Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org /
Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 794/XVI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE DEFENDA UMA POLÍTICA EUROPEIA
PROMOTORA DA PAZ, DA SEGURANÇA E DA DEFESA COLETIVAS, DO
FORTALECIMENTO DO ESTADO SOCIAL E DA TRANSIÇÃO CLIMÁTICA
JUSTA
O modelo da União Europeia assente na construção de um mercado único baseado em
regras orçamentais austeras e que ignoravam especificidades de cada país falhou. Esse
modelo obstaculiza o investimento público, limita o crescimento da capacidade produtiva
e tecnológica europeias, promove a estagnação salarial, dificulta a transição energética
verde, deteriora os serviços públicos, compromete a coesão social, o combate às
desigualdades sociais e deixa os povos da Europa expostos à crise da habitação e ao
aumento do custo de vida.
O quadro orçamental europeu, suspenso durante a pandemia de Covid-19 para que os
países pudessem responder à crise, foi alvo de modificações em 2023. O Bloco de
Esquerda denunciou desde a primeira hora que a reforma iria ser uma oportunidade
perdida. Ao introduzir uma simplificação de redução anual da despesa pública,
implementou uma lógica de austeridade permanente. Um estudo da New Economics
Foundation alertou que apenas 3 Estados-Membros conseguiriam realizar o investimento
público necessário para cumprir com os objetivos sociais e de combate às alterações
climáticas da própria União Europeia. Portugal não era exceção, sendo instado a cortar
anualmente até 2,8 mil milhões de euros em despesa pública.
O novo Plano para Rearmar a Europa, menos de um ano depois dessas regras estarem em
funções, em clara marcha atrás, prevê uma única exceção para os países poderem
incrementar a sua despesa pública: o setor da defesa. Deixa de lado todas as prioridades
do bem-comum: habitação, saúde, educação, mobilidade ou combate à pobreza. As
prioridades da União Europeia ficam claras, alinhando-se com o programa político de
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org /
pauperização do Estado Social, como defendido por Mark Rutte, Secretário-Geral da
NATO.
A UE entra assim oficialmente numa lógica de economia de guerra, pretendendo canalizar
a maior parte dos seus recursos naturais e financeiros para a indústria militar. Acresce
que esse sector é disputado por um pequeno número de grandes empresas, detidas
essencialmente por França, Alemanha e Itália, e que tem aumentado exponencialmente
nos últimos anos o seu orçamento destinado ao lóbi junto das instituições europeias. As
10 maiores empresas do setor da defesa de países da UE gastaram entre 3,95 e 5,1 milhões
de euros em lóbi, em 2022, e entre 5,5 e 6,7 milhões de euros, em 2023. Os dados públicos
disponíveis indicam um aumento de 40% em apenas um ano.
A construção da União Europeia assente em tratados que impõe austeridade foi
precisamente o que impediu a sua modernização, independência energética e autonomia
estratégica que a colocaria hoje mais bem preparada para enfrentar os grandes desafios
do nosso tempo.
O permanente estrangulamento do investimento público foi acompanhado, na esperança
de o compensar, com um alinhamento acrítico e de dependência dos Estados Unidos da
América nas mais diversas áreas, nomeadamente de tecnologias, defesa e informação. A
recente eleição do Presidente Donald Trump e o realinhamento que promoveu na política
externa, nomeadamente com ameaças expressas de intervenção militar contra território
da União Europeia, de continuação da ocupação da Palestina, de imposição da pilhagem
de matéria-prima crítica na Ucrânia e de não garantir os mecanismos da NATO vieram
expor o fracasso desse modelo.
O abandono de populações e compromissos internacionais por parte dos Estados Unidos
da América não é novidade. Vimo-lo, mais recentemente, em 2021 na saída do Afeganistão
e na sua entrega da administração do país às forças talibã, logo após o fim do primeiro
mandato do Presidente Donald Trump. Atualmente repete-se no abandono do povo
ucraniano e na imposição de um acordo ao país vítima de invasão que, na prática, significa
a pilhagem das suas riquezas naturais, nomeadamente das suas terras raras. Este
realinhamento da política externa estadunidense colocou no mesmo plano de cooperação
os interesses da atual administração do Partido Republicano e os da Federação Russa de
Putin.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org /
O alinhamento entre as políticas estadunidenses e russas não se fica nessa esfera,
alargando-se à tentativa de interferência na política e nas eleições dos estados-membros
da União Europeia. Ao financiamento russo à extrema-direita europeia, de guerra híbrida
utilizando infraestruturas de informação e redes sociais detidas por tecnooligarcas
estadounidenses, junta-se a campanha aberta do oligarca Elon Musk contra as
democracias europeias. Das intervenções de diversos membros da nova administração
estadounidense saem saudações a regimes autoritários e o ataque às democracias
europeias.
