PROPOSTA DE RESOLUÇÃO N.º 24/X
Tendo em conta que a presente Convenção permitirá fundamentalmente evitar a dupla
tributação das diferentes categorias de rendimentos auferidos por residentes em
qualquer dos Estados Contratantes;
Considerando que a presente Convenção estabelece regras que delimitam a competência
de cada Estado para tributar os rendimentos, nomeadamente os derivados de bens
imobiliários, das actividades empresariais, dividendos, juros, royalties, rendimentos do
trabalho dependente e pensões;
Atendendo a que a sua vigência irá contribuir para a criação de um quadro fiscal mais
estável e transparente para os investidores de ambos Estados e nessa medida influenciar
de forma positiva o desenvolvimento dos fluxos de capitais;
Assim:
Nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo apresenta à
Assembleia da República a seguinte proposta de resolução:
Aprovar a Convenção entre a República Portuguesa e a República do Chile para Evitar a
Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o
Rendimento, assinada em Santiago, a 7 de Julho de 2005, cujo texto, nas versões
autenticadas nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa, se publica em anexo.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros, de 12 de Agosto de 2005.
O Primeiro-Ministro
O Ministro da Presidência
O Ministro dos Assuntos Parlamentares
CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DO
CHILE PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E PREVENIR A EVASÃO
FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
A República Portuguesa e a República do Chile, desejando celebrar uma Convenção
para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre o
rendimento, acordaram nas disposições seguintes:
CAPÍTULO I
ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA CONVENÇÃO
Artigo 1º
PESSOAS VISADAS
A presente Convenção aplica-se às pessoas residentes de um ou de ambos os
Estados Contratantes.
Artigo 2º
IMPOSTOS VISADOS
1. A presente Convenção aplica-se aos impostos sobre o rendimento exigidos por
cada um dos Estados Contratantes, suas subdivisões políticas ou administrativas e suas
autarquias locais, seja qual for o sistema usado para a sua cobrança.
2. São considerados impostos sobre o rendimento todos os impostos incidentes sobre
o rendimento total ou sobre elementos do rendimento, incluídos os impostos sobre os
ganhos derivados da alienação de bens mobiliários ou imobiliários, os impostos sobre o
montante global dos vencimentos ou salários pagos pelas empresas, bem como os
impostos sobre as mais-valias.
3. Os impostos actuais a que a presente Convenção se aplica são, nomeadamente:
a) Em Portugal:
(i) O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS);
(ii) O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC); e
(iii) A Derrama;
(a seguir referidos pela designação de «imposto português»); e
b) No Chile, os impostos exigíveis ao abrigo da Lei do Imposto sobre o
Rendimento, «Ley sobre Impuesto a la Renta» (a seguir referidos pela
designação de «imposto chileno»).
4. A Convenção será também aplicável aos impostos de natureza idêntica ou
substancialmente similar que entrem em vigor posteriormente à data da assinatura da
Convenção e que venham a acrescer aos actuais ou a substituí-los. As autoridades
competentes dos Estados Contratantes comunicarão uma à outra as modificações
significativas introduzidas nas respectivas legislações fiscais.
CAPÍTULO II
DEFINIÇÕES
Artigo 3º
DEFINIÇÕES GERAIS
1. Para efeitos da presente Convenção, a não ser que o contexto exija interpretação
diferente:
a) o termo «Portugal» significa o território da República Portuguesa situado no
Continente Europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira, incluindo o
respectivo mar territorial e as águas interiores e bem assim o leito do mar, o
subsolo e quaisquer outras áreas onde a República Portuguesa exerce
direitos soberanos ou jurisdição, em conformidade com o direito
internacional e as leis da República Portuguesa;
b) o termo «Chile» significa o território da República do Chile, incluindo o
respectivo mar territorial e as águas interiores e bem assim o leito do mar, o
subsolo e quaisquer outras áreas onde a República do Chile exerce direitos
soberanos ou jurisdição, em conformidade com o direito internacional e as
leis da República do Chile;
c) as expressões «um Estado Contratante» e «o outro Estado Contratante»
significam Portugal ou o Chile, consoante resulte do contexto;
d) o termo «pessoa» compreende uma pessoa singular, uma sociedade e
qualquer outro agrupamento de pessoas;
e) o termo «sociedade» significa qualquer pessoa colectiva ou qualquer
entidade que é tratada como pessoa colectiva para fins tributários;
f) as expressões «empresa de um Estado Contratante» e «empresa do outro
Estado Contratante» significam, respectivamente, uma empresa explorada
por um residente de um Estado Contratante e uma empresa explorada por
um residente do outro Estado Contratante;
g) a expressão «tráfego internacional» significa qualquer transporte por navio
ou aeronave explorados por uma empresa de um Estado Contratante,
excepto se o referido transporte for efectuado somente entre lugares situados
no outro Estado Contratante;
h) a expressão «autoridade competente» significa:
(i) em Portugal, o Ministro das Finanças, o Director-Geral dos Impostos
ou os seus representantes autorizados; e
(ii) no Chile, o Ministro das Finanças ou o seu representante autorizado;
i) o termo «nacional» designa:
(i) qualquer pessoa singular que tenha a nacionalidade de um Estado
Contratante;
(ii) qualquer pessoa colectiva ou associação constituída de harmonia com
a legislação em vigor num Estado Contratante.
2. No que se refere à aplicação da Convenção, num dado momento, por um Estado
Contratante, qualquer expressão aí não definida deverá ter, a não ser que o contexto
exija interpretação diferente, o significado que lhe for atribuído nesse momento pela
legislação desse Estado que regula os impostos a que a Convenção se aplica,
prevalecendo a interpretação resultante da legislação fiscal sobre a que decorra de outra
legislação deste Estado.
Artigo 4º
RESIDENTE
1. Para efeitos da presente Convenção, a expressão «residente de um Estado
Contratante» significa qualquer pessoa que, por virtude da legislação desse Estado, está
aí sujeita a imposto devido ao seu domicílio, à sua residência, ao local de direcção, local
de constituição ou a qualquer outro critério de natureza similar, e aplica-se igualmente a
esse Estado e às suas subdivisões políticas ou administrativas ou autarquias locais.
Todavia, esta expressão não inclui qualquer pessoa que está sujeita a imposto nesse
Estado apenas relativamente ao rendimento de fontes localizadas nesse Estado.
2. Quando, por virtude do disposto no nº 1, uma pessoa singular seja residente de
ambos os Estados Contratantes, a situação será resolvida como segue:
a) será considerada residente apenas do Estado em que tenha uma habitação
permanente à sua disposição. Se tiver uma habitação permanente à sua
disposição em ambos os Estados, será considerada residente apenas do
Estado com o qual sejam mais estreitas as suas relações pessoais e
económicas (centro de interesses vitais);
b) se o Estado em que tem o centro de interesses vitais não puder ser
determinado ou se não tiver uma habitação permanente à sua disposição em
nenhum dos Estados, será considerada residente apenas do Estado em que
permaneça habitualmente;
c) se permanecer habitualmente em ambos os Estados ou se não permanecer
habitualmente em nenhum deles, será considerada residente apenas do
Estado de que for nacional;
d) se for nacional de ambos os Estados ou não for nacional de nenhum deles,
as autoridades competentes dos Estados Contratantes resolverão o caso de
comum acordo.
3. Quando, em virtude do disposto no nº 1, uma pessoa, que não seja uma pessoa
singular, seja residente de ambos os Estados Contratantes, as autoridades competentes
dos Estados Contratantes procurarão resolver a questão de comum acordo, tendo em
consideração o local da respectiva direcção efectiva, do escritório principal ou sede, da
constituição ou quaisquer outros factores relevantes. Na ausência de tal acordo, a pessoa
em causa não poderá beneficiar das disposições da presente Convenção, ressalvando
que essa pessoa pode requerer os benefícios previstos nos termos dos Artigos 23º (Não
discriminação) e 24º (Procedimento amigável).
Artigo 5º
ESTABELECIMENTO ESTÁVEL
1. Para efeitos da presente Convenção, a expressão «estabelecimento estável»
significa uma instalação fixa através da qual a empresa exerce toda ou parte da sua
actividade.
2. A expressão «estabelecimento estável» compreende, nomeadamente:
a) um local de direcção;
b) uma sucursal;
c) um escritório;
d) uma fábrica;
e) uma oficina; e
f) uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira ou qualquer outro
local conexo com a prospecção ou exploração de recursos naturais.
3. A expressão «estabelecimento estável» compreende também:
a) um estaleiro de construção ou um projecto de construção ou de instalação,
bem como as actividades de supervisão conexas, mas apenas se a sua
duração exceder 6 meses;
b) a prestação de serviços, incluindo serviços de consultoria, por uma empresa,
através dos seus empregados ou de outro pessoal contratado pela empresa
para o efeito, quando tais actividades sejam exercidas no país durante um
período ou períodos que somem, no total, mais de 183 dias em qualquer
período de 12 meses.
Para efeitos do cálculo dos prazos previstos neste número, as actividades exercidas por
uma empresa associada a uma outra empresa, nos termos do disposto no Artigo 9º
(Empresas associadas) da presente Convenção, serão adicionadas ao período durante o
qual as actividades são exercidas pela empresa, desde que as actividades da empresa
associada sejam idênticas ou substancialmente similares.
4. Não obstante as disposições anteriores do presente Artigo, a expressão
«estabelecimento estável» não compreende:
a) as instalações utilizadas unicamente para armazenar, expor ou entregar bens
ou mercadorias pertencentes à empresa;
b) um depósito de bens ou de mercadorias pertencentes à empresa, mantido
unicamente para os armazenar, expor ou entregar;
c) um depósito de bens ou mercadorias pertencentes à empresa, mantido
unicamente para serem transformados por outra empresa;
d) uma instalação fixa mantida unicamente para comprar bens ou mercadorias
ou reunir informações para a empresa;
e) uma instalação fixa mantida unicamente para fazer publicidade, fornecer
informações ou realizar investigação científica para a empresa, bem como
qualquer actividade similar, desde que tais actividades sejam de carácter
preparatório ou auxiliar.
5. Não obstante o disposto nos nºs 1 e 2, quando uma pessoa – que não seja um
agente independente, a que é aplicável o nº 7 – actue por conta de uma empresa e
detenha e habitualmente exerça num Estado Contratante poderes para celebrar contratos
em nome da empresa, considera-se que esta empresa possui um estabelecimento estável
nesse Estado, relativamente a quaisquer actividades que essa pessoa exerça para a
empresa, a não ser que as actividades dessa pessoa se limitem às referidas no nº 4, as
quais, se exercidas através de uma instalação fixa, não permitiriam considerar essa
instalação fixa como um estabelecimento estável de acordo com as disposições desse
número.
6. Não obstante as disposições precedentes do presente Artigo, considera-se que uma
empresa de seguros residente de um Estado Contratante, com excepção de resseguros,
tem um estabelecimento estável no outro Estado Contratante sempre que, por
intermédio de um representante que não seja considerado agente independente nos
termos do nº 7, receba prémios no território desse outro Estado ou segure riscos situados
nesse território.
7. Não se considera que uma empresa tem um estabelecimento estável num Estado
Contratante pelo simples facto de exercer a sua actividade nesse Estado por intermédio
de um corretor, de um comissário geral ou de qualquer outro agente independente,
desde que essas pessoas actuem no âmbito normal da sua actividade e que as condições
aceites ou impostas nas suas relações comerciais ou financeiras com essas empresas não
difiram das que seriam normalmente estabelecidas por agentes independentes.
8. O facto de uma sociedade residente de um Estado Contratante controlar ou ser
controlada por uma sociedade residente do outro Estado Contratante ou que exerce a sua
actividade nesse outro Estado (quer seja através de um estabelecimento estável, quer de
outro modo) não é, por si, bastante para fazer de qualquer dessas sociedades
estabelecimento estável da outra.
CAPÍTULO III
TRIBUTAÇÃO DOS RENDIMENTOS
Artigo 6º
RENDIMENTOS DOS BENS IMOBILIÁRIOS
1. Os rendimentos que um residente de um Estado Contratante aufira de bens
imobiliários (incluídos os rendimentos das explorações agrícolas ou florestais) situados
no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2. Para efeitos da presente Convenção, a expressão «bens imobiliários» terá o
significado que lhe for atribuído pelo direito do Estado Contratante em que tais bens
estiverem situados. A expressão compreende sempre os acessórios, o gado e o
equipamento das explorações agrícolas e florestais, os direitos a que se apliquem as
disposições do direito privado relativas à propriedade de bens imóveis, o usufruto de
bens imobiliários e os direitos a retribuições variáveis ou fixas pela exploração ou pela
concessão da exploração de jazigos minerais, fontes e outros recursos naturais. Os
navios e aeronaves não são considerados bens imobiliários.
3. O disposto no nº 1 aplica-se aos rendimentos derivados da utilização directa, do
arrendamento ou de qualquer outra forma de utilização dos bens imobiliários.
4. O disposto nos nºs 1 e 3 aplica-se igualmente aos rendimentos provenientes dos
bens imobiliários de uma empresa e aos rendimentos dos bens imobiliários utilizados
para o exercício de profissões independentes.
5. As disposições anteriores aplicam-se igualmente aos rendimentos de bens móveis
associados a bens imóveis e da prestação de serviços destinados à sua manutenção ou
funcionamento.
Artigo 7º
LUCROS DAS EMPRESAS
1. Os lucros de uma empresa de um Estado Contratante só podem ser tributados
nesse Estado, a não ser que a empresa exerça a sua actividade no outro Estado
Contratante por meio de um estabelecimento estável aí situado. Se a empresa exercer ou
tiver exercido a sua actividade deste modo, os seus lucros podem ser tributados no outro
Estado, mas unicamente na medida em que sejam imputáveis a esse estabelecimento
estável.
2. Com ressalva do disposto no nº 3, quando uma empresa de um Estado Contratante
exercer a sua actividade no outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento
estável aí situado, serão imputados, em cada Estado Contratante, a esse estabelecimento
estável os lucros que este obteria se fosse uma empresa distinta e separada que
exercesse as mesmas actividades ou actividades similares, nas mesmas condições ou em
condições similares, e tratasse com absoluta independência com a empresa de que é
estabelecimento estável e com qualquer outra pessoa.
3. Na determinação do lucro de um estabelecimento estável é permitido deduzir as
despesas que tiverem sido feitas para realização dos fins prosseguidos por esse
estabelecimento estável, incluindo as despesas de direcção e as despesas gerais de
administração, efectuadas com o fim referido, quer no Estado em que esse
estabelecimento estável estiver situado quer fora dele.
4. Se for usual num Estado Contratante determinar os lucros imputáveis a um
estabelecimento estável com base numa repartição dos lucros totais da empresa entre as
suas diversas partes, o disposto no nº 2 não impedirá esse Estado Contratante de
determinar os lucros tributáveis de acordo com a repartição usual; o método de
repartição adoptado deve, no entanto, conduzir a um resultado conforme com os
princípios enunciados no presente Artigo.
5. Nenhum lucro será imputado a um estabelecimento estável pelo facto da simples
compra de bens ou de mercadorias, por esse estabelecimento estável, para a empresa.
6. Para efeitos dos números anteriores, os lucros a imputar ao estabelecimento
estável serão determinados em cada ano, segundo o mesmo método, a não ser que
existam motivos válidos e suficientes para proceder de forma diferente.
7. Quando os lucros compreendam elementos do rendimento abrangidos
separadamente por outros Artigos da presente Convenção, as respectivas disposições
não serão afectadas pelas do presente Artigo.
Artigo 8º
NAVEGAÇÃO MARÍTIMA E AÉREA
1. Os lucros de uma empresa de um Estado Contratante provenientes da exploração
de navios ou aeronaves no tráfego internacional só podem ser tributados nesse Estado.
2. O disposto no nº 1 é aplicável igualmente aos lucros provenientes da participação
num pool, numa exploração em comum ou num organismo internacional de exploração.
3. Quando sociedades de países diferentes tenham acordado em exercer uma
actividade de transporte aéreo sob a forma de um consórcio ou de associação similar, o
disposto no nº 1 aplicar-se-á à parte dos lucros do consórcio ou da associação
correspondente à participação detida nesse consórcio ou nessa associação por uma
sociedade residente de um Estado Contratante.
Artigo 9º
EMPRESAS ASSOCIADAS
1. Quando
a) uma empresa de um Estado Contratante participe, directa ou indirectamente,
na direcção, no controlo ou no capital de uma empresa do outro Estado
Contratante; ou
b) as mesmas pessoas participem, directa ou indirectamente, na direcção, no
controlo ou no capital de uma empresa de um Estado Contratante e de uma
empresa do outro Estado Contratante,
e em ambos os casos, as duas empresas, nas suas relações comerciais ou financeiras,
estiverem ligadas por condições aceites ou impostas que difiram das que seriam
estabelecidas entre empresas independentes, os lucros que, se não existissem essas
condições, teriam sido obtidos por uma das empresas, mas não foram por causa dessas
condições, podem ser incluídos nos lucros dessa empresa e, consequentemente,
tributados.
2. Quando um Estado Contratante inclua nos lucros de uma empresa desse Estado –
e tribute nessa conformidade – os lucros pelos quais uma empresa do outro Estado
Contratante foi tributada nesse outro Estado, e os lucros incluídos deste modo
constituam lucros que teriam sido obtidos pela empresa do primeiro Estado
mencionado, se as condições acordadas entre as duas empresas tivessem sido as
condições que teriam sido estabelecidas entre empresas independentes, esse outro
Estado, se concordar que o ajustamento efectuado pelo primeiro Estado mencionado se
justifica tanto em termos de princípio como em termos do respectivo montante,
procederá ao ajustamento adequado do montante do imposto aí cobrado sobre os lucros
referidos. Na determinação deste ajustamento serão tomadas em consideração as outras
disposições da presente Convenção e as autoridades competentes dos Estados
Contratantes consultar-se-ão, se necessário.
Artigo 10º
DIVIDENDOS
1. Os dividendos pagos por uma sociedade residente de um Estado Contratante a um
residente do outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2. Esses dividendos podem ser igualmente tributados no Estado Contratante de que é
residente a sociedade que paga os dividendos e de acordo com a legislação desse
Estado. No entanto, se o beneficiário efectivo dos dividendos for um residente do outro
Estado Contratante, o imposto assim estabelecido não poderá exceder:
a) 10% do montante bruto dos dividendos se o beneficiário efectivo for uma
sociedade que detenha, directamente, pelo menos 25% do capital da
sociedade que paga os dividendos; e
b) 15% do montante bruto dos dividendos, nos restantes casos.
As autoridades competentes dos Estados Contratantes estabelecerão, de comum acordo,
a forma de aplicar estes limites.
Este número não afecta a tributação da sociedade pelos lucros dos quais os dividendos
são pagos. No caso do Chile, esta tributação inclui a aplicação do imposto adicional.
3. O termo «dividendos», usado no presente Artigo, significa os rendimentos
provenientes de acções ou de outros direitos, com excepção dos créditos, que permitam
participar nos lucros, assim como os rendimentos de outros direitos que estejam sujeitos
ao mesmo regime fiscal dos rendimentos de acções pela legislação do Estado de que é
residente a sociedade que os distribui.
4. O disposto nos nºs 1 e 2 não é aplicável se o beneficiário efectivo dos dividendos,
residente de um Estado Contratante, exercer actividade no outro Estado Contratante de
que é residente a sociedade que paga os dividendos, por meio de um estabelecimento
estável aí situado, ou exercer nesse outro Estado uma profissão independente, por meio
de uma instalação fixa aí situada, e a participação relativamente à qual os dividendos
são pagos estiver efectivamente ligada a esse estabelecimento estável ou a essa
instalação fixa. Nesse caso, são aplicáveis as disposições do Artigo 7º (Lucros das
empresas) ou do Artigo 14º (Profissões independentes), consoante o caso.
5. Quando uma sociedade residente de um Estado Contratante obtiver lucros ou
rendimentos provenientes do outro Estado Contratante, esse outro Estado não poderá
exigir nenhum imposto sobre os dividendos pagos pela sociedade, excepto na medida
em que esses dividendos sejam pagos a um residente desse outro Estado ou na medida
em que a participação relativamente à qual os dividendos são pagos esteja efectivamente
ligada a um estabelecimento estável ou a uma instalação fixa situados nesse outro
Estado, nem sujeitar os lucros não distribuídos da sociedade a um imposto sobre os
lucros não distribuídos, mesmo que os dividendos pagos ou os lucros não distribuídos
consistam, total ou parcialmente, em lucros ou rendimentos provenientes desse outro
Estado.
