Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org/
Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 524/XVI/1ª
ACESSO A MÉDICO DE FAMÍLIA E A EQUIPA DE SAÚDE FAMILIAR NO
CONCELHO DE OURÉM
Existem hoje mais de 1,5 milhões de pessoas sem médico de família em Portugal e,
consequentemente, sem equipa de saúde familiar. Este é um problema grave que limita
em muito os cuidados de saúde prestados e o acesso aos mesmos. Para além de os
Cuidados de Saúde Primários serem a porta de entrada no Serviço Nacional de Saúde – o
que faz com que quem não tem equipa de saúde familiar tem mais dificuldade de acesso a
cuidados de saúde -, a não cobertura total por médico e equipa de saúde familiar faz com
que o utente não tenha acompanhamento regular e especializado de medicina geral e
familiar, o que traz fortes impactos negativos na vigilância das suas patologias, no
acompanhamento do seu estado geral de saúde e na promoção da sua doença e prevenção
da doença.
O número de utentes sem médico de família tem aumentado substancialmente desde final
de 2019. Desde dezembro desse ano até dezembro de 2024, o número de utentes não
inscritos em listas mais do que duplicou (dezembro 2019: 730.232; dezembro de 2024:
1.522.545).
Hoje existem, portanto, cerca de 15% dos utentes inscritos em Cuidados de Saúde
Primários sem médico e sem equipa de família atribuídos, uma percentagem muito
elevada e que só tem vindo a piorar com os falhanços consecutivos, incluindo do atual
Governo, no que toca à contratação de especialistas em medicina geral e familiar para o
SNS. Lembre-se que no último concurso que servia para contratação dos recém-
especialistas formados na época normal, aberto com enorme atraso, cerca de 70% das
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org/
vagas para medicina geral e familiar ficaram por ocupar, ou seja, o Governo conseguiu
atrair apenas 30% de médicos para as vagas abertas e desperdiçou muitos recém-
especialistas em MGF que tinham acabado de se formar.
Se o panorama nacional é globalmente mau, existem regiões onde ele se mostra ainda
pior: a região de Lisboa e Vale do Tejo e, dentro desta, o concelho de Ourém são disso
exemplo.
Segundo os dados oficiais do SNS Transparência, em dezembro de 2024, Lisboa e Vale do
Tejo continuava a ter mais de 1 milhão de utentes sem médico de família, correspondente
a quase 30% dos utentes inscritos. Já o ACES Médio Tejo (onde se inseria o concelho de
Ourém até à reorganização do SNS em ULS) tinha, em dezembro de 2023, 32% dos utentes
a descoberto. Especificamente sobre o concelho de Ourém, e segundo dados do BI dos
Cuidados de Saúde Primários , a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP)
Ourém tinha, a dezembro de 2024, 30.404 utentes inscritos, dos quais 17.471 sem médico
de família, ou seja, quase 60% do total dos utentes. Estamos a falar, no concreto, de 10
médicos e médicas para 14 unidades (entre polos e sede do centro de saúde) e para uma
população envelhecida, a carecer de muitos cuidados e de acompanhamento regular para
vigilância das suas patologias e do seu estado geral de saúde.
Esta grave falta de profissionais no concelho de Ourém (excetuada daqui a freguesia de
Fátima, onde existe uma USF, 8 médicos para 14 mil utentes e, portanto, a realidade é
diferente) já levou mesmo ao encerramento de uma USF, no caso da USF Auren, tendo os
seus utentes sido incorporados na UCSP Ourém, ou seja, no enorme número de pessoas
sem médico e sem equipa de saúde familiar.
A situação geral no concelho de Ourém é, como se vê, muito difícil no que toca a acesso a
cuidados de saúde primários. E essa situação tem regredido ao longo dos últimos tempos.
Por exemplo, enquanto em 2020 existiam 25 médicos de família em todo o concelho de
Ourém (14 na UCSP Ourém, 4 na USF Auren e 7 na USF Fátima), em 2024 esse número
tinha já recuado para 18 (10 médicos na UCSP Ourém e 8 médicos na USF Fátima). Se
excetuarmos daqui a freguesia de Fátima e olharmos para as restantes freguesias do
concelho, a evolução do número de médicos de família entre 2020 e 2024 é, então, de 18
para 10, uma redução de quase 50% em apenas 4 anos.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org/
Não admira, por isso, que cerca de 30% dos utentes da UCSP Ourém se tenham mobilizado
em torno de uma petição onde exigem o cumprimento do direito constitucional à proteção
na saúde, direito que está gravemente comprometido tendo em conta a perda de médicos,
o encerramento de uma USF, o aumento do número de utentes sem médico e sem equipa
de saúde familiar e, em resumo, a dificuldade de acesso a cuidados de saúde.
