Projeto de Resolução n.º 399/XVI/1.ª
Recomenda ao governo que assuma a prioridade do desenvolvimento do Porto Seco na
Guarda
Exposição de motivos
O regime jurídico dos portos secos foi criado em Portugal em 2019. Através do Decreto -
Lei n.º 24/2022 foi criado e reconhecido o estatuto do Porto Seco da Guarda.
A criação de um porto seco na Guarda, o primeiro do país, tem condições para colocar o
distrito da Guarda numa posição logística central no contexto da Península Ibérica, com
impacto relevante na criação de riqueza nacional e na fixação de populações numa região
deprimida em termos populacionais.
A criação do Porto Seco constituiu uma iniciativa de política aduaneira e fiscal, que passou
a permitir consolidar o ecossistema de logística, indústria e in ovação. A decisão vem do
anterior Governo do Partido Socialista, no entanto, nunca passou de mera intenção a sua
efetivação.
A criação do Porto Seco na Guarda passaria a permitir que a captação, tratamento e
consolidação da carga a ser movimentada no porto de Leixões pudesse ocorrer nesta
plataforma logística, aproveitando para tal o meio ferroviário.
A Guarda detém uma localização geográfica que a coloca como um possível centro de
distribuição nacional e internacional de mercadorias, no interior do território nacional, o
que torna o Porto Seco na Guarda fundamental para atrair investimento e criar emprego.
A Guarda, sendo um importante nó de comunicações, rodoviárias e ferroviárias, tem
grandes vantagens que dão força a este projeto, já que possui ligação d ireta aos portos
de mar de Leixões e de Aveiro e ao porto seco de Salamanca (já em funcionamento), bem
como, através da rodovia e da ferrovia, ao interior da Península Ibérica e, daí, ao resto da
Europa.
O investimento total previsto no Porto Seco da Guarda a realizar pela APDL, aprovado em
2023, é de 11 milhões de euros.
A 4 de dezembro de 2023, foi publicado em Diário da República o Concurso Público
lançado pela APDL para a empreitada de implementação do Porto Seco na Guarda, não
tendo merecido do govern o anterior e do atual qualquer cuidado para que a obra se
iniciasse.
Perante o exposto, é urgente que seja dada prioridade ao projeto do porto Seco da
Guarda, sob pena de colocar, também, em risco todo o investimento já efetuado.
Assim, ao abrigo das dispo sições constitucionais e regimentalmente aplicáveis, os
Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA apresentam a seguinte recomendação ao
Governo:
1 - Assuma o Porto Seco da Guarda como um investimento prioritário e fundamental para
o desenvolvimento do interior do País,
2 – Aloque os meios financeiros, públicos e privados, já anteriormente planeados e
aprovados;
3 – Assegure que a gestão do Porto Seco da Guarda é feita eficazmente, dando conta
através da apresentação anual à Assembleia da República de um relatório de gestão.
Palácio de São Bento, 16 de outubro de 2024
Os Deputados,
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA
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Publicação — DAR II série A — 46-47 — 16/10/2024
II SÉRIE-A — NÚMERO 114
que não aceita este tipo de manobras de quem quer agir em total impunidade para os seus crimes.
Como consequência, o Governo português, e caso Israel não recue na sua decisão em relação a António
Guterres, deve declarar Israel Katz, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Israel, persona non
grata.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
Declare Israel Katz, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Israel, persona non grata.
Assembleia da República, 16 de outubro de 2024.
As Deputadas e os Deputados do BE: Marisa Matias — Fabian Figueiredo — Joana Mortágua — José Moura
Soeiro — Mariana Mortágua.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 399/XVI/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE ASSUMA A PRIORIDADE DO DESENVOLVIMENTO DO PORTO
SECO NA GUARDA
Exposição de motivos
O regime jurídico dos portos secos foi criado em Portugal em 2019. Através do Decreto-Lei n.º 24/2022 foi
criado e reconhecido o estatuto do porto seco da Guarda.
A criação de um porto seco na Guarda, o primeiro do País, tem condições para colocar o distrito da Guarda
numa posição logística central no contexto da Península Ibérica, com impacto relevante na criação de riqueza
nacional e na fixação de populações numa região deprimida em termos populacionais.
A criação do porto seco constituiu uma iniciativa de política aduaneira e fiscal, que passou a permitir
consolidar o ecossistema de logística, indústria e inovação. A decisão vem do anterior Governo do Partido
Socialista, no entanto, nunca passou de mera intenção a sua efetivação.
A criação do porto seco na Guarda passaria a permitir que a captação, tratamento e consolidação da carga
a ser movimentada no porto de Leixões pudesse ocorrer nesta plataforma logística, aproveitando para tal o meio
ferroviário.
A Guarda detém uma localização geográfica que a coloca como um possível centro de distribuição nacional
e internacional de mercadorias, no interior do território nacional, o que torna o porto seco na Guarda fundamental
para atrair investimento e criar emprego.
A Guarda, sendo um importante nó de comunicações, rodoviárias e ferroviárias, tem grandes vantagens que
dão força a este projeto, já que possui ligação direta aos portos de mar de Leixões e de Aveiro e ao porto seco
de Salamanca (já em funcionamento), bem como, através da rodovia e da ferrovia, ao interior da Península
Ibérica e, daí, ao resto da Europa.
O investimento total previsto no porto seco da Guarda a realizar pela APDL, aprovado em 2023, é de 11
milhões de euros.
A 4 de dezembro de 2023, foi publicado em Diário da República o concurso público lançado pela APDL para
a empreitada de implementação do porto seco na Guarda, não tendo merecido do Governo anterior e do atual
qualquer cuidado para que a obra se iniciasse.
Perante o exposto, é urgente que seja dada prioridade ao projeto do porto seco da Guarda, sob pena de
colocar, também, em risco todo o investimento já efetuado.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentalmente aplicáveis, os Deputados do Grupo
Parlamentar do Chega apresentam a seguinte recomendação ao Governo:
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