PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 620/XVI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A PROMOÇAO DE UM CONJUNTO DE
MEDIDAS PARA AUMENTAR A CIDADANIA DAS MULHERES
PORTUGUESAS RESIDENTES NO ESTRANGEIRO
A igualdade de género é um tema central no contexto do debate sobre a
sociedade do futuro e as mais variadas políticas públicas, possuindo uma
particular atualidade no contexto das nossas numerosas comunidades no
estrangeiro.
Por isso, foi sempre objeto prioritário das preocupações do Partido Social
Democrata, quer na sua ação governativa, quer no plano parlamentar, sendo
vários os exemplos de políticas e ações promovidas no passado sobre as
questões que se encontram associadas a esta temática.
Situações de discriminação e violência de género são hoje inadmissíveis,
devendo ser combatidas por todos os meios, não podendo o poder político
divorciar-se do acompanhamento desta problemática.
Para além disso, a defesa de valores tradicionais da nossa estrutura social,
como é o caso da Família, têm de ser igualmente encarados de forma
determinada, uma vez que daí depende a resolução de muitos dos problemas
sociais com que as nossas comunidades se confrontam.
Mas, por outro lado, cumpre igualmente desenvolver mais esforços no sentido
de aumentar os níveis de intervenção pública da Mulher portuguesa no
estrangeiro como instrumento fundamental para dar uma maior dimensão
política às nossas Comunidades.
Trata-se assim de desenvolver políticas que promovam a igualdade efetiva
entre homens e mulheres, sem esquecer as questões da participação cívica, da
proteção à família e da inserção profissional.
Neste âmbito, afigura-se fundamental contemplar a situação específica da
mulher emigrante, inserida em regra em meios estranhos, muitas vezes
fragilizada e seriamente exposta ao mais variado tipo de discriminações.
Nestes termos, o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, propõe o
aumento da colaboração do Estado com o mais variado tipo de entidades
ligadas às nossas comunidades, particularmente o movimento associativo, para
uma ação mais eficaz em defesa dos direitos da Mulher Portuguesa.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os(as)
Deputados(as) do PSD, abaixo-assinados, propõem que a Assembleia da
República resolva recomendar ao Governo:
a) Que promova, dentro das suas competências, um conjunto de medidas
destinadas ao incremento da cidadania das mulheres portuguesas
residentes no estrangeiro, tendo em vista a garantia de uma igualdade
efetiva entre homens e mulheres no universo das comunidades
portuguesas no Mundo, o fomento da participação cívica, política e
associativa da mulher, a defesa da família enquanto elemento
estruturante da vida em sociedade, o combate às situações de violência
de género e ainda o desenvolvimento de modalidades de inserção
profissional das mulheres portuguesas no estrangeiro;
b) Que favoreça de forma ativa, no sentido de concretizar as medidas
acima propostas, a realização de seminários e ações de formação
destinados a fomentarem a igualdade de oportunidades entre homens e
mulheres, ações de prática laboral realizadas em empresas que
envolvam mulheres portuguesas, estudos e investigações, iniciativas
informativas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro e de
candidatos a emigrantes, campanhas de sensibilização das famílias e
dos jovens portugueses no exterior, ações informativas e formativas no
âmbito de órgãos de comunicação social e ainda, a organização de
estruturas associativas dirigidas ao acompanhamento da problemática
da mulher portuguesa no estrangeiro
Palácio de São Bento, 28 de janeiro de 2025
As (Os) Deputadas(os),
Hugo Soares
Flávio Martins
António Rodrigues
Regina Bastos
Hugo Carneiro
Andreia Neto
Paula Cardoso
Ana Santos
Nuno Jorge Gonçalves
Paula Margarido
Pedro Neves de Sousa
Emília Cerqueira
João Antunes dos Santos
Ofélia Ramos
Sandra Pereira
Teresa Morais
Paulo Neves
Carlos Eduardo Reis
Bruno Ventura
Alexandre Poço
Paulo Edson da Cunha
Carlos Silva Santiago
Hugo Patrício Oliveira
Liliana Reis
Olga Freire
Paulo Moniz
Telmo Faria
Dinis Faísca
Miguel Guimarães
Pedro Alves
Silvério Regalado
Isaura Morais
Cristóvão Norte
João Vale e Azevedo
Almiro Moreira
Dulcineia Catarina Moura
Ana Oliveira
Ricardo Carvalho
Amílcar Almeida
Eva Brás Pinho
Marco Claudino
Martim Syder
Miguel Santos
Ricardo Araújo
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Publicação — DAR II série A — 16-17 — 28/01/2025
II SÉRIE-A — NÚMERO 169
comerciais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, colocando em risco a navegação internacional e a
segurança regional. Desde novembro de 2023, os huti lançaram mais de 40 ataques a navios comerciais
nessas áreas, alegando solidariedade com grupos como o Hamas durante conflitos regionais.
