Projeto de Resolução n.º 952/XV/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE DÊ A PREPONDERÂNCIA DEVIDA À LITERACIA
FINANCEIRA EM CONTEXTO ESCOLAR
Exposição de Motivos
A liberdade individual e a igualdade de oportunidades são essenciais para o desenvolvimento
sustentado e inclusivo dos indivíduos e da sociedade e para que sejam efetivas e reais é
essencial capacitar as pessoas para o exercício da sua autonomia. É necessário que as pessoas
tenham os instrumentos necessários para identificar as opções entre as quais podem escolher
e para comparar os seus custos, benefícios e riscos, que muitas vezes não são imediatos e se
estendem no tempo. Esta é a base para tomadas de decisão promotoras do seu bem-estar.
Este racional aplica-se igualmente no contexto financeiro, sendo fundamental que as pessoas
tenham literacia financeira, ou seja, tenham conhecimento e a compreensão dos conceitos e
riscos financeiros, e as competências, motivação e confiança para aplicar esses conhecimento
e compreensão na tomada de decisões eficazes em contextos financeiros para melhorar o
bem-estar financeiro individual.
Nas últimas décadas, têm sido várias as tendências que sublinham a importância da literacia
financeira:
O mundo financeiro tornou-se mais complexo, com uma oferta crescente de
produtos financeiros diferenciados, incluindo pela via digital, que introduzem novos
desafios, oportunidades e fatores de risco.
As decisões financeiras são mais frequentemente tomadas de forma individual sem
intermediação de instituições financeiras, colocando as pessoas no centro dessas
decisões e concentrando os riscos relativos à poupança e investimento nas mesmas.
A evolução demográfica e o envelhecimento da população exercem maior pressão
nos sistemas de segurança social, que pode ser mitigada por uma aposta em sistemas
de poupanças pessoais, mas que exige mais conhecimento e responsabilidade
individual.
Os choques – de natureza financeira ou de outra - têm colocado pressão nos
orçamentos familiares e públicos, sendo essencial que as respostas de ordem
financeira sejam informadas uma vez que têm um impacto duradouro, quer nas
famílias quer na sociedade.
A crescente importância da literacia financeira não tem sido acompanhada por uma adequada
capacitação da população. Diversas fontes mostram que a população dos países
desenvolvidos tem, em média, baixos níveis de literacia financeira. Em Portugal, a situação é
particularmente gravosa e o problema não é de agora: em 2014, num inquérito realizado pela
Standard & Poor’s , Portugal surgiu como o segundo país com piores níveis de literacia
financeira entre os países desenvolvidos, apenas à frente da Roménia. Apenas 26% dos
portugueses conseguiram responder acertadamente a questões relacionadas com conceitos
financeiros básicos1.
Mais recentemente, em 2023, nove anos depois, Portugal continuava a aparecer como um
dos países da União Europeia (UE) com menores níveis de literacia financeira. De facto, é o
país da UE onde uma menor percentagem da população apresenta níveis elevados de literacia
financeira (11%, versus 18% na média da UE); 71% tem um nível médio e 19% um nível
baixo2.
Em resposta à pertinência de promoção a literacia financeira, Portugal integra a “Rede
Internacional de Educação Financeira” 3 e desenvolveu, desde 2011, o Plano Nacional de
Formação Financeira 4 – um projeto de médio e longo prazo, criado em 2011 pelos três
supervisores do setor financeiro (Banco de Portugal; Autoridade de Supervisão de Seguros e
Fundos de Pensões e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários). Este Plano tem como
objetivo aumentar a literacia financeira da população em geral e, para tal, trabalha em
1 S&P Global FinLit Survey | Global Financial Literacy Excellence Center (GFLEC)
2 Monitoring_the_level_of_financial_literacy_FL525_report_en.pdf
3 Monitoring_the_level_of_financial_literacy_FL525_report_en.pdf
4 Início | Todos Contam
conjunto com entidades que potenciam a capilaridade da sua atuação (escolas, empresas,
autarquias, etc.) e desenvolveu um conjunto de atividades e documentos relevantes:
Referenciais de Educação e Formação Financeira (ensino pré-escolar, ensino básico e
secundário, adultos, empresas); um programa de formação de professores; vários conteúdos
pedagógicos; a semana da formação financeira; um site para divulgação de conteúdos e
formação à distância; inquéritos à literacia financeira dos portugueses e das empresas.
