Projeto de Lei n.º 292/XVI
Elevação da Vila de Almancil à categoria de Cidade
Exposição de motivos
1. Caracterização da Vila de Almancil
1.1. A Freguesia de Almancil
Almancil é uma freguesia do concelho de Loulé com uma área de 62,30Km 2 e uma
população de 10.677 habitantes, segundo os censos de 2011, e cuja densidade
populacional é de 171,4 hab itantes/km2. A freguesia é limitada pelas freguesias de
Quarteira e S. Clemente, no Concelho de Loulé e pelas freguesias de Santa Bárbara de
Nexe, Montenegro e União das freguesias de Faro, no concelho de Faro.
Banhada a Sul pelo Oceano Atlântico, a freguesia ocupa cerca de 8 Km da costa marítima
do concelho de Loulé, sendo nesta esplêndida orla costeira “de areias finas, brancas e
despoluídas” Ibid., que se localizam alguns dos principais empreendimentos turísticos
do Algarve como sejam, a Quinta do Lago, o Ancão, o Garrão, as Dunas Douradas e Vale
de Lobo.
Em termos puramente demográficos, a freguesia teve, desde 1981, um grande
incremento populacional, na medida em que, segundo os dados censitários do Instituto
Nacional de Estatística, entre aquela data e 2011, passou de 5.560 para 10.677
habitantes, o que significa uma variabilidade demográfica de praticamente 100% no
intervalo de tempo considerado de 30 anos. Verifica-se, pois, uma dinâmica demográfica
relevante, o que permite inferir que Almancil tem uma grande capacidade atrativa que
se reflete quer nos fluxos relativos ao território português, quer nos fluxos externos ao
nível da emigração.
Com efeito, Almancil é uma freguesia marcada fortemente pelos movimentos
migratórios e pela diáspora estrangeira, uma vez que grande parte da população
residente é oriunda de numerosas proveniências e nacionalidades e o que permite uma
grande diversidade étnica, cultural e religiosa. Paralelamente, verificou-se que a elevada
taxa de crescimento, em tão pouco tempo, evidenciou fenómenos de desenraizamento
cultural, mas tem existido a preocupação, por parte das entidades públicas, de realizar
atividades de integração para permitir que a multiculturalidade possa ser considerada e
evidenciada, essencialmente, como um fenómeno com aspetos marcadamente
positivos. Assim, como forma de destacar tal fenómeno, é possível encontrar diversos
elementos escultóricos de arte pública espalhados pela vila e pelos empreendimentos
turísticos, para que toda a diáspora se possa rever nos hábitos e na sua cultura.
Na verdade, segundo os dados do Plano Municipal para a Integração de Imigrantes de
Loulé 2015-2017, são mais de 70 as nacionalidades presentes em Almancil, facto que lhe
confere uma dimensão de urbe verdadeiramente assinalável no plano nacional e que
tem, por outro lado, permitido que a sua afirmação no plano internacional como um
território aprazível, seguro e onde é bom viver.
Quanto ao número atual de eleitores, segundo os dados publicados no Mapa n.º 1/2021,
do Ministério da Administração Interna, publicado no DR, 2.ª série, de 1 de março de
2021, verifica-se que a freguesia tem cerca de 8.025 eleitores nacionais, a que acrescem
300 cidadãos da União Europeia e 175 cidadãos de outro países.
Mas a grande maioria de cidadãos estrangeiros residentes em Almancil não está
recenseada, facto que não nos permite saber, com rigor, qual é efetivamente o número
total de habitantes n a freguesia. Todavia, pelos dados disponibilizados nos mais
recentes relatórios de gestão das empresas municipais Infraquinta e Infralobo, podemos
estimar que vivem de forma permanente na freguesia mais de 5.000 pessoas não
recenseadas.
1.2. A vila de Almancil
A vila de Almancil é a sede da freguesia, situando-se ao longo da EN125, numa extensão
de cerca de 2,7 Km no sentido horizontal e praticamente igual extensão no sentido
Norte/Sul, desde Vale Formoso ao Figueiral. O perímetro urbano da vila de Almancil
assemelha-se a uma disposição em círculo com uma área aproximada de 7 km 2 onde
residem, neste aglomerado contínuo, mais de 8500 pessoas em permanência.
É também atravessada no sentido longitudinal (Nascente-Poente) pela Via Longitudinal
do Algarve, conheci da pela Via do Infante e pela via -férrea, tendo uma estação no
Esteval, a cerca de 2 Km do retail do IKEA.
A vila está a cerca de 14 km do Aeroporto Internacional do Algarve, a cerca de 6 km a
sul da cidade de Loulé, também a 6 km a Nordeste da cidade de Q uarteira e a 10 km a
poente da cidade de Faro.
A partir da década de 70 do século passado acentuou-se o fluxo turístico para o algarve
tendo transformado por completo o litoral na procura dos magníficos areais e das
belíssimas praias que existiam um pouco por todo o lado. Devido a esse “boom”
turístico, a vila de Almancil cresceu rapidamente e de forma significativa tendo
adquirido o estatuto de vila através da aprovação do Projeto de Lei n.º 3/V, aprovado a
18 de dezembro de 1987 e publicado através da Le i n.º 10/88, de 1 de fevereiro, cujo
nome de Alman sil foi retificado para Alman cil através da Declaração de Retificação
publicada no dia 1 de março do mesmo ano.
