Projeto de Resolução n.º 141/XVI/1.ª
Recomenda a garantia de mais tempo para a prática pedagógica e
a suspensão do projeto MAIA e respetiva avaliação externa
Exposição de motivos:
O excesso de trabalho administrativo sobre a classe docente tem retirado tempo para pensar
novas formas de ensino, comprometido o bem-estar de professores e prejudicado a criação
de metodologias adaptadas à realidade de cada comunidade escolar, com resultados
prejudiciais para alunos e professores.
Já em 2018, um estudo conduzido pela Universidade Nova de Lisboa1 concluiu que mais de
sessenta por cento dos professores portugueses sofrem de exaustão emocional, cujas
causas estão associadas à indisciplina na sala de aula e à excessiva burocracia, entre outros
fatores. O e studo é corroborado pela petição Nº 143/XV/1 que denuncia que “o estado de
"burnout” e de depressão atinge níveis cada vez mais elevados na classe docente. E a
burocracia associada aos processos de avaliação, que se pretendem cada vez mais
complexos (só compagináveis com recurso a um sem número de grelhas e folhas Excel), em
muito contribui para o agravamento da situação.”2
Em 2016-2017, a FENPROF apresentou um estudo sobre horários dos docentes dos 2º e 3º
ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário onde concluiu que, em média, o horário de
trabalho estendia-se mais 11h do que as 35 horas legalmente estipuladas, aproximando -se
das 47 horas semanais. Em janeiro de 2024, foi publicado pela FENPROF um inquérito3 sobre
horários dos docentes dos 2º e 3º cicl os do Ensino Básico e do Ensino Secundário, ao qual
responderam 4471 docentes, e que apresenta como principal resultado um agravar deste
problema, com o horário de trabalho a estender -se, em média, mais 15h semanais e
resultando em semanas laborais de mais de 50 horas. Nos resultados desagregados, os
docentes inquiridos indicam que dedicam, em termos médios, cerca de 4 horas por semana
a tarefas administrativas e quase 8 horas por semana a tarefas de avaliação. Neste inquérito
é também revelado que cerca de 30% dos docentes inquiridos lecionam 5 ou 6 turmas e
18,5% mais de 7 turmas, e que 43% dos docentes lecionam mais de 100 alunos.
1 Desgaste, Condições de Vida e Trabalho em Portugal: uma perspectiva multidisciplinar, Raquel Varela; Roberto della Santa;
Henrique M. Oliveira; António Coimbra de Matos; Duarte Rolo; Roberto Leher; João Areosa
2 Detalhe de Petição
3 Inquérito sobre horários dos docentes dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário
Destaca ainda e expressamente a FENPROF “o crescente dispêndio de tempo com a
execução de diversas tarefas administrativas e burocráticas (desde a preparação de dossiers,
processos disciplinares, preenchimento de inquéritos e de plataformas diversas à elaboração
de atas, entre muitas outras) […] Paradoxalmente, o tempo dispensado ao desenvolvimento
destas atividades, correspondente a mais de 4 horas semanais (também estas, reitere-se,
não registadas no horário semanal de trabalho), já supera o que os professores destinam ao
apoio pedagógico dos seus alunos, 2 horas e 59 minutos, designadamente os que
manifestem dificuldades de aprendizagem, prova inequívoca de que a burocracia está a
retirar os professores daquele que deveria ser o núcleo duro da sua profissão!”
Importa por isso fazer um amplo debate público, que inclua toda a comunidade escolar
(incluindo alunos, docentes, direções, profissionais não docentes e encarregados de
educação), sobre o impacto da excessiva burocracia e do excesso de trabalho na qualidade
da escola e do ensino e nas condições de trabalho de todos os profissionais de educação.
Este debate é essencial para que se possa ir ao encontro das necessidades das e dos
professores que querem estar inteiramente focados, dentro e fora da sala de aula, no
desenvolvimento de competências, no relacionamento interpessoal, na aprendizagem e na
adoção de métodos pedagógicos adaptados às necessidades das alunas e alunos do século
XXI.
O projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica
(Projeto MAIA), foi implementado em 2019 pela Direção-Geral da Educação (DGE) com a
concepção e coordenação do Professor Domingos Fernandes, com o objetivo teórico da
melhoria das práticas de ensino, aprendizagem e avaliação das escolas que o acolheram.