Artigo 11º
JUROS
1. Os juros provenientes de um Estado Contratante e pagos a um residente do outro
Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado.
2. No entanto, esses juros podem ser igualmente tributados no Estado Contratante de
que provêm e de acordo com a legislação desse Estado, mas se o beneficiário efectivo
dos juros for um residente do outro Estado Contratante, o imposto assim estabelecido
não poderá exceder:
a) 5% do montante bruto dos juros provenientes de obrigações ou títulos
regular e substancialmente transaccionados num mercado de títulos
reconhecido;
b) 10% do montante bruto dos juros provenientes:
(i) de empréstimos concedidos por bancos ou companhias de seguros;
(ii) da venda a crédito, pagos pelo adquirente de maquinaria e de
equipamento a um beneficiário efectivo que é o vendedor da
maquinaria e do equipamento;
c) 15% do montante bruto dos juros, nos restantes casos.
As autoridades competentes dos Estados Contratantes estabelecerão, de comum acordo,
a forma de aplicar estes limites.
3. O termo «juros», usado no presente Artigo, significa os rendimentos de créditos
de qualquer natureza, com ou sem garantia hipotecária, e os rendimentos da dívida
pública e de outros títulos de crédito, bem como os rendimentos que estejam sujeitos ao
mesmo regime fiscal dos rendimentos de empréstimos segundo a legislação do Estado
de que provêm os rendimentos. A expressão «juros» não compreende os rendimentos
abrangidos pelo disposto no Artigo 10º (Dividendos).
4. O disposto nos nºs 1 e 2 não é aplicável se o beneficiário efectivo dos juros,
residente de um Estado Contratante, exercer actividade no outro Estado Contratante de
que provêm os juros, por meio de um estabelecimento estável aí situado, ou exercer
nesse outro Estado uma profissão independente, por meio de uma instalação fixa aí
situada, e o crédito relativamente ao qual os juros são pagos estiver efectivamente
ligado a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa. Nesse caso, são
aplicáveis as disposições do Artigo 7º (Lucros das empresas) ou do Artigo 14º
(Profissões independentes), consoante o caso.
5. Os juros consideram-se provenientes de um Estado Contratante quando o devedor
seja um residente desse Estado. Todavia, quando o devedor dos juros, seja ou não
residente de um Estado Contratante, tenha num Estado Contratante um estabelecimento
estável ou uma instalação fixa em relação com os quais haja sido contraída a obrigação
pela qual os juros são pagos e esse estabelecimento estável ou essa instalação fixa
suporte o pagamento desses juros, tais juros são considerados provenientes do Estado
em que o estabelecimento estável ou a instalação fixa estiverem situados.
6. Quando, devido a relações especiais existentes entre o devedor e o beneficiário
efectivo ou entre ambos e qualquer outra pessoa, o montante dos juros exceda, por
qualquer razão, o montante que seria acordado entre o devedor e o beneficiário efectivo
na ausência de tais relações, as disposições do presente Artigo são aplicáveis apenas a
este último montante. Nesse caso, a parte excedente pode continuar a ser tributada de
acordo com a legislação de cada Estado Contratante, tendo em conta as outras
disposições da presente Convenção.
Artigo 12º
ROYALTIES
1. As royalties provenientes de um Estado Contratante e pagas a um residente do
outro Estado Contratante podem ser tributadas nesse outro Estado.
2. No entanto, essas royalties podem ser igualmente tributadas no Estado
Contratante de que provêm e de acordo com a legislação desse Estado, mas se o
beneficiário efectivo das royalties for residente do outro Estado Contratante, o imposto
assim estabelecido não poderá exceder:
a) 5% do montante bruto das royalties respeitantes ao uso ou à concessão do
uso de qualquer equipamento industrial, comercial ou científico;
b) 10% do montante bruto das royalties, nos restantes casos.
As autoridades competentes dos Estados Contratantes estabelecerão, de comum acordo,
a forma de aplicar estes limites.
3. O termo «royalties», usado no presente Artigo, significa as retribuições de
qualquer natureza recebidas a título de remuneração pelo uso ou pela concessão do uso
de um direito de autor sobre uma obra literária, artística ou científica, incluindo os
filmes cinematográficos, bem como os filmes, gravações ou quaisquer outros meios de
reprodução de imagem ou de som, de uma patente, de uma marca de fabrico ou de
comércio, de um desenho ou de um modelo, de um plano, de uma fórmula ou de um
processo secretos ou de outros bens intangíveis, bem como pelo uso ou pela concessão
do uso de um equipamento industrial, comercial ou científico, ou por informações
respeitantes a uma experiência adquirida no sector industrial, comercial ou científico.
4. O disposto nos nºs 1 e 2 não é aplicável se o beneficiário efectivo das royalties,
residente de um Estado Contratante, exercer actividade no outro Estado Contratante de
que provêm as royalties, por meio de um estabelecimento estável aí situado, ou exercer
nesse outro Estado uma profissão independente, por meio de uma instalação fixa aí
situada, e o direito ou bem relativamente ao qual as royalties são pagas estiver
efectivamente ligado a esse estabelecimento estável ou a essa instalação fixa. Nesse
caso, são aplicáveis as disposições do Artigo 7º (Lucros das empresas) ou do Artigo 14º
(Profissões independentes), consoante o caso.
5. As royalties consideram-se provenientes de um Estado Contratante quando o
devedor seja um residente desse Estado. Todavia, quando o devedor das royalties, seja
ou não residente de um Estado Contratante, tenha num Estado Contratante um
estabelecimento estável ou uma instalação fixa em relação com os quais haja sido
contraída a obrigação pela qual as royalties são pagas, e esse estabelecimento estável ou
essa instalação fixa suporte o pagamento dessas royalties, tais royalties são
consideradas provenientes do Estado em que o estabelecimento estável ou a instalação
fixa estiverem situados.
6. Quando, devido a relações especiais existentes entre o devedor e o beneficiário
efectivo ou entre ambos e qualquer outra pessoa, o montante das royalties, tendo em
conta o uso, o direito ou a informação pelos quais são pagas, exceda o montante que
seria acordado entre o devedor e o beneficiário efectivo, na ausência de tais relações, as
disposições do presente Artigo são aplicáveis apenas a este último montante. Nesse
caso, a parte excedente pode continuar a ser tributada de acordo com a legislação de
cada Estado Contratante, tendo em conta as outras disposições da presente Convenção.
Artigo 13º
MAIS-VALIAS
1. Os ganhos que um residente de um Estado Contratante aufira da alienação de bens
imobiliários situados no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro
Estado.
2. Os ganhos provenientes da alienação de bens mobiliários que façam parte do
activo de um estabelecimento estável que uma empresa de um Estado Contratante tenha
no outro Estado Contratante ou de bens mobiliários afectos a uma instalação fixa de que
um residente de um Estado Contratante disponha no outro Estado Contratante para o
exercício de uma profissão independente, incluindo os ganhos provenientes da alienação
desse estabelecimento estável (isolado ou com o conjunto da empresa) ou dessa
instalação fixa, podem ser tributados nesse outro Estado.
3. Os ganhos provenientes da alienação de navios ou aeronaves utilizados no tráfego
internacional, ou de bens mobiliários afectos à exploração desses navios ou aeronaves,
só podem ser tributados no Estado Contratante de que o alienante é residente.
4. Os ganhos que um residente de um Estado Contratante obtenha da alienação de
acções ou de outros direitos representativos do capital de uma sociedade residente do
outro Estado Contratante, podem ser tributados no outro Estado Contratante, desde que
a) os ganhos sejam provenientes da alienação de acções cujo valor resulte,
directa ou indirectamente, em mais de 50%, de bens imobiliários situados
nesse outro Estado Contratante; ou
b) o alienante tenha detido, em qualquer momento durante o período de doze
meses que precede a alienação, directa ou indirectamente, acções ou outros
direitos que representem 20% ou mais do capital dessa sociedade.
Quaisquer outros ganhos obtidos por um residente de um Estado Contratante pela
alienação de acções ou de outros direitos representativos do capital de uma sociedade
residente do outro Estado Contratante também podem ser tributados nesse outro Estado
Contratante, mas o imposto assim estabelecido não poderá exceder 16% do montante do
ganho.
Não obstante qualquer outra disposição deste número, os ganhos obtidos por um fundo
de pensões residente de um Estado Contratante, e provenientes da alienação de acções
ou de outros direitos representativos do capital de uma sociedade residente do outro
Estado Contratante só podem ser tributados no primeiro Estado Contratante
mencionado.
5. Os ganhos provenientes da alienação de quaisquer outros bens diferentes dos
mencionados nos números anteriores só podem ser tributados no Estado Contratante de
que o alienante é residente.
Artigo 14º
PROFISSÕES INDEPENDENTES
1. Os rendimentos obtidos por uma pessoa singular que seja residente de um Estado
Contratante pelo exercício de uma profissão liberal ou de outras actividades de carácter
independente só podem ser tributados nesse Estado, No entanto, esses rendimentos
também podem ser tributados no outro Estado Contratante:
a) se essa pessoa dispuser, de forma habitual, no outro Estado Contratante de
uma instalação fixa para o exercício das suas actividades; neste caso, só
pode ser tributada no outro Estado Contratante a parte dos rendimentos que
for imputável a essa instalação fixa; ou
b) se essa pessoa permanecer no outro Estado Contratante durante um período
ou períodos que excedam, no total, 183 dias, em qualquer período de doze
meses com início ou termo no ano fiscal em causa; neste caso, só pode ser
tributada no outro Estado a parte dos rendimentos obtidos das actividades
exercidas nesse outro Estado.
2. A expressão «profissões liberais» abrange, em especial, as actividades
independentes de carácter científico, literário, artístico, educativo ou pedagógico, bem
como as actividades independentes de médicos, advogados, engenheiros, arquitectos,
dentistas e contabilistas.
Artigo 15º
PROFISSÕES DEPENDENTES
1. Com ressalva do disposto nos Artigos 16º (Percentagens de membros de
conselhos), 18º (Pensões) e 19º (Remunerações públicas), os salários, vencimentos e
outras remunerações obtidos de um emprego por um residente de um Estado
Contratante só podem ser tributados nesse Estado, a não ser que o emprego seja
exercido no outro Estado Contratante. Se o emprego for aí exercido, as remunerações
correspondentes podem ser tributadas nesse outro Estado.
2. Não obstante o disposto no nº 1, as remunerações obtidas por um residente de um
Estado Contratante de um emprego exercido no outro Estado Contratante só podem ser
tributadas no primeiro Estado mencionado se:
a) o beneficiário permanecer no outro Estado durante um período ou períodos
que não excedam, no total, 183 dias em qualquer período de doze meses
com início ou termo no ano fiscal em causa; e
b) as remunerações forem pagas por uma entidade patronal ou em nome de
uma entidade patronal que não seja residente do outro Estado; e
c) as remunerações não forem suportadas por um estabelecimento estável ou
por uma instalação fixa que a entidade patronal tenha no outro Estado.
3. Não obstante as disposições anteriores do presente Artigo, as remunerações de
um emprego exercido a bordo de um navio ou de uma aeronave utilizados no tráfego
internacional por uma empresa de um Estado Contratante podem ser tributadas nesse
Estado.
Artigo 16º
PERCENTAGENS DE MEMBROS DE CONSELHOS
As percentagens, senhas de presença e outras remunerações similares obtidas por
um residente de um Estado Contratante na qualidade de membro do conselho de
administração, do conselho de supervisão ou de outro órgão similar de uma sociedade
residente do outro Estado Contratante podem ser tributadas nesse outro Estado.
Artigo 17º
ARTISTAS E DESPORTISTAS
1. Não obstante o disposto nos Artigos 14º (Profissões independentes) e 15º
(Profissões dependentes), os rendimentos obtidos por um residente de um Estado
Contratante na qualidade de profissional de espectáculos, tal como artista de teatro,
cinema, rádio ou televisão, ou músico, bem como de desportista, provenientes das suas
actividades pessoais exercidas, nessa qualidade, no outro Estado Contratante, podem ser
tributados nesse outro Estado.
2. Não obstante o disposto nos Artigos 7º (Lucros das empresas), 14º (Profissões
independentes) e 15º (Profissões dependentes), os rendimentos da actividade exercida
pessoalmente pelos profissionais de espectáculos ou desportistas, nessa qualidade,
atribuídos a uma outra pessoa, podem ser tributados no Estado Contratante em que são
exercidas essas actividades dos profissionais de espectáculos ou dos desportistas.
Artigo 18º
PENSÕES
1. As pensões provenientes de um Estado Contratante e pagas a um residente do
outro Estado Contratante só podem ser tributadas nesse outro Estado.
2. As pensões de alimentos e outras prestações de subsistência pagas a um residente
de um Estado Contratante só podem ser tributadas nesse Estado. No entanto, as pensões
de alimentos e outras prestações de subsistência pagas por um residente de um Estado
Contratante a um residente do outro Estado Contratante, só podem ser tributadas no
primeiro Estado mencionado, na medida em que o pagador não tenha direito à
respectiva dedução.
Artigo 19º
REMUNERAÇÕES PÚBLICAS
1. a) Os salários, vencimentos e outras remunerações, excluindo as pensões,
pagas por um Estado Contratante ou por uma sua subdivisão política ou
administrativa ou autarquia local a uma pessoa singular, em consequência
de serviços prestados a esse Estado ou a essa subdivisão ou autarquia, só
podem ser tributados nesse Estado.
b) Os salários, vencimentos e outras remunerações só podem, contudo, ser
tributados no outro Estado Contratante se os serviços forem prestados nesse
Estado e se a pessoa singular for um residente desse Estado:
(i) sendo seu nacional; ou
(ii) que não se tornou seu residente unicamente para o efeito de prestar os
ditos serviços.
2. O disposto nos Artigos 15º (Profissões dependentes), 16º (Percentagens de
membros de conselhos) e 17º (Artistas e Desportistas) aplica-se aos salários,
vencimentos e outras remunerações, pagos em consequência de serviços prestados em
conexão com uma actividade comercial ou industrial exercida por um Estado
Contratante ou por uma sua subdivisão política ou administrativa ou autarquia local.
Artigo 20º
ESTUDANTES
As importâncias que um estudante, um aprendiz ou um estagiário que é ou foi,
imediatamente antes da sua permanência num Estado Contratante, residente do outro
Estado Contratante e cuja permanência no primeiro Estado mencionado tem como único
fim os seus estudos ou a sua formação, receba para fazer face às despesas com a sua
subsistência, estudos ou formação não são tributadas nesse Estado, desde que
provenham de fontes situadas fora desse Estado.
Artigo 21º
OUTROS RENDIMENTOS
1. Os elementos do rendimento de um residente de um Estado Contratante, donde
quer que provenham, não abrangidos pelos Artigos anteriores da presente Convenção só
podem ser tributados nesse Estado.
2. O disposto no nº 1 não se aplica ao rendimento, que não seja rendimento de bens
imobiliários como são definidos no nº 2 do Artigo 6º (Rendimentos dos bens
imobiliários), se o beneficiário desse rendimento, residente de um Estado Contratante,
exercer actividade no outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento estável
nele situado ou exercer nesse outro Estado uma profissão independente através de uma
instalação fixa nele situada, estando o direito ou a propriedade, em relação ao qual o
rendimento é pago, efectivamente ligado a esse estabelecimento estável ou instalação
fixa. Neste caso, são aplicáveis as disposições do Artigo 7º (Lucros das empresas) ou do
Artigo 14º (Profissões independentes), consoante o caso.
3. Não obstante o disposto nos nºs 1 e 2, os elementos do rendimento de um
residente de um Estado Contratante, não abrangidos pelos Artigos anteriores da presente
Convenção e provenientes do outro Estado Contratante, também podem ser tributados
nesse outro Estado.
CAPÍTULO IV
ELIMINAÇÃO DA DUPLA TRIBUTAÇÃO
Artigo 22º
ELIMINAÇÃO DA DUPLA TRIBUTAÇÃO
1. No caso de Portugal, a dupla tributação será eliminada do seguinte modo:
a) Quando um residente de Portugal obtiver rendimentos que, de acordo com o
disposto na presente Convenção, possam ser tributados no Chile, Portugal
deduzirá do imposto sobre os rendimentos desse residente uma importância
igual ao imposto pago no Chile (excluindo, no caso dos dividendos, o
imposto exigível no Chile relativamente aos lucros de que os dividendos são
pagos). A importância deduzida não poderá, contudo, exceder a fracção do
imposto sobre o rendimento, calculado antes da dedução, correspondente aos
rendimentos que podem ser tributados no Chile;
b) Quando, de acordo com o disposto na presente Convenção, os rendimentos
obtidos por um residente de Portugal estiverem isentos de imposto neste
Estado, Portugal pode, não obstante, ao calcular o quantitativo do imposto
sobre o resto dos rendimentos desse residente, ter em conta o rendimento
isento;
c) Não obstante o disposto na alínea a), quando uma sociedade residente de
Portugal receber dividendos de uma sociedade residente do Chile, e que está
sujeita e não isenta do imposto sobre os lucros das empresas (Imposto de
Primeira Categoria) no Chile, Portugal permitirá a dedução dos dividendos
incluídos na base tributável da sociedade que os recebe, desde que esta
última sociedade detenha directamente pelo menos 25% do capital da
sociedade que paga os dividendos e essa participação tenha sido detida de
forma ininterrupta durante os dois anos precedentes, ou desde a data da
constituição da sociedade que paga os dividendos, se tiver ocorrido
posteriormente, mas neste caso unicamente se a participação for detida
ininterruptamente durante o mesmo período de tempo.
2. Relativamente ao Chile, a dupla tributação será eliminada do seguinte modo:
a) Os residentes no Chile que obtenham rendimentos que, de acordo com o
disposto na presente Convenção, tenham estado sujeitos a tributação em
Portugal, podem imputar o imposto pago deste modo no imposto chileno
devido relativamente ao mesmo rendimento, com ressalva das disposições
aplicáveis da legislação do Chile. O disposto neste número aplica-se a todos
os rendimentos referidos na presente Convenção;
b) Quando, de acordo com o disposto na presente Convenção, os rendimentos
obtidos por um residente do Chile estejam isentos de imposto no Chile, o
Chile pode, não obstante, ao calcular o quantitativo do imposto sobre o resto
dos rendimentos desse residente, ter em conta o rendimento isento.
CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES ESPECIAIS
Artigo 23º
NÃO DISCRIMINAÇÃO
1. Os nacionais de um Estado Contratante não ficarão sujeitos no outro Estado
Contratante a nenhuma tributação ou obrigação com ela conexa diferente ou mais
gravosa do que aquelas a que estejam ou possam estar sujeitos os nacionais desse outro
Estado que se encontrem nas mesmas circunstâncias, em particular no que se refere à
residência. Não obstante o estabelecido no Artigo 1º (Pessoas visadas), esta disposição
aplicar-se-á também às pessoas que não são residentes de um ou de ambos os Estados
Contratantes.
2. A tributação de um estabelecimento estável que uma empresa de um Estado
Contratante tenha no outro Estado Contratante não será nesse outro Estado menos
favorável do que a das empresas desse outro Estado que exerçam as mesmas
actividades.
3. O disposto no presente Artigo não poderá ser interpretado no sentido de obrigar
um Estado Contratante a conceder aos residentes do outro Estado Contratante as
deduções pessoais, abatimentos e reduções para efeitos fiscais atribuídos em função do
estado civil ou encargos familiares concedidos aos seus próprios residentes.
4. Salvo se for aplicável o disposto no nº 1 do Artigo 9º (Empresas associadas), no nº
6 do Artigo 11º (Juros) ou no nº 6 do Artigo 12º ( Royalties), os juros, royalties e outras
importâncias pagas por uma empresa de um Estado Contratante a um residente do outro
Estado Contratante serão dedutíveis, para efeitos da determinação do lucro tributável de
tal empresa, nas mesmas condições como se fossem pagos a um residente do primeiro
Estado mencionado.
5. As empresas residentes de um Estado Contratante cujo capital, total ou
parcialmente, directa ou indirectamente, seja detido ou controlado por um ou mais
residentes do outro Estado Contratante não ficarão sujeitas, no primeiro Estado
mencionado, a nenhuma tributação ou obrigação com ela conexa diferente ou mais
gravosa do que aquelas a que estejam ou possam estar sujeitas as empresas similares
desse primeiro Estado mencionado.