É uma vila com um dinamismo económico assinalável, cosmopolita, com um conjunto
de infraestruturas fundamentais para a atividade económica e financeira, de que as
instituições bancárias são a parte mais visível uma vez que Almancil detém, ao nível de
todo o país, o maior rácio de instituições bancárias per capita.
2. Apontamentos históricos
2.1. Origem do termo Almancil
A origem do topónimo Almancil não é consensual. Na opinião de Ataíde de Oliveira 1 o
topónimo Almancil está relacionado com o termo árabe “ Almançal”, que significa
hospedaria/estalagem. Para a investigadora Isilda Martins 2, o termo al-mancil
designaria «casa grande», mas o filólogo e professor José Pedro Machado 3 indica que
este termo significa «corrente de água» ou «leito de curso de água». No entanto, todos
os autores são unânimes relativamente à escrita do topónimo inicial: Almancil evoluiu a
partir do termo árabe al-mancil.
O caráter antigo do sítio ou do local de Almancil é -nos reportado pelos investigadores
João Sabóia e Laurinda Paz, o s quais assinalam que na avaliação das fazendas de 1564
são-lhe feitas várias referências tais como: “Item Jorge Mendez d’Almancill foy avaliada
sua fazenda em sasenta mil reais” ou “Item Yorge Mendez morador em Almancil lhe titor
de hum órfão d’Antonio ba ryga morador que foy no dito contio tem de fazenda
cynquenta seis mil e satenta sete reais e meio"4.
2.2. A criação da freguesia
A freguesia foi criada no reinado de D. Maria II por Decreto Real de 6 de novembro de
1836, como refere Pedro Freitas5, com a extinção da freguesia de S. João da Venda que
1 Oliveira, F. X. A. (1989). Monografia do concelho de Loulé (3.ª ed.). Vila Real de Santo António. Algarve Em
Foco Editora.
2 Martins, I. (1988). Arqueologia do concelho de Loulé. Loulé: Câmara Municipal.
3 Machado, J. P. (1984). Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, primeiro volume A -D.
Lisboa: Editorial Confluência.
4 Sabóia, J. & Paz, L. (2018). Avaliação das fazendas. Revista Al-‘Ulyã, n.º19. Loulé: Arquivo Municipal.
5 Freitas, P. (1980). Quadros de Loulé antigo. Lisboa: Edição da Câmara Municipal de Loulé.
pertencia ao termo de Faro. Esta nova freguesia, originada a partir das reformas liberais,
sobretudo implementadas por Mouzinho da Silveira, incorporou no seu território os
sítios de Matos de Almancil, Vale d’Éguas, Barreiros Vermelhos, Pereiras, Escanchinas e
Ferrarias que pertenciam à freguesia de S. Clemente de Loulé. Em 1849 a sede da
paróquia passou para a igreja de S. Lourenço com a denominação de S. João Batista e S.
Lourenço dos Matos de Almancil, mas em 1878, na ata da tomada de posse da primeira
Junta de Freguesia eleita segundo a reforma administrativa (Código) de Rodrigues de
Sampaio, a freguesia é referida com o nome simplificado de S. João Batista de Almancil.
2.3. O Porto de Farrobilhas
Mas no âmbito da história local de Almancil não é possível dissociar, no seu atual
território, a existência e a importância do porto de Farrobilhas, nos Séculos XV e XVI,
para o escoamento dos produtos produzidos no concelho de Loulé. Na verdade, o sítio
de Farrobilhas localizava-se a Poente da península do Ancão (perto da Quinta do Lago),
onde existiam, segundo as autoras Diamantina Gonçalves e Videlmina Reis 6, “cabanas
de pescadores, marinhas, casas para arrecadação de sal e alguns edifícios em ruínas”(p.
258).
A povoação é referida por Silva Lopes 7 (p. 332) o qual descreve que “os moradores de
Loulé construíram, à sua custa, no porto de Farrobilhas, local de grande atividade
piscatória, uma povoação com boa Igreja e torre, para defesa do porto”, na margem
direita da ribeira de S. Lourenço.
A este propósito refira -se que a ata de vereação do município de Loulé de 23 de
fevereiro de 1488 tem com o título a “ Emtrrega das cousas da Igreja de Ferrobylhas ”
onde se refere que “ Domingu’ Eannes piscador hy morador ” nessa aldeia e mordomo,
6 Gonçalves, D., & Reis, V. (2016). S. Lourenço: A escola e a igreja na homenagem à professora Irene Leal.
Almancil. Edição da Junta de Freguesia.
7 Lopes, J. B. S. (1988). Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do reino do algarve,
vol.1. Faro: Algarve em Foco Editora.
guardava os bens da igreja numa arca de que fizeram a listagem “ das cousas que se ao
diante seguem”8.