Além disso, os huti têm recebido apoio militar e logístico do Irão, incluindo fornecimento de armas e
assistência técnica, o que lhes permitiu expandir suas capacidades militares e realizar ataques de maior
alcance, afetando a estabilidade de países vizinhos e a segurança internacional.
Internamente, o movimento huti tem sido acusado de graves violações dos direitos humanos, incluindo o
recrutamento de crianças-soldado, repressão de minorias religiosas e políticas, e restrições severas aos
direitos das mulheres, contribuindo para a deterioração da situação humanitária no Iémen.
Em resposta a essas ações, diversos países e organizações internacionais têm considerado ou
implementado a designação dos huti como organização terrorista. Em janeiro de 2024, os Estados Unidos
designaram os huti como «terroristas globais especialmente designados», tentando responsabilizar o grupo
pelas suas atividades terroristas e mitigar o seu impacto na segurança regional e internacional.
Ao abrigo das normas aplicáveis na União Europeia, concretamente, através da posição comum do
Conselho, de 27 de dezembro de 2001, relativa à aplicação de medidas específicas de combate ao terrorismo
(2001/931/PESC), o Governo português poderá propor, junto do Conselho da União Europeia, que o
movimento huti seja designado como uma organização terrorista.
Resolução
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Assembleia da República delibera
recomendar ao Governo que:
1 – Apresente uma proposta ao Conselho da União Europeia, através do Conselho dos Negócios
Estrangeiros, para que o movimento huti passe a constar na lista de organizações terroristas da União
Europeia.
Palácio de São Bento, 28 de janeiro de 2025.
Os Deputados da IL: Joana Cordeiro — Albino Ramos — Bernardo Blanco — Mariana Leitão — Mário
Amorim Lopes — Patrícia Gilvaz — Rodrigo Saraiva — Rui Rocha.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 620/XVI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A PROMOÇÃO DE UM CONJUNTO DE MEDIDAS PARA AUMENTAR A
CIDADANIA DAS MULHERES PORTUGUESAS RESIDENTES NO ESTRANGEIRO
A igualdade de género é um tema central no contexto do debate sobre a sociedade do futuro e as mais
variadas políticas públicas, possuindo uma particular atualidade no contexto das nossas numerosas
comunidades no estrangeiro.
Por isso, foi sempre objeto prioritário das preocupações do Partido Social Democrata, quer na sua ação
governativa, quer no plano parlamentar, sendo vários os exemplos de políticas e ações promovidas no
passado sobre as questões que se encontram associadas a esta temática.
Situações de discriminação e violência de género são hoje inadmissíveis, devendo ser combatidas por
todos os meios, não podendo o poder político divorciar-se do acompanhamento desta problemática.
Para além disso, a defesa de valores tradicionais da nossa estrutura social, como é o caso da família, têm
de ser igualmente encarados de forma determinada, uma vez que daí depende a resolução de muitos dos
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Apreciação — DAR I série — 4-43 — 08/02/2025
I SÉRIE — NÚMERO 86
O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Sr.as e Srs. Deputados, vamos dar início aos nossos trabalhos, pelo que declaro aberta a sessão.
Eram 10 horas e 4 minutos.
Peço aos Srs. Agentes da autoridade o favor de abrirem as galerias ao público.
A ordem do dia de hoje é composta por dois pontos.
Como primeiro ponto temos, numa fixação da ordem do dia requerida pelo PSD, o debate do tema «Pela
aproximação das comunidades portuguesas espalhadas no mundo», no âmbito do qual iremos proceder à
discussão conjunta, na generalidade, dos Projetos de Resolução n. os 620/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo a promoção de um conjunto de medidas para aumentar a cidadania das mulheres portuguesas
residentes no estrangeiro, 621/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo a promoção de campanhas de
informação aos eleitores recenseados no estrangeiro, 622/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo que avalie
as condições necessárias para a implementação de um projeto-piloto não vinculativo de voto eletrónico não
presencial, 623/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas especiais de reforço da rede
consular portuguesa, 624/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo que avalie as condições necessárias para
a introdução do voto antecipado em mobilidade para os eleitores residentes no estrangeiro e 625/XVI/1.ª (PSD)
— Recomenda ao Governo que defina um novo quadro de incentivos ao associativismo juvenil no estrangeiro.