6. No presente Artigo, o termo «tributação» significa os impostos que são objecto da
presente Convenção.
Artigo 24º
PROCEDIMENTO AMIGÁVEL
1. Quando uma pessoa considerar que as medidas tomadas por um Estado
Contratante ou por ambos os Estados Contratantes conduzem ou poderão conduzir, em
relação a si, a uma tributação não conforme com o disposto na presente Convenção,
poderá, independentemente dos recursos estabelecidos pela legislação nacional desses
Estados, submeter o seu caso à autoridade competente do Estado Contratante de que é
residente ou, se o seu caso está compreendido no nº 1 do Artigo 23º (Não
discriminação), à autoridade competente do Estado Contratante de que é nacional. O
caso deverá ser apresentado dentro de três anos a contar da data da primeira
comunicação da medida que der causa à tributação não conforme com o disposto na
Convenção.
2. A autoridade competente, se a reclamação se lhe afigurar fundada e não estiver
em condições de lhe dar uma solução satisfatória, esforçar-se-á por resolver a questão
através de acordo amigável com a autoridade competente do outro Estado Contratante, a
fim de evitar a tributação não conforme com a Convenção.
3. As autoridades competentes dos Estados Contratantes esforçar-se-ão por resolver,
através de acordo amigável, as dificuldades ou as dúvidas a que possa dar lugar a
interpretação ou a aplicação da Convenção.
4. Considerando que o principal objectivo da Convenção é evitar a dupla tributação
internacional, os Estados Contratantes acordam que, no caso de as disposições da
Convenção serem usadas de modo tal que concedam benefícios não contemplados nem
pretendidos, as autoridades competentes dos Estados Contratantes deverão recomendar,
ao abrigo do procedimento amigável, alterações específicas a introduzir na Convenção.
Os Estados Contratantes acordam igualmente que uma recomendação nestes termos será
apreciada e discutida de forma expedita com vista a proceder à alteração da Convenção,
quando necessário.
5. As autoridades competentes dos Estados Contratantes poderão comunicar
directamente entre si a fim de chegarem a acordo nos termos indicados nos números
anteriores.
Artigo 25º
TROCA DE INFORMAÇÕES
1. As autoridades competentes dos Estados Contratantes trocarão entre si as
informações necessárias para aplicar as disposições da presente Convenção ou das leis
internas dos Estados Contratantes relativas aos impostos abrangidos pela Convenção, na
medida em que a tributação nelas prevista não seja contrária ao disposto na presente
Convenção. A troca de informações não é restringida pelo disposto no Artigo 1º
(Pessoas visadas). As informações obtidas por um Estado Contratante serão
consideradas secretas, do mesmo modo que as informações obtidas com base na
legislação interna desse Estado, e só poderão ser comunicadas às pessoas ou autoridades
(incluindo tribunais e autoridades administrativas) encarregadas da liquidação ou da
cobrança dos impostos exigidos por esse Estado, ou dos procedimentos declarativos ou
executivos relativos a estes impostos, ou da decisão de recursos referentes a estes
impostos. Essas pessoas ou autoridades utilizarão as informações assim obtidas apenas
para os fins referidos. Essas informações poderão ser reveladas no decurso de
audiências públicas de tribunais ou em decisões judiciais.
2. O disposto no nº 1 não poderá em caso algum ser interpretado no sentido de impor
a um Estado Contratante a obrigação de:
a) tomar medidas administrativas contrárias à sua legislação e à sua prática
administrativa ou às do outro Estado Contratante;
b) fornecer informações que não possam ser obtidas com base na sua
legislação ou no âmbito da sua prática administrativa normal ou das do
outro Estado Contratante;
c) transmitir informações reveladoras de segredos ou processos comerciais,
industriais ou profissionais, ou informações cuja comunicação seja contrária
à ordem pública.
3. Se um Estado Contratante solicitar informações nos termos do disposto no
presente Artigo, o outro Estado Contratante deverá obter as informações solicitadas do
mesmo modo que o faria se estivesse em causa a sua própria tributação, mesmo que esse
outro Estado não necessite, nesse momento, de tais informações.
Artigo 26º
MEMBROS DE MISSÕES DIPLOMÁTICAS E
DE POSTOS CONSULARES
O disposto na presente Convenção não prejudicará os privilégios fiscais de que
beneficiem os membros de missões diplomáticas ou de postos consulares em virtude de
regras gerais de direito internacional ou de disposições de acordos especiais.
Artigo 27º
OUTRAS DISPOSIÇÕES
1. Relativamente aos fundos ou contas comuns de investimento [ pooled investment
accounts or funds ] (como, por exemplo, o Fundo de Investimento de Capital
Estrangeiro, Lei nº 18.657), sujeitos a imposto sobre as remessas e cuja administração
compete obrigatoriamente a um residente no Chile, o disposto na presente Convenção
não será interpretado no sentido de restringir a imposição pelo Chile do imposto sobre
remessas efectuadas a partir dessas contas ou fundos em ligação com investimentos em
activos sitos no Chile.
2. Para efeitos do nº 3 do Artigo XXII (Consulta) do GATS – Acordo Geral sobre o
Comércio de Serviços, os Estados Contratantes acordam que, não obstante a referida
disposição, qualquer litígio que surja quanto à questão de saber se uma determinada
medida se inscreve no âmbito de aplicação da presente Convenção, só pode ser
submetido ao Conselho de Comércio de Serviços, tal como previsto no referido número,
mediante o consentimento de ambos os Estados Contratantes. Qualquer dúvida quanto à
interpretação desta disposição será resolvida nos termos do disposto no nº 3 do Artigo
24º (Procedimento amigável) ou, na ausência de acordo ao abrigo desse procedimento,
nos termos de qualquer outro procedimento que venha a ser acordado por ambos os
Estados Contratantes.
3. O disposto na presente Convenção não afectará a aplicação das actuais
disposições da legislação chilena DL 600 (Estatuto do Investimento Estrangeiro) em
vigor à data da assinatura da presente Convenção e com as eventuais alterações que
venham a ser introduzidas posteriormente, desde que não alterem o seu princípio geral.
4. As contribuições efectuadas num dado ano, por serviços prestados nesse ano e
pagas por, ou por conta de, uma pessoa singular residente de um Estado Contratante ou
que permanece temporariamente nesse Estado, para um fundo de pensões reconhecido
para efeitos fiscais no outro Estado Contratante serão tratadas para efeitos fiscais no
primeiro Estado mencionado, durante um período que não exceda no total 60 meses, do
mesmo modo que as contribuições pagas para um fundo de pensões reconhecido para
efeitos fiscais nesse primeiro Estado mencionado, se:
a) a pessoa em causa tiver contribuído com regularidade para o fundo de
pensões durante um período de tempo que tenha terminado imediatamente
antes de essa pessoa se tornar residente do primeiro Estado mencionado ou
de aí permanecer temporariamente; e
b) a autoridade competente do primeiro Estado mencionado concordar que o
fundo de pensões corresponde, de um modo geral, a um fundo de pensões
reconhecido para efeitos fiscais por esse Estado.
Para efeitos deste número, a expressão «fundo de pensões» compreende um fundo de
pensões criado ao abrigo do regime de segurança social de um Estado Contratante.
5. O disposto na presente Convenção não afecta a tributação no Chile de um
residente de Portugal, relativamente aos lucros imputáveis a um estabelecimento estável
situado no Chile, no respeitante quer ao Imposto de Primeira Categoria quer ao Imposto
Adicional, mas apenas se o Imposto de Primeira Categoria for dedutível no cálculo do
Imposto Adicional.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 28º
ENTRADA EM VIGOR
1. Os Estados Contratantes notificarão um ao outro por escrito, por via diplomática,
o cumprimento das formalidades exigidas pela respectiva legislação relativa à entrada
em vigor da presente Convenção. A presente Convenção entrará em vigor na data da
última das referidas notificações.
2. As disposições da presente Convenção serão aplicáveis:
a) Em Portugal:
(i) quanto aos impostos devidos na fonte cujo facto gerador surja em ou
depois de 1 de Janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao da
entrada em vigor da presente Convenção;
(ii) quanto aos demais impostos, relativamente aos rendimentos
produzidos em qualquer ano fiscal com início em ou depois de 1 de
Janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da
presente Convenção; e
b) No Chile:
relativamente aos impostos sobre os rendimentos auferidos e sobre as
importâncias pagas, creditadas em conta, colocadas à disposição ou
contabilizadas como despesa, em ou depois de 1 de Janeiro do ano
civil imediatamente seguinte ao da entrada em vigor da presente
Convenção.
Artigo 29º
DENÚNCIA
1. A presente Convenção permanecerá em vigor por um período de tempo
indeterminado, mas qualquer um dos Estados Contratantes pode enviar ao outro Estado
Contratante um aviso de denúncia, por escrito, por via diplomática, em ou antes de 30
de Junho de qualquer ano civil após a expiração de um prazo de cinco anos a contar da
data da sua entrada em vigor.
2. A presente Convenção deixará de se aplicar:
a) Em Portugal:
(i) quanto aos impostos devidos na fonte cujo facto gerador surja em ou
depois de 1 de Janeiro do ano civil imediatamente seguinte ao ano
especificado no referido aviso de denúncia;
(ii) quanto aos demais impostos, relativamente aos rendimentos
produzidos no ano fiscal com início em ou depois de 1 de Janeiro do
ano civil imediatamente seguinte ao ano especificado no referido
aviso de denúncia;
b) No Chile:
relativamente aos impostos sobre os rendimentos auferidos e sobre as
importâncias pagas, creditadas em conta, colocadas à disposição ou
contabilizadas como despesa, em ou depois de 1 de Janeiro do ano
civil imediatamente seguinte ao ano especificado no referido aviso de
denúncia.
EM TESTEMUNHO DO qual os abaixo assinados, devidamente autorizados para o
efeito, assinaram a presente Convenção.
FEITA EM SANTIAGO, aos sete dias do mês de Julho de dois mil e cinco, em
duplicado, nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa, sendo todos os textos
igualmente válidos. Em caso de divergência de interpretação da presente Convenção, o
texto inglês prevalecerá.
PELA REPÚBLICA PORTUGUESA PELA REPÚBLICA DO CHILE
Secretário de Estado dos Negócios
Estrangeiros e da Cooperação
Ministro das Finanças
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
PROTOCOLO À CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A
REPÚBLICA DO CHILE PARA EVITAR A DUPLA TRIBUTAÇÃO E PREVENIR
A EVASÃO FISCAL EM MATÉRIA DE IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
No momento da assinatura da Convenção entre a República Portuguesa e a República
do Chile para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de
impostos sobre o rendimento, os signatários acordaram nas disposições seguintes, que
fazem parte integrante da Convenção.
1. Ad Artigo 2º (Impostos visados)
Se, depois da data da entrada em vigor da Convenção, um dos Estados Contratantes
introduzir um imposto sobre o património ao abrigo da respectiva legislação interna, é
acordado que os Estados Contratantes realizarão negociações com vista à celebração de
um Protocolo de alteração da Convenção, no sentido do alargamento do seu âmbito de
modo a compreender qualquer imposto sobre o património que seja introduzido. Os
termos do referido Protocolo deverão ter em consideração os acordos entre cada um dos
Estados Contratantes e terceiros Estados respeitantes à eliminação da dupla tributação
do património.
2. Ad nº 3 do Artigo 7º (Lucros das empresas)
Entende-se que o disposto no nº 3 do Artigo 7º (Lucros das empresas) só se aplica desde
que as despesas possam ser imputáveis ao estabelecimento estável em conformidade
com as disposições da legislação fiscal do Estado Contratante em que o estabelecimento
estável estiver situado.
3. Ad nº 2 do Artigo 10º (Dividendos)
Relativamente à aplicação do imposto adicional ao abrigo da legislação do Chile, é
acordado que:
(i) no caso de o imposto de primeira categoria deixar de ser integralmente
dedutível no cálculo do montante do imposto adicional exigível; ou
(ii) no caso de a taxa do imposto adicional aplicável aos residentes de Portugal,
tal como previsto nos termos do disposto no Artigo 4º (Residente) da
presente Convenção, exceder 42%,
os Estados Contratantes consultar-se-ão tendo em vista a alteração da Convenção no
sentido de restabelecer o equilíbrio dos benefícios previstos nos termos da Convenção.
4. Ad nº 3 do Artigo 10º (Dividendos)
Entende-se que a expressão «outros direitos» inclui um acordo de participação nos
lucros (associação em participação).
5. Ad alínea b) do nº 2 do Artigo 11º (Juros)
É acordado que, quando Portugal aplicar uma taxa de 5% nos termos do Artigo 6º da
Directiva 2003/49/CE do Conselho da UE, essa taxa mais baixa se aplicará
automaticamente, no que diz respeito ao Artigo 11º, nº 2, alínea b), em relação aos juros
provenientes do Chile e cujo beneficiário efectivo é um residente de Portugal, e aos
juros provenientes de Portugal e cujo beneficiário efectivo é um residente do Chile, nas
mesmas condições como se a referida taxa mais baixa tivesse sido especificada na
referida alínea.
A autoridade competente de Portugal informará, sem demora, a autoridade competente
do Chile de que foram reunidos os requisitos para a aplicação desta alínea.
6. Ad Artigos 10º (Dividendos), 11º (Juros) e 12º (Royalties)
O disposto nos Artigos 10º (Dividendos), 11º (Juros) e 12º (Royalties) não será aplicável
se o objectivo principal ou um dos objectivos principais de qualquer pessoa relacionada
com a criação ou cessão de um direito ou de um crédito relativamente ao qual são pagos
os dividendos, os juros ou as royalties for o de beneficiar das disposições desses Artigos
mediante a referida criação ou cessão.
7. Ad Artigo 13º (Mais-valias)
No caso de um alienante referido no nº 4, alínea b) do Artigo 13º (Mais-valias), que
deteve as acções ou outros direitos alienados durante um período superior a doze meses
e cuja actividade habitual não consista na venda e compra de acções, o imposto cobrado
não poderá exceder 16% do montante do ganho.
De qualquer modo, considera-se que o alienante não exerce a actividade habitual de
venda e compra de acções quando a participação no capital da sociedade for superior a
50%.
8. Ad Artigo 18º (Pensões)
Entende-se que o termo «pensões» inclui os pagamentos efectuados para um plano de
pensões ou a um beneficiário em conformidade com as normas de um plano
reconhecido para efeitos fiscais como um plano de pensões pelo Estado Contratante de
que os pagamentos são provenientes.
9. Ad Artigo 22º (Eliminação da dupla tributação)
(i) É acordado que as informações constantes dos formulários da Circular 17 de
2004, do Chile, e do «Certificado de Residência Fiscal» usado pela
autoridade competente portuguesa, em vigor à data da assinatura da presente
Convenção, são suficientes para efeitos da aplicação das disposições da
Convenção.
(ii) Qualquer rectificação ou alteração ao modo de aplicação acima acordado
será resolvida por acordo mútuo entre as autoridades competentes.
10. Ad Artigo 23º (Não discriminação)
Entende-se que o disposto no nº 4 do Artigo 23º (Não discriminação) não deverá ser
interpretado no sentido de impedir a aplicação por um Estado Contratante das
disposições da respectiva legislação interna relativas à sub-capitalização, salvo nos
casos em que as empresas associadas demonstrem que, devido às características
especiais das suas actividades ou às suas circunstâncias económicas específicas, as
condições estabelecidas ou impostas entre essas empresas são conformes com o
princípio da absoluta independência (arm’s length principle).
11. Ad nº 2 do Artigo 24º (Procedimento amigável)
No caso de Portugal, qualquer acordo alcançado será aplicado independentemente dos
prazos estabelecidos no seu direito interno.
EM TESTEMUNHO DO QUAL os abaixo assinados, devidamente autorizados para o
efeito, assinaram o presente Protocolo.
FEITO EM SANTIAGO, aos sete dias do mês de Julho de dois mil e cinco, em
duplicado, nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa, sendo todos os textos
igualmente válidos. Em caso de divergência de interpretação do presente Protocolo, o
texto inglês prevalecerá.
PELA REPÚBLICA PORTUGUESA PELA REPÚBLICA DO CHILE
Secretário de Estado dos Negócios
Estrangeiros e da Cooperação
Ministro das Finanças
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
CONVENIO ENTRE LA REPUBLICA PORTUGUESA Y LA REPUBLICA DE
CHILE PARA EVITAR LA DOBLE IMPOSICION Y PARA PREVENIR LA
EVASION FISCAL EN RELACION AL IMPUESTO A LA RENTA
La República Portuguesa y la República de Chile, deseando concluir un Convenio para
evitar la doble imposición y para prevenir la evasión fiscal en relación al impuesto a la
renta
Han acordado lo siguiente:
CAPITULO I
AMBITO DE APLICACION DEL CONVENIO
Artículo 1
PERSONAS COMPRENDIDAS
Este Convenio se aplica a las personas residentes de uno o de ambos Estados
Contratantes.
Artículo 2
IMPUESTOS COMPRENDIDOS
1. Este Convenio se aplica a los impuestos sobre la renta exigibles por cada uno de
los Estados Contratantes, cualquiera que sea el sistema de exacción.
2. Se consideran impuestos sobre la renta los que gravan la totalidad de la renta o
cualquier parte de la misma, incluidos los impuestos sobre las ganancias derivadas de la
enajenación de bienes muebles o inmuebles, los impuestos sobre el importe de sueldos o
salarios pagados por las empresas, así como los impuestos sobre las plusvalías.
3. Los impuestos actuales a los que se aplica este Convenio son, en particular:
a) en Portugal,
(i) El impuesto sobre la renta de las personas naturales ( “Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Singulares- IRS”);
(ii) El impuesto sobre la renta de las sociedades ( “Imposto sobre o
Rendimento das Pessoas colectivas- IRC)”; y
(iii) La sobretasa local del impuesto sobre la renta de las sociedades
(“Derrama”);
(en adelante denominados “Impuesto portugués”); y
b) en Chile, los impuestos establecidos en la “Ley sobre Impuesto a la
Renta” (en adelante denominados “Impuesto chileno”).
4. El Convenio se aplicará igualmente a los impuestos de naturaleza idéntica o
sustancialmente análoga que se establezcan con posterioridad a la fecha de la firma del
mismo, y que se añadan a los actuales o les sustituyan. Las autoridades competentes de
los Estados Contratantes se comunicarán mutuamente, las modificaciones sustanciales
que se hayan introducido en sus respectivas legislaciones impositivas.
CAPITULO II
DEFINICIONES
Artículo 3
DEFINICIONES GENERALES
1. A los efectos de este Convenio, a menos que de su contexto se infiera una
interpretación diferente:
a) el término “Portugal” significa el territorio de la República Portuguesa
situado en el continente europeo, los archipiélagos de Azores y de
Madeira, e incluye su mar territorial y aguas interiores así como el fondo
marino, el subsuelo y cualquier otra área donde la República Portuguesa
ejerce derechos de soberanía o jurisdicción de conformidad con el
derecho internacional y la legislación portuguesa.
b) el término “Chile” significa la República de Chile e incluye su mar
territorial y aguas interiores así como el fondo marino, el subsuelo y
cualquier otra área donde la República de Chile ejerce derechos de
soberanía o jurisdicción de conformidad con el derecho internacional y la
legislación chilena.
c) las expresiones “un Estado Contratante” y “el otro Estado Contratante”
significan Chile y Portugal, según lo requiera el contexto;
d) el término “persona” comprende las personas naturales, las sociedades y
cualquier otra agrupación de personas;
e) el término “sociedad” significa cualquier persona jurídica o cualquier
entidad que se considere persona jurídica a efectos impositivos;
f) las expresiones “empresa de un Estado Contratante” y “empresa del otro
Estado Contratante” significan, respectivamente, una empresa explotada
por un residente de un Estado Contratante y una empresa explotada por
un residente del otro Estado Contratante;
g) la expresión “tráfico internacional” significa todo transporte efectuado
por un buque o aeronave explotado por una empresa de un Estado
Contratante, salvo cuando ese transporte es efectuado solamente entre
puntos situados en el otro Estado Contratante;
h) la expresión “autoridad competente” significa:
(i) en Portugal, el Ministro de Hacienda, el Director General de
Impuestos ( “Director-Geral dos Impostos” ) o el representante
autorizado de estos; y
(ii) en Chile, el Ministro de Hacienda o su representante autorizado;
i) el término “nacional” significa:
(i) cualquier persona natural que posea la nacionalidad de un Estado
Contratante; o
(ii) cualquier persona jurídica o asociación constituida conforme a la
legislación vigente de un Estado Contratante.