Também os investigadores Luísa Martins e João Coelho Cabanita 9 assinalam que em
1565 nas visitações das igrejas pertencentes à O rdem de Santiago foi feita uma visita à
igreja de Nossa Senhora de Farrobilhas de Armação (pp. 248-249).
Em 1596, quando Portugal se encontrava sob ocupação de Espanha, esta povoação
piscatória foi destruída assim como a igreja e a torre devido a um incênd io provocado
pelos piratas liderados pelo Conde de Essex, sendo que a partir daí o processo de
assoreamento foi-se acentuando bem como de toda a zona costeira envolvente.
3. Património arquitetónico e cultural
3.1. Património religioso
a) A Igreja de S. Lourenço de Almancil
No campo do património edificado religioso, destaca-se a Ermida (Igreja) de S. Lourenço
de Almancil uma vez que seu interior constitui o espaço mais impressionante dos
espaços religiosos do século XVIII no concelho de L oulé, tal é a maravilha da sua
monumental e apoteótica explosão de arte total como, aliás, realça a historiadora de
arte Susana Carrusca10. Ou como salienta o historiador António Veiga11, trata-se de uma
igreja que apesar de a fachada exterior apresentar vulgaridade e incaracterístico, revela
8 Actas de Vereação de Loulé Século XIV -XV (1999 -2000). Separata da revista Al -Ulyã, n.º7, p. 255 -
256.Loulé: Arquivo Municipal.
9 Martins, L., & Cabanita, J. C. (2001 -2002). Visitação das igrejas dos concelhos de faro, Loulé e Aljezur
pertencentes à Ordem de Sant’iago. Revista Al-Uliã n.º19. Loulé: Edição do Arquivo Municipal de Loulé.
10 Carrusca, S. (2001). Loulé: O Património artístico. Loulé: Edição da Câmara Municipal.
11 Veiga. A. (2003). Loulé – Memórias e identidade. Paços de Ferreira: Héstia Editores.
no “miolo interior um preciosíssimo recheio artístico, de valor especialmente destacado
nos domínios respeitantes ao revestimento azulejar e à arte da talha” (p. 104).
Aliás, o Cónego clementino de Brito Pinto 12, afirmou que a Igreja de S. Lourenço de
Almancil, para além da sua beleza natural, era a única do seu género em todo o país, só
existindo uma semelhante em Roma.
No ano de 1565 era apenas uma Ermida que invocava S. Lourenço, conforme nos é
relatado pelas visitações desse ano, mas a atual igreja teria sido construída no mesmo
local onde se encontravam as ruínas da antiga Ermida, em cumprimento de uma
promessa feita a S. Lourenço ao qual os fiéis imploraram ajuda para que tivessem o
precioso líquido. Este relato é -nos descrito pelo Padre José Pereira Lima nas Memórias
Paroquiais de1758 relativas à freguesia de São João da Venda “ Havia antigamente no
mesmo lugar em que hoje está aquele adornado templo de São Lourenço outra igreja
muy pequena já sem portas e quase arruyn ada e como os moradores daqueles redores
padecessem gravíssima falta de água … ” (PT-TT-MPRQ-37-124_m0079.tiff, Vol. 39, n.º
124, p.701). A Ermida é designada atualmente como Igreja Matriz de São Lourenço e foi
objeto de classificação como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-Lei n.º 35443, de
2 de janeiro de 1946.
b) Igreja Paroquial de S. João da Venda e Caixa das Almas
Dentro do património religioso podemos ainda realçar a antiga Igreja Paroquial de S.
João da Venda com a imagem de S. Luís e, num outro plano, a designada Caixa das Almas
(do Purgatório), “edificação” de reduzidas dimensões mas que constitui um dos ex-libris
de Almancil, quer pelo seu significado histórico, associada a um dos períodos mais
negros da nossa história que foi a guerra civil que opôs D. Miguel a seu irmão D. Pedro,
quer pela sua singularidade arquitetónica.
12 Guerreiro Norte, C (2005), “Almancil, monografia e memórias”
c) Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima
Um dos exemplares da arquitetura moderna é a nova Igreja de Almancil, designada por
Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Almancil, inaugurada no dia 15 de agosto de 2017,
tendo recebido uma bênção apostólica do Papa Francisco e foi dedicada a Nossa
Senhora de Fátima precisamente por 2017 ser o ano em que se celebrou o centenário
das Aparições de Fátima.
3.2. Outro património
Também podemos assinalar a ponte do Ludo mandada erigir pelo Bispo D. Francisco
Gomes de Avelar do Avelar em 1810 para facilitar as comunicações nos principais eixos
viários. A construção da ponte foi dedicada a S. Gonçalo de Amarante do qual o Bispo
era fiel devoto, tendo gravado tal devoção numa pedra, encontrando -se a mesma no
pátio da alcaidaria da cidade de Loulé.
Ainda no Ludo, assinale-se a Comporta dos Salgados (ou Comporta do Ludo), construção
amuralhada mandada construir por um casal alemão, em 1822, numa sua propriedade
e que se destinava a impedir que, na maré cheia, a água salgada invadisse a ribeira de S.