Apesar deste objetivo, e conforme consta da Petição Nº 143/XV/1 4, apresentada à
Assembleia da República na anterior legislatura e que recolheu 13365 assinaturas, a classe
docente tem denunciado “o crescimento expansionista e cumulativo da burocracia nas
escolas, traduzido numa multiplicidade de procedimentos administrativos de recolha de
dados, organização e tratamento da informação e registo de evidências”5.
Os sindicatos ouvidos nos pedidos de contributos realizados pela Comissão de Educação e
Ciência da Assembleia da República chamam à atenção para “efeitos negativos” que este
projeto tem promovido “ em termos do crescimento inaceitável de práticas burocráticas” 6 e
solicitam a “suspensão imediata do projeto MAIA nos moldes atuais”7.
Assim, importa suspender o Projeto MAIA e proceder-se à sua avaliação externa e alargada,
envolvendo, nomeadamente, docentes e escolas que nele tenham estado envolvidas, no que
diz respeito ao cumprimento dos seus objetivos, à sua forma de adoção por parte de cada
escola e ao impacto que tem nas condições de trabalho da classe docente.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, Grupo
Parlamentar do LIVRE propõe à Assembleia da República que, através do presente
Projeto de Resolução, delibere recomendar ao Governo que:
4 Detalhe de Petição
5 idem
6 Parecer Federação Nacional de Educação
7 Parecer Associação Sindical de Professores Licenciados
1. Suspenda de imediato a aplicação do projeto MAIA (Monitorização, Acompanhamento
e Investigação em Avaliação Pedagógica) e proceda a uma sua avaliação externa,
envolvendo, nomeadamente, docentes e escolas;
2. Suspenda, no próximo ano letivo, o financiamento de Ações e Oficinas de Formação
promovidas pelos CFAE (Centro de Formação de Agrupamentos de Escolas) que
versem sobre a implementação e execução do Projeto MAIA nas escolas;
3. Promova um amplo debate público - incluindo alunos, docentes, direções,
profissionais não docentes e encarregados de educação - sobre a excessiva
burocracia, o excesso de trabalho exigido a toda a comunidade escolar e o seu
impacto no desenvolvimento de competências, no relacionamento interpessoal e na
aprendizagem das alunas e alunos.
Assembleia da República, 31 de maio de 2024
A Deputada e os Deputados do LIVRE
Isabel Mendes Lopes
Jorge Pinto
Paulo Muacho
Rui Tavares
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Publicação — DAR II série A — 50-51 — 31/05/2024
II SÉRIE-A — NÚMERO 37
4. Preveja, em sede de Orçamento do Estado, dotação orçamental adequada para que as entidades
competentes, incluindo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, consigam gerir condignamente
o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar;
5. Garanta, em articulação com o poder local competente, que não há alterações do uso e ocupação dos
solos do perímetro florestal em questão e que esta floresta é preservada dos interesses da especulação
imobiliária.
Assembleia da República, 31 de maio de 2024.
Os Deputados do L: Isabel Mendes Lopes — Jorge Pinto — Paulo Muacho — Rui Tavares.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 141/XVI/1.ª
RECOMENDA A GARANTIA DE MAIS TEMPO PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA E A SUSPENSÃO DO
PROJETO MAIA E RESPETIVA AVALIAÇÃO EXTERNA
Exposição de motivos
O excesso de trabalho administrativo sobre a classe docente tem retirado tempo para pensar novas formas
de ensino, comprometido o bem-estar de professores e prejudicado a criação de metodologias adaptadas à
realidade de cada comunidade escolar, com resultados prejudiciais para alunos e professores.
Já em 2018, um estudo conduzido pela Universidade Nova de Lisboa1 concluiu que mais de 60 % dos
professores portugueses sofrem de exaustão emocional, cujas causas estão associadas à indisciplina na sala
de aula e à excessiva burocracia, entre outros fatores. O estudo é corroborado pela Petição n.º 143/XV/1.ª, que
denuncia que «o estado de burnout e de depressão atinge níveis cada vez mais elevados na classe docente. E
a burocracia associada aos processos de avaliação, que se pretendem cada vez mais complexos (só
compagináveis com recurso a um sem número de grelhas e folhas Excel), em muito contribui para o
agravamento da situação»2.