2. Para la aplicación del Convenio por un Estado Contratante, en cualquier
momento, cualquier expresión no definida en el mismo tendrá, a menos que de su
contexto se infiera una interpretación diferente, el significado que, en ese momento, le
atribuya la legislación de ese Estado relativa a los impuestos que son objeto del
Convenio, prevaleciendo el significado atribuido por la legislación impositiva sobre el
que resultaría de otras ramas del Derecho de ese Estado.
Artículo 4
RESIDENTE
1. A los efectos de este Convenio, la expresión “residente de un Estado
Contratante” significa toda persona que, en virtud de la legislación de ese Estado, esté
sujeta a imposición en el mismo por razón de su domicilio, residencia, sede de
dirección, lugar de constitución o cualquier otro criterio de naturaleza análoga e incluye
también al propio Estado y a cualquier subdivisión política o administrativa o autoridad
local. Sin embargo, esta expresión no incluye a las personas que estén sujetas a
imposición en ese Estado exclusivamente por la renta que obtengan de fuentes situadas
en el citado Estado.
2. Cuando, en virtud de las disposiciones del párrafo 1, una persona natural sea
residente de ambos Estados Contratantes, su situación se resolverá de la siguiente
manera:
a) dicha persona será considerada residente sólo del Estado donde tenga una
vivienda permanente a su disposición; si tuviera vivienda permanente a
su disposición en ambos Estados, se considerará residente sólo del Estado
con el que mantenga relaciones personales y económicas más estrechas
(centro de intereses vitales);
b) si no pudiera determinarse el Estado en el que dicha persona tiene el
centro de sus intereses vitales, o si no tuviera una vivienda permanente a
su disposición en ninguno de los Estados, se considerará residente sólo
del Estado donde viva habitualmente;
c) si viviera habitualmente en ambos Estados, o no lo hiciera en ninguno de
ellos, se considerará residente sólo del Estado del que sea nacional;
d) si fuera nacional de ambos Estados, o no lo fuera de ninguno de ellos, las
autoridades competentes de los Estados Contratantes resolverán el caso
mediante un procedimiento de acuerdo mutuo.
3. Cuando en virtud de las disposiciones del párrafo 1 una persona, que no sea
persona natural, sea residente de ambos Estados Contratantes, las autoridades
competentes de los Estados Contratantes deberán hacer lo posible por resolver el caso
mediante acuerdo mutuo, teniendo en consideración la sede de dirección, la oficina
central o principal, el lugar de constitución o cualquier otro factor pertinente. En
ausencia de ese acuerdo, dicha persona no tendrá derecho a ninguno de los beneficios
contempladas por este Convenio, salvo en cuanto puede exigir los beneficios de los
Artículos 23 (No discriminación) y 24 (Procedimiento de acuerdo mutuo).
Artículo 5
ESTABLECIMIENTO PERMANENTE
1. A efectos de este Convenio, la expresión “establecimiento permanente” significa
un lugar fijo de negocios mediante el cual una empresa realiza toda o parte de su
actividad.
2. La expresión “establecimiento permanente” comprende, en especial:
a) las sedes de dirección;
b) las sucursales;
c) las oficinas;
d) las fábricas;
e) los talleres; y
f) las minas, los pozos de petróleo o de gas, las canteras o cualquier otro
lugar en relación a la exploración o explotación de recursos naturales.
3. La expresión “establecimiento permanente” también incluye:
a) una obra o proyecto de construcción, instalación o montaje y las actividades
de supervisión relacionadas con ellos, pero sólo cuando dicha obra,
proyecto de construcción o actividad tenga una duración superior a seis
meses;
b) la prestación de servicios por parte de una empresa, incluidos los servicios
de consultorías, por intermedio de empleados u otras personas naturales
encomendados por la empresa para ese fin en el caso de que tales
actividades prosigan en el país durante un período o períodos que en total
excedan de 183 días, dentro de un período cualquiera de doce meses.
A los efectos del cálculo de los límites temporales a que se refiere este párrafo,
las actividades realizadas por una empresa asociada a otra empresa en el sentido del
artículo 9 (Empresas Asociadas) de este Convenios, erán agregadas al período durante
el cual son realizadas las actividades por la empresa de la que es asociada, si las
actividades de ambas empresas son idénticas o sustancialmente similares.
4. No obstante lo dispuesto anteriormente en este artículo, se considera que la
expresión “establecimiento permanente” no incluye:
a) la utilización de instalaciones con el único fin de almacenar, exponer o
entregar bienes o mercancías pertenecientes a la empresa;
b) el mantenimiento de un depósito de bienes o mercancías pertenecientes a
la empresa con el único fin de almacenarlas, exponerlas o entregarlas;
c) el mantenimiento de un depósito de bienes o mercancías pertenecientes a
la empresa con el único fin de que sean transformadas por otra empresa;
d) el mantenimiento de un lugar fijo de negocios con el único fin de
comprar bienes o mercancías, o de recoger información, para la empresa;
e) el mantenimiento de un lugar fijo de negocios con el único fin de hacer
publicidad, suministrar información o realizar investigaciones científicas
para la empresa y cualquier otra actividad similar, cuando esas
actividades tengan un carácter preparatorio o auxiliar.
5. No obstante lo dispuesto en los párrafos 1 y 2, cuando una persona, distinta de un
agente independiente al que le sea aplicable el párrafo 7, actúe por cuenta de una empresa
y ostente y ejerza habitualmente en un Estado Contratante poderes que la faculten para
concluir contratos por cuenta de la empresa, se considerará que esa empresa tiene un
establecimiento permanente en ese Estado respecto de cualquiera de las actividades que
dicha persona realice para la empresa, a menos que las actividades de esa persona se
limiten a las mencionadas en el párrafo 4 y que, de ser realizadas por medio de un lugar
fijo de negocios, dicho lugar fijo de negocios no fuere considerado como un
establecimiento permanente de acuerdo con las disposiciones de ese párrafo.
6. No obstante las disposiciones anteriores de este artículo, se considera que una
empresa aseguradora residente de un Estado Contratante tiene, salvo por lo que respecta a
los reaseguros, un establecimiento permanente en el otro Estado Contratante si recauda
primas en el territorio de este otro Estado o si asegura riesgos situados en él por medio de
un representante distinto de un agente independiente al que se aplique el párrafo 7.
7. No se considera que una empresa tiene un establecimiento permanente en un
Estado Contratante por el mero hecho de que realice sus actividades en ese Estado por
medio de un corredor, un comisionista general o cualquier otro agente independiente,
siempre que dichas personas actúen dentro del marco ordinario de su actividad, y que en
sus relaciones comerciales o financieras con dichas empresas no se pacten o impongan
condiciones aceptadas o impuestas que sean distintas de las generalmente acordadas por
agentes independientes.
8. El hecho de que una sociedad residente de un Estado Contratante controle o sea
controlada por una sociedad residente del otro Estado Contratante, o que realice
actividades empresariales en ese otro Estado (ya sea por medio de un establecimiento
permanente o de otra manera), no convierte por sí solo a cualquiera de estas sociedades en
establecimiento permanente de la otra.
CAPITULO III
IMPOSICION DE LAS RENTAS
Artículo 6
RENTAS DE BIENES INMUEBLES
1. Las rentas que un residente de un Estado Contratante obtenga de bienes
inmuebles (incluidas las rentas de explotaciones agrícolas o forestales) situados en el
otro Estado Contratante pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. Para los efectos de este Convenio, la expresión “bienes inmuebles” tendrá el
significado que le atribuya el derecho del Estado Contratante en que los bienes estén
situados. Dicha expresión incluye en todo caso los bienes accesorios a los bienes
inmuebles, el ganado y el equipo utilizado en explotaciones agrícolas y forestales, los
derechos a los que sean aplicables las disposiciones de derecho general relativas a los
bienes raíces, el usufructo de bienes inmuebles y el derecho a percibir pagos variables o
fijos por la explotación o la concesión de la explotación de yacimientos minerales,
fuentes y otros recursos naturales. Los buques y aeronaves no se considerarán bienes
inmuebles.
3. Las disposiciones del párrafo 1 son aplicables a las rentas derivadas de la
utilización directa, el arrendamiento o aparcería, así como cualquier otra forma de
explotación de los bienes inmuebles.
4. Las disposiciones de los párrafos 1 y 3 se aplican igualmente a las rentas
derivadas de los bienes inmuebles de una empresa y de los bienes inmuebles utilizados
para la prestación de servicios personales independientes.
5. Las disposiciones anteriores también son aplicables a las rentas provenientes de
bienes muebles relacionados con bienes inmuebles y de la prestación de servicios para
la mantención o explotación de bienes inmuebles.
Artículo 7
BENEFICIOS EMPRESARIALES
1. Los beneficios de una empresa de un Estado Contratante solamente pueden
someterse a imposición en ese Estado, a no ser que la empresa realice su actividad en el
otro Estado Contratante por medio de un establecimiento permanente situado en él. Si la
empresa realiza o ha realizado su actividad de dicha manera, los beneficios de la
empresa pueden someterse a imposición en el otro Estado, pero sólo en la medida en
que puedan atribuirse a ese establecimiento permanente.
2. Sujeto a lo previsto en el párrafo 3, cuando una empresa de un Estado
Contratante realice su actividad en el otro Estado Contratante por medio de un
establecimiento permanente situado en él, en cada Estado Contratante se atribuirán a
dicho establecimiento los beneficios que éste hubiera podido obtener de ser una empresa
distinta y separada que realizase las mismas o similares actividades, en las mismas o
similares condiciones y tratase con total independencia con la empresa de la que es
establecimiento permanente y con todas las demás personas.
3. Para la determinación de los beneficios del establecimiento permanente se
permitirá la deducción de los gastos en que se haya incurrido para la realización de los
fines del establecimiento permanente, comprendidos los gastos de dirección y generales
de administración para los mismos fines, tanto si se efectúan en el Estado en que se
encuentre el establecimiento permanente como en otra parte.
4. Mientras sea usual en un Estado Contratante determinar los beneficios
imputables a un establecimiento permanente sobre la base de un reparto de los
beneficios totales de la empresa entre sus diversas partes, lo establecido en el párrafo 2
no impedirá que ese Estado Contratante determine de esta manera los beneficios
imponibles; sin embargo, el método de reparto adoptado habrá de ser tal que el
resultado obtenido sea conforme a los principios contenidos en este artículo.
5. No se atribuirá ningún beneficio a un establecimiento permanente por el mero
hecho de que éste compre bienes o mercancías para la empresa.
6. A efectos de los párrafos anteriores, los beneficios imputables al establecimiento
permanente se calcularán cada año por el mismo método, a no ser que existan motivos
válidos y suficientes para proceder de otra forma.
7. Cuando los beneficios comprendan rentas reguladas separadamente en otros
artículos de este Convenio, las disposiciones de aquéllos no quedarán afectadas por las
de este artículo.
Artículo 8
TRANSPORTE MARITIMO Y AEREO
1. Los beneficios de una empresa de un Estado Contratante procedentes de la
explotación de buques o aeronaves en tráfico internacional sólo pueden someterse a
imposición en ese Estado.
2. Las disposiciones del párrafo 1 son también aplicables a los beneficios
procedentes de la participación en un “pool”, en una empresa mixta o en una agencia de
explotación internacional.
3. Siempre que sociedades de distintos países acuerden explotar un negocio de
transporte aéreo conjuntamente, en la forma de un consorcio o de una forma de
asociación similar, la disposiciones del párrafo 1 se aplicarán a aquella parte de los
beneficios del consorcio o asociación que corresponde a la participación en ese
consorcio o asociación de una sociedad que es residente de un Estado Contratante.
Artículo 9
EMPRESAS ASOCIADAS
1. Cuando
a) una empresa de un Estado Contratante participe directa o indirectamente
en la dirección, el control o el capital de una empresa del otro Estado
Contratante, o
b) unas mismas personas participen directa o indirectamente en la dirección,
el control o el capital de una empresa de un Estado Contratante y de una
empresa del otro Estado Contratante,
y en uno y otro caso las dos empresas estén, en sus relaciones comerciales o financieras,
unidas por condiciones aceptadas o impuestas que difieran de las que serían acordadas
por empresas independientes, las rentas que habrían sido obtenidas por una de las
empresas de no existir dichas condiciones, y que de hecho no se han realizado a causa
de las mismas, podrán incluirse en la renta de esa empresa y sometidas a imposición en
consecuencia.
2. Cuando un Estado Contratante incluya en la renta de una empresa de ese Estado,
y someta, en consecuencia, a imposición, la renta sobre la cual una empresa del otro
Estado Contratante ha sido sometida a imposición en ese otro Estado, y la renta así
incluida es renta que habría sido realizada por la empresa del Estado mencionado en
primer lugar si las condiciones convenidas entre las dos empresas hubieran sido las que
se hubiesen convenido entre empresas independientes, ese otro Estado, si está de
acuerdo que el ajuste efectuado por el Estado mencionado en primer lugar se justifica
tanto en sí mismo como con respecto al monto, practicará el ajuste correspondiente de la
cuantía del impuesto que ha percibido sobre esa renta. Para determinar dicho ajuste se
tendrán en cuenta las demás disposiciones de este Convenio y las autoridades
competentes de los Estados Contratantes se consultarán en caso necesario.
Artículo 10
DIVIDENDOS
1. Los dividendos pagados por una sociedad residente de un Estado Contratante a
un residente del otro Estado Contratante pueden someterse a imposición en ese otro
Estado.
2. Dichos dividendos pueden también someterse a imposición en el Estado
Contratante en que resida la sociedad que pague los dividendos y según la legislación de
este Estado. Sin embargo, si el beneficiario efectivo de los dividendos es un residente
del otro Estado Contratante, el impuesto así exigido no podrá exceder del:
a) 10 por ciento del importe bruto de los dividendos si el beneficiario
efectivo es una sociedad que posee directamente al menos el 25 por
ciento del capital de la sociedad que paga los dividendos; y
b) 15 por ciento del importe bruto de los dividendos en todos los demás
casos.
Las autoridades competentes de los Estados Contratantes establecerán de mutuo
acuerdo la forma de aplicación de estas limitaciones.
Este párrafo no afecta la imposición de la sociedad respecto de los beneficios
con cargo a los que se paguen los dividendos. En el caso de Chile, esta imposición
incluye la aplicación del Impuesto Adicional.
3. El término “dividendos” en el sentido de este artículo significa las rentas de las
acciones u otros derechos, excepto los de crédito, que permitan participar en los
beneficios, así como las rentas de otros derechos sujetas al mismo régimen tributario
que las rentas de las acciones por la legislación del Estado del que la sociedad que hace
la distribución sea residente.
4. Las disposiciones de los párrafos 1 y 2 no son aplicables si el beneficiario
efectivo de los dividendos, residente de un Estado Contratante, realiza en el otro Estado
Contratante, del que es residente la sociedad que paga los dividendos, una actividad
empresarial a través de un establecimiento permanente situado allí, o presta en ese otro
Estado unos servicios personales independientes por medio de una base fija situada allí,
y la participación que genera los dividendos está vinculada efectivamente a dicho
establecimiento permanente o base fija. En tal caso, son aplicables las disposiciones del
artículo 7 (Beneficios empresariales) o del artículo 14 (Servicios personales
independientes), según proceda.
5. Cuando una sociedad residente de un Estado Contratante obtenga beneficios o
rentas procedentes del otro Estado Contratante, ese otro Estado no podrá exigir ningún
impuesto sobre los dividendos pagados por la sociedad, salvo en la medida en que esos
dividendos se paguen a un residente de ese otro Estado o la participación que genera los
dividendos esté vinculada efectivamente a un establecimiento permanente o a una base
fija situados en ese otro Estado, ni someter los beneficios no distribuidos de la sociedad
a un impuesto sobre los mismos, aunque los dividendos pagados o los beneficios no
distribuidos consistan, total o parcialmente, en beneficios o rentas procedentes de ese
otro Estado.
Artículo 11
INTERESES
1. Los intereses procedentes de un Estado Contratante y pagados a un residente del
otro Estado Contratante pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. Sin embargo, dichos intereses pueden también someterse a imposición en el
Estado Contratante del que procedan y según la legislación de ese Estado, pero si el
beneficiario efectivo es residente del otro Estado Contratante, el impuesto así exigido no
podrá exceder del:
a) 5 por ciento del importe bruto de los intereses derivados de bonos o
valores que son regular y sustancialmente transados en una bolsa de
valores reconocida ;
b) 10 por ciento del importe bruto de los intereses derivados de:
(i) préstamos otorgados por bancos y compañías de seguros;
(ii) la venta a crédito de maquinaria y equipo, pagados por el
comprador al beneficiario efectivo que es el vendedor de dicha
maquinaria y equipo.
c) 15 por ciento del importe bruto de los intereses en todos los demás casos.
Las autoridades competentes de los Estados Contratantes establecerán de mutuo
acuerdo la forma de aplicación de estas limitaciones.
3. El término “intereses”, en el sentido de este artículo significa las rentas de
créditos de cualquier naturaleza, con o sin garantía hipotecaria, y en particular, las
rentas de valores públicos y las rentas de bonos o “ debentures”, así como cualquiera
otra renta que la legislación del Estado de donde procedan los intereses asimile a las
rentas de las cantidades dadas en préstamo. El término “intereses” no incluye las rentas
comprendidas en el artículo 10 (Dividendos).
4. Las disposiciones de los párrafos 1 y 2 no son aplicables si el beneficiario
efectivo de los intereses, residente de un Estado Contratante, realiza en el otro Estado
Contratante, del que proceden los intereses, una actividad empresarial por medio de un
establecimiento permanente situado allí, o presta unos servicios personales
independientes por medio de una base fija situada allí, y el crédito que genera los
intereses está vinculado efectivamente a dicho establecimiento permanente o base fija.
En tal caso, son aplicables las disposiciones del artículo 7 (Beneficios empresariales) o
del artículo 14 (Servicios personales independientes), según proceda.
5. Los intereses se consideran procedentes de un Estado Contratante cuando el
deudor sea residente de ese Estado. Sin embargo, cuando el deudor de los intereses, sea
o no residente del Estado Contratante, tenga en un Estado Contratante un
establecimiento permanente o una base fija en relación con el cual se haya contraído la
deuda por la que se pagan los intereses, y éstos se soportan por el establecimiento
permanente o la base fija, dichos intereses se considerarán procedentes del Estado
Contratante donde estén situados el establecimiento permanente o la base fija.
6. Cuando en razón de las relaciones especiales existentes entre el deudor y el
beneficiario efectivo, o de las que uno y otro mantengan con terceros, el importe de los
intereses exceda, por cualquier motivo, el importe que hubieran convenido el deudor y
el acreedor en ausencia de tales relaciones, las disposiciones de este artículo no se
aplicarán más que a este último importe. En tal caso, la cuantía en exceso podrá
someterse a imposición de acuerdo con la legislación de cada Estado Contratante,
teniendo en cuenta las demás disposiciones de este Convenio.
Artículo 12
REGALIAS
1. Las regalías procedentes de un Estado Contratante y pagadas a un residente del
otro Estado Contratante pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. Sin embargo, estas regalías pueden también someterse a imposición en el Estado
Contratante del que procedan y de acuerdo con la legislación de este Estado, pero si el
beneficiario efectivo es residente del otro Estado Contratante, el impuesto así exigido no
puede exceder del:
a) 5 por ciento del importe bruto de las regalías por el uso o derecho al uso
de equipos industriales, comerciales o científicos;
b) 10 por ciento del importe bruto de las regalías en todos los demás casos.
Las autoridades competentes de los Estados Contratantes establecerán de mutuo
acuerdo la forma de aplicación de estas limitaciones.
3. El término “regalías” empleado en este artículo significa las cantidades de
cualquier clase pagadas por el uso, o el derecho al uso, de derechos de autor sobre obras
literarias, artísticas o científicas, incluidas las películas cinematográficas o películas,
cintas y otros medios de reproducción de imagen y el sonido, las patentes, marcas,
diseños o modelos, planos, fórmulas o procedimientos secretos u otra propiedad
intangible, o por el uso o derecho al uso, de equipos industriales, comerciales o
científicos, o por informaciones relativas a experiencias industriales, comerciales o
científicas.