Atualmente, o Plano está a executar a estratégia plurianual 2021-2025.
Apesar de todas estas atividades, as entidades responsáveis pelo Plano reconhecem que o
mesmo não tem conseguido a escala pretendida nem chegar a alguns públicos-alvo, em
particular, jovens que terminam o ensino obrigatório e de grupos vulneráveis. É
especialmente preocupante que o indicador global de literacia financeira medido a cada 5
anos no âmbito do Pacto tenha diminuído, de 68,3 em 2015 para 61,7 em 2020.
Todos estes dados apontam para a importância de promover a literacia financeira no sentido
de os portugueses gerirem o seu orçamento da melhor forma, desenvolverem hábitos de
poupança, criarem hábitos de precaução, recorrerem responsavelmente e adequadamente ao
crédito e tirarem o partido possível das oportunidades do mercado financeiro. Tal como nos
restantes investimentos em educação e formação, é mais eficiente que se faça o mais cedo
possível, tendo em conta os restantes conhecimentos e nível de maturidade dos jovens.
Em Portugal, a educação financeira foi integrada no currículo escolar a partir de 2018/2019
como tema obrigatório em pelo menos dois dos três ciclos do ensino básico no âmbito da
disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, tendo como base o Referencial desenvolvido
pelo Plano Nacional de Formação Financeira. O domínio tem o nome de “Literacia
financeira e educação para o consumo”. No entanto, há margem para tornar a educação para
a literacia financeira mais presente e consequente no ensino português.
Em 2018, foi avaliada a literacia financeira dos alunos de 15 anos no Programme for International
Student Assessment (PISA)5. Os resultados revelam que Portugal está na média da OCDE nos
níveis de literacia financeira dos alunos, mas abaixo da média na percentagem de alunos que
afirmam receber formação sobre este tema na escola. Tendo em conta a correlação positiva
5 PISA 2018 Results (Volume IV): Are Students Smart about Money? | en | OECD
entre a exposição ao tema na escola e o nível de literacia financeira dos alunos, há margem
para aumentar a literacia financeira se se garantir uma maior e mais prolongada exposição a
temas de literacia financeira na escola.
A literacia financeira é uma área transversal e com implicações ao longo de toda a vida dos
jovens. Isto é particularmente relevante no ensino secundário por ser nesta fase que os
alunos estão mais perto de tomar decisões de natureza financeira. Além disso, aspetos
elementares da literacia financeira devem ser incluídos no currículo formal do ensino básico
para que todos os alunos estejam expostos aos mesmos independentemente das escolhas
vocacionais que façam no ensino secundário.
Estudos internacionais indicam que um maior nível de literacia financeira está associado a
maiores níveis de poupança, maior probabilidade de planeamento e poupança para a reforma,
maior diversificação de carteira de ativos, maior consciência no pedido de empréstimos e
melhor alocação de recursos financeiros ao longo da vida. Assim, o investimento na literacia
financeira nas escolas portuguesas será uma aposta ganha com impactos duradouros e a
diversos níveis, que se consubstanciam na capacitação e maior bem-estar das pessoas e no
crescimento e desenvolvimento económico do país.
Um resultado consensual nos vários inquéritos é que a literacia financeira tende a ser menor
em grupos da população mais desfavorecidos, com menores rendimentos, com menor
escolaridade e entre as mulheres. Assim, a promoção da literacia financeira, em especial
durante a escolaridade obrigatória, é igualmente uma aposta ganha em termos de equidade,
inclusão e mobilidade social.
Assim, tendo em consideração o acima exposto, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da
Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do número 1 do artigo 4.º do Regimento
da Assembleia da República, o Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal apresenta o seguinte
Projeto de Resolução:
Resolução
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Assembleia da República
delibera recomendar ao Governo:
o Atualizar o Referencial de Educação Financeira que data de 2013, tal como já estava
previsto no Plano Nacional de Formação Financeira 2021-2025;
o Considerar incluir aspetos elementares de literacia financeira no currículo escolar do
ensino básico de forma que todos os alunos estejam expostos aos mesmos
independentemente das escolhas vocacionais que façam no ensino secundário;
o Incluir explicitamente a literacia financeira nas áreas de competências do Perfil do
Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória;
Palácio de São Bento, 2 de novembro de 2023
Os Deputados da Iniciativa Liberal,
Carla Castro
João Cotrim Figueiredo
Bernardo Blanco
Carlos Guimarães Pinto
Joana Cordeiro
Patrícia Gilvaz
Rodrigo Saraiva
Rui Rocha
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Publicação — DAR II série A — 4-6 — 02/11/2023
II SÉRIE-A — NÚMERO 29
«A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 163.º e do n.º 5 do artigo 166.º da
Constituição, dar assentimento à deslocação de Sua Excelência o Presidente da República à Guiné-Bissau, nos
dias 15 a 16 de novembro, em Visita Oficial, a convite do seu homólogo guineense, para participar nas
comemorações do cinquentenário da independência daquele País.»