Estes peticionários, que o Bloco de Esquerda saúda, exigem a contratação de médicos de
família para que todos sejam incorporados em listas e todos tenham acesso a uma equipa
de saúde familiar. É uma exigência elementar. Exigem do poder político medidas capazes
de garantir essa contratação e fixação de profissionais, medidas que façam com que em
Ourém toda a gente tenha acesso pleno aos cuidados de saúde primários.
Não se trata de requerer soluções de recurso ou tapa buracos que acabam por ser
perversas e incentivar a fuga de médicos do SNS. Estamos a falar de soluções como a
contratação de médicos à hora a um preço muito mais elevado do que aquele que se paga
aos profissionais com vínculo com o SNS ou soluções como o Governo tem vindo a
promover de desvio de recursos do SNS para instituições privadas. Tanto uma como outra
só agravam o problema de abandono e desertificação do SNS e, portanto, só agravarão s
números de pessoas sem equipa de saúde familiar, sem acesso a médico de família e sem
acesso a cuidados de saúde primários feitos de forma especializada e regular.
Isso mesmo é dito pelos promotores da petição Por médicos de família no Centro de Saúde
Ourém e nos seus polos , quando denunciam que o projeto Bata Branca – em que a então
ARSLVT e a Câmara Municipal de Ourém acordaram pagar €42/hora num protocolo
estabelecido com a Santa Casa da Misericórdia Fátima/Ourém – só traz efeitos perversos
para o sistema de saúde, uma vez que os médicos do SNS ganham muito menos do que
isso à hora. Quando, em vez de se promover uma melhor remuneração dos profissionais
do SNS, se usam os recursos públicos para pagar três ou quatro vezes mais a entidades
externas, o que se está a fazer é incentivar a saída de mais profissionais de saúde do SNS.
Estes efeitos perversos das tentativas de externalização dos serviços do SNS são também
evidenciados pelo recente relatório SNS em foco: expectativas e realidade , da Fundação
para a Saúde, nomeadamente sobre os efeitos do desvio de recursos do SNS para soluções
como o CAC da Prelada em vez de seguir uma via de investimento no próprio SNS, em
particular investimento em centros de saúde e cuidados de saúde primários.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org/
Pela clareza da sua análise, vale a pena citar este relatório sobre este aspeto em particular:
“O CAC do Norte contratou perto de 80 profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de
ação médica e pessoal administrativo), ressalvando-se que os “clínicos contratados, todos
de Medicina Geral e Familiar, trabalham na urgência de alguns hospitais, em centros de
saúde e outros em hospitais privados" (…) A médio prazo, poderá ter como consequência
um maior número de utentes a deslocarem-se à urgência sem necessidade e mais utentes
sem médico de família, o que terá um efeito precisamente oposto das políticas que se
pretendem implementar. (…) Se o CAC tiver financiamento como noticiado, de
45€/utente, tendo em consideração uma produção semelhante da consulta aberta em USF
(igualmente para situações agudas) de 12-15 minutos, os cerca de 200€/hora não fariam
mais sentido serem investidos nos cuidados primários e não numa extensão do hospital,
mesmo que seja convencionado? O valor hora para a hora extraordinária hospitalar que
abrange o CAC é superior ao atualmente pago no SNS em SAP ou SASU ou atendimento
complementar dos cuidados de saúde primários. Ou seja, o mesmo médico de família
recebe mais se for cumprir horas extras a um CAC do que a um SAP, SAC ou SASU”.
Em resumo, estas medidas de externalização de respostas, de convencionar ou
estabelecer protocolos com entidades externas ao SNS e de pagar a estas entidades muito
mais do que se paga aos profissionais de saúde do SNS não são solução nenhuma. Pelo
contrário, são um problema agravado: retiram recursos financeiros ao SNS e promovem
a saída de profissionais vinculados ao SNS.
A solução para Ourém – assim como para os mais de 1,5 milhões de utentes sem médico
de família em todo o país – não passa nem por USF-C (onde os privados até poderão
escolher os utentes em função das suas patologias e carga de doença) nem por desvio de
recurso e externalização de respostas, seja com CAC ou com projetos tipo Bata Branca.
