Partido Popular
CDS-PP
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PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 67/X
CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO EVENTUAL DE ACOMPANHAMENTO E
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS MEDIDAS DE COMBATE AOS FOGOS
FLORESTAIS
Exposição de motivos
I
Os incêndios florestais voltaram, no decurso do corrente ano, a dizimar a floresta, a
causar avultados danos materiais e perda de vidas humanas.
Verão é sinónimo de inferno nas florestas nacionais, e o ano de 2005, já não há dúvidas
quanto a isso, será o ano mais negro das últimas décadas ao nível dos incêndios
florestais. Segundo os números da Direcção-Geral dos Recursos Florestais de 28 de
Agosto p.p., a área ardida este ano em Portugal é de cerca de 170 000 hectares.
Quando ensaiamos comparações internacionais, o drama português fica ainda mais
patente e ampliado, sendo o nosso valor de taxa de incidência anual de fogos 2 a 3 vezes
superior ao dos países onde os fogos também são um problema.
Aparentemente, a lição do ano de 2003 não foi suficiente evitar o cometimento dos
mesmos erros, com as consequências de todos conhecidas. As políticas de prevenção e
de combate aos fogos estão ainda longe da eficácia desejada, o que se soma a uma
pouco apurada consciência cívica dos proprietários das matas, dos donos das florestas,
que teimam em não cumprir a legislação que obriga à limpeza das matas junto a zonas
habitacionais e industriais, numa área compreendida entre os 25 e os 50 metros.
II
Os números demonstram a importância da floresta em Portugal continental. Com efeito,
a floresta portuguesa:
Ocupa 38% do território nacional;
Ocupa 165 mil empregos directos;
Contribui com 3,2% do PIB;
Representa 12% do PIB industrial;
Vale 11% das exportações totais portuguesas;
Envolve um emprego total, directo e indirecto em todos os elos da fileira, de
cerca de 260 mil postos de trabalho.
No entanto, a forma como os incêndios florestais são apresentados ao cidadão comum
faz passar a mensagem de que estes são uma fatalidade, contra a qual pouco ou nada se
pode fazer. É importante combater esta ideia errada, que ergue obstáculos à prossecução
de uma política de responsabilização de todos os cidadãos face aos incêndios florestais.
De facto, e segundo as estatísticas, em Portugal, cerca de 98% dos incêndios tem como
origem actividades humanas – mais de 20 000 incêndios que ocorrem todos os anos, um
valor perfeitamente absurdo, que contribui para uma dispersão desastrosa dos meios de
combate.
Por outro lado, a forma como as notícias sobre incêndios são transmitidas não é
exactamente a que melhor contribui para a sensibilização do cidadão comum. Cumpre
relembrar, neste ponto, que há uma completa ausência de programas educativos e
formativos para e sobre a floresta e de campanhas sobre prevenção de incêndios
florestais, não se conhecendo, nos nossos media, nas nossas escolas, qualquer acção
sobre estas, formativa ou informativa, com significado e consequência.
Os fogos são uma ameaça civil, com impactos económicos directos significativos,
designadamente sobre o turismo, e impactos ecológicos perduráveis vários sobre a flora
e a fauna, sobre o ciclo hidrológico, sobre o ciclo do carbono e na erosão dos terrenos,
nomeadamente.
III
Pelas razões vindas de expor, entende o CDS-PP que é absolutamente imprescindível
que os nossos concidadãos, os produtores florestais e o Estado – que também é
proprietário, e não dos mais cumpridores… – se compenetrem de duas realidades
básicas:
A primeira é a de que é possível que se repitam os incêndios deste ano. A situação
trágica deste ano não foi fruto apenas de condições climatéricas adversas, mas sim da
conjugação de muitos factores, nomeadamente estruturais, e nada impede que estes
factores se reúnam outra vez na próxima época de fogos e, portanto, que voltem a causar
uma devastação da mesma ordem de magnitude da que causaram no ano de 2005.
A segunda é a de que a indústria florestal não ter capacidade para continuar a aguentar
este tipo de acidentes, pois o impacto sobre a disponibilidade da principal matéria-prima
é enorme, quer a nível imediato (perda de disponibilidade de madeira em pé) quer a
nível estrutural (desencorajamento do investimento florestal). As condições de produção
de madeira e de cortiça em Portugal são uma das nossas principais vantagens
competitivas, e os impactos de sucessivas épocas de fogos com esta severidade podem
mesmo por em causa o futuro desta indústria.