Palácio de São Bento, 31 de outubro de 2023.
O Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.
Mensagem do Presidente da República
Estando prevista a minha deslocação à Guiné-Bissau nos dias 15 e 16 de novembro próximo, em Visita
Oficial, a convite do meu homólogo guineense, para participar nas comemorações do cinquentenário da
independência daquele país, venho requerer, nos termos dos artigos 129.º, n.º 1, e 163.º, alínea b), da
Constituição, o necessário assentimento da Assembleia da República.
Lisboa, 27 outubro de 2023.
O Presidente da República,
(Marcelo Rebelo de Sousa)
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 952/XV/2.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE DÊ A PREPONDERÂNCIA DEVIDA À LITERACIA FINANCEIRA EM
CONTEXTO ESCOLAR
Exposição de motivos
A liberdade individual e a igualdade de oportunidades são essenciais para o desenvolvimento sustentado e
inclusivo dos indivíduos e da sociedade e para que sejam efetivas e reais é essencial capacitar as pessoas para
o exercício da sua autonomia. É necessário que as pessoas tenham os instrumentos necessários para identificar
as opções entre as quais podem escolher e para comparar os seus custos, benefícios e riscos, que muitas vezes
não são imediatos e se estendem no tempo. Esta é a base para tomadas de decisão promotoras do seu bem-
estar.
Este racional aplica-se igualmente no contexto financeiro, sendo fundamental que as pessoas tenham
literacia financeira, ou seja, tenham conhecimento e a compreensão dos conceitos e riscos financeiros, e as
competências, motivação e confiança para aplicar esses conhecimento e compreensão na tomada de decisões
eficazes em contextos financeiros para melhorar o bem-estar financeiro individual.
Nas últimas décadas, têm sido várias as tendências que sublinham a importância da literacia financeira:
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Baixa comissão para discussão — DAR II série A — 2-2 — 21/12/2023
II SÉRIE-A — NÚMERO 52
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 952/XV/2.ª
(RECOMENDA AO GOVERNO QUE DÊ A PREPONDERÂNCIA DEVIDA À LITERACIA FINANCEIRA EM
CONTEXTO ESCOLAR)
Informação da Comissão de Educação e Ciência relativa à discussão da iniciativa ao abrigo do
artigo 128.º do Regimento da Assembleia da República
1 – Ao abrigo do disposto na alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa (Poderes
dos Deputados) e da alínea b)do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento da Assembleia da República (Poderes dos
Deputados), foi apresentada a seguinte iniciativa:
• Projeto de Resolução n.º 952/XV/1.ª (IL) – Recomenda ao Governo que dê a preponderância devida à
literacia financeira em contexto escolar
2 – A Deputada Carla Castro (IL) referiu, em síntese, que há necessidade de melhorar a literacia financeira
no âmbito escolar, para permitir a avaliação de riscos, custos e benefícios e a tomada de decisões informadas,
nomeadamente em aspetos do quotidiano, como sejam o pagamento de empréstimos, tendo considerado que
são temas com forte impacto social. Salientou que, embora haja um plano nacional de formação financeira, as
próprias entidades do setor reconhecem a necessidade de atualizações e há segmentos mais afetados, como
sejam as mulheres, jovens e populações vulneráveis.
3 – Mencionou depois que propõem recomendar ao Governo que proceda à atualização urgente do
Referencial de Educação Financeira, datado de 2013, considere incluir aspetos elementares de literacia
financeira no currículo escolar do ensino básico, para transmissão a todos os alunos e inserir explicitamente a
literacia financeira nas áreas de competências do perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória.