Lourenço, «salga ndo» as suas águas (doces), as quais eram utilizadas para a rega da
propriedade. No caso da maré baixa, a comporta abria -se para deixar passar a água da
ribeira para que os terrenos não ficassem alagados. Esta pequena construção
revolucionou as práticas ag rícolas naquela área, a qual era extremamente importante
para a produção agrícola de géneros alimentares para as populações circundantes.
Por outro lado, podemos destacar a arquitetura moderna que se tem desenvolvido em
Almancil, através da construção de exemplares arquitetónicos de uma beleza admirável,
também fotografados e divulgados pelo mundo inteiro, sendo que muitos deles foram
construídos através da reabilitação de antigas casas típicas algarvias, com os seus
elementos mais característicos como sej am, as cantarias, as fachadas trabalhadas, as
chaminés bojudas e rendilhadas e a “imitação” das antigas portas de madeira,
igualmente trabalhadas.
Outros exemplares da arquitetura moderna podem ser encontrados em alguns “resorts
turísticos”, tendo saído d o lápis dos mais conceituados arquitetos nacionais e
estrangeiros, os quais conseguiram uma perfeita harmonia do edificado com a natureza
o que em muito tem contribuído para a valorização do território de Almancil.
3.3. Elementos culturais de Almancil
No que se refere aos elementos culturais mais identitários de Almancil temos a
considerar o sítio arqueológico dos Salgados na margem esquerda da ribeira de S.
Lourenço, onde eram produzidas ânforas no período de ocupação Romana a partir do
Século I d. C. Foram também identificados naquele local, tanques destinados à salga de
peixes e à preparação de diferentes produtos piscícolas 13, tanques esses que
constituem as famosas Cetárias Romanas do Ludo.
As festas podem -se considerar também outros elementos carac terísticos de Almancil.
Dentro das festas destacam-se duas: a festa das comunidades (festa do emigrante) e a
festa da Pinha.
O facto de Almancil ser considerada a terra da diáspora onde se reúnem diversas
nacionalidades, é palco para que a festa do Emigra nte passasse, há cerca de 20 anos, a
designar-se por festa das comunidades a qual ocorre anualmente no mês de agosto.
Trata-se de uma festa de inter e de multiculturalidade, em que cada uma das
comunidades dá a conhecer a sua cultura, a sua gastronomia e a s suas tradições,
especialmente no domínio do folclore, atraindo uma verdadeira multidão e permitindo
o convívio entre todos os que se identificam com a diáspora.
13 Brandão, V. (2015). Embarco. Em V. Brandão (Coord.), Sal e pesca no Algarve Romano. Olhão: Edição do
Município.
A Festa da Pinha realiza-se nos dias 2 e 3 de maio e apesar de ser originária da aldeia de
Estoi, os almancilenses, especialmente os residentes em S. Lourenço e no Ludo,
associaram-se sempre a esta festa, tornando-a também como sua. Trata-se de uma festa
de cariz popular, com cerca de 200 anos de tradição e que está associada aos almocreves
de Estoi e ao abastado proprietário José Coelho de Carvalho, do Morgado do Ludo, que
era o maior comerciante de cortiça no primeiro quartel do Século XIX e que pagava aos
almocreves os seus serviços de angariação de cortiça, justamente, no dia da Padroeira
da Senhora do Pé da Cruz, tendo estes que se deslocar a sua casa no Ludo para receber
o que tinham direito.
Na atualidade, a descida dos «romeiros» de Estoi ao Ludo faz-se pela manhã, em desfile
ou cortejo de carros alegóricos enfeitados com flores e ramos e ou tros adereços de
natureza etnográfica, a que se juntam os cavaleiros vestidos a rigor e montados nos
cavalos preparados e a condizer com a festa. Levam o farnel e passam o dia na Mata do
Ludo, regressando a Estoi ao cair da noite, com os rituais caracterís ticos, dando vivas à
Padroeira da Senhora do Pé da Cruz em agradecimento pelo «milagre antigo» e a horas
de iniciar a procissão com os archotes e as tochas, muitas das quais, como era hábito há
muitos anos atrás, feitas das pinhas que trouxeram do Ludo. A festa permitiu desde
sempre, uma grande proximidade entre as pessoas de Estoi, Santa Bárbara, S. Lourenço
e o Ludo, conhecendo-se todos, famílias inteiras, muitas das quais apenas se encontram
naquele dia, constituindo a festa um dos maiores acontecimentos
populares/etnográficos/religiosos do Algarve.
4. Património natural
4.1. O Parque Natural da Ria Formosa e a Reserva Natural do Ludo
Os cerca de 8 km costeiros pertencentes ao território de Almancil estendem -se
praticamente desde a praia da ilha de Faro até ao Trafal, fazendo parte do Parque
Natural da Ria Formosa. De salientar, dentro daquele Parque Natural, a zona delimitada
pela próp ria Reserva Natural do Ludo (ou mata do Ludo), local de elevado valor
ambiental e que deve ser preservado uma vez que que constitui uma mais -valia
incalculável sob o ponto de vista dos serviços de ecossistema, designadamente de
suporte, regulação e provisão.