A subserviência acrítica à política externa estadounidense fez com que a União Europeia
não se empenhasse ativamente na construção de uma solução de paz justa e duradoura
para a Ucrânia e para a Palestina. Perante o realinhamento da Casa Branca, a União
Europeia encontra-se perante um dilema estratégico e a reboque de um novo diretório
composto pelo Presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro Keir
Starmer do ex-estado-membro Reino Unido.
Perante o revés da sua política de alianças e a sua incapacidade produtiva e tecnológica, a
União Europeia quer repetir uma política fracassada e lançar os estados-membros numa
nova ronda de austeridade, desta vez de cariz bélico. Esta austeridade bélica consiste em
investimento público em defesa, sem avaliação prévia das necessidades e do que falhou
com o investimento anterior nesta área, enquanto pretende promover novos cortes na
saúde, educação e outros serviços públicos, em que comprime salários e agrava as
condições de vida no espaço europeu. Se a União Europeia decidir trocar o Estado Social
por uma escalada armamentista aprofundará a sua crise.
Nessa fuga para a frente, a União Europeia parece ainda querer caminhar para a
irresponsabilidade nuclear. A vertigem nuclear não protege o mundo ou a Europa. A
segurança mundial e de toda a Europa garante-se com uma comunidade internacional
comprometida com a construção da paz. É na prossecução desse objetivo que os governos
e instituições europeias se devem envolver ativamente.
A Europa não necessita de um exército comum e unificado. A Europa não pode estar
exposta ao risco de ter um exército - ou estar dependente taticamente de um arsenal
nuclear - que possa vir a ser controlado por um governo de extrema-direita próximo de
Donald Trump e de Vladimir Putin. A Europa necessita de garantir a sua autonomia
estratégica e a sua defesa através da cooperação entre os estados-membros,
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org /
nomeadamente, no quadro da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia
(OSCE).
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao
Governo que:
1- Rejeite inequivocamente as Regras da Governação Económica e a austeridade que
impõem, que levaram e levam à deterioração da qualidade de vida das cidadãs e cidadãos
europeus, dos serviços públicos, das infraestruturas públicas e da capacidade de resposta
a crises económicas, sociais e climáticas;
2- Rejeite a escalada armamentista no quadro da política europeia e de todas as
organizações internacionais relevantes em que o Estado português se encontra
representado;
3- Defenda, no quadro da política europeia, a proteção e alargamento do Estado Social,
nomeadamente o direito à habitação, educação e à saúde, e se comprometa com a
transição climática justa;
4- Defenda a realização de uma auditoria às verbas despendidas para defesa na União
Europeia;
5- Defenda nas instituições europeias a autonomia estratégica da União Europeia;
6- Defenda uma negociação de paz justa e duradoura para a Ucrânia e para a Palestina, no
pleno respeito pelo direito internacional;
7- Defenda a utilização dos fundos soberanos russos na reconstrução da Ucrânia e que
contribua para a definição da base legal para que a utilização desses fundos ocorra de
forma clara, transparente e em conformidade com as normas jurídicas globais;
8- Se oponha à pilhagem das matérias-primas e recursos naturais críticos da Ucrânia no
âmbito das negociações de paz;
9- Manifeste o seu repúdio a todas as tentativas de ingerência na política nacional dos
estados europeus, nomeadamente as recentemente operadas por responsáveis das
administrações Trump e Putin;
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org /
10- Defenda uma cooperação de defesa e segurança entre os estados europeus,
nomeadamente, no quadro da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa
(OSCE);
11- No quadro da União Europeia, defenda o respeito pelo direito internacional e a
execução dos mandados de captura do Tribunal Penal Internacional relativos a Vladimir
Putin, Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant.
Assembleia da República, 7 de março de 2025.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Marisa Matias, Fabian Figueiredo, Joana Mortágua, Isabel Pires e Mariana Mortágua.
---
Publicação — DAR II série A — 37-39 — 07/03/2025
7 DE MARÇO DE 2025
É urgente que o Estado assuma a sua responsabilidade por um investimento de 300 milhões de euros, que
revogue o despacho de 10 de fevereiro e crie uma comissão de acompanhamento na responsabilidade da
ACSS, que reveja os protocolos com a Câmara Municipal de Évora, transfira as verbas para a ULSAC, garanta
a construção dos dois painéis nas subestações de Évora e Caeira e por fim, garanta a gestão pública do Novo
Hospital Central Público do Alentejo.
Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do
Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República adote a
seguinte
Resolução
A Assembleia da República, nos termos n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República, recomenda ao
Governo que, para a conclusão da obra de construção do Novo Hospital Público Central do Alentejo adote as
medidas seguintes:
1. Crie uma comissão de acompanhamento da obra sob a responsabilidade da ACSS, da tutela do
Ministério da Saúde, com os meios técnicos e financeiros adequados, revogando o Despacho n.º 2152/2025
de 10 de fevereiro, que transfere a responsabilidade de acompanhamento da obra para a Unidade Local de
Saúde do Alentejo Central;
2. Reveja os protocolos com a Câmara Municipal de Évora para possibilitar o arranque das obras de
acessibilidades e das infraestruturas;
3. Transfira as verbas para a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central que permita lançar o concurso
de aquisição dos equipamentos para o novo Hospital Central do Alentejo;
4. Desenvolva os procedimentos necessário para o concretizar a construção de dois painéis, nas
subestações de Évora e Caeira, que irá permitir a ligação do hospital à rede de média tensão;
5. Garanta a gestão pública do novo Hospital Central do Alentejo.
Assembleia da República, 7 de março de 2025.
Os Deputados do PCP: Paula Santos — Paulo Raimundo — António Filipe — Alfredo Maia.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 794/XVI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE DEFENDA UMA POLÍTICA EUROPEIA PROMOTORA DA PAZ, DA
SEGURANÇA E DA DEFESA COLETIVAS, DO FORTALECIMENTO DO ESTADO SOCIAL E DA
TRANSIÇÃO CLIMÁTICA JUSTA
O modelo da União Europeia assente na construção de um mercado único baseado em regras orçamentais
austeras e que ignoravam especificidades de cada país falhou. Esse modelo obstaculiza o investimento
público, limita o crescimento da capacidade produtiva e tecnológica europeias, promove a estagnação salarial,
dificulta a transição energética verde, deteriora os serviços públicos, compromete a coesão social, o combate
às desigualdades sociais e deixa os povos da Europa expostos à crise da habitação e ao aumento do custo de
vida.
O quadro orçamental europeu, suspenso durante a pandemia de covid-19 para que os países pudessem
responder à crise, foi alvo de modificações em 2023. O Bloco de Esquerda denunciou desde a primeira hora
que a reforma iria ser uma oportunidade perdida. Ao introduzir uma simplificação de redução anual da despesa
pública, implementou uma lógica de austeridade permanente. Um estudo da New Economics Foundation
alertou que apenas três Estados-Membros conseguiriam realizar o investimento público necessário para
---
Apreciação — DAR I série — 7-50 — 14/03/2025
14 DE MARÇO DE 2025
que vos diga, que, de alguns que ele pudesse escolher, gostava muito que fosse o «puto», como ele sempre
me chamou, a poder fazê-la.
Hoje, o País perdeu um dos seus melhores, o PSD perdeu um dos seus grandes, eu perdi um grande amigo.
Aplausos gerais, de pé.
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Entremos, então, na ordem de trabalhos de hoje, que, embora seja
longa, tem vários pontos e quase todos eles são sem tempos. Só o primeiro ponto é que tem tempos atribuídos
para debate e consiste numa fixação da ordem do dia, requerida pelo Grupo Parlamentar do Livre, sobre o tema
«Europa, segurança e democracia», em que serão discutidos conjuntamente os Projetos de Resolução
n.º 783/XVI/1.ª (L) — Recomenda ao Governo que defenda, junto da União Europeia, a criação de uma
comunidade europeia de defesa, 785/XVI/1.ª (L) — Recomenda ao Governo que defenda, junto da União
Europeia, a utilização de ativos russos no apoio à Ucrânia, 784/XVI/1.ª (L) — Contra a austeridade bélica:
defender a Europa é também proteger o Estado social e a transição ecológica, 726/XVI/1.ª (L) — Recomenda a
realização de um estudo sobre a resistência do sistema jurídico português contra um choque autoritário e contra
a subversão democrática, 727/XVI/1.ª (L) — Recomenda ao Governo que Portugal adira ao Conselho do Ártico
como observador, 794/XVI/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo que defenda uma política europeia promotora
da paz, da segurança e da defesa coletivas, do fortalecimento do Estado social e da transição climática justa e
798/XVI/1.ª (PAN) — Pela ajuda à Ucrânia no combate aos crimes humanitários e ambientais perpetrados pela
Rússia.
Para a apresentação das iniciativas legislativas do Livre, tendo até 26 minutos, tem a palavra o Sr. Deputado
Rui Tavares.
O Sr. Rui Tavares (L): — Sr. Presidente, Caras e Caros Colegas, Caros Concidadãos nas galerias: A política
trata, como acabámos de ver, de tudo o que é humano, do que nos dá alegria, do que nos dá tristeza, dos temas
que são mais fáceis, dos temas que são mais difíceis, dos debates nos quais nos empenhamos, das coisas de
que gostamos, mas também dos debates que não gostaríamos nunca de ter de fazer.