IV
São imperativas, portanto, medidas de fundo, garantindo um maior e mais profundo
envolvimento do Estado na resolução do problema dos incêndios em Portugal.
O CDS-PP tem contributos, que julga válidos, para a eventual formulação de um Plano
de Acção sobre Fogos Florestais – ou, no mínimo, que formem um esqueleto
multidisciplinar desse Plano, quer pretende trazer a uma Comissão Eventual, a criar em
sede de Assembleia da República, que se destine especificamente a ser um espaço de
reflexão e de produção de soluções, e cuja criação se propõe através da presente
iniciativa.
Não obstante, entende o CDS-PP conveniente elencar as principais áreas em que devem
ser adoptadas medidas, até para dar conteúdo e mandato à Comissão cuja criação aqui se
propõe.
Nestes termos, a Assembleia da República delibera o seguinte:
1 – Constituir uma comissão eventual de acompanhamento e avaliação da eficácia
das medidas de combate aos fogos florestais, cujo mandato compreende a
elaboração de uma proposta de plano de acção sobre fogos florestais. Esta
comissão eventual funcionará pelo período de um ano, renovável por iguais
períodos;
2 – Recomendar à comissão, sem prejuízo das conclusões que resultarem dos
trabalhos respectivos, a inclusão, naquela proposta, de medidas que se traduzam:
a) No fortalecimento da aposta na reflorestação e na modernização da floresta;
b) Na elaboração de um Plano Nacional de redução de combustíveis;
c) Na elaboração de um Plano Nacional de redução do risco de incêndio
(probabilidade de ignição);
d) Na aposta em acções, formativas e informativas, de sensibilização de vários
públicos-alvo para a importância da floresta e da prevenção dos incêndios;
e) No eventual reforço do patrulhamento e capacidade da autoridade florestal do
Estado;
f) Na melhoria da estrutura de detecção de fogos;
g) Na adopção pelo Estado de medidas de limpeza e protecção das áreas florestais
públicas, designadamente, nos parques naturais que correspondem, em 2005, a
18,2% da área total ardida).
Palácio de S. Bento, 14 de Setembro de 2005.
Os Deputados
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Apreciação — DAR I série — 2077-2085 — 16/09/2005
2077 | I Série - Número 045 | 16 de Setembro de 2005
Ele é capaz de atingir; ele vive todas estas questões ao mesmo tempo, Sr. Deputado!
O Sr. Mota Andrade (PS): - Claro!
O Orador: - Por isso, a questão que colocamos é simplesmente esta: da declaração do Sr. Deputado Luís Marques Guedes constato que o que convém ao País não convém ao PSD.
Aplausos do PS.
Protestos do PSD.
E, por isso, digo o seguinte: é urgente, já devia ter sido feita ontem, a alteração desta lei iníqua, obsoleta e imoral.
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente (Telmo Correia): - Sr.as e Srs. Deputados, terminámos o período de antes da ordem do dia.
Eram 16 horas e 40 minutos.
ORDEM DO DIA
O Sr. Presidente (Telmo Correia): - Srs. Deputados, deu entrada na Mesa o projecto de resolução n.º 61/X - Viagem do Presidente da República a Florença (Presidente da AR), que será votado à hora regimental, juntamente com as demais iniciativas legislativas.
Vamos, agora, dar início à apreciação conjunta dos projectos de resolução n.os 58/X - Criação de uma comissão parlamentar eventual de avaliação, monitorização e acompanhamento da concretização das medidas para a prevenção, vigilância, detecção e combate ais incêndios florestais (PCP), 59/X - Centrais termoeléctricas de resíduos florestais (Deputado do PSD Miguel Almeida), 60/X - Propõe um conjunto de medidas a adoptar pelo Governo em matéria de incêndios florestais (PSD), 62/X - Criação de uma comissão eventual de acompanhamento das medidas sobre prevenção, vigilância e combate aos fogos florestais e de reestruturação do ordenamento florestal (PS), 63/X - Recomenda ao Governo medidas relativas à floresta e aos incêndios de 2005 (Os Verdes), 64/X - Recomenda ao Governo que proceda a medidas urgentes no sentido de melhorar a eficácia da coordenação das operações de socorro e dos Corpos de Bombeiros (BE), 65/X - Recomenda ao Governo que proceda a medidas urgentes no sentido de aumentar as brigadas de vigilantes florestais nas matas e florestas públicas (BE), 67/X - Criação de uma Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Eficácia das Medidas de Combate aos Fogos Florestais (CDS-PP) e 68/X - Medidas imediatas de reparação de prejuízos e avaliação dos incêndios de 2005 (PCP).