Trata-se, efetivamente, de uma área que contém um riquíssimo património ambiental,
sendo referenciada no âmbito das zonas húmidas e que faz parte integrante das zonas
especiais de proteção como área especial de proteção de habitats naturais. Nesta área
existem exemplares de espécies ornitológicas raríssimos que podem ser observados em
vários pontos ao longo de toda Reserva e também diversas espécies florísticas
autóctones que permitem uma simbiose perfeita com as espécies faunísticas,
originando recantos de uma beleza ímpar.
Mas a sua importância também poderá ser vista na perspetiva do elevadíssimo
contributo que proporciona ao nível da retenção das emissões de CO2 para a atmosfera
bem como também os aportes para a manutenção de um ambiente oxigenado,
despoluído e fundamental para a vida.
Por outro lado, o cordão dunar é relevante em quase toda a extensão deste território e
junto a ele, na parte mais a nascente, nos limites com o território do concelho de Faro,
existem numerosas salinas que são verdadeiros tanques gigantes onde entra a água
salgada através de canais cujas comportas se abrem para permitir a deposição do sal
pelo fenómeno físico da evaporação.
4.2. As praias douradas
Nesse extenso areal situam -se algumas das melhores praias de Portugal com as suas
águas límpidas de um azul claro e de areias macias, finas e brancas, algumas delas
rodeadas de pinhais e ostentando as suas bandeiras azuis, símbolo inequívoc o de
qualidade. Estas praias douradas, inseridas no termo Poente do Parque Natural da Ria
Formosa, têm sido referenciadas pelo mundo inteiro como um cartão -de-visita que o
Algarve pode apresentar, pelo que importa preservar aquilo que verdadeiramente
representa um valor acrescentado e que corresponde a um fator diferenciador de
grande relevância.
Esse areal de cerca de 8 Km de comprimento, desde a Quinta do Lago até ao Vale de
Lobo/Trafal, é praticamente contínuo e homogéneo, constituindo alguns recantos, aqui
ou acolá, nas encostas das dunas, permitindo uma contemplação do mar e
aproveitamento de uma radiação solar nas épocas estivais, motivos suficientes para
atrair ao Algarve, e neste caso a Almancil, milhares e milhares de turistas, tornando estas
praias como se fossem um verdadeiro eldorado de veraneio.
Essas praias douradas são basicamente 3:
Praia da Quinta do Lago
Praia do Ancão/ Garrão /Dunas Douradas
Praia de Vale de Lobo/Trafal
5. Caracterização económica e social
As mudanças demográficas e socioculturais que Portugal tem experimentado desde o
início da década de 60 do século passado, e que têm determinado uma progressiva
litoralização e, simultaneamente, um progressivo despovoamento do interior,
originando uma fratura territorial muito profunda, são justificadas pela proximidade do
mar, o qual, desde sempre, foi um fator importante para a fixação das pessoas e para o
crescimento das cidades.
Também seria em meados dessa década que o Algarve começou a ser «descobert o» a
nível internacional como uma região com um potencial enorme para o turismo de sol e
praia.
Mercê da sua localização privilegiada, Almancil tem -se afirmado, cada vez mais, como
um dos destinatários desses fluxos internos e externos, mas com uma particu laridade
verdadeiramente distintiva: é que a freguesia de Almancil possui alguns dos melhores
empreendimentos turísticos europeus que, aliados à excelência do clima, à beleza das
paisagem naturais e da costa dunar, fazem da freguesia um destino absolutamen te
incontornável e imbatível quer ao nível do panorama nacional quer ao nível do
internacional.
A freguesia de Almancil assume claramente a sua natureza de centro de serviços e
atividades produtivas complementares da atividade turística, a qual tem uma pro cura
fortemente internacionalizada, mercê da excelência da oferta que é por todos
reconhecida.
Ainda neste âmbito, refira-se que é no território da freguesia de Almancil que se situa o
Retail Ikea com o Mar Shopping Center, o maior empreendimento comercial do Algarve,
o que lhe permite uma diferenciação assinalável, mesmo no contexto regional, uma vez
que o funcionamento deste projeto criou uma nova centralidade e um pólo de
dinamização económica que não tem parado de crescer, com forte impacto ao nível do
emprego local, designadamente nos concelhos de Faro e Loulé.
Ao turismo de sol e praia a que se junta a qualidade das infraestruturas hoteleiras e a
beleza ímpar da paisagem, fatores determinantes para a atração turística, alia-se mais
um elemento de peso que é o Golfe. Com efeito, Almancil possui dos melhores campos
de golfe do mundo e em harmonia com os elementos arbóreos, os quais acabam por
criar dificuldades para a prática do golfe, mas são estas dificuldades ou obstáculos que
tornam os campos diferen tes e que acabam por ser tão desafiadores para quem quer
completar os jogos com o menor número de tacadas individuais. O facto da prática do
golfe poder ser feita em qualquer época do ano permite combater a sazonalidade e tal
aspeto representa uma virtuali dade muito importante para a economia na chamada
época baixa.