4. Las disposiciones de los párrafos 1 y 2 no son aplicables si el beneficiario
efectivo de las regalías, residente de un Estado Contratante, realiza en el Estado
Contratante del que proceden las regalías una actividad empresarial por medio de un
establecimiento permanente situado allí, o presta servicios personales independientes
por medio de una base fija situada allí, y el bien o el derecho por el que se pagan las
regalías está vinculado efectivamente a dicho establecimiento permanente o base fija.
En tal caso son aplicables las disposiciones del artículo 7 (Beneficios empresariales) o
del artículo 14 (Servicios personales independientes), según proceda.
5. Las regalías se consideran procedentes de un Estado Contratante cuando el
deudor es un residente de ese Estado. Sin embargo, cuando quien paga las regalías, sea
o no residente de un Estado Contratante, tenga en uno de los Estados Contratantes un
establecimiento permanente o una base fija en relación con el cual se haya contraído la
obligación de pago de las regalías y dicho establecimiento permanente o base fija
soporte la carga de las mismas, las regalías se considerarán procedentes del Estado
donde esté situado el establecimiento permanente o la base fija.
6. Cuando en razón de las relaciones especiales existentes entre el deudor y el
beneficiario efectivo, o de las que uno y otro mantengan con terceros, el importe de las
regalías, habida cuenta del uso, derecho o información por los que se pagan, exceda del
que habrían convenido el deudor y el beneficiario efectivo en ausencia de tales
relaciones, las disposiciones de este artículo no se aplicarán más que a este último
importe. En tal caso, la cuantía en exceso podrá someterse a imposición de acuerdo con
la legislación de cada Estado Contratante, teniendo en cuenta las demás disposiciones
de este Convenio.
Artículo 13
GANANCIAS DE CAPITAL
1. Las ganancias que un residente de un Estado Contratante obtenga de la
enajenación de bienes inmuebles situados en el otro Estado Contratante pueden
someterse a imposición en este último Estado.
2. Las ganancias derivadas de la enajenación de bienes muebles que formen parte
del activo de un establecimiento permanente que una empresa de un Estado Contratante
tenga en el otro Estado Contratante, o de bienes muebles que pertenezcan a una base fija
que un residente de un Estado Contratante tenga en el otro Estado Contratante para la
prestación de servicios personales independientes, comprendidas las ganancias
derivadas de la enajenación de este establecimiento permanente (sólo o con el conjunto
de la empresa de la que forme parte) o de esta base fija, pueden someterse a imposición
en ese otro Estado.
3. Las ganancias derivadas de la enajenación de buques o aeronaves explotados en
tráfico internacional, o de bienes muebles afectos a la explotación de dichos buques o
aeronaves, sólo pueden someterse a imposición en el Estado Contratante donde resida el
enajenante.
4. Las ganancias que un residente de un Estado Contratante obtenga por la
enajenación de acciones u otros derechos representativos del capital de una sociedad
residente del otro Estado Contratante, pueden someterse a imposición en ese otro Estado
Contratante si:
a) las ganancias de capital provienen en más de un 50 por ciento de su
valor, directa o indirectamente, de bienes inmuebles situados en ese otro
Estado Contratante, o
b) el enajenante ha poseído, en cualquier momento dentro del período de
doce meses precedentes a la enajenación, directa o indirectamente,
acciones u otros derechos consistentes en un 20 por ciento o más del
capital de esa sociedad.
Cualquier otra ganancia obtenida por un residente de un Estado Contratante por
la enajenación de acciones u otros derechos representativos del capital de una
sociedad residente en el otro Estado Contratante también pueden someterse a
imposición en ese otro Estado Contratante, pero el impuesto así exigido no podrá
exceder del 16 por ciento del monto de la ganancia.
No obstante cualquier otra disposición de este párrafo, las ganancias obtenidas
por un fondo de pensiones que es residente de un Estado Contratante
provenientes de la enajenación de acciones u otros derechos representativos del
capital de una sociedad que es residente del otro Estado Contratante, sólo pueden
someterse a imposición en el Estado Contratante mencionado en primer lugar.
5. Las ganancias derivadas de la enajenación de cualquier otro bien distinto de los
mencionados en los párrafos precedentes sólo pueden someterse a imposición en el
Estado Contratante en que resida el enajenante.
Artículo 14
SERVICIOS PERSONALES INDEPENDIENTES
1. Las rentas que una persona natural residente de un Estado Contratante obtenga
por la prestación de servicios profesionales u otras actividades de carácter independiente
sólo pueden someterse a imposición en este Estado Contratante. Sin embargo, esas
rentas pueden también ser sometidas a imposición en el otro Estado Contratante:
a) cuando dicha persona tenga en el otro Estado Contratante una base fija de
la que disponga regularmente para el desempeño de sus actividades; en
tal caso, sólo puede someterse a imposición en este otro Estado la parte
de las rentas que sean atribuibles a dicha base fija; o
b) cuando dicha persona permanezca en el otro Estado Contratante por un
periodo o periodos que en total suman o excedan 183 días, dentro de un
periodo cualquiera de doce meses que comience o termine durante el año
tributario considerado; en tal caso, sólo pueden someterse a imposición
en este otro Estado la parte de la renta obtenida de las actividades
desempeñadas por él en este otro Estado.
2. La expresión “servicios profesionales” comprende especialmente las actividades
independientes de carácter científico, literario, artístico, educativo o pedagógico, así
como las actividades independientes de médicos, abogados, ingenieros, arquitectos,
odontólogos, y contadores.
Artículo 15
SERVICIOS PERSONALES DEPENDIENTES
1. Sin perjuicio de lo dispuesto en los artículos 16 (Participaciones de directores),
18 (Pensiones) y 19 (Funciones públicas), los sueldos, salarios y otras remuneraciones
obtenidas por un residente de un Estado Contratante por razón de un empleo sólo
pueden someterse a imposición en ese Estado, a no ser que el empleo se realice en el
otro Estado Contratante. Si el empleo se realiza de esa forma, las remuneraciones
derivadas del mismo pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. No obstante las disposiciones del párrafo 1, las remuneraciones obtenidas por un
residente de un Estado Contratante en razón de un empleo realizado en el otro Estado
Contratante se gravarán exclusivamente en el primer Estado si:
a) el perceptor permanece en el otro Estado durante un período o períodos
cuya duración no exceda en conjunto de 183 días en cualquier período de
doce meses que comience o termine en el año tributario considerado, y
b) las remuneraciones se pagan por, o en nombre de una persona
empleadora que no sea residente del otro Estado, y
c) las remuneraciones no se soportan por un establecimiento permanente o
una base fija que una persona empleadora tenga en el otro Estado.
3. No obstante las disposiciones precedentes de este artículo, las remuneraciones
obtenidas por razón de un empleo realizado a bordo de un buque o aeronave explotado
en tráfico internacional por una empresa de un Estado Contratante pueden someterse a
imposición en ese Estado.
Artículo 16
PARTICIPACIONES DE DIRECTORES
Los honorarios de directores y otros pagos similares que un residente de un
Estado Contratante obtenga como miembro de un directorio, de un consejo supervisor o
de otro órgano similar de una sociedad residente del otro Estado Contratante pueden
someterse a imposición en ese otro Estado.
Artículo 17
ARTISTAS Y DEPORTISTAS
1. No obstante lo dispuesto en los artículos 14 (Servicios personales
independientes) y 15 (Servicios personales dependientes), las rentas que un residente de
un Estado Contratante obtenga del ejercicio de sus actividades personales en el otro
Estado Contratante en calidad de artista, tal como de teatro, cine, radio o televisión, o
músico, o como deportista, pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. No obstante lo dispuesto en los artículos 7 (Beneficios empresariales), 14
(Servicios personales independientes) y 15 (Servicios personales dependientes), cuando
las rentas derivadas de las actividades personales de los artistas o los deportistas, en esa
calidad, se atribuyan no al propio artista o deportista sino a otra persona, dichas rentas
pueden someterse a imposición en el Estado Contratante en que se realicen las
actividades del artista o el deportista.
Artículo 18
PENSIONES
1. Pensiones procedentes de un Estado Contratante y pagadas a un residente del
otro Estado Contratante sólo pueden someterse a imposición en ese otro Estado.
2. Alimentos y otros pagos de manutención efectuados a un residente de un Estado
Contratante sólo serán sometidos a imposición en ese Estado. Sin embargo, los
alimentos y otros pagos de manutención efectuados por un residente de un Estado
Contratante a un residente del otro Estado Contratante, serán, en la medida que no sean
deducibles para el pagador, sometidos a imposición solamente en el Estado mencionado
en primer lugar.
Artículo 19
FUNCIONES PUBLICAS
1. a) Los sueldos, salarios y otras remuneraciones, excluidas las pensiones,
pagados por un Estado Contratante o por una de sus subdivisiones políticas o
autoridades locales a una persona natural por razón de servicios prestados a ese Estado o
a esa subdivisión o autoridad, sólo pueden someterse a imposición en ese Estado.
b) Sin embargo, dichos sueldos, salarios y otras remuneraciones sólo
pueden someterse a imposición en el otro Estado Contratante si los servicios se prestan
en ese Estado y la persona natural es un residente de ese Estado que:
(i) es nacional de ese Estado; o
(ii) no ha adquirido la condición de residente de ese Estado solamente
para prestar los servicios.
2. Lo dispuesto en los artículos 15 (Servicios personales dependientes), 16
(Participaciones de directores) y 17 (Artistas y deportistas) se aplica a los sueldos,
salarios y otras remuneraciones pagados por razón de servicios prestados en el marco de
una actividad empresarial realizada por un Estado Contratante o por una de sus
subdivisiones políticas o administrativas o autoridades locales.
Artículo 20
ESTUDIANTES
Las cantidades que reciba para cubrir sus gastos de mantenimiento, estudios o
formación práctica un estudiante, aprendiz o una persona en práctica que sea, o haya
sido inmediatamente antes de llegar a un Estado Contratante, residente del otro Estado
Contratante y que se encuentre en el Estado mencionado en primer lugar con el único
fin de proseguir sus estudios o formación práctica, no pueden someterse a imposición en
ese Estado, siempre que procedan de fuentes situadas fuera de ese Estado.
Artículo 21
OTRAS RENTAS
1. Las rentas de un residente de un Estado Contratante, cualquiera que fuese su
procedencia, no mencionadas en los Artículos anteriores de este Convenio, sólo pueden
someterse a imposición en ese Estado.
2. Lo dispuesto en el párrafo 1 no es aplicable a las rentas, distintas de las
derivadas de bienes inmuebles como se definen en el párrafo 2 del Artículo 6 (Bienes
inmuebles), cuando el beneficiario de dichas rentas, residente de un Estado Contratante,
realice en el otro Estado Contratante una actividad empresarial por medio de un
establecimiento permanente situado en ese otro Estado o preste servicios personales
independientes por medio de una base fija situada en ese otro Estado, y el derecho o
bien por el que se pagan las rentas esté vinculado efectivamente a dicho establecimiento
permanente o base fija. En tal caso, son aplicables las disposiciones del Artículo 7
(Beneficios empresariales) o del Artículo 14 (Servicios personales independientes),
según proceda.
3. No obstante lo dispuesto en los párrafos 1 y 2, las rentas de un residente de un
Estado Contratante, no mencionadas en los artículos anteriores de este Convenio y
provenientes del otro Estado Contratante, también pueden someterse a imposición en
ese otro Estado.
CAPITULO IV
ELIMINACION DE LA DOBLE IMPOSICION
Artículo 22
ELIMINACION DE LA DOBLE IMPOSICION
1. En el caso de Portugal, la doble imposición se evitará de la manera siguiente:
a) Cuando un residente de Portugal obtiene rentas que, de acuerdo con las
disposiciones de este Convenio, pueden someterse a imposición en Chile,
Portugal permitirá la deducción en el impuesto sobre las rentas de ese
residente de un importe igual al impuesto pagado en Chile (excluyendo, en el
caso de los dividendos, el impuesto a pagar en Chile con respecto a las
utilidades con cargo a las cuales se pagan los dividendos). Sin embargo, esa
deducción no excederá la parte del impuesto a la renta, calculado antes de la
deducción, correspondiente a las rentas que pueden someterse a imposición en
Chile.
b) Cuando de conformidad con cualquier disposición de este Convenio las
rentas obtenidas por un residente de Portugal estén exentas de imposición en
este Estado, Portugal podrá sin embargo, tener en cuenta las rentas exentas a
efectos de calcular el importe del impuesto sobre el resto de las rentas de
dicho residente.
c) No obstante lo dispuesto en el sub-párrafo a), cuando una sociedad residente de
Portugal recibe dividendos de una sociedad residente de Chile que está sujeta a
impuesto y no está exenta de impuesto sobre los beneficios empresariales en
Chile (Impuesto de Primera Categoría), Portugal permitirá la deducción de
esos dividendos de la base imponible de la sociedad que los recibe, siempre
que esta última sociedad posea directamente por lo menos el 25 por ciento del
capital de la sociedad que paga los dividendos y esa participación se ha
mantenido continuamente por los dos años precedentes o desde la fecha en que
la sociedad que paga los dividendos se constituyó, si esto ocurrió
posteriormente.
2. En el caso de Chile, la doble imposición se evitará de la manera siguiente:
a) los residentes en Chile que obtengan rentas que, de acuerdo con las
disposiciones de este Convenio, puedan someterse a imposición en Portugal,
podrán acreditar contra los impuestos chilenos correspondientes a esas rentas
los impuestos pagados en Portugal, de acuerdo con las disposiciones aplicables
de la legislación chilena. Este párrafo se aplicará a todas las rentas tratadas en
este Convenio.
b) cuando de conformidad con cualquier disposición de este Convenio, las rentas
obtenidas por un residente de Chile estén exentos de imposición en Chile, Chile
podrá, sin embargo, tener en cuenta las rentas a efectos de calcular el importe
del impuesto sobre las demás rentas de dicho residente.
CAPITULO V
DISPOSICIONES ESPECIALES
Artículo 23
NO DISCRIMINACION
1. Los nacionales de un Estado Contratante no serán sometidos en el otro Estado
Contratante a ninguna imposición u obligación relativa a la misma que no se exija o que
sea más gravosa que aquellas a las que estén o puedan estar sometidos los nacionales de
ese otro Estado que se encuentren en las mismas condiciones, en particular con respecto
a la residencia. No obstante las disposiciones del artículo 1 (Personas comprendidas), la
presente disposición es también aplicable a las personas que no sean residentes de uno o
de ambos de los Estados Contratantes.
2. Los establecimientos permanentes que una empresa de un Estado Contratante
tenga en el otro Estado Contratante no serán sometidos en ese Estado a una imposición
menos favorable que las empresas de ese otro Estado que realicen las mismas
actividades.
3. Nada de lo establecido en este artículo podrá interpretarse en el sentido de
obligar a un Estado Contratante a conceder a los residentes del otro Estado Contratante
las deducciones personales, desgravaciones y reducciones impositivas que otorgue a sus
propios residentes en consideración a su estado civil o cargas familiares.
4. A menos que se apliquen las disposiciones del párrafo 1 del Artículo 9
(Empresas asociadas), del párrafo 6 del Artículo 11 (Intereses) o del párrafo 6 del
Artículo 12 (Regalías), los intereses, las regalías o demás gastos pagados por una
empresa de un Estado Contratante a un residente del otro Estado Contratante son
deducibles, para determinar los beneficios sujetos a imposición de esta empresa, en las
mismas condiciones que si hubieran sido pagados a un residente del Estado mencionado
en primer lugar.
5. Las sociedades que sean residentes de un Estado Contratante y cuyo capital esté,
total o parcialmente, detentado o controlado, directa o indirectamente, por uno o varios
residentes del otro Estado Contratante no estarán sometidas en el primer Estado a
ninguna imposición u obligación relativa a la misma que no se exija o sea más gravosa
que aquéllas a las que estén o puedan estar sometidas las sociedades similares del
Estado mencionado en primer lugar.
6. En este artículo, el término “imposición” se refiere a los impuestos que son
objeto de este Convenio.
Artículo 24
PROCEDIMIENTO DE ACUERDO MUTUO
1. Cuando una persona considere que las medidas adoptadas por uno o por ambos
Estados Contratantes implican o pueden implicar para ella una imposición que no esté
conforme con las disposiciones de este Convenio, con independencia de los recursos
previstos por el derecho interno de esos Estados, podrá someter su caso a la autoridad
competente del Estado Contratante del que sea residente o, si fuera aplicable el párrafo
1 del artículo 23 (No discriminación), a la del Estado Contratante del que sea nacional.
El caso deberá plantearse dentro de los tres años siguientes a la primera notificación de
la medida que implique una imposición no conforme a las disposiciones del Convenio.
2. La autoridad competente, si la reclamación le parece fundada y si no puede por
sí misma encontrar una solución satisfactoria, hará lo posible por resolver la cuestión
mediante un procedimiento de acuerdo mutuo con la autoridad competente del otro
Estado Contratante, a fin de evitar una imposición que no se ajuste a este Convenio.
3. Las autoridades competentes de los Estados Contratantes harán lo posible por
resolver las dificultades o las dudas que plantee la interpretación o aplicación del
Convenio mediante un procedimiento de acuerdo mutuo.
4. Considerando que el objetivo principal de este Convenio es evitar la doble
imposición internacional, los Estados Contratantes acuerdan que, en el evento de que las
disposiciones del Convenio sean usadas en forma tal que otorguen beneficios no
contemplados ni pretendidos por él, las autoridades competentes de los Estados
Contratantes deberán, en conformidad al procedimiento de acuerdo mutuo, recomendar
modificaciones específicas al Convenio. Los Estados Contratantes además acuerdan que
cualquiera de dichas recomendaciones será considerada y discutida de manera expedita
con miras a modificar el Convenio en la medida en que sea necesario.
5. Las autoridades competentes de los Estados Contratantes podrán comunicarse
directamente a fin de llegar a un acuerdo en el sentido de los párrafos anteriores.
Artículo 25
INTERCAMBIO DE INFORMACION
1. Las autoridades competentes de los Estados Contratantes intercambiarán las
informaciones necesarias para aplicar lo dispuesto en este Convenio, o en el derecho
interno de los Estados Contratantes relativo a los impuestos comprendidos en el
Convenio en la medida en que la imposición prevista en el mismo no sea contraria al
Convenio. El intercambio de información no se verá limitado por el artículo 1 (Personas
comprendidas). Las informaciones recibidas por un Estado Contratante serán
mantenidas en secreto en igual forma que las informaciones obtenidas sobre la base del
derecho interno de ese Estado y sólo se comunicarán a las personas o autoridades
(incluidos los tribunales y órganos administrativos) que tienen interés en la gestión o
recaudación de los impuestos establecidos por ese Estado, de los procedimientos
declarativos o ejecutivos relativos a dichos impuestos, o de la resolución de los recursos
relativos a los mismos. Dichas personas o autoridades sólo utilizarán estas
informaciones para estos fines. Podrán revelar la información en las audiencias públicas
de los tribunales o en las sentencias judiciales.
2. En ningún caso las disposiciones del párrafo 1 podrán interpretarse en el sentido
de obligar a un Estado Contratante a:
a) adoptar medidas administrativas contrarias a su legislación o práctica
administrativa, o a las del otro Estado Contratante;
b) suministrar información que no se pueda obtener sobre la base de su
propia legislación o en el ejercicio de su práctica administrativa normal,
o de las del otro Estado Contratante;
c) suministrar información que revele secretos comerciales, industriales o
profesionales, procedimientos comerciales o informaciones cuya
comunicación sea contraria al orden público (“ordre public”).
3. Cuando la información sea solicitada por un Estado Contratante de conformidad
con este artículo, el otro Estado Contratante obtendrá la información a que se refiere la
solicitud en la misma forma como si se tratara de su propia imposición, sin importar el
hecho de que este otro Estado, en ese momento, no requiera de tal información.
Artículo 26
MIEMBROS DE MISIONES DIPLOMATICAS Y DE OFICINAS CONSULARES
Las disposiciones de este Convenio no afectarán a los privilegios fiscales de que
disfruten los miembros de las misiones diplomáticas o de las oficinas consulares de
acuerdo con los principios generales del derecho internacional o en virtud de las
disposiciones de acuerdos especiales.