A solução passa por reforço do serviço público e, neste caso em particular, reforço dos
cuidados de saúde primários. Passa por vincular médicos e outros profissionais de saúde,
por aumentar os seus ordenados, por promover a exclusividade, por integrar os internos
na carreira médica e por não perpetuar a negligência na abertura de concursos para
contratação. Lembre-se que no despacho nº 15149-A/2024, de 26 de dezembro, o
“número máximo de postos de trabalho a preencher” na ULS da Região de Leiria foram de
apenas 18 quando há uma carência de 65 médicos de família nesta ULS. Das 18 apenas 2
são para Ourém, ou seja, 16,7% das necessidades do concelho.
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 Lisboa - Telefone: 21 391 7592
Email: bloco.esquerda@be.parlamento.pt - http://parlamento.bloco.org/
O que o Bloco de Esquerda propõe com a presente iniciativa legislativa, e respondendo ao
apelo dos autores da petição Por médicos de família no Centro de Saúde Ourém e nos seus
polos, é o reforço de vagas para contratação de médicos de família para a ULS Região de
Leiria e, em particular, para o concelho (e UCSP) de Ourém e a criação de condições
imediatas para os especialistas de medicina geral e familiar (assim como outros
profissionais de saúde) se queiram fixar no SNS. Isso faz-se com investimento nas suas
carreiras e remunerações e não com protocolos que incentivam a sua saída do SNS.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do
Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – Reforce de imediato o número de vagas para contratação de médicos de família para
a UCSP de Ourém, tendo em conta a percentagem de utentes a descoberto atualmente e a
clara insuficiência do número de vagas para contratação prevista no Despacho nº 15149-
A/2024, de 26 de dezembro, de forma que todos os utentes do concelho de Ourém tenham
médico e equipa de saúde familiar;
2 – Promova políticas públicas para a fixação de profissionais no SNS, nomeadamente
exclusividade facultativa com majoração salarial para todos os profissionais, integração
dos internos na carreira médica, valorização das carreiras e das grelhas salariais de
médicos e de outros profissionais de saúde, aumentando o valor hora do seu trabalho em
vez de várias vezes mais em protocolos e convenções com entidades externas ou com
prestadores de serviço;
3 – Criação de incentivos públicos e organizados a partir de um planeamento em saúde
feito pelo Governo, nomeadamente alargamento de vagas carenciadas e reforço das suas
majorações e alargamento dos incentivos não pecuniários como, por exemplo, apoio à
habitação, acesso a infantário ou apoio à fixação de conjugue no mesmo local.
Assembleia da República, 10 de janeiro de 2025
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Isabel Pires; Fabian Figueiredo; Joana Mortágua; José Soeiro; Mariana Mortágua
---
Publicação — DAR II série A — 89-91 — 10/01/2025
10 DE JANEIRO DE 2025
Palácio de São Bento, 10 de janeiro de 2025.
Os Deputados do PSD: Hugo Soares — Alexandre Poço — Ricardo Araújo — Sofia Carreira — Andreia
Bernardo — Clara de Sousa Alves — Eva Brás Pinho — Paulo Cavaleiro — Ana Gabriela Cabilhas — Andreia
Neto — Carlos Reis — Dinis Faísca — Emídio Guerreiro — Inês Barroso — João Antunes dos Santos —
Paulo Moniz.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 524/XVI/1.ª
ACESSO A MÉDICO DE FAMÍLIA E A EQUIPA DE SAÚDE FAMILIAR NO CONCELHO DE OURÉM
Existem hoje mais de 1,5 milhões de pessoas sem médico de família em Portugal e, consequentemente,
sem equipa de saúde familiar. Este é um problema grave que limita em muito os cuidados de saúde prestados
e o acesso aos mesmos. Para além de os cuidados de saúde primários serem a porta de entrada no Serviço
Nacional de Saúde – o que faz com que quem não tem equipa de saúde familiar tem mais dificuldade de
acesso a cuidados de saúde –, a não cobertura total por médico e equipa de saúde familiar faz com que o
utente não tenha acompanhamento regular e especializado de medicina geral e familiar, o que traz fortes
impactos negativos na vigilância das suas patologias, no acompanhamento do seu estado geral de saúde e na
promoção da sua saúde e prevenção da doença.
O número de utentes sem médico de família tem aumentado substancialmente desde final de 2019. Desde
dezembro desse ano até dezembro de 2024, o número de utentes não inscritos em listas mais do que duplicou
(dezembro 2019: 730 232; dezembro de 2024: 1 522 545).