Em 2016/2017, a FENPROF apresentou um estudo sobre horários dos docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino
básico e do ensino secundário onde concluiu que, em média, o horário de trabalho estendia-se mais 11 horas
do que as 35 horas legalmente estipuladas, aproximando-se das 47 horas semanais. Em janeiro de 2024, foi
publicado pela FENPROF um inquérito3 sobre horários dos docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do
ensino secundário, ao qual responderam 4471 docentes, e que apresenta como principal resultado um agravar
deste problema, com o horário de trabalho a estender-se, em média, mais 15 horas semanais e resultando em
semanas laborais de mais de 50 horas. Nos resultados desagregados, os docentes inquiridos indicam que
dedicam, em termos médios, cerca de 4 horas por semana a tarefas administrativas e quase 8 horas por semana
a tarefas de avaliação. Neste inquérito é também revelado que cerca de 30 % dos docentes inquiridos lecionam
5 ou 6 turmas e 18,5 % mais de 7 turmas, e que 43 % dos docentes lecionam mais de 100 alunos.
Destaca ainda, e expressamente, a FENPROF «o crescente dispêndio de tempo com a execução de diversas
tarefas administrativas e burocráticas (desde a preparação de dossiers, processos disciplinares, preenchimento
de inquéritos e de plataformas diversas à elaboração de atas, entre muitas outras) […] Paradoxalmente, o tempo
dispensado ao desenvolvimento destas atividades, correspondente a mais de 4 horas semanais (também estas,
reitere-se, não registadas no horário semanal de trabalho), já supera o que os professores destinam ao apoio
pedagógico dos seus alunos, 2 horas e 59 minutos, designadamente os que manifestem dificuldades de
1 Desgaste, condições de vida e trabalho em Portugal: uma perspetiva multidisciplinar, Raquel Varela; Roberto della Santa; Henrique M. Oliveira; António Coimbra de Matos; Duarte Rolo; Roberto Leher; João Areosa. 2 Detalhe de petição. 3 Inquérito sobre horários dos docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.
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Apreciação — DAR I série — 48-58 — 22/06/2024
I SÉRIE — NÚMERO 28
A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Não havendo mais inscrições para este ponto da ordem de trabalhos,
antes de passarmos ao próximo ponto, queria apenas informar a Câmara de que, às 14 horas, decorrerá a
Comissão Parlamentar de Inquérito – Gémeas Tratadas com o Medicamento Zolgensma, mas, tal como disposto
no artigo 67.º do Regimento, essa Comissão interromperá os seus trabalhos na hora das votações.
Segue-se o quarto ponto, com a apreciação da Petição n.º 143/XV/1.ª (Dália Cristina da Costa Gonçalves
Pereira Aparício e outros) — Pela cessação do Projeto MAIA, juntamente com os Projetos de Resolução
n.os 117/XVI/1.ª (CH) — Pela cessação imediata da implementação do Projeto de Monitorização,
Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica, ou Projeto MAIA, nas escolas do ensino básico e
secundário, 126/XVI/1.ª (PAN) — Pela suspensão e revisão do Projeto MAIA, 135/XVI/1.ª (BE) — Pela
suspensão e avaliação do Projeto MAIA e 141/XVI/1.ª (L) — Recomenda a garantia de mais tempo para a prática
pedagógica e a suspensão do Projeto MAIA e respetiva avaliação externa.
Saudamos os peticionários que se encontram a assistir à sessão nas galerias.
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Maria José Aguiar, do Grupo Parlamentar do Chega.
Faça favor, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Maria José Aguiar (CH): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados e, se me permitem, Srs. Peticionários:
Discutimos hoje, nesta Câmara, três projetos que pedem a cessação do Projeto MAIA (Monitorização,
Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica).
Há dois anos, noticiava-se que o MAIA é como a abelha distópica que está a matar a escola. Aquilo que
verificamos é que os alunos, hoje, trabalham menos, revelam menos conhecimentos e exibem comportamentos
mais indisciplinados. Isto é uma evidência que só escapa aos educadores românticos e aos tecnocratas da
educação: educadores românticos ou crédulos, sistematicamente ludibriados por um sistema que os torna reféns
de uma imparável burocracia, atolada em grelhas, sínteses e apreciações para fomentar uma avaliação
formativa de autorreflexão do aluno, onde não se efetivam as aprendizagens necessárias para a sua formação;
e tecnocratas da educação, que criaram este trágico projeto pensado para acabar com o insucesso escolar, mas
que na prática o que fez foi matar a escola.