Artículo 27
DISPOSICIONES MISCELANEAS
1. Con respecto a cuentas de inversión conjuntas o fondos (como por ejemplo los
Fondos de Inversión de Capital Extranjero, Ley N°18.657), que están sujetos a impuesto
sobre la remesa y cuya administración debe efectuarse por un residente en Chile, las
disposiciones de este Convenio no serán interpretadas en el sentido de restringir la
imposición de Chile del impuesto sobre la remesa de esas cuentas o fondos con respecto
a las inversiones en bienes situados en Chile.
2. Para los fines del párrafo 3 del artículo XXII (Consultas) del Acuerdo General
sobre el Comercio de Servicios, los Estados Contratantes acuerdan que, sin perjuicio de
ese párrafo, cualquier disputa entre ellos respecto de si una medida cae dentro del ámbito
de este Convenio, puede ser llevada ante el Consejo de Comercio de Servicios conforme a
lo estipulado en dicho párrafo, pero sólo con el consentimiento de ambos Estados
Contratantes. Cualquier duda sobre la interpretación de este párrafo será resuelta conforme
el párrafo 3 del artículo 24 (Procedimiento de acuerdo mutuo) o, en caso de no llegar a
acuerdo con arreglo a este procedimiento, conforme a cualquier otro procedimiento
acordado por ambos Estados Contratantes.
3. Nada en este Convenio afectará la aplicación de las actuales disposiciones del D.L.
600 (Estatuto de la Inversión Extranjera) de la legislación chilena, conforme estén en vigor
a la fecha de la firma de este Convenio y aún cuando fueren eventualmente modificadas
sin alterar su principio general.
4. Las contribuciones en un año por servicios prestados en ese año y pagados por, o
por cuenta de, una persona natural residente de un Estado Contratante o que está presente
temporalmente en ese Estado, a un plan de pensiones que es reconocido para efectos
impositivos en el otro Estado Contratante deberá, durante un periodo que no supere en
total 60 meses, ser tratada en el Estado mencionado en primer lugar, de la misma forma
que una contribución pagada a un sistema de pensiones reconocido para fines impositivos
en ese Estado, si
a) dicha persona natural estaba contribuyendo en forma regular al plan de
pensiones por un periodo que hubiera terminado inmediatamente antes de
que pasara a ser residente de o a estar temporalmente presente en el Estado
mencionado en primer lugar, y
b) las autoridades competentes del Estado mencionado en primer lugar
acuerdan que el plan de pensiones corresponde en términos generales a un
plan de pensiones reconocido para efectos impositivos por ese Estado.
Para los fines de este párrafo, “plan de pensiones” incluye el plan de pensiones
creado conforme el sistema de seguridad social de cada Estado Contratante.
5. Nada en este Convenio afectará la imposición en Chile de un residente en
Portugal en relación a los beneficios atribuibles a un establecimiento permanente
situado en Chile, tanto bajo el Impuesto de Primera Categoría como el Impuesto
Adicional, siempre que el Impuesto de Primera Categoría sea deducible contra el
Impuesto Adicional.
CAPITULO VI
DISPOSICIONES FINALES
Artículo 28
ENTRADA EN VIGOR
1. Cada uno de los Estados Contratantes notificará al otro por escrito, a través de la
vía diplomática, el cumplimiento de los procedimientos exigidos por su legislación para la
entrada en vigor de este Convenio. El Convenio entrará en vigor en la fecha de la última
notificación.
2. Las disposiciones del Convenio se aplicarán:
a) en Portugal,
(i) con respecto a los impuestos de retención en la fuente, cuyo hecho
generador se produzca a partir del primer día de enero del año
calendario inmediatamente siguiente a aquel en que el Convenio entre
en vigor;
(ii) con respecto a los demás impuestos, sobre las rentas generadas en
cualquier año tributario que comience a partir del primer día del mes
de enero del año calendario inmediatamente siguiente a aquel en que el
Convenio entre en vigor; y
b) en Chile,
con respecto a los impuestos sobre las rentas que se obtengan y a las
cantidades que se paguen, abonen en cuenta, se pongan a disposición o
se contabilicen como gasto, a partir del primer día del mes de enero del
año calendario inmediatamente siguiente a aquel en que el Convenio
entre en vigor.
Artículo 29
DENUNCIA
1. Este Convenio permanecerá en vigor indefinidamente, pero cualquiera de los
Estados Contratantes podrá, a más tardar el 30 de junio de cada año calendario que
comience después de la expiración de un periodo de cinco años a partir de la fecha de su
entrada en vigencia, dar al otro Estado Contratante un aviso de término por escrito, a
través de la vía diplomática.
2. Las disposiciones del Convenio dejarán de surtir efecto:
a) en Portugal,
(i) con respecto a los impuestos de retención en la fuente, cuyo hecho
generador se produzca a partir del primer día de enero del año
calendario inmediatamente siguiente a aquel señalado en el
mencionado aviso de término;
(ii) con respecto a los demás impuestos, sobre las rentas generadas en el
año tributario que comience a partir del primer día del mes de enero
del año calendario inmediatamente siguiente a aquel señalado en el
mencionado aviso de término; y
b) en Chile,
con respecto a los impuestos sobre las rentas que se obtengan y
las cantidades que se paguen, abonen en cuenta, se pongan a
disposición o se contabilicen como gasto, a partir del primer día
del mes de enero del año calendario inmediatamente siguiente a
aquel señalado en el mencionado aviso de término;
EN FE DE LO CUAL, los signatarios, debidamente autorizados al efecto, han firmado este
Convenio.
HECHO en Santiago, a los siete días del mes de Julio de dos mil y cinco, en los idiomas
portugués, español e inglés, siendo todos los textos igualmente auténticos. En caso de
divergencia en la interpretación de este Convenio, el texto en inglés prevalecerá.
POR LA REPUBLICA PORTUGUESA POR LA REPUBLICA DE CHILE
Secretario de Estado de Negocios Ministro de Hacienda
Extranjeros y Cooperación
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
PROTOCOLO DEL CONVENIO ENTRE LA REPUBLICA PORTUGUESA Y
LA REPUBLICA DE CHILE PARA EVITAR LA DOBLE IMPOSICION Y
PARA PREVENIR LA EVASION FISCAL EN RELACION AL IMPUESTO A
LA RENTA
Al momento de la firma del Convenio entre la República Portuguesa y la República de
Chile para evitar la doble imposición y para prevenir la evasión fiscal en relación al
impuesto a la renta, los signatarios han convenido las siguientes disposiciones que
forman parte integrante del Convenio.
1. Ad. artículo 2 (Impuestos comprendidos)
Se acuerda que, si después de la fecha en la cual el Convenio entre en vigor, alguno de los
Estados Contratantes introduce un impuesto sobre el patrimonio de acuerdo a sus leyes
internas, los Estados Contratantes iniciarán negociaciones con la finalidad de concluir un
Protocolo para modificar el Convenio, extendiendo su ámbito a cualquier impuesto sobre
el patrimonio que hubieran introducido. Los términos de tal Protocolo tomarán en
consideración todo acuerdo entre cualquiera de los Estados y un tercer Estado para
eliminar la doble imposición del patrimonio.
2. Ad. artículo 7 (Beneficios empresariales) párrafo 3
Se entiende que las disposiciones del párrafo 3 del artículo 7 (Beneficios empresariales) se
aplican sólo si los gastos pueden ser atribuidos al establecimiento permanente de acuerdo
con las disposiciones de la legislación tributaria del Estado Contratante en el cual el
establecimiento permanente está situado.
3. Ad. artículo 10 (Dividendos) párrafo 2
Con respecto a la aplicación del Impuesto Adicional en conformidad con las disposiciones
de la legislación chilena, se acuerda que si:
(i) el Impuesto de Primera Categoría deja de ser totalmente deducible en la
determinación del monto del Impuesto Adicional a pagar; o
(ii) la tasa del Impuesto Adicional que afecta a un residente de Portugal, como
está definido en el artículo 4 (Residente), exceda del 42 por ciento,
los Estados Contratantes se consultarán a objeto de modificar el Convenio con la finalidad
de restablecer el equilibrio de los beneficios del mismo.
4. Ad. artículo 10 (Dividendos) párrafo 3
Se entiende que la expresión “otros derechos” incluye a una convenciónpara participar en
los beneficios.
5. Ad artículo 11 (Intereses), párrafo 2, subpárrafo b)
Se acuerda que, cuando Portugal aplique una tasa de 5 por ciento de acuerdo al
Artículo 6 de la Directiva del Consejo de la Unión Europea 2003/49/CE, esa tasa más baja
se aplicará automáticamente al sub-párrafo b), párrafo 2 del Artículo 11, por los intereses
provenientes de Chile y cuyo beneficiario efectivo es un residente de Portugal y por los
intereses provenientes de Portugal y cuyo beneficiario efectivo es un residente de Chile,
bajo las mismas condiciones como si esa tasa reducida hubiera sido especificada en ese
sub-párrafo.
Las autoridad competente de Portugal infomará a la autoridad competente de Chile, sin
demora, que se han cumplido las condiciones para la aplicación de este párrafo.
6. Ad. artículos 10 (Dividendos), 11 (Intereses) y 12 (Regalías)
Las disposiciones de los Artículos 10 (Dividendos), 11 (Intereses) y 12 (Regalías)
no se aplicarán si el propósito o uno de los principales propósitos de cualquier persona
relacionada con la creación o atribución de un derecho o crédito en relación con los
cuales los dividendos, intereses o regalías se pagan, fuera el sacar ventajas de estos
Artículos mediante tal creación o atribución.
7. Ad. artículo 13 (Ganancias de capital)
En el caso de que el perceptor de la ganancia a que se refiere el párrafo 4, letra b),
del artículo 13 (Ganancias de capital), haya poseído las acciones u otros derechos que se
enajenan por un plazo superior a doce meses y siempre que el perceptor no se dedique
habitualmente a la enajenación de acciones, el impuesto exigido no podrá exceder del 16
por ciento de la ganancia.
En todo caso se considerará que el perceptor no se dedica habitualmente a la
enajenación de acciones cuando la participación poseida en el capital de la sociedad sea
de más del 50 por ciento.
8. Ad. artículo 18 (Pensiones)
Se entiende que el término “pensiones” incluye cualquier pago efectuado a un miembro o
beneficiario de un plan de pensiones en conformidad con las disposiciones de dicho plan,
reconocido para efectos tributarios por el Estado Contratante en el que se origina el pago.
9. Ad. artículo 22 (Eliminación de la doble imposición)
(i) Se acuerda que la información contenida en los formularios de la
Circular 17 de 2004 de Chile y en el “Cerficado de Residencia Fiscal”
utilizado por la Autoridad Competente portuguesa, tal como se
encuentran en vigor a la fecha de la firma de este Convenio, es suficiente
para aplicar las disposiciones del Convenio.
(ii) Cualquier modificación o cambio en la forma de aplicación de lo
previamente acordado se establecerá por las autoridades competentes
mediante mutuo acuerdo.
10. Ad. artículo 23 (No discriminación)
Se entiende que las disposiciones del párrafo 4 del artículo 23 (No discriminación) no
serán interpretadas de forma tal que impidan la aplicación por un Estado Contratante de
las normas de subcapitalización contempladas en su legislación interna, excepto en
aquellos casos en los cuales las empresas asociadas puedan probar que, debido a las
especiales características de sus actividades o a sus circunstancias económicas específicas,
las condiciones aceptadas o impuestas entre estas empresas se encuentran en conformidad
con el principio del operador independiente.
11. Ad. artículo 24 (Procedimiento de acuerdo mutuo), párrafo 2
En el caso de Portugal cualquier acuerdo alcanzado se implementará no obstante
los límites de tiempo contemplados en la legislación interna.
EN FE DE LO CUAL, los suscritos, debidamente autorizados al efecto, han firmado el
presente Protocolo.
HECHO en Santiago, a los siete días del mes de Julio de dos mil y cinco, en los idiomas
portugués, español e inglés, siendo todos los textos igualmente auténticos. En caso de
divergencia en la interpretación, el texto en inglés prevalecerá.
POR LA REPUBLICA PORTUGUESA POR LA REPUBLICA DE CHILE
Secretario de Estado de Negocios Ministro de Hacienda
Extranjero y Cooperación
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
CONVENTION BETWEEN THE PORTUGUESE
REPUBLIC AND THE REPUBLIC OF CHILE FOR
THE AVOIDANCE OF DOUBLE TAXATION AND
THE PREVENTION OF FISCAL EVASION WITH
RESPECT TO TAXES ON INCOME
The Portuguese Republic and the Republic of Chile, desiring to conclude a Convention
for the avoidance of double taxation and the prevention of fiscal evasion with respect to
taxes on income;
Have agreed as follows:
CHAPTER I
SCOPE OF THE CONVENTION
Article 1
PERSONS COVERED
This Convention shall apply to persons who are residents of one or both of the
Contracting States.
Article 2
TAXES COVERED
1. This Convention shall apply to taxes on income imposed on behalf of a Contracting
State or of its political or administrative subdivisions or local authorities, irrespective of
the manner in which they are levied.
2. There shall be regarded as taxes on income all taxes imposed on total income, or on
elements of income , including taxes on gains from the alienation of movable or
immovable property, taxes on the total amount of wages or salaries paid by enterprises, as
well as taxes on capital appreciation.
3. The existing taxes to which the Convention shall apply are in particular:
a) in Portugal,
(i) The personal income tax (“Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares – IRS”);
(ii) The corporate income tax (“Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
colectivas – IRC”); and
(iii) The local surtax on corporate income tax (“Derrama”);
(hereinafter referred to as “Portuguese tax”); and
b) in Chile, the taxes imposed under the Income Tax Act, “Ley sobre Impuesto a
la Renta” (hereinafter referred to as “Chilean tax”).
4. The Convention shall apply also to any identical or substantially similar taxes which
are imposed after the date of signature of the Convention in addition to, or in place of, the
existing taxes. The competent authorities of the Contracting States shall notify each other
of any significant changes which have been made in their respective taxation laws.
CHAPTER II
DEFINITIONS
Article 3
GENERAL DEFINITIONS
1. For the purposes of this Convention, unless the context otherwise requires:
a) the term “Portugal” means the territory of the Portuguese Republic situated in
the European Continent and the archipelagos of Azores and Madeira,
including the territorial sea and inland waters thereof as well as the seabed, the
subsoil and any other areas wherein the Portuguese Republic exercises
sovereign rights or jurisdiction in accordance with international law and the
laws of the Portuguese Republic;
b) the term "Chile” means the territory of the Republic of Chile, including the
territorial sea and inland waters thereof as well as the seabed, the subsoil and
any other areas wherein the Republic of Chile exercises sovereign rights or
jurisdiction in accordance with international law and the laws of the Republic
of Chile;
c) the terms “a Contracting State” and “the Other Contracting State” mean
Portugal or Chile as the context requires;
d) the term "person" includes an individual, a company and any other body of
persons;
e) the term "company" means any body corporate or any entity that is treated as a
body corporate for tax purposes;
f) the terms "enterprise of a Contracting State" and "enterprise of the other
Contracting State" mean respectively an enterprise carried on by a resident of
a Contracting State and an enterprise carried on by a resident of the other
Contracting State;
g) the term "international traffic" means any transport by a ship or aircraft
operated by an enterprise of a Contracting State, except when such transport is
solely between places in the other Contracting State;
h) the term "competent authority" means:
(i) in Portugal, the Minister of Finance, the Director General of Taxation
(“Director-Geral dos Impostos”) or their authorised representative; and
(ii) in Chile, the Minister of Finance or his authorised representative;
i) the term "national" means:
(i) any individual possessing the nationality of a Contracting State;
(ii) any legal person or association constituted in accordance with the laws
in force in a Contracting State.
2. As regards the application of the Convention at any time by a Contracting State, any
term not defined therein shall, unless the context otherwise requires, have the meaning
that it has at that time under the law of that State for the purposes of the taxes to which the
Convention applies, any meaning under the applicable tax laws of that State prevailing
over a meaning given to the term under other laws of that State.
Article 4
RESIDENT
1. For the purposes of this Convention, the term "resident of a Contracting State"
means any person who, under the laws of that State, is liable to tax therein by reason of
his domicile, residence, place of management, place of incorporation or any other
criterion of a similar nature, and also includes that State and any political or
administrative subdivision or local authority thereof. This term, however, does not
include any person who is liable to tax in that State in respect only of income from
sources in that State.
2. Where by reason of the provisions of paragraph 1 an individual is a resident of both
Contracting States, then his status shall be determined as follows:
a) he shall be deemed to be a resident only of the State in which he has a
permanent home available to him; if he has a permanent home available to
him in both States, he shall be deemed to be a resident only of the State with
which his personal and economic relations are closer (centre of vital interests);
b) if the State in which he has his centre of vital interests cannot be determined,
or if he has not a permanent home available to him in either State, he shall be
deemed to be a resident only of the State in which he has an habitual abode;
c) if he has an habitual abode in both States or in neither of them, he shall be
deemed to be a resident only of the State of which he is a national;
d) if he is a national of both States or of neither of them, the competent
authorities of the Contracting States shall settle the question by mutual
agreement procedure.
3. Where by reason of the provisions of paragraph 1 a person other than an individual
is a resident of both Contracting States, the competent authorities of the States shall
endeavour to settle the question by mutual agreement, having regard to its place of
effective management, the place of main or head office, place of incorporation, or any
other relevant factors. In the absence of such agreement, such person shall not be entitled
to any benefits under this Convention, except that such person may claim the benefits of
Articles 23 (Non-discrimination) and 24 (Mutual agreement procedure).
Article 5
PERMANENT ESTABLISHMENT
1. For the purposes of this Convention, the term "permanent establishment" means a
fixed place of business through which the business of an enterprise is wholly or partly
carried on.
2. The term "permanent establishment" includes especially:
a) a place of management;
b) a branch;
c) an office;
d) a factory;
e) a workshop; and
f) a mine, an oil or gas well, a quarry or any other place relating to the
exploration for or the exploitation of natural resources.
3. The term “permanent establishment” shall also include:
a) a building site or construction or installation project and the supervisory
activities in connection therewith, but only if such building site, construction
or activities last more than six months;
b) the furnishing of services, including consultancy services, by an enterprise
through employees or other individuals engaged by the enterprise for such
purpose where such activities continue within the country for a period or
periods aggregating more than 183 days within any twelve months period.
For the purposes of computing the time limits in this paragraph, activities carried on by an
enterprise associated with another enterprise within the meaning of Article 9 (Associated
enterprises) of this Convention shall be aggregated with the period during which activities
are carried on by the enterprise if the activities of the associated enterprises are identical
or substantially the same.
4. Notwithstanding the preceding provisions of this Article, the term "permanent
establishment" shall be deemed not to include:
a) the use of facilities solely for the purpose of storage, display or delivery of
goods or merchandise belonging to the enterprise;
b) the maintenance of a stock of goods or merchandise belonging to the
enterprise solely for the purpose of storage, display or delivery;
c) the maintenance of a stock of goods or merchandise belonging to the
enterprise solely for the purpose of processing by another enterprise;
d) the maintenance of a fixed place of business solely for the purpose of
purchasing goods or merchandise or of collecting information, for the
enterprise;
e) the maintenance of a fixed place of business solely for the purpose of
advertising, supplying information or carrying out scientific research for the
enterprise and any other similar activity, if such activities are of a preparatory
or auxiliary character.
5. Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and 2 where a person (other than an
agent of an independent status to whom paragraph 7 applies) is acting on behalf of an
enterprise and has and habitually exercises in a Contracting State an authority to conclude
contracts on behalf of the enterprise, that enterprise shall be deemed to have a permanent
establishment in that State in respect of any activities which that person undertakes for the
enterprise, unless the activities of such person are limited to those mentioned in paragraph
4 which, if exercised through a fixed place of business, would not make this fixed place of
business a permanent establishment under the provisions of that paragraph.
6. Notwithstanding the preceding provisions of this Article, an insurance company
resident of a Contracting State shall, except in the case of reinsurance, be deemed to have
a permanent establishment in the other Contracting State if it collects premiums in the
territory of that other State or if it insures risks situated therein through a representative
other than an agent of independent status to whom paragraph 7 applies.
7. An enterprise shall not be deemed to have a permanent establishment in a
Contracting State merely because it carries on business in that State through a broker,
general commission agent or any other agent of an independent status, provided that such
persons are acting in the ordinary course of their business, and that the conditions that are
made or imposed in their commercial or financial relations with such enterprises do not
differ from those which would be generally made by independent agents.
8. The fact that a company which is a resident of a Contracting State controls or is
controlled by a company which is a resident of the other Contracting State, or which
carries on business in that other State (whether through a permanent establishment or
otherwise), shall not of itself constitute either company a permanent establishment of the
other.