Hoje existem, portanto, cerca de 15 % dos utentes inscritos em cuidados de saúde primários sem médico e
sem equipa de família atribuídos, uma percentagem muito elevada e que só tem vindo a piorar com os
falhanços consecutivos, incluindo do atual Governo, no que toca à contratação de especialistas em medicina
geral e familiar (MGF) para o SNS. Lembre-se que no último concurso que servia para contratação dos recém-
especialistas formados na época normal, aberto com enorme atraso, cerca de 70 % das vagas para medicina
geral e familiar ficaram por ocupar, ou seja, o Governo conseguiu atrair apenas 30 % de médicos para as
vagas abertas e desperdiçou muitos recém-especialistas em MGF que tinham acabado de se formar.
Se o panorama nacional é globalmente mau, existem regiões onde ele se mostra ainda pior: a região de
Lisboa e Vale do Tejo e, dentro desta, o concelho de Ourém são disso exemplo.
Segundo os dados oficiais do SNS Transparência, em dezembro de 2024, Lisboa e Vale do Tejo
continuava a ter mais de 1 milhão de utentes sem médico de família, correspondente a quase 30 % dos
utentes inscritos. Já o ACES Médio Tejo (onde se inseria o concelho de Ourém até à reorganização do SNS
em ULS) tinha, em dezembro de 2023, 32 % dos utentes a descoberto. Especificamente sobre o concelho de
Ourém, e segundo dados do BI dos cuidados de saúde primários, a Unidade de Cuidados de Saúde
Personalizados (UCSP) de Ourém tinha, a dezembro de 2024, 30 404 utentes inscritos, dos quais 17 471 sem
médico de família, ou seja, quase 60 % do total dos utentes. Estamos a falar, no concreto, de 10 médicos e
médicas para 14 unidades (entre polos e sede do centro de saúde) e para uma população envelhecida, a
carecer de muitos cuidados e de acompanhamento regular para vigilância das suas patologias e do seu estado
geral de saúde.
Esta grave falta de profissionais no concelho de Ourém (excetuada daqui a freguesia de Fátima, onde
existe uma USF, 8 médicos para 14 mil utentes e, portanto, a realidade é diferente) já levou mesmo ao
encerramento de uma USF, no caso da USF Auren, tendo os seus utentes sido incorporados na UCSP Ourém,
ou seja, no enorme número de pessoas sem médico e sem equipa de saúde familiar.
A situação geral no concelho de Ourém é, como se vê, muito difícil no que toca a acesso a cuidados de
saúde primários. E essa situação tem regredido ao longo dos últimos tempos. Por exemplo, enquanto em 2020
existiam 25 médicos de família em todo o concelho de Ourém (14 na UCSP Ourém, 4 na USF Auren e 7 na
USF Fátima), em 2024 esse número tinha já recuado para 18 (10 médicos na UCSP Ourém e 8 médicos na
---
Apreciação — DAR I série — 71-78 — 23/01/2025
23 DE JANEIRO DE 2025
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Como é que te chamas?
O Sr. João Antunes dos Santos (PSD): — Como sabemos, no âmbito do PRR existe o Programa de Acessibilidades 360º, com uma dotação de 53 milhões de euros, que visa melhorar as acessibilidades para
pessoas com mobilidade reduzida em espaços e edifícios públicos e habitações.
Quando este Governo tomou posse, a taxa de execução física deste programa cingia-se unicamente a 1 %.
No que respeita à execução financeira, 28 % da dotação estava comprometida e somente 6 % estava paga.
O atual Governo, desde a primeira hora, procurou perceber o porquê destas baixas taxas, concluindo por um
desenho pouco eficaz dos programas propostos, não obstante o mérito das boas intenções.
Por exemplo, não se compreende que sejam os municípios a preparar e a submeter candidaturas, uma vez
que as organizações não governamentais de pessoas com deficiência estariam mais bem posicionadas para o
fazer, dado o seu conhecimento e proximidade com os destinatários finais.
Com o esforço deste Governo, a taxa de execução física tem vindo a melhorar progressivamente, apesar de
ainda permanecer baixa. A execução financeira passou de 28 % da dotação comprometida para 63 % enquanto
os pagamentos subiram de 6 % para 14 %. Também este Governo pugnou pelo envolvimento ativo das ONG
(organizações não governamentais) de pessoas com deficiência no apoio à submissão de candidaturas pelos
municípios, destacando-se, naturalmente, o papel da Associação Salvador.