Lembro que cada grupo parlamentar disporá de 7 minutos para apresentar e debater, em conjunto, estas iniciativas legislativas que são conexas na matéria versada.
Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho Lopes.
O Sr. Agostinho Lopes (PCP): - Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A 11 de Agosto, quando era já uma constatação evidente a brutal dimensão dos incêndios florestais, quando o Governo ainda falava do seu sucesso no combate ao flagelo e permanecia amarrado à subestimação do problema, o PCP propôs a criação de uma comissão parlamentar eventual de avaliação, monitorização e acompanhamento da concretização das medidas destinadas a debelar incêndios florestais.
As razões de tal projecto são evidentes.
As medidas necessárias para fazer frente à tragédia dos incêndios florestais são conhecidas, merecem em geral um grande consenso nacional e resultaram das dramáticas experiências, ocorridas nos últimos 20 anos e que estão vertidas em inúmeras resoluções e normativos legislativos, no Diário da República e no Diário da Assembleia da República.
Hoje, o problema principal e central que se coloca à sociedade portuguesa e, em primeiro lugar, aos poderes políticos é, a par de uma profunda alteração das políticas agro-florestais, a concretização daquelas medidas. A não concretização dessas medidas, ao longo dos últimos anos, é da inteira responsabilidade de sucessivos executivos governamentais. E a incapacidade e impotência dos poderes políticos em os debelar corrói e desacredita o regime democrático.
O que aconteceu neste ano de 2005 é completamente inaceitável, depois do Verão de 2003, e só acontece porque durante dois anos não foram concretizadas, com a urgência devida e os recursos financeiros adequados, as necessárias e suficientes medidas.
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Votação Deliberação — DAR I série — 2092-2092 — 16/09/2005
2092 | I Série - Número 045 | 16 de Setembro de 2005
comissão de acompanhamento, aprovada por unanimidade, as outras propostas ficam prejudicadas. Não entendo qual é o objectivo de votarmos várias propostas sucessivamente.
O Sr. Presidente (Telmo Correia): - Sr. Deputado, só duas das propostas é que se referem à criação de uma comissão. Creio que, não obstante a comissão a criar ser uma única, a votação da fundamentação das várias propostas de resolução - os termos e a matéria que se pretende ver tratada por essa comissão - não prejudica que ambas as propostas sejam votadas e tenham incidência, na minha opinião, no próprio trabalho ou formulação da comissão em concreto. Digamos, Sr. Deputado, que mal não fará que ambas sejam aprovadas e que a comissão a criar será obviamente só uma e não uma multiplicação de comissões.
Vamos proceder à votação do projecto de resolução n.º 62/X - Criação de uma comissão eventual de acompanhamento das medidas sobre prevenção, vigilância e combate aos fogos florestais e de reestruturação do ordenamento florestal (PS).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos passar à votação do projecto de resolução n.º 63/X - Recomenda ao Governo medidas relativas à floresta e aos incêndios de 2005 (Os Verdes).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PCP, do CDS-PP, do BE e de Os Verdes e abstenções do PS e do PSD.
Vamos proceder à votação do projecto de resolução n.º 64/X - Recomenda ao Governo que proceda a medidas urgentes no sentido de melhorar a eficácia da coordenação das operações de socorro e dos Corpos de Bombeiros (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PCP, do CDS-PP, do BE e de Os Verdes e a abstenção do PSD.
Vamos passar à votação do projecto de resolução n.º 65/X - Recomenda ao Governo que proceda a medidas urgentes no sentido de aumentar as brigadas de vigilantes florestais nas matas e florestas públicas (BE).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PCP, do CDS-PP, do BE e de Os Verdes e abstenções do PS e do PSD.
Vamos proceder à votação do projecto de resolução n.º 67/X - Criação de uma Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Eficácia das Medidas de Combate aos Fogos Florestais (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o projecto de resolução n.º 68/X - Medidas imediatas de reparação de prejuízos e avaliação dos incêndios de 2005 (PCP).
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PCP, do CDS-PP, do BE e de Os Verdes e a abstenção do PSD.
