QUE DEFENDA O INTERESSE NACIONAL E A AGRICULTURA PORTUGUESA JUNTO DA UNIÃO EUROPEIA
1 — No entender do CDS-PP há quatro prioridades absolutas para o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, se o que se pretende é modificar a sério o estado de desinvestimento e desmotivação do sector:
a) Medidas anticrise específicas para o sector agrícola que compensem a queda do rendimento do agricultor e a sua crescente dificuldade em vender, com factores de produção tão elevados e preços ao produtor tão baixos;
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