Vimos aqui, ainda há momentos, que a morte já entrou hoje neste Hemiciclo sem ser convidada, sem
querermos que ela aqui estivesse, quando falámos de alguém que serviu nesta Casa.
Infelizmente, o debate que trazemos aqui hoje, que o Livre marcou como debate potestativo ainda antes de
o País viver uma crise política, é um debate que também tem muitos elementos nos quais não gostaríamos de
ter de falar, de enfrentar.
Passa-se isto porque a guerra voltou ao nosso continente europeu e o Livre, que é um partido de paz,
europeísta, que preza a paz no continente europeu e que sabe o esforço, o trabalho e a imaginação que foram
precisos para conseguir construir uma Europa de paz nas últimas décadas, ao contrário do que se passou
durante toda a sua história, é um partido que não gostaria — como muitos e muitas de vocês, certamente — de
estar a fazer um debate sobre guerra na Europa.
No entanto, temos de o fazer por três razões.
A primeira é porque Portugal nunca esteve imune à história da Europa, seja na I Guerra Mundial, na qual
participámos, seja na II Guerra Mundial, durante a qual recebemos muitos refugiados, seja quando houve uma
guerra civil na vizinha Espanha. Em tantos momentos da nossa história, Portugal nunca pôde fazer de conta
que a Europa não existia, nunca se pôde isolar no seu canto e esquecer o que se passava à sua volta.
O Sr. Paulo Muacho (L): — Muito bem!
O Sr. Rui Tavares (L): — Mas a segunda razão é que nós todos, portuguesas e portugueses, somos
europeus. Portanto, nunca nos podemos inibir de participar nos grandes debates de que é feita a Europa, nunca
nos podemos inibir de tomar iniciativa, nunca nos podemos inibir de dinamizar o debate, até de o liderar. Sim,
também aqui em Portugal nasceram muitas das ideias de que é feita a Europa, e não devemos ficar sozinhos a
um canto à espera de que alguém faça os debates por nós.
Aplausos do L.
---
Votação na generalidade — DAR I série — 52-52 — 14/03/2025
I SÉRIE — NÚMERO 101
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Fica registado, Sr. Deputado.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 726/XVI/1.ª (L) — Recomenda a
realização de um estudo sobre a resistência do sistema jurídico português contra um choque autoritário e contra
a subversão democrática.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do BE, do L e do PAN, os votos contra
do PSD, da IL e do CDS-PP e as abstenções do CH e do PCP.
Este projeto de resolução baixa à 1.ª Comissão.
Prosseguimos com a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 727/XVI/1.ª (L) — Recomenda
ao Governo que Portugal adira ao Conselho do Ártico como observador.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, da IL, do BE, do L e do PAN e as
abstenções do PSD, do PCP e do CDS-PP.
Este projeto de resolução baixa à 11.ª Comissão.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 794/XVI/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo
que defenda uma política europeia promotora da paz, da segurança e da defesa coletivas, do fortalecimento do
Estado social e da transição climática justa.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do PS, do CH, da IL e do CDS-PP, os votos
a favor do BE, do L e do PAN e a abstenção do PCP.
A Sr.ª Deputada Isabel Mendes Lopes pede a palavra para que efeito?
A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — Sr. Presidente, é para anunciar a entrega de uma declaração de voto
escrita sobre esta votação.
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Seguidamente votamos, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 798/XVI/1.ª (PAN) — Pela ajuda à
Ucrânia no combate aos crimes humanitários e ambientais perpetrados pela Rússia.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, da IL, do BE, do L e do PAN e as
abstenções do PSD, do PCP e do CDS-PP.
Este projeto de resolução baixa à 2.ª Comissão.
Não havendo objeção, passamos, agora, à votação conjunta, na generalidade, na especialidade e final global,
do texto de substituição, apresentado pela Comissão de Poder Local e Coesão Territorial, relativo aos Projetos
de Lei n.os 444/XVI/1.ª (CH) — Elevação da freguesia de Lanheses à categoria de vila histórica, 499/XVI/1.ª
(PSD, CDS-PP) — Elevação da povoação de Lanheses à categoria de vila histórica e 508/XVI/1.ª (PS) —
Elevação da povoação de Lanheses à categoria de vila histórica.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade, registando-se a ausência do Deputado não inscrito
Miguel Arruda.
Penso que há pessoas e autarcas da freguesia presentes nas galerias. A eles o nosso cumprimento pela sua
presença e pela elevação que tiveram.
Aplausos gerais.
Seguimos com a votação na generalidade, na especialidade e final global do Projeto de Lei n.º 550/XVI/1.ª
(PS) — Elevação da povoação de Castelo do Neiva à categoria de vila.
Abrir texto oficial