Srs. Deputados, vamos agora votar um requerimento, apresentado pelo PS, solicitando a baixa à Comissão de Trabalho e Segurança Social, sem votação, dos projectos de lei n.os 91/X (CDS-PP) e 152/X (PSD), pelo prazo máximo de 30 dias.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Srs. Deputados, vamos proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo à proposta de lei n.º 18/X - Altera o regime relativo a pensões e subvenções dos titulares de cargos políticos e o regime remuneratório dos titulares de cargos executivos das autarquias locais.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do PCP, do BE e de Os Verdes e a abstenção do CDS-PP.
Dou agora a palavra à Sr.ª Secretária para dar conta de dois pareceres da Comissão de Ética.
A Sr.ª Secretária (Rosa Maria Albernaz): - Sr. Presidente e Srs. Deputados, de acordo com o solicitado
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Publicação — DAR II série A — 35-36 — 17/09/2005
0035 | II Série A - Número 049 | 17 de Setembro de 2005
necessidades sociais das populações. A pesca artesanal é tida, na perspectiva deste diploma, como inimiga do desenvolvimento e da conservação da Natureza - mas a perpetuação da actividade dos grandes interesses económicos da extracção de recursos minerais, a instalação da co-incineração de resíduos industriais perigosos, o alargamento das pedreiras e a implantação de grandes empreendimentos turísticos são vistos como questões acessórias no desígnio da protecção da natureza e do ordenamento do território.
Assim, tendo em consideração os factos acima expostos, a Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República Portuguesa, recomendar ao Governo a revogação da Resolução do Conselho de Ministros n.º 141/2005, de 23 de Agosto, e a promoção de um novo processo de elaboração do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida e respectiva regulamentação, em efectiva cooperação com as entidades representativas dos cidadãos da região, desenvolvendo um processo de discussão pública em moldes sérios e de sincero diálogo, e conciliando as necessidades do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza com as reais necessidades da região e das populações, ao invés de as fazer contrapor.
Assembleia da República, 13 de Setembro de 2005.
Os Deputados do PCP: Francisco Lopes - Odete Santos - Miguel Tiago - Bernardino Soares - António Filipe.
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PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 67/X
CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO EVENTUAL DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS MEDIDAS DE COMBATE AOS FOGOS FLORESTAIS
Exposição de motivos
I
Os incêndios florestais voltaram, no decurso do corrente ano, a dizimar a floresta, a causar avultados danos materiais e perda de vidas humanas.
Verão é sinónimo de inferno nas florestas nacionais, e o ano de 2005, já não há dúvidas quanto a isso, será o ano mais negro das últimas décadas ao nível dos incêndios florestais. Segundo os números da Direcção-Geral dos Recursos Florestais de 28 de Agosto p.p., a área ardida este ano em Portugal é de cerca de 170 000 ha.
Quando ensaiamos comparações internacionais, o drama português fica ainda mais patente e ampliado, sendo o nosso valor de taxa de incidência anual de fogos 2 a 3 vezes superior ao dos países onde os fogos também são um problema.
Aparentemente, a lição do ano de 2003 não foi suficiente evitar o cometimento dos mesmos erros, com as consequências de todos conhecidas. As políticas de prevenção e de combate aos fogos estão ainda longe da eficácia desejada, o que se soma a uma pouco apurada consciência cívica dos proprietários das matas, dos donos das florestas, que teimam em não cumprir a legislação que obriga à limpeza das matas junto a zonas habitacionais e industriais, numa área compreendida entre os 25 e os 50 metros.
II
Os números demonstram a importância da floresta em Portugal continental. Com efeito, a floresta portuguesa:
-Ocupa 38% do território nacional;
- Ocupa 165 mil empregos directos;
- Contribui com 3,2% do PIB;
- Representa 12% do PIB industrial;
- Vale 11% das exportações totais portuguesas;
- Envolve um emprego total, directo e indirecto em todos os elos da fileira, de cerca de 260 mil postos de trabalho.
No entanto, a forma como os incêndios florestais são apresentados ao cidadão comum faz passar a mensagem de que estes são uma fatalidade, contra a qual pouco ou nada se pode fazer. É importante combater esta ideia errada, que ergue obstáculos à prossecução de uma política de responsabilização de todos os cidadãos face aos incêndios florestais. De facto, e segundo as estatísticas, em Portugal, cerca de 98% dos incêndios tem como origem actividades humanas - mais de 20 000 incêndios que ocorrem todos os anos, um valor perfeitamente absurdo, que contribui para uma dispersão desastrosa dos meios de combate.
Por outro lado, a forma como as notícias sobre incêndios são transmitidas não é exactamente a que melhor
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