Apesar de o prazo de execução do PRR se aproximar a olhos vistos, o Governo continua empenhado em
executar o Acessibilidades 360º e, mais do que isso, continua empenhado, sensibilizado e motivado em trabalhar
por um País mais justo e mais digno…
Por ter excedido o tempo de intervenção, o microfone do orador foi automaticamente desligado.
Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente: — Com isto, terminou o ponto seis. Vamos entrar no ponto sete da nossa ordem de trabalhos, referente à Petição n.º 168/XV/1 (de Anabela
Henriques Pereira e outros) — Por médicos de família no Centro de Saúde Ourém e nos seus polos.
Para uma primeira intervenção, dou a palavra ao Sr. Deputado Pedro Correia, do Chega, que dispõe de 3
minutos e 30 segundos.
Pausa.
Aproveito para informar que estão a assistir aos nossos trabalhos um conjunto de peticionários subscritores
desta petição.
O Sr. Pedro Correia (CH): — Sr. Presidente e Srs. Deputados: As minhas primeiras palavras são de saudação a todos os peticionários vindos de Ourém, um extraordinário concelho que contém duas cidades,
Ourém e Fátima, e quatro vilas — Freixianda, Caxarias, Olival e Vilar dos Prazeres —, com as suas demais
freguesias implantadas na região serrana do distrito de Santarém.
O Partido Chega faz aqui o seu agradecimento aos peticionários e associa-se a esta petição, recomendando
ao Governo a implementação de um serviço de atendimento permanente em Ourém e a criação de medidas
para atrair e fixar médicos de família na região.
Este concelho, caracterizado pela sua dispersão territorial e habitacional, com um elevado índice de
envelhecimento e de dependentes na sua população, com uma rede muito deficitária nos transportes públicos,
enfrenta desafios significativos no acesso a cuidados de saúde, especialmente no que diz respeito à
disponibilidade de médicos de medicina geral e familiar.
Senão vejamos: a UCSP (Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados) Ourém e a USF (Unidade de
Saúde Familiar) Auren registam, atualmente, 14 724 utentes sem médico de família, o que corresponde a
44,95 % dos utentes, ou seja, quase metade dos utentes do concelho não têm médico de família.
---
Votação na generalidade — DAR I série — 64-64 — 25/01/2025
I SÉRIE — NÚMERO 80
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L, do PAN e do
Deputado não inscrito Miguel Arruda, os votos contra do PSD e do CDS-PP e a abstenção da IL.
O projeto baixa à 9.ª Comissão.
De seguida, votamos, na generalidade, o Projeto de Lei n. º 127/XVI/1. ª (PCP) — Integração do suplemento
de recuperação processual no vencimento dos funcionários judiciais (primeira alteração ao Decreto-Lei n.º
485/99, de 10 de novembro).
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH, do BE,
do PCP, do L, do PAN e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PS e da IL.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n. º 425/XVI/1.ª (PAN) — Prevê a concretização da revisão
do Estatuto dos Funcionários de Justiça e assegura um conjunto de medidas para valorização da carreira.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do PCP, do L, do PAN e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PS e do BE.
Prosseguimos com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n. º 438/XVI/1.ª (CH) — Revê o pagamento
do suplemento de recuperação processual, alterando o Decreto-Lei n.º 485/99, de 10 de novembro.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PS, do PCP e do L.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n. º 528/XVI/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo
que defina uma estratégia para responder à falta de oficiais de justiça e à dignificação das respetivas carreiras.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L, do PAN e do
Deputado não inscrito Miguel Arruda e os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP.
O projeto baixa à 1.ª Comissão.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n. º 541/XVI/1.ª (PAN) — Recomenda ao Governo a
concretização da revisão do estatuto dos funcionários judiciais, a melhoria das suas condições de trabalho e a valorização da carreira.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L, do PAN e do
Deputado não inscrito Miguel Arruda e os votos contra do PSD, da IL e do CDS-PP.
O projeto baixa à 1.ª Comissão.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n. º 552/XVI/1.ª (L) — Recomenda a
aprovação urgente do novo estatuto dos funcionários judiciais.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, da IL, do BE, do L e do PAN, os votos contra
do PSD e do CDS-PP e as abstenções do CH e do Deputado não inscrito Miguel Arruda.
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sr. Presidente, peço desculpa, a nossa votação é a favor. A votação do Chega
é a favor.
O Sr. Miguel Arruda (Ninsc): — Sr. Presidente, o meu voto também é a favor.
Risos gerais.
Abrir texto oficial