Num segundo ponto teremos as votações regimentais.
Para dar início aos trabalhos, tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado Flávio Martins, do Partido
Social Democrata.
O Sr. Flávio Martins (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O Grupo Parlamentar do PSD requereu este debate sobre o tema «Pela aproximação das comunidades portuguesas espalhadas no mundo»;
fê-lo em boa hora. Mais uma vez, como desde há décadas, com a nossa Dr.ª Manuela Aguiar, protagoniza o
debate e a atenção por quem escolheu viver no estrangeiro ou por quem, nascendo em outro país, traz consigo
a portugalidade — e são tão portugueses como todos os outros.
«Valorizar as comunidades», «reconhecê-las como um ativo excecional» ou outras expressões que causam
impacto em documentos ou na comunicação social perdem importância se não passarmos à prática. E passar
do mero discurso é o que a iniciativa do Grupo Parlamentar do PSD faz, ao fixar este debate objetivo.
Tratar das comunidades deixa de lado posições meramente ideológico-partidárias, como às vezes ocorre em
outros temas. E sou testemunha de que em outros partidos há quem se interesse e quem defenda nossas
comunidades.
Mas agora é o momento de pesarmos a realidade e percebermos a força cultural, social, patrimonial e política
que se verifica cada vez mais naqueles e daqueles que vivem no estrangeiro, em mais de 190 países.
Assim, e a buscar o necessário consenso responsável, apresentamos seis projetos de resolução, que
esperamos que sejam — todos — aprovados, para que o Governo, que tem os meios formais e materiais, possa
executar as recomendações aqui apresentadas.
São seis e abordam matérias que, histórica ou contemporaneamente, são do interesse de quem reside lá
fora e que nos assiste agora, mas também de diversas Deputadas e Deputados neste Hemiciclo.
O Sr. Hugo Soares (PSD): — Muito bem!
O Sr. Flávio Martins (PSD): — O PSD é o partido mais próximo das nossas comunidades no estrangeiro,…
O Sr. Hugo Soares (PSD): — Muito bem!
O Sr. Flávio Martins (PSD): — … e valorizá-las é também melhorar os procedimentos para sua participação cívico-eleitoral.
Daí a apresentação dos Projetos de Resolução n. os 621/XVI/1.ª — Recomenda ao Governo a promoção de
campanhas de informação aos eleitores recenseados no estrangeiro, 622/XVI/1.ª — Recomenda ao Governo
avalie as condições necessárias para a implementação de um projeto-piloto não vinculativo de voto eletrónico
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Votação na generalidade — DAR I série — 46-46 — 08/02/2025
I SÉRIE — NÚMERO 86
Guarda Prisional em funções nas regiões autónomas (quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2014, de 9 de
janeiro).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Votamos agora um requerimento, apresentado pelo BE, que solicita, igualmente, a baixa à Comissão de
Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, sem votação, por 30 dias, do Projeto de Lei n.º
447/XVI/1.ª (BE) — Corrige as desigualdades no suplemento de fixação dos guardas prisionais das regiões
autónomas (quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2014, de 9 de janeiro).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Votamos agora o Projeto de Resolução n.º 341/XVI/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo que retome o
pagamento do subsídio de insularidade a todos os guardas prisionais que estão a cumprir a sua missão nas
regiões autónomas.
Quem vota contra?
Pausa.
PSD, IL e CDS-PP.
Quem se abstém?
Pausa.
PS, BE, PCP e Livre.
Quem vota a favor?
Pausa.
Chega e PAN.
O Sr. Deputado não inscrito não se manifestou. Qual é o sentido do seu voto?
O Sr. Miguel Arruda (Ninsc): — Voto ao lado do Chega.
Risos de Deputados do PSD e do PS.
O Sr. Nelson Brito (PS): — Volta, estás perdoado!
Protestos do CH.
O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Srs. Deputados, dão-me licença que anuncie a votação?!
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do PAN e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PS, do BE, do PCP e do L.
Vamos agora votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 620/XVI/1.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo a promoção de um conjunto de medidas para aumentar a cidadania das mulheres portuguesas
residentes no estrangeiro.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, do CH, da IL, do BE, do L, do CDS-
PP, do PAN e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e a abstenção do PCP.
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