CHAPTER III
TAXATION OF INCOME
Article 6
INCOME FROM IMMOVABLE PROPERTY
1. Income derived by a resident of a Contracting State from immovable property
(including income from agriculture or forestry) situated in the other Contracting State
may be taxed in that other State.
2. For the purposes of this Convention, the term "immovable property" shall have the
meaning which it has under the law of the Contracting State in which the property in
question is situated. The term shall in any case include property accessory to immovable
property, livestock and equipment used in agriculture and forestry, rights to which the
provisions of general law respecting landed property apply, usufruct of immovable
property and rights to variable or fixed payments as consideration for the working of, or
the right to work, mineral deposits, sources and other natural resources. Ships and aircraft
shall not be regarded as immovable property.
3. The provisions of paragraph 1 shall apply to income derived from the direct use,
letting, or use in any other form of immovable property.
4. The provisions of paragraphs 1 and 3 shall also apply to the income from
immovable property of an enterprise and to income from immovable property used for
the performance of independent personal services.
5. The foregoing provisions shall also apply to income from associated movable
property and from the provision of services for the maintenance or operation of
immovable property.
Article 7
BUSINESS PROFITS
1. The profits of an enterprise of a Contracting State shall be taxable only in that State
unless the enterprise carries on business in the other Contracting State through a
permanent establishment situated therein. If the enterprise carries on or has carried on
business as aforesaid, the profits of the enterprise may be taxed in the other State but only
so much of them as is attributable to that permanent establishment.
2. Subject to the provisions of paragraph 3, where an enterprise of a Contracting State
carries on business in the other Contracting State through a permanent establishment
situated therein, there shall in each Contracting State be attributed to that permanent
establishment the profits which it might be expected to make if it were a distinct and
separate enterprise engaged in the same or similar activities under the same or similar
conditions and dealing wholly independently with the enterprise of which it is a
permanent establishment and with all other persons.
3. In determining the profits of a permanent establishment, there shall be allowed as
deductions expenses which are incurred for the purposes of the permanent establishment
including executive and general administrative expenses so incurred, whether in the State
in which the permanent establishment is situated or elsewhere.
4. Insofar as it has been customary in a Contracting State to determine the profits to be
attributed to a permanent establishment on the basis of an apportionment of the total
profits of the enterprise to its various parts, nothing in paragraph 2 shall preclude that
Contracting State from determining the profits to be taxed by such an apportionment as
may be customary; the method of apportionment adopted shall, however, be such that the
result shall be in accordance with the principles contained in this Article.
5. No profits shall be attributed to a permanent establishment by reason of the mere
purchase by that permanent establishment of goods or merchandise for the enterprise.
6. For the purposes of the preceding paragraphs, the profits to be attributed to the
permanent establishment shall be determined by the same method year by year unless
there is good and sufficient reason to the contrary.
7. Where profits include items of income which are dealt with separately in other
Articles of this Convention, then the provisions of those Articles shall not be affected by
the provisions of this Article.
Article 8
SHIPPING AND AIR TRANSPORT
1. Profits of an enterprise of a Contracting State from the operation of ships or aircraft
in international traffic shall be taxable only in that State.
2. The provisions of paragraph 1 shall also apply to profits from the participation in a
pool, a joint business or an international operating agency.
3. Whenever companies from different countries have agreed to carry on an air
transportation business together in the form of a consortium or a similar form of
association, the provisions of paragraph 1 shall apply to such part of the profits of the
consortium or association as corresponds to the participation held in that consortium or
association by a company that is a resident of a Contracting State.
Article 9
ASSOCIATED ENTERPRISES
1. Where
a) an enterprise of a Contracting State participates directly or indirectly in the
management, control or capital of an enterprise of the other Contracting State,
or
b) the same persons participate directly or indirectly in the management, control
or capital of an enterprise of a Contracting State and an enterprise of the other
Contracting State,
and in either case conditions are made or imposed between the two enterprises in their
commercial or financial relations which differ from those which would be made between
independent enterprises, then any profits which would, but for those conditions, have
accrued to one of the enterprises, but, by reason of those conditions, have not so accrued,
may be included in the profits of that enterprise and taxed accordingly.
2. Where a Contracting State includes in the profits of an enterprise of that State – and
taxes accordingly – profits on which an enterprise of the other Contracting State has been
charged to tax in that other State and the profits so included are profits which would have
accrued to the enterprise of the first-mentioned State if the conditions made between the
two enterprises had been those which would have been made between independent
enterprises, then that other State, if it agrees that the adjustment made by the first
mentioned State is justified both in principle and as regard the amount, shall make an
appropriate adjustment to the amount of the tax charged therein on those profits. In
determining such adjustment, due regard shall be had to the other provisions of this
Convention and the competent authorities of the Contracting States shall if necessary
consult each other.
Article 10
DIVIDENDS
1. Dividends paid by a company which is a resident of a Contracting State to a resident
of the other Contracting State may be taxed in that other State.
2. Such dividends may also be taxed in the Contracting State of which the company
paying the dividends is a resident and according to the laws of that State. However, if the
beneficial owner of the dividends is a resident of the other Contracting State, the tax so
charged shall not exceed:
a) 10 per cent of the gross amount of the dividends if the beneficial owner is a
company that holds directly at least 25 per cent of the capital of the company
paying the dividends, and
b) 15 per cent of the gross amount of the dividends, in all other cases.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the
mode of application of these limitations.
This paragraph shall not affect the taxation of the company in respect of the profits out
of which the dividends are paid. In the case of Chile, this taxation includes the
application of the additional tax.
3. The term “dividends” as used in this Article means income from shares or other
rights, not being debt-claims, participating in profits, as well as income from other rights
which is subjected to the same taxation treatment as income from shares by the laws of
the State of which the company making the distribution is a resident.
4. The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not apply if the beneficial owner of the
dividends, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other
Contracting State of which the company paying the dividends is a resident, through a
permanent establishment situated therein, or performs in that other State independent
personal services from a fixed base situated therein, and the holding in respect of which
the dividends are paid is effectively connected with such permanent establishment or
fixed base. In such case the provisions of Article 7 (Business profits) or Article 14
(Independent personal services), as the case may be, shall apply.
5. Where a company which is a resident of a Contracting State derives profits or
income from the other Contracting State, that other State may not impose any tax on the
dividends paid by the company, except insofar as such dividends are paid to a resident of
that other State or insofar as the holding in respect of which the dividends are paid is
effectively connected with a permanent establishment or a fixed base situated in that other
State, nor subject the company's undistributed profits to a tax on undistributed profits,
even if the dividends paid or the undistributed profits consist wholly or partly of profits or
income arising in such other State.
Article 11
INTEREST
1. Interest arising in a Contracting State and paid to a resident of the other Contracting
State may be taxed in that other State.
2. However, such interest may also be taxed in the Contracting State in which it arises
and according to the laws of that State, but if the beneficial owner of the interest is a
resident of the other Contracting State, the tax so charged shall not exceed:
a) 5 per cent on the gross amount of the interest derived from bonds or
securities that are regularly and substantially traded on a recognized
securities market;
b) 10 per cent on the gross amount of the interest derived from:
(i) loans granted by banks and insurance companies;
(ii) a sale on credit paid by the purchaser of machinery and equipment to a
beneficial owner that is the seller of the machinery and equipment;
c) 15 per cent of the gross amount of the interest in all other cases.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the
model of application of these limitations.
3. The term "interest" as used in this Article means income from debt claims of every
kind, whether or not secured by mortgage, and in particular, income from government
securities and income from bonds or debentures, as well as income which is subjected to
the same taxation treatment as income from money lent by the laws of the State in which
the income arises. The term interest shall not include income dealt with in Article 10
(Dividends).
4. The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not apply if the beneficial owner of the
interest, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other
Contracting State in which the interest arises, through a permanent establishment situated
therein, or performs in that other State independent personal services from a fixed base
situated therein, and the debt claim in respect of which the interest is paid is effectively
connected with such permanent establishment or fixed base. In such case the provisions of
Article 7 (Business profits) or Article 14 (Independent personal services), as the case may
be, shall apply.
5. Interest shall be deemed to arise in a Contracting State when the payer is a resident
of that State. Where, however, the person paying the interest, whether a resident of a
Contracting State or not, has in a Contracting State a permanent establishment or a fixed
base in connection with which the indebtedness on which the interest is paid was
incurred, and such interest is borne by such permanent establishment or fixed base, then
such interest shall be deemed to arise in the State in which the permanent establishment or
fixed base is situated.
6. Where there is a special relationship between the payer and the beneficial owner or
between both of them and some other person and the amount of the interest exceeds, for
whatever reason, the amount which would have been agreed upon by the payer and the
beneficial owner in the absence of such relationship, the provisions of this Article shall
apply only to the last-mentioned amount. In such case, the excess part of the payments
shall remain taxable according to the laws of each Contracting State, due regard being had
to the other provisions of this Convention.
Article 12
ROYALTIES
1. Royalties arising in a Contracting State and paid to a resident of the other
Contracting State may be taxed in that other State.
2. However, such royalties may also be taxed in the Contracting State in which they
arise and according to the laws of that State, but if the beneficial owner of the royalties is
a resident of the other Contracting State, the tax so charged shall not exceed:
a) 5 per cent of the gross amount of the royalties for the use of, or the right to
use, any industrial, commercial or scientific equipment;
b) 10 per cent of the gross amount of the royalties, in all other cases.
The competent authorities of the Contracting States shall by mutual agreement settle the
model of application of these limitations.
3. The term "royalties" as used in this Article means payments of any kind received as
a consideration for the use of, or the right to use, any copyright of literary, artistic or
scientific work, including cinematographic films or films, tapes and other means of image
or sound reproduction, patent, trade mark, design or model, plan, secret formula or
process or other intangible property, or for the use of, or the right to use, industrial,
commercial or scientific equipment, or for information concerning industrial, commercial
or scientific experience.
4. The provisions of paragraphs 1 and 2 shall not apply if the beneficial owner of the
royalties, being a resident of a Contracting State, carries on business in the other
Contracting State in which the royalties arise, through a permanent establishment situated
therein, or performs in that other State independent personal services from a fixed base
situated therein, and the right or property in respect of which the royalties are paid is
effectively connected with such permanent establishment or fixed base. In such case the
provisions of Article 7 (Business profits) or Article 14 (Independent personal services), as
the case may be, shall apply.
5. Royalties shall be deemed to arise in a Contracting State when the payer is a
resident of that State. Where, however, the person paying the royalties, whether a resident
of a Contracting State or not, has in a Contracting State a permanent establishment or a
fixed base in connection with which the obligation to pay the royalties was incurred, and
such royalties are borne by such permanent establishment or fixed base, then such
royalties shall be deemed to arise in the State in which the permanent establishment or
fixed base is situated.
6. Where, by reason of a special relationship between the payer and the beneficial
owner or between both of them and some other person, the amount of the royalties having
regard to the use, right or information for which they are paid, exceeds the amount which
would have been agreed upon by the payer and the beneficial owner in the absence of
such relationship, the provisions of this Article shall apply only to the last mentioned
amount. In such case, the excess part of the payments shall remain taxable according to
the laws of each Contracting State, due regard being had to the other provisions of this
Convention.
Article 13
CAPITAL GAINS
1. Gains derived by a resident of a Contracting State from the alienation of immovable
property situated in the other Contracting State may be taxed in that other State.
2. Gains from the alienation of movable property forming part of the business property
of a permanent establishment which an enterprise of a Contracting State has in the other
Contracting State or of movable property pertaining to a fixed base available to a resident
of a Contracting State in the other Contracting State for the purpose of performing
independent personal services, including such gains from the alienation of such a
permanent establishment (alone or with the whole enterprise) or of such a fixed base, may
be taxed in that other State.
3. Gains from the alienation of ships or aircraft operated in international traffic or from
movable property pertaining to the operation of such ships or aircraft shall be taxable only
in the Contracting State of which the alienator is a resident.
4. Gains derived by a resident of a Contracting State, from the alienation of shares or
other rights representing the capital of a company that is a resident of the other
Contracting State, may be taxed in the other Contracting State if,
a) the gains derive more than 50 per cent of their value directly or indirectly
from immovable property situated in that other Contracting State, or
b) the alienator at any time during the twelve month period preceding such
alienation owned, directly or indirectly, shares or other rights representing
20 per cent or more of the capital of that company.
Any other gains derived by a resident of Contracting State from the alienation of shares
or other rights representing the capital of a company that is a resident of the other
Contracting State may also be taxed in that other Contracting State but the tax so
charged shall not exceed 16 per cent of the amount of the gain.
Notwithstanding any other provision of this paragraph, gains derived by a pension fund
that is a resident of a Contracting State from the alienation of shares or other rights
representing the capital of a company that is a resident of the other Contracting State
shall be taxable only in the first-mentioned Contracting State.
5. Gains from the alienation of any property other than that referred to in the
preceding paragraphs shall be taxable only in the Contracting State of which the
alienator is a resident.
Article 14
INDEPENDENT PERSONAL SERVICES
1. Income derived by an individual who is a resident of a Contracting State in respect
of professional services or other activities of an independent character shall be taxable
only in that Contracting State. However, such income may also be taxed in the other
Contracting State:
a) if he has a fixed base regularly available to him in the other Contracting
State for purpose of performing the activities; in that case, only so much of
the income as is attributable to that fixed base may be taxed in that other
State; or
b) if he is present in the other Contracting State for a period or periods
amounting to or exceeding in the aggregate 183 days in any twelve month
period commencing or ending in the fiscal year concerned; in that case, only
so much of the income as is derived from the activities performed in that
other State may be taxed in that State.
2. The term "professional services" includes especially independent scientific, literary,
artistic, educational or teaching activities as well as the independent activities of
physicians, lawyers, engineers, architects, dentists and accountants.
Article 15
DEPENDENT PERSONAL SERVICES
1. Subject to the provisions of Articles 16 (Directors’ fees), 18 (Pensions) and 19
(Government service), salaries, wages and other remuneration derived by a resident of a
Contracting State in respect of an employment shall be taxable only in that State unless
the employment is exercised in the other Contracting State. If the employment is so
exercised, such remuneration as is derived therefrom may be taxed in that other State.
2. Notwithstanding the provisions of paragraph 1, remuneration derived by a resident
of a Contracting State in respect of an employment exercised in the other Contracting
State shall be taxable only in the first mentioned State if:
a) the recipient is present in the other State for a period or periods not exceeding
in the aggregate 183 days in any twelve month period commencing or ending
in the fiscal year concerned, and
b) the remuneration is paid by, or on behalf of, a person being an employer who
is not a resident of the other State, and
c) the remuneration is not borne by a permanent establishment or a fixed base
that the person being an employer has in the other State.
3. Notwithstanding the preceding provisions of this Article, remuneration derived in
respect of an employment exercised aboard a ship or aircraft operated in international
traffic by an enterprise of a Contracting State may be taxed by that State.
Article 16
DIRECTORS' FEES
Directors' fees and other similar payments derived by a resident of a Contracting
State in his capacity as a member of the board of directors or supervisory board or of
another similar organ of a company which is a resident of the other Contracting State may
be taxed in that other State.
Article 17
ARTISTES AND SPORTSMEN
1. Notwithstanding the provisions of Articles 14 (Independent personal services) and
15 (Dependent personal services), income derived by a resident of a Contracting State as
an entertainer, such as a theatre, motion picture, radio or television artiste, or a musician,
or as a sportsman, from his personal activities as such exercised in the other Contracting
State, may be taxed in that other State.
2. Notwithstanding the provisions of Articles 7 (Business profits), 14 (Independent
personal services) and 15 (Dependent personal services), where income in respect of
personal activities exercised by an entertainer or a sportsman in his capacity as such
accrues not to the entertainer or sportsman himself but to another person, that income may
be taxed in the Contracting State in which the activities of the entertainer or sportsman are
exercised.
Article 18
PENSIONS
1. Pensions arising in a Contracting State and paid to a resident of the other
Contracting State shall be taxable only in that other State.
2. Alimony and other maintenance payments paid to a resident of a Contracting State
shall be taxable only in that State. However, any alimony or other maintenance payments
paid by a resident of a Contracting State to a resident of the other Contracting State, shall,
to the extent it is not allowable as a relief to the payer, be taxable only in the first-
mentioned State.
Article 19
GOVERNMENT SERVICE
1. a) Salaries, wages and other remuneration, other than a pension, paid by a
Contracting State or a political subdivision or a local authority thereof to an
individual in respect of services rendered to that State or subdivision or
authority shall be taxable only in that State.
b) However, such salaries, wages and other remuneration shall be taxable only in
the other Contracting State if the services are rendered in that State and the
individual is a resident of that State who:
(i) is a national of that State; or
(ii) did not become a resident of that State solely for the purpose of
rendering the services.
2. The provisions of Articles 15 (Dependent personal services), 16 (Directors’ fees)
and 17 (Artistes and sportsmen) shall apply to salaries, wages and other remuneration, in
respect of services rendered in connection with a business carried on by a Contracting
State or a political or administrative subdivision or a local authority thereof.
Article 20
STUDENTS
Payments which a student, apprentice or business trainee who is, or was
immediately before visiting a Contracting State, a resident of the other Contracting State
and who is present in the first mentioned State solely for the purpose of his education or
training receives for the purpose of his maintenance, education or training shall not be
taxed in that State, provided that such payments arise from sources outside that State.
Article 21
OTHER INCOME
1. Items of income of a resident of a Contracting State, wherever arising, not dealt with
in the foregoing Articles of this Convention shall be taxable only in that State.
2. The provisions of paragraph 1 shall not apply to income, other than income from
immovable property as defined in paragraph 2 of Article 6 (Income from immovable
property), if the recipient of such income, being a resident of a Contracting State, carries
on business in the other Contracting State through a permanent establishment situated
therein or performs in that other State independent personal services from a fixed base
situated therein, and the right or property in respect of which the income is paid is
effectively connected with such permanent establishment or fixed base. In such case, the
provisions of Article 7 (Business profits) or Article 14 (Independent personal services), as
the case may be, shall apply.
3. Notwithstanding the provisions of paragraphs 1 and 2, items of income of a resident
of a Contracting State not dealt with in the foregoing Articles of the Convention and
arising in the other Contracting State may also be taxed in that other State.
CHAPTER IV
ELIMINATION OF DOUBLE TAXATION
Article 22
ELIMINATION OF DOUBLE TAXATION
1. In the case of Portugal, double taxation shall be avoided as follows:
a) Where a resident of Portugal derives income which, in accordance with the
provisions of this Convention, may be taxed in Chile, Portugal shall allow
as a deduction from the tax on the income of that resident an amount equal
to the tax paid in Chile (excluding, in the case of dividends, tax payable in
Chile in respect of the profits out of which the dividends are paid). Such
deduction shall not, however, exceed that part of the income tax as
computed before the deduction is given, which is attributable to the income
which may be taxed in Chile;
b) Where in accordance with any provisions of this Convention income
derived by a resident of Portugal is exempt from tax in this State, Portugal
may nevertheless, in calculating the amount of tax on the remaining income
of such resident, take into account the exempted income;
c) Notwithstanding the provision of sub-paragraph a), where a company which
is a resident of Portugal receives dividends from a company which is a
resident of Chile and which is subject and not exempt from business profits
tax (First Category Tax) in Chile, Portugal shall allow a deduction for such
dividends included in the tax base of the company receiving dividends,
provided that the latter company holds directly at least 25 per cent of the
capital of the company paying the dividends and that participation was held
continuously for the preceding two years, or from the date the company
paying the dividends was constituted if that occurred later, but in this case
only if the participation is held continuously throughout the same period.
2. In the case of Chile, double taxation shall be avoided as follows:
a) residents in Chile, obtaining income which has, in accordance with the
provisions of this Convention, been subject to taxation in Portugal, may credit
the tax so paid against any Chilean tax payable in respect of the same income,
subject to the applicable provisions of the law of Chile. This paragraph shall
apply to all income referred to in this Convention;
b) where, in accordance with any provision of the Convention, income derived
by a resident of Chile is exempt from tax in Chile, Chile may nevertheless, in
calculating the amount of tax on other income, take into account the exempted
income.