6. Equipamentos e estabelecimentos existentes ao nível da educação, desporto,
cultura, culto religioso, saúde e solidariedade
Elencam-se os equipamentos, estabelecimentos ou infraestruturas existentes.
6.1. Educação e desporto
A Escola Básica dos 2 e 3.ºciclos Dr. António Sousa Agostinho
Funcionou até 2017 o ensino profissional do ensino secundário, prevendo -se
para o ano letivo 2021-22 a reabertura deste tipo de oferta, estando o município
a desenvolver o projeto de ampliação da atual Escola EB 2, 3.º ciclos.
Diversos estabelecimentos da Educação Pré-Escolar (públicos e privados)
Diversos estabelecimentos escolares do 1.º ciclo
Escola Internacional de S. Lourenço (estabelecimento privado com ensino
secundário)
Pavilhão Multiusos de Almancil
Biblioteca Casimiro de Brito
Campo de jogos de Almancil
Campo de jogos de Vale de Lobo
Campo de jogos do Ancão
Instalações desportivas da Quinta do Lago
Centro Ténis Internacional de Vale Lobo
Karting de Almancil
Estádio Algarve
6.2. Espaços de cultura e culto
Centro Cultural de S. Lourenço
Galeria de Arte de Vale de Lobo
Adérita Artistic Space
ZEFA - Centro (ou Museu) de Arte Contemporânea de Almancil
Igreja de S. Lourenço
Igreja de S. João da Venda
Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima
Igreja Ortodoxa dos Caliços
Outras Igrejas de outros cultos
6.3. Saúde e solidariedade
Unidade de Saúde Familiar de Almancil (Extensão do Centro de Saúde)
Laboratório Regional de Saúde Pública Dr.ª Laura Aires
Diversas clínicas dentárias
Diversas clínicas veterinárias
Diversas Óticas
3 Farmácias
Centro de Dia e Lar de Idosos da Associação Cultural e Social de Almancil
Encontra-se no seu território o terreno identificado para a edificação do futuro
Hospital Central do Algarve.
6.4. Segurança e lazer
Edifício da GNR com efetivo permanente
Edifício do Corpo dos Bombeiros Municipais, com brigadas temporárias
Jardim das Comunidades (o maior jardim do Algarve construído nos últimos 30
anos)
Jardim da vila de Almancil
6.5. Atividades económicas
Ao nível dos serviços, muitas das principais unidades hoteleiras do país estão aqui
localizadas. Segue-se uma listagem por 3 ramos de atividade.
Comércio em geral : agências bancárias, drogarias, empresas na área da
publicidade, construção civil, contabilidade e gestão de empresas e
propriedades, mediação mobiliárias consultoria, eletrodomésticos, informática,
lavandarias, posto dos CTT, salões de barbearia/cabeleireiros
Restauração e hotelaria : Mar Shopping Retail IKEA agregado, diversos cafés,
minimercados, hipermercados, restaurantes, pastelarias, snack-bares, diversos
hotéis (de 5 e de 4 estrelas), h ostel, estalagem e diversos estabelecimentos de
turismo rural
Mobilidade, transportes e conexos : e stação da ferrovia (Esteval), estação de
rodovia, incluindo transportes públicos urbanos e suburbanos, praça de táxis,
oficinas automóveis e três posto de combustíveis , centro de tratamento de
resíduos urbanos;
7. Movimento associativo
Existem diversas coletividades na freguesia a seguir elencadas por ordem alfabética:
Agrupamento de Escoteiros de Almancil
Associação de Amigos de Música de S. Lourenço
Associação de Arqueologia do Algarve
Associação de Moradores do Litoral de Almancil
Associação empresarial de Almancil
Associação Social e Cultural de Almancil
Doina – Associação dos Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve
GRASAL – Associação Recreativa e Desportiva de S. Lourenço
Grupo Motard de Almancil
Internacional Clube de Almancil
Liga de Amigos de Almancil
Sport Clube Escanchinas
Sociedade Recreativa Almancilense
Com a entrada em vigor da Lei n.º 24/2024, de 20 de fevereiro, que aprovou a lei quadro
de atribuição das categorias de vila ou cidade, a ordem jurídica interna voltou a dispor
de um regime definidor dos critérios de elevação de povoações a vilas, que se
encontrava em falta desde que em 2012 a antiga Lei n.º 11/82, de 2 de junho, havia sido
revogada.
Neste novo quadro normativo, tendo presente os elementos cara cterizadores da
povoação descritos na presente exposição de motivos, facilmente se conclui pela
verificação dos requisitos constantes do n.º 2 do artigo 4.º da lei, no que concerne à
presença com intensidade de equipamentos identificados na lei, habilitando a
possibilidade de elevação da Vila de Almancil à categoria de Cidade.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os
Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista abaixo-assinados, apresentam o
seguinte Projeto de Lei:
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei eleva a Vila de Almancil, no concelho de Loulé, à categoria de Cidade.