4 – O Deputado Pompeu Martins (PS) considerou que a educação financeira já faz parte do currículo das
escolas, nomeadamente no que diz respeito aos dois ciclos do ensino básico e de forma opcional no ensino
secundário, indicou os elementos disponíveis, a formação dada aos docentes, mencionou que Portugal está
alinhado com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os estudantes
portugueses obtiveram o sexto lugar no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e salientou
que muitos municípios e entidades intermunicipais têm programas no âmbito da literacia financeira.
5 – O Deputado António Cunha (PSD) mencionou que, não obstante a literacia financeira esteja prevista no
currículo escolar, o referencial não dá dados, tendo reiterado a importância de capacitar os jovens, que neste
momento não conhecem os conceitos básicos da matéria e defendido que mais literacia permite combater as
desigualdades. A terminar, referiu que acompanham o projeto de resolução.
6 – O Deputado Gabriel Mithá Ribeiro (CH) referiu que o projeto de resolução não põe em causa a autonomia
das escolas e defendeu que a proposta para melhoria da literacia financeira devia ser implementada por pessoas
técnica e academicamente habilitadas para o efeito.
7 – A Deputada Carla Castro (IL), a terminar, considerou que não há uma padronização no projeto de
resolução, podendo atender-se às especificidades das escolas e reiterou a importância de fazer melhorias.
8 – Realizada a discussão, cuja gravação está disponibilizada no projeto de resolução referido, remete-se
esta informação a S. Ex.ª o Presidente da Assembleia da República, para agendamento da votação da iniciativa
na reunião plenária, nos termos do artigo 128.º do Regimento da Assembleia da República.
Palácio de São Bento, em 19 de dezembro de 2023.
O Presidente da Comissão, Alexandre Quintanilha.
A DIVISÃO DE REDAÇÃO.
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Votação Deliberação — DAR I série — 81-81 — 22/12/2023
22 DE DEZEMBRO DE 2023
e de integração e compromete-se a contribuir continuamente para o aprofundamento, reconhecimento e garantia
dos direitos das pessoas com deficiência.»
O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acabou de ser
lido.
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 189/XV/1.ª (CH) — Aprova as regras de transparência
aplicáveis a entidades privadas que realizam representação legítima de interesses («lobbying») junto de
entidades públicas, criando um registo de transparência da representação de interesses junto da Assembleia da
República.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP e do BE, votos a favor do CH e da IL e
abstenções do PSD, do PAN e do L.
A Sr.ª Emília Cerqueira (PSD): — Sr. Presidente, anuncio a entrega de uma declaração de voto por escrito,
em nome da bancada.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr.ª Deputada.
Vamos agora votar o Projeto de Resolução n.º 952/XV/2.ª (IL) — Recomenda ao Governo que dê a
preponderância devida à literacia financeira em contexto escolar.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do BE, votos a favor do PSD, do CH, da IL e
do PAN e abstenções do PCP e do L.
Vamos proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Assuntos
Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo aos Projetos de Lei n.os 72/XV/1.ª (BE) — Reforça a
proteção da orientação sexual, da identidade e expressão de género e das características sexuais (55.ª alteração
ao Código Penal), 209/XV/1.ª (L) — Proibição e criminalização das «práticas de conversão», que visam a
repressão da orientação sexual, da identidade de género ou da expressão de género, 699/XV/1.ª (PAN) — Prevê
a criminalização de práticas com vista à alteração, limitação ou repressão da orientação sexual, da identidade
ou expressão de género, e promove o estudo destas práticas em Portugal e a garantia de mecanismos de apoio
e resposta, e 707/XV/1.ª (PS) — Proíbe práticas atentatórias contra pessoas LGBT+ através das denominadas
«terapias de conversão sexual».
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, da IL, do PCP, do BE, do PAN e do L e votos
contra do PSD e do CH.
Entretanto, chegou informação à Mesa de que o PSD, o Chega e o PCP apresentarão declarações de voto
por escrito relativas a esta votação.
Vamos agora proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Saúde, relativo
ao Projeto de Resolução n.º 907/XV/2.ª (BE) — Realização de um novo estudo epidemiológico nacional de
saúde mental.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos agora proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Trabalho,
Segurança Social e Inclusão, relativo aos Projetos de Resolução n.os 873/XV/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo
que promova melhores condições de acesso ao trabalho para estudantes, e 881/XV/2.ª (PAN) — Recomenda
ao Governo que adote medidas de valorização do estatuto do trabalhador-estudante.
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