CHAPTER V
SPECIAL PROVISIONS
Article 23
NON DISCRIMINATION
1. Nationals of a Contracting State shall not be subjected in the other Contracting State
to any taxation or any requirement connected therewith, which is other or more
burdensome than the taxation and connected requirements to which nationals of that other
State in the same circumstances, in particular with respect to residence, are or may be
subjected. This provision shall, notwithstanding the provisions of Article 1 (Persons
covered), also apply to individuals who are not residents of one or both of the Contracting
States.
2. The taxation on a permanent establishment which an enterprise of a Contracting
State has in the other Contracting State shall not be less favourably levied in that other
State than the taxation levied on enterprises of that other State carrying on the same
activities.
3. Nothing in this Article shall be construed as obliging a Contracting State to grant to
residents of the other Contracting State any personal allowances, reliefs and reductions for
taxation purposes on account of civil status or family responsibilities that it grants to its
own residents.
4. Except where the provisions of paragraph 1 of Article 9 (Associated enterprises),
paragraph 6 of Article 11(Interest), or paragraph 6 of Article 12 (Royalties), apply,
interest, royalties and other disbursements paid by an enterprise of a Contracting State to a
resident of the other Contracting State shall, for the purpose of determining the taxable
profits of such enterprise, be deductible under the same conditions as if they had been
paid to a resident of the first-mentioned State.
5. Companies which are residents of a Contracting State, the capital of which is wholly
or partly owned or controlled, directly or indirectly, by one or more residents of the other
Contracting State, shall not be subjected in the first mentioned State to any taxation or any
requirement connected therewith which is other or more burdensome than the taxation
and connected requirements to which other similar companies of the first mentioned State
are or may be subjected.
6. In this Article, the term "taxation" means taxes that are the subject of this
Convention.
Article 24
MUTUAL AGREEMENT PROCEDURE
1. Where a person considers that the actions of one or both of the Contracting States
result or will result for him in taxation not in accordance with the provisions of this
Convention, he may, irrespective of the remedies provided by the domestic law of those
States, present his case to the competent authority of the Contracting State of which he is
a resident or, if his case comes under paragraph 1 of Article 23 (Non-discrimination) , to
that of the Contracting State of which he is a national. The case must be presented within
three years from the first notification of the action resulting in taxation not in accordance
with the provisions of the Convention.
2. The competent authority shall endeavour, if the objection appears to it to be justified
and if it is not itself able to arrive at a satisfactory solution, to resolve the case by a mutual
agreement procedure with the competent authority of the other Contracting State, with a
view to the avoidance of taxation which is not in accordance with the Convention.
3. The competent authorities of the Contracting States shall endeavour to resolve by
mutual agreement procedure any difficulties or doubts arising as to the interpretation or
application of the Convention.
4. Considering that the main aim of the Convention is to avoid international double
taxation, the Contracting States agree that, in the event the provisions of the Convention
are used in such a manner as to provide benefits not contemplated or not intended, the
competent authorities of the Contracting States shall, under the mutual agreement
procedure, recommend specific amendments to be made to the Convention. The
Contracting States further agree that any such recommendation will be considered and
discussed in an expeditious manner with a view to amending the Convention, where
necessary.
5. The competent authorities of the Contracting States may communicate with each
other directly for the purpose of reaching an agreement in the sense of the preceding
paragraphs.
Article 25
EXCHANGE OF INFORMATION
1. The competent authorities of the Contracting States shall exchange such information
as is necessary for carrying out the provisions of this Convention or of the domestic laws
in the Contracting States concerning taxes covered by the Convention insofar as the
taxation thereunder is not contrary to the Convention. The exchange of information is not
restricted by Article 1 (Persons covered). Any information received by a Contracting State
shall be treated as secret in the same manner as information obtained under the domestic
laws of that State and shall be disclosed only to persons or authorities (including courts
and administrative bodies) concerned with the assessment or collection of, the
enforcement or prosecution in respect of, or the determination of appeals in relation to,
the taxes imposed by that State. Such persons or authorities shall use the information only
for such purposes. They may disclose the information in public court proceedings or in
judicial decisions.
2. In no case shall the provisions of paragraph 1 be construed so as to impose on a
Contracting State the obligation:
a) to carry out administrative measures at variance with the laws and the
administrative practice of that or of the other Contracting State;
b) to supply information which is not obtainable under the laws or in the normal
course of the administration of that or of the other Contracting State;
c) to supply information which would disclose any trade, business, industrial,
commercial or professional secret or trade process, or information, the
disclosure of which would be contrary to public policy (“ordre public”).
3. If information is requested by a Contracting State in accordance with this Article,
the other Contracting State shall obtain the information to which the request relates in the
same way as if its own taxation were involved even though the other State does not, at
that time, need such information.
Article 26
MEMBERS OF DIPLOMATIC MISSIONS AND CONSULAR POSTS
Nothing in this Convention shall affect the fiscal privileges of members of
diplomatic missions or consular posts under the general rules of international law or under
the provisions of special agreements.
Article 27
MISCELLANEOUS RULES
1. With respect to pooled investment accounts or funds (as for instance the existing
Foreign Capital Investment Fund, Law N°18.657), that are subject to a remittance tax
and are required to be administered by a resident in Chile, the provisions of this
Convention shall not be interpreted to restrict imposition by Chile of the tax on
remittances from such accounts or funds in respect of investment in assets situated in
Chile.
2. For the purposes of paragraph 3 of Article XXII (Consultation) of the General
Agreement on Trade in Services, the Contracting States agree that, notwithstanding that
paragraph, any dispute between them as to whether a measure falls within the scope of
this Convention may be brought before the Council for Trade in Services, as provided by
that paragraph, only with the consent of both Contracting States. Any doubt as to the
interpretation of this paragraph shall be resolved under paragraph 3 of Article 24 (Mutual
agreement procedure) or, failing agreement under that procedure, pursuant to any other
procedure agreed to by both Contracting States.
3. Nothing in this Convention shall affect the application of the existing provisions of
the Chilean legislation DL 600 (Foreign Investment Statute) as they are in force at the
time of signature of this Convention and as they may be amended from time to time
without changing the general principle thereof.
4. Contributions in a year in respect of services rendered in that year paid by, or on
behalf of, an individual who is a resident of a Contracting State or who is temporarily
present in that State to a pension plan that is recognised for tax purposes in the other
Contracting State shall, during a period not exceeding in the aggregate 60 months, be
treated in the same way for tax purposes in the first-mentioned State as a contribution paid
to a pension plan that is recognised for tax purposes in that first-mentioned State, if:
a) such individual was contributing on a regular basis to the pension plan for a
period ending immediately before that individual became a resident of or
temporarily present in the first-mentioned State; and
b) the competent authority of the first-mentioned State agrees that the pension
plan generally corresponds to a pension plan recognised for tax purposes by
that State.
For the purposes of this paragraph, “pension plan” includes a pension plan created under
the social security system in a Contracting State.
5. Nothing in this Convention shall affect the taxation in Chile of a resident in Portugal
in respect of profits attributable to a permanent establishment situated in Chile, under both
the First Category Tax and the Additional Tax but only as long as the First Category Tax
is deductible in computing the Additional Tax.
CHAPTER VI
FINAL PROVISIONS
Article 28
ENTRY INTO FORCE
1. Each of the Contracting States shall notify the other in writing through the
diplomatic channels of the completion of the procedures required by law for the bringing
into force of this Convention. This Convention shall enter into force on the date of the
later of these notifications.
2. The provisions of this Convention shall have effect:
a) in Portugal,
(i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving rise to them
appearing on or after the first day of January of the calendar year next
following the year in which this Convention enters into force;
(ii) in respect of other taxes, as to income arising in any fiscal year
beginning on or after the first day of January of the calendar year next
following the year in which this Convention enters into force; and
b) in Chile,
in respect of taxes on income obtained and amounts paid, credited to an
account, put at the disposal or accounted as an expense, on or after the first
day of January in the calendar year next following that in which this
Convention enters into force.
Article 29
TERMINATION
1. This Convention shall continue in effect indefinitely but either Contracting State
may, on or before the thirtieth day of June of any calendar year beginning after the
expiration of a period of five years from the date of its entry into force, give to the other
Contracting State a notice of termination in writing through diplomatic channels.
2. The provisions of this Convention shall cease to have effect:
a) in Portugal,
(i) in respect of taxes withheld at source, the fact giving rise to them
appearing on or after the first day of January of the calendar year next
following that specified in the said notice of termination;
(ii) in respect of other taxes, as to income arising in the fiscal year beginning
on or after the first day of January of the calendar year next following
that specified in the said notice of termination ; and
b) in Chile,
in respect of taxes on income obtained and amounts paid, credited to an
account, put at the disposal or accounted as an expense, on or after the first
day of January in the calendar year next following that specified in the said
notice of termination.
IN WITNESS WHEREOF the signatories, duly authorised to that effect, have signed this
Convention.
DONE at Santiago, this seven day of July of two thousand and five, in duplicate in the
Portuguese, Spanish and English languages, all texts being equally authentic. In case of
any divergence of interpretation of this Convention, the English text shall prevail.
FOR THE PORTUGUESE REPUBLIC FOR THE REPUBLIC OF CHILE
Secretary of State for Foreign Affairs
and Cooperation
Minister of Finance
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
PROTOCOL TO THE CONVENTION BETWEEN THE
PORTUGUESE REPUBLIC AND THE REPUBLIC OF CHILE
FOR THE AVOIDANCE OF DOUBLE TAXATION AND THE
PREVENTION OF FISCAL EVASION WITH RESPECT TO
TAXES ON INCOME
On signing the Convention for the avoidance of double taxation and the prevention of
fiscal evasion with respect to taxes on income between the Republic of Chile and the
Portuguese Republic the signatories have agreed that the following provisions shall form
an integral part of the Convention.
1. Ad. Article 2 (Taxes covered)
It is agreed that if, after the date on which the Convention enters into force, either
Contracting State introduces a tax on capital under its domestic law, the Contracting
States will enter into negotiations with a view to concluding a Protocol to amend the
Convention by extending its scope to include any tax on capital so introduced. The
terms of any such Protocol shall have regard to any arrangements between either
Contracting State and a third State for the relief of double taxation on capital.
2. Ad. Article 7 (Business profits), paragraph 3
It is understood that the provisions of paragraph 3 of Article 7 (Business profits) shall
apply only if the expenses can be attributed to the permanent establishment in
accordance with the provisions of the tax legislation of the Contracting State in which
the permanent establishment is situated.
3. Ad. Article 10 (Dividends), paragraph 2
It is agreed that, in relation to the application of the additional tax under the laws of
Chile, should:
(i) the first category tax cease to be fully creditable in computing the amount of
additional tax to be paid; or
(ii) the rate of additional tax imposed with respect to residents of Portugal, as
determined under the provisions of Article 4 (Resident) of this Convention,
exceed 42 per cent,
the Contracting States shall consult with each other with a view to amending the
Convention to re-establish the balance of benefits under the Convention.
4. Ad. Article 10 (Dividends), paragraph 3
It is understood that the term “other rights” includes an arrangement for participation in
profits.
5. Ad. Article 11 (Interest), paragraph 2, subparagraph b)
It is agreed that, when Portugal applies a rate of 5% according to Article 6 of the EU
Council Directive 2003/49/CE, such lower rate shall automatically apply with regard to
Article 11, paragraph 2, subparagraph b) for interest arising in Chile and beneficially
owned by a resident of Portugal and interest arising in Portugal and beneficially owned
by a resident of Chile, under the same conditions as if such lower rate had been
specified in that subparagraph.
The competent authority of Portugal shall inform the competent authority of Chile
without delay that the conditions for the application of this paragraph have been met.
6. Ad. Articles 10 (Dividends), 11 (Interest) and 12 (Royalties)
The provisions of Articles 10 (Dividends), 11 (Interest) and 12 (Royalties) shall not apply
if it was the main purpose or one of the main purposes of any person concerned with the
creation or assignment of a right or debt-claim in respect of which dividends, interest or
royalties are paid to take advantage of those Articles by means of that creation or
assignment.
7. Ad. Article 13 (Capital gains)
In the case of an alienator referred to in paragraph 4, subparagraph b), of Article 13
(Capital gains), which has owned the alienated shares or other rights for a period of more
than twelve months and is not in the business of habitually selling and buying shares, the
tax charged shall not exceed 16 per cent of the amount of the gain.
In any case, the alienator is not considered in the business of habitually selling and buying
shares when the participation in the capital of the company is more than 50 per cent.
8. Ad. Article18 (Pensions)
It is understood that the term “pensions” includes any payments made to a scheme
member or beneficiary in accordance with the rules of a scheme that is recognized for
tax purposes as a pension scheme by the Contracting State in which the payments arise.
9. Ad. Article 22 (Elimination of double taxation)
(i) It is agreed that the information contained in the forms of the Chilean
Circular 17 of 2004 and in the “ Certificado de Residência Fiscal ” used by
the Portuguese Competent Authority, as they are in force at the time of
signature of this Convention, is sufficient in order to apply the provisions of
the Convention.
(ii) Any amendment or change of the mode of application as agreed above shall
be settled by mutual agreement by the competent authorities.
10. Ad. Article 23 (Non-discrimination)
It is understood that the provisions of paragraph 4 of Article 23 (Non-discrimination) shall
not be interpreted so as to prevent the application by a Contracting State of the thin
capitalization provisions provided for in its domestic law, except in those cases in which
the associated enterprises can prove that due to the special characteristics of their
activities or their specific economic circumstances, the conditions made or imposed
between these enterprises are in conformity with the arm’s length principle.
11. Ad. Article 24 (Mutual agreement procedure), paragraph 2
In the case of Portugal any agreement reached shall be implemented notwithstanding any
time limits in its domestic law.
IN WITNESS WHEREOF the signatories, duly authorised to that effect, have signed this
Protocol.
DONE at Santiago, this seven day of July of two thousand and five, in duplicate in the
Portuguese, Spanish and English languages, all texts being equally authentic. In case of
any divergence of interpretation of this Protocol, the English text shall prevail.
FOR THE PORTUGUESE REPUBLIC FOR THE REPUBLIC OF CHILE
Secretary of State for Foreign Affairs
and Cooperation
Minister of Finance
João Gomes Cravinho Nicolás Eyzaguirre Guzmán
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Apreciação — DAR I série — 3768-3773 — 21/01/2006
3768 | I Série - Número 080 | 21 de Janeiro de 2006
O Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Europeus: - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Gostaria de assinalar que, como foi aqui dito pelo Sr. Primeiro-Ministro, é intenção do Governo apresentar um projecto de debate inserido na pausa para reflexão decidida pelo Conselho Europeu de Junho, espero que ainda no decurso deste mês. É um debate para o qual o Governo quer partir sem ideias preconcebidas para, justamente, auscultar a opinião das diversas forças da opinião pública portuguesa.
Como está também estabelecido, esse debate será feito com vista ao Conselho Europeu de Junho e será a partir daí que se pretende definir - e a presidência austríaca já o anunciou - a forma como iremos proceder em relação ao projecto de tratado constitucional.
É um debate que em Portugal ocorre no 20.º aniversário da nossa adesão à União Europeia e é um debate que tem de ser feito.
Aproveito para dizer que concordo inteiramente com a conveniência de os debates sobre os relatórios da participação de Portugal na União Europeia serem feitos anualmente e mais próximos dos anos a que dizem respeito, para sublinhar novamente a importância que o Governo atribui a uma participação mais activa dos parlamentos nacionais e, portanto, da Assembleia da República, no processo de construção europeia.
É um debate que, julgo, no ano em que Portugal perfaz 20 anos desde a adesão, deve ter em vista os verdadeiros objectivos do projecto de construção europeia, como um projecto em que Portugal se insere conjuntamente com todos os outros países europeus - um projecto de paz, de estabilidade, de progresso, de prosperidade e de liberdade.
É nessa perspectiva que esse debate tem de ser feito: com vista a encarar a melhor forma de nos inserirmos face aos novos desafios que se colocam à Europa.
O Sr. Honório Novo (PCP): - Se fosse nessa perspectiva… Mas não é!
O Sr. Presidente (Telmo Correia): - Srs. Deputados, está encerrado este ponto da ordem de trabalhos.
Vamos passar ao debate conjunto das propostas de resolução n.os 13/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica das Ilhas Virgens Britânicas, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 11 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 14/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Montserrat, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 7 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 15/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica das Ilhas Caimão, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 1 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 16/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica da Ilha de Man, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 17/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica das Ilhas Turcas e Caicos, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 17 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 18/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Jersey, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à Respectiva Aplicação Provisória; 19/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Associado dos Países Baixos de Aruba, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 11 de Setembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança; 20/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Associado dos Países Baixos das Antilhas Neerlandesas, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 27 de Agosto de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à respectiva aplicação provisória; 21/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Anguilla, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 21 de Janeiro de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança que aprova a Convenção entre a República Portuguesa e Anguilla Relativa à Troca Automática de Informação em Matéria de Rendimentos da Poupança sob a Forma de Pagamentos de Juros; 22/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Guernsey, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à Respectiva Aplicação Provisória; 24/X - Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e a República do Chile para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Santiago a 7 de Julho de 2005; e 25/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Reino da Noruega sobre renúncia ao reembolso de despesas relativas a prestações em espécie concedidas nos termos dos Capítulos I e IV do Título III do Regulamento (CEE) n.º 1408/71, de 14 de Junho de 1971, assinado em Oslo em 24 de Novembro de 2000.
Chamo a atenção dos Srs. Deputados de que, neste caso concreto, o Governo e cada grupo parlamentar dispõem de 5 minutos cada. Peço que haja um rigoroso cumprimento dos tempos, pois não usaremos da tolerância do ponto anterior - mas que também se justificava em função de se tratar de um
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Votação global — DAR I série — 3880-3880 — 27/01/2006
3880 | I Série - Número 082 | 27 de Janeiro de 2006
dos Rendimentos da Poupança, 15/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica das Ilhas Caimão, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 1 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança, 16/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica da Ilha de Man, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança, 17/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica das Ilhas Turcas e Caicos, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 17 de Abril de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança, e 18/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Jersey, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à Respectiva Aplicação Provisória.
Submetidas à votação, foram aprovadas, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP e do BE e abstenções do PCP e de Os Verdes.
Srs. Deputados, passamos à votação, em conjunto, das propostas de resolução n.os 19/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Associado dos Países Baixos de Aruba, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 11 de Setembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança, 20/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Associado dos Países Baixos das Antilhas Neerlandesas, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 27 de Agosto de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à respectiva aplicação provisória, e 21/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Anguilla, por Troca de Cartas, respectivamente, de 29 de Dezembro de 2004 e de 21 de Janeiro de 2005, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança que aprova a Convenção entre a República Portuguesa e Anguilla Relativa à Troca Automática de Informação em Matéria de Rendimentos da Poupança sob a Forma de Pagamentos de Juros.
Submetidas à votação, foram aprovadas por unanimidade.
Srs. Deputados, vamos votar a proposta de resolução n.º 22/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Território Dependente da Coroa Britânica de Guernsey, por Troca de Cartas, respectivamente, de 22 de Junho de 2004 e de 19 de Novembro de 2004, Relativo à Tributação dos Rendimentos da Poupança e à Respectiva Aplicação Provisória.
Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP e do BE e abstenções do PCP e de Os Verdes.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): - Peço a palavra para interpelar a Mesa, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - Tem a palavra, Sr. Deputado.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): - Sr. Presidente, afinal, pela nossa parte, as três restantes propostas de resolução podem ser votadas em conjunto.
O Sr. Presidente: - Muito bem, Sr. Deputado.
Vamos então proceder à votação, em conjunto, das propostas de resolução n.os 23/X - Aprova, para ratificação, a Convenção n.º 175, sobre o Trabalho a Tempo Parcial, da Organização Internacional do Trabalho, adoptada em Genebra, em 24 de Junho de 1994, 24/X - Aprova a Convenção entre a República Portuguesa e a República do Chile para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Santiago a 7 de Julho de 2005, e 25/X - Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Reino da Noruega sobre renúncia ao reembolso de despesas relativas a prestações em espécie concedidas nos termos dos Capítulos I e IV do Título III do Regulamento (CEE) n.º 1408/71, de 14 de Junho de 1971, assinado em Oslo em 24 de Novembro de 2000.
Submetidas à votação, foram aprovadas por unanimidade.
Srs. Deputados, passamos à votação, na generalidade, da proposta de lei n.º 48/X - Aprova a Lei-Quadro da Política Criminal.
Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PS e do CDS-PP, votos contra do PCP e de Os Verdes e abstenções do PSD e do BE.
Este diploma baixa à 1.ª Comissão.
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