Artigo 2.º
Elevação a Cidade
A Vila de Almancil, correspondente à Freguesia do mesmo nome, no concelho de Loulé,
é elevada à categoria de Cidade.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Palácio de São Bento, 27 de setembro de 2024
As Deputadas e os Deputados,
Jamila Madeira
Luís Graça
Jorge Botelho
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Publicação — DAR II série A — 54-62 — 27/09/2024
II SÉRIE-A — NÚMERO 101
Os Deputados do PS: Eurico Brilhante Dias — Ana Sofia Antunes — Walter Chicharro — Pedro Delgado
Alves.
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PROJETO DE LEI N.º 292/XVI/1.ª
ELEVAÇÃO DA VILA DE ALMANCIL À CATEGORIA DE CIDADE
Exposição de motivos
1. Caracterização da vila de Almancil
1.1. A Freguesia de Almancil
Almancil é uma freguesia do concelho de Loulé com uma área de 62,30 km2 e uma população de 10 677
habitantes, segundo os censos de 2011, e cuja densidade populacional é de 171,4 habitantes/km2. A freguesia
é limitada pelas freguesias de Quarteira e S. Clemente, no concelho de Loulé e pelas freguesias de Santa
Bárbara de Nexe, Montenegro e União das Freguesias de Faro, no concelho de Faro.
Banhada a sul pelo oceano Atlântico, a freguesia ocupa cerca de 8 km da costa marítima do concelho de
Loulé, sendo nesta esplêndida orla costeira «de areias finas, brancas e despoluídas» Ibid., que se localizam
alguns dos principais empreendimentos turísticos do Algarve como sejam, a Quinta do Lago, o Ancão, o Garrão,
as Dunas Douradas e Vale de Lobo.
Em termos puramente demográficos, a freguesia teve, desde 1981, um grande incremento populacional, na
medida em que, segundo os dados censitários do Instituto Nacional de Estatística, entre aquela data e 2011,
passou de 5560 para 10 677 habitantes, o que significa uma variabilidade demográfica de praticamente 100 %
no intervalo de tempo considerado de 30 anos. Verifica-se, pois, uma dinâmica demográfica relevante, o que
permite inferir que Almancil tem uma grande capacidade atrativa que se reflete quer nos fluxos relativos ao
território português, quer nos fluxos externos ao nível da emigração.
Com efeito, Almancil é uma freguesia marcada fortemente pelos movimentos migratórios e pela diáspora
estrangeira, uma vez que grande parte da população residente é oriunda de numerosas proveniências e
nacionalidades e o que permite uma grande diversidade étnica, cultural e religiosa. Paralelamente, verificou-se
que a elevada taxa de crescimento, em tão pouco tempo, evidenciou fenómenos de desenraizamento cultural,
mas tem existido a preocupação, por parte das entidades públicas, de realizar atividades de integração para
permitir que a multiculturalidade possa ser considerada e evidenciada, essencialmente, como um fenómeno com
aspetos marcadamente positivos. Assim, como forma de destacar tal fenómeno, é possível encontrar diversos
elementos escultóricos de arte pública espalhados pela vila e pelos empreendimentos turísticos, para que toda
a diáspora se possa rever nos hábitos e na sua cultura.
Na verdade, segundo os dados do Plano Municipal para a Integração de Imigrantes de Loulé 2015-2017, são
mais de 70 as nacionalidades presentes em Almancil, facto que lhe confere uma dimensão de urbe
verdadeiramente assinalável no plano nacional e que tem, por outro lado, permitido que a sua afirmação no
plano internacional como um território aprazível, seguro e onde é bom viver.
Quanto ao número atual de eleitores, segundo os dados publicados no Mapa n.º 1/2021, do Ministério da
Administração Interna, publicado no DR, 2.ª série, de 1 de março de 2021, verifica-se que a freguesia tem cerca
de 8025 eleitores nacionais, a que acrescem 300 cidadãos da União Europeia e 175 cidadãos de outro países.
Mas a grande maioria de cidadãos estrangeiros residentes em Almancil não está recenseada, facto que não
nos permite saber, com rigor, qual é efetivamente o número total de habitantes na freguesia. Todavia, pelos
dados disponibilizados nos mais recentes relatórios de gestão das empresas municipais Infraquinta e Infralobo,
podemos estimar que vivem de forma permanente na freguesia mais de 5000 pessoas não recenseadas.
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Votação na generalidade — DAR I série — 70-70 — 07/10/2024
I SÉRIE — NÚMERO 45
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Seguimos com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 292/XVI/1.ª (PS) — Elevação da vila de
Almancil à categoria de cidade.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Estes projetos de lei baixam todos à 13.ª Comissão.
Vamos proceder agora à votação da Conta de Gerência da Assembleia da República de 2023.
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.
Passamos agora a votar o Orçamento da Assembleia da República para 2025.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, da IL, do BE, do PCP, do L, do
CDS-PP e do PAN e a abstenção do CH.
O Sr. Hugo Soares (PSD): — O Chega vai devolver aquilo que recebe!
O Sr. Presidente: — Portanto, temos aqui um consenso alargado no Orçamento da Assembleia da
República.