Aplausos do CH.
E quem é o responsável? O professor romântico e crédulo?! Claro que sim! Porque, não tendo o aluno
sucesso escolar, as responsabilidades são de imediato imputadas ao professor, ou porque não fez o feedback,
ou porque não encontrou formas de avaliação que beneficiassem o aluno.
A Sr.ª Rita Matias (CH): — Muito bem!
A Sr.ª Maria José Aguiar (CH): — E lá vêm novamente as grelhas, relatórios e reformulações, uma carga
burocrática que se traduz em mais horas de trabalho semanal para os professores, enquanto os alunos, não
fazendo ideia do que é o Projeto MAIA, aproveitam a onda de facilitismo que o mesmo promove.
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!
A Sr.ª Maria José Aguiar (CH): — É também sobre o professor que recai a responsabilidade de criar rúbricas
diversificadas para cada aluno, promovendo o inflacionamento das notas por via da chamada avaliação
contínua, que apenas considera as classificações mais altas, traduzindo-se num aproveitamento fictício.
Palavras do anterior Ministro da Educação, Dr. João Costa, em sintonia com o Presidente do CNE (Conselho
Nacional de Educação), que por acaso coordena também o Projeto MAIA: «Os nossos professores, com as suas
pedagogias e processos de avaliação que remontam ao século XIX, lesam a educação inclusiva.» Não podemos
deixar passar em branco estas afirmações. Elas são atentatórias do bom nome daqueles que estão nas escolas
diariamente, dos professores.
Aplausos do CH.
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Votação na generalidade — DAR I série — 84-84 — 22/06/2024
I SÉRIE — NÚMERO 28
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH e
do PAN e as abstenções do PS, da IL, do BE, do PCP e do L.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 132/XVI/1.ª (PCP) — Recomenda ao Governo
medidas para a salvaguarda do perímetro florestal das dunas de Ovar.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH, do BE,
do PCP, do L e do PAN e as abstenções do PS e da IL.
De seguida, votamos, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 140/XVI/1.ª (L) — Recomenda a proteção
e a valorização do perímetro florestal das dunas de Ovar.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do PS e do CDS-PP, os votos a favor do BE,
do PCP, do L e do PAN e as abstenções do CH e da IL.
Passamos a votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 154/XVI/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo
que reveja o plano de ordenamento florestal do perímetro florestal das dunas de Ovar.
Submetido à votação, foi aprovado, com os votos a favor do PS, do CH, do BE, do PCP, do L e do PAN, os
votos contra do PSD e do CDS-PP e a abstenção da IL.
O projeto de resolução baixa à 7.ª Comissão.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 117/XVI/1.ª (CH) — Pela cessação
imediata da implementação do Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação
Pedagógica, ou Projeto MAIA, nas escolas do ensino básico e secundário.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PS, da IL, do PCP e do L, os votos a favor do CH
e do PAN e as abstenções do PSD, do BE e do CDS-PP.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 126/XVI/1.ª (PAN) — Pela suspensão e
revisão do Projeto MAIA.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PS e do PCP, os votos a favor do CH, da IL,
do BE, do L e do PAN e as abstenções do PSD e do CDS-PP.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 135/XVI/1.ª (BE) — Pela suspensão e avaliação
do Projeto MAIA.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PS e do PCP, os votos a favor do CH, da IL,
do BE, do L e do PAN e as abstenções do PSD e do CDS-PP.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 141/XVI/1.ª (L) — Recomenda a garantia de mais
tempo para a prática pedagógica e a suspensão do Projeto MAIA e respetiva avaliação externa.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PS e do PCP, os votos a favor do CH, da IL,
do BE, do L e do PAN e as abstenções do PSD e do CDS-PP.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 124/XVI/1.ª (CH) — Recomenda a
imediata adoção de medidas com vista à redução do tempo médio de disponibilização e autorização de
introdução do mercado de medicamentos inovadores no tratamento do cancro da mama.
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