Seguimos com a votação do Projeto de Resolução n.o 337/XVI/1.ª (PAR) — Designação de fiscal único para
a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, da IL, do BE, do PCP, do L, do CDS-
PP e do PAN e a abstenção do CH.
O Sr. Hugo Soares (PSD): — Para o Chega não devia haver fiscal único!
O Sr. Presidente: — Prosseguimos com a votação do Projeto de Resolução n.o 338/XVI/1.ª (PAR) —
Designação de fiscal único para a Comissão Nacional de Proteção de Dados.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, da IL, do BE, do PCP, do L, do CDS-
PP e do PAN e a abstenção do CH.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 155/XVI/1.ª (PAN) — Clarifica, autonomiza e
aumenta o direito de consignação fiscal em sede de IRS a favor de associações zoófilas, alterando a Lei
n.º 92/95, de 12 de setembro, e a Lei n.º 35/98, de 18 de julho.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH, da IL,
do BE, do PCP, do L e do PAN e a abstenção do PS.
Por fim, votamos o Projeto de Resolução n.º 257/XVI/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo português que
apele à libertação de Boris Kagarlitsky e que manifeste a disponibilidade de Portugal para o acolher enquanto
exilado político.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do CH e do CDS-PP, os votos a favor do PS,
da IL, do BE, do L e do PAN e a abstenção do PCP.
O Sr. Deputado Carlos Reis pede a palavra para que efeito?
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Baixa comissão especialidade — DAR II série A — 3-4 — 15/01/2025
15 DE JANEIRO DE 2025
PROJETO DE LEI N.º 288/XVI/1.ª
(ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE BOLIQUEIME À CATEGORIA DE VILA)
Texto final da Comissão de Poder Local e Coesão Territorial
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei eleva a povoação de Boliqueime, no concelho de Loulé, à categoria de vila.
Artigo 2.º
Elevação a vila
A povoação de Boliqueime, correspondente à freguesia do mesmo nome, no concelho de Loulé, é elevada
à categoria de vila.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Palácio de São Bento, 15 de janeiro de 2025.
O Presidente da Comissão, Bruno Nunes.
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PROJETO DE LEI N.º 292/XVI/1.ª
(ELEVAÇÃO DA VILA DE ALMANCIL À CATEGORIA DE CIDADE)
Texto final da Comissão de Poder Local e Coesão Territorial
Artigo 1.º
Objeto
A presente lei eleva a vila de Almancil, no concelho de Loulé, à categoria de cidade.
Artigo 2.º
Elevação a cidade
A vila de Almancil, correspondente à freguesia do mesmo nome, no concelho de Loulé, é elevada à
categoria de cidade.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
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Votação final global — DAR I série — 71-71 — 25/01/2025
25 DE JANEIRO DE 2025
Aplausos do PSD, do PS, do CH e do CDS-PP.
Vamos agora votar o Projeto de Resolução n.º 507/XVI/1.ª (CH) — Pela definição de critérios objetivos e
rigorosos para a inventariação e registo de manifestações do património cultural imaterial português.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do PS, do BE, do PCP e do L, os votos a
favor do CH, da IL e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e a abstenção do CDS-PP.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 434/XVI/1.ª (PS) — Recomenda a
adoção de medidas de combate ao fogo bacteriano e estenfiliose e de apoio financeiro aos produtores afetados
por estas doenças.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L e do Deputado
não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PSD, da IL e do CDS-PP.
O projeto de resolução baixa à 7.ª Comissão.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 469/XVI/1.ª (CH) — Pela implementação
de medidas de combate à estenfiliose e ao fogo bacteriano da pera rocha.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH, da IL
e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e as abstenções do PS, do BE, do PCP e do L.
Passamos à votação do Projeto de Resolução n.º 197/XVI/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo a proteção
das comunidades locais – baldios.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L e do Deputado
não inscrito Miguel Arruda, os votos contra do PSD e do CDS-PP e a abstenção da IL.
Vamos votar, em votação final global, o texto final, apresentado pela Comissão de Agricultura e Pescas,
relativo ao Projeto de Resolução n.º 363/XVI/1.ª (PCP) — Programa de valorização da serra da Estrela.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L e do Deputado
não inscrito Miguel Arruda, o voto contra da IL e as abstenções do PSD e do CDS-PP.
Votamos agora, em votação final global, o texto final, apresentado pela Comissão de Agricultura e Pescas,
relativo ao Projeto de Resolução n.º 366/XVI/1.ª (CDS-PP) — Recomenda ao Governo que desenvolva um plano
de reflorestação para o Parque Natural da Serra da Estrela.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PSD, do PS, do CH, da IL, do BE, do L, do CDS-
PP e do Deputado não inscrito Miguel Arruda e a abstenção do PCP.
O Sr. Deputado Pedro Pinto pediu a palavra, faça favor.
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sr. Presidente, eu queria fazer uma correção na votação do Projeto de Resolução
n.º 434/XVI/1.ª, do PS. Creio que o sentido de voto do Chega tinha sido a favor, mas é para passar para contra.
O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — No 434?!
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sim.
Pausa.
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