ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
PROJECTO LEI N.º 470/IX
ELEVAÇÃO DA VILA DE TAROUCA À CATEGORIA DE
CIDADE
Situação geográfica e caracterização geral
Tarouca é vila e sede do concelho com o mesmo nome, pertence à
comarca e Diocese de Lamego (10 Kms de distância) e ao distrito de Viseu
distando seis dezenas de km da sua capital. Compõem-no 10 freguesias:
Dalvares, Gouviães, Granja Nova, Mondim da Beira, Salzedas, S. João de
Tarouca, Tarouca, Ucanha, Várzea da Serra e Vila Chã da Beira.
A sede do concelho situa-se junto à EN 226 à distância de 8 km do
nó do IP3 de Calvilhe (Lamego) a noroeste e a sudoeste, através da EN
226-3, dista 18 km do nó de Bígorne (Lamego) de acesso ao mesmo
itinerário principal. A EN 329 liga o concelho a Vila Nova de Paiva a
sudeste, enquanto a nascente a ligação a Moimenta da Beira faz-se pela EN
226. Através da EM 520 chega-se a Armamar, a nordeste do concelho. A
estação ferroviária e o cais fluvial da cidade da Régua servidos pelo IP3
ficam a cerca de 15 minutos, enquanto o Porto e as suas importantes infra-
estruturas aeroportuárias e portuárias distam cerca de uma hora e trinta
minutos.
Geograficamente confina a oeste e noroeste com o concelho de
Lamego, a norte e nordeste com o concelho de Armamar, a este e sudeste
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
com o concelho de Moimenta da Beira, a sul com o concelho de Castro
Daire e a sudeste com Vila Nova de Paiva.
O município de Tarouca estende-se por uma área de 102 km 2, tendo
uma população residente de 8325 habitantes (censos de 2001), o que lhe dá
uma densidade populacional de aproximadamente 82 habitantes por cada
km2, embora se estimem em cerca de 3000 os tarouquenses emigrados na
Suíça e outros países europeus que não se incluíram nesse recenseamento.
Cerca de metade do território do concelho encontra-se em áreas
baixas ou vales com uma altitude média de 400/500m, enquanto a restante
parte se situa em zonas mais elevadas, cuja altitude chega a atingir os 1100
metros no seu ponto mais alto.
O altiplano da Nave, que desde a Lapa se prolonga até ao
Montemuro, marca a parte sul do concelho formando uma barreira natural a
que vulgarmente se denomina Serra de Santa Helena. A sudeste ergue-se o
Monte Raso e, entre eles, outros contrafortes se elevam, ondulando
suavemente a grande bacia do concelho.
Este pequeno sistema orográfico apresenta-nos três vales secundários
assim designados: o «Vale de Tarouca», situado entre os Rios Varosa e
Varosela, que nascidos bem perto um do outro junto a Várzea da Serra,
tomam caminhos opostos e encontram-se precisamente no meio de outro
vale («Vale do Varosa»), aquele que começa, apertado, em S. João de
Tarouca e aos poucos se alargando prolongando-se por Mondim da Beira,
Dalvares e Ucanha. Por último, temos o «Vale de Salzedas» que
acompanha o curso do Rio Torno ou Galhosa e que também desagua no
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Varosa que por sua vez irá desembocar no Douro, na sua margem esquerda
em frente da cidade de Régua.
Tarouca situa-se precisamente na zona de transição entre as Beiras e
o Alto Douro, o que lhe confere características diversas. Enquanto a parte
sul do concelho, a mais elevada, apresenta Invernos rigorosos com bastante
precipitação (muitas das vezes sob a forma de neve), e com Verões
quentes, já a zona norte tem o Inverno mais ameno, embora o estio também
seja quente e seco.
O clima e a orografia do terreno a que se juntam os três principais
cursos de água que atravessam o concelho influem decisivamente no tipo
de cultura predominantes e no tipo de povoamento existente. Assim, temos
as freguesias mais a norte com os seus belos olivais, vinhas e pomares de
macieiras e pereiras e com um povoamento relativamente disperso e
estruturado ao longo das vias de comunicação. Nas zonas mais
montanhosas a cobertura arbórea dominante é constituída por castanheiros
e carvalhos, sendo visível um tipo de povoamento concentrado. Várias
manchas florestais de pinheiro têm sobrevivido ao flagelo dos incêndios,
revestindo ainda extensas áreas nas vertentes dos montes. O cereal mais
abundante é o centeio, embora nos vales mais largos apareça
frequentemente o milho a bordejar os cursos do rio mais caudaloso. A
pastorícia e a criação de gado são também práticas correntes nas partes
mais elevadas do concelho, testemunhadas na quantidade de abrigos de
pastores que, um pouco por toda a serra, são visíveis.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
No grande vale do Varosa o mês de Maio pode tornar-se uma
agradável surpresa para os visitantes, ao depararem com a beleza e o
agradável odor da flor do sabugueiro. Inicialmente plantada para servir de
vedação às propriedades, o sabugueiro tornou-se a principal fonte de receita
para muitos agricultores, pois a sua baga tem inúmeras aplicações, desde a
indústria farmacêutica à tinturaria, passando pela medicina tradicional e
doçaria. Anote-se que Tarouca é o concelho do país com maior produção
de baga de sabugueiro.
A superfície agrícola do concelho ronda os 30% e a exploração
florestal cerca de 53%. Os sectores secundário e terciário são aqueles que
maior percentagem de população ocupam. A indústria agro-alimentar e a
construção civil têm constituído dois importantes pólos geradores de
emprego e de riqueza da região. À produção de vinhos de mesa e
espumantes naturais estão associadas duas importantes unidades, integradas
na Região Demarcada de Espumantes e Vinhos de Mesa do Varosa,
responsáveis pelo escoamento e rentabilização de grande parte da produção
vinícola da região. A castanha, que nas áreas mais elevadas do concelho
representa uma importante fonte de rendimento quer pela quantidade de
produção quer pela sua qualidade, é responsável pela integração do
concelho na Região de Denominação de Origem Protegida «Soutos da
Lapa».
Em franca expansão, encontra-se a indústria turística, a que não serão
alheias as belezas naturais e o notável património histórico, cultural e
arquitectónico que atraem inúmeros visitantes que, aos poucos, têm visto
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
surgir várias infra-estruturas de apoio, nomeadamente no sector da
restauração e do alojamento de qualidade, onde se incluem três unidades de
turismo de habitação.
A cultura
Herança da permanência dos muçulmanos nestas paragens são os
sítios de cariz lendário, aos quais o povo normalmente associa histórias de
mouras encantadas.
Aos Calhaus da Moura em Mondim da Beira, aos Calhaus de
Santarém em Formilo à Cama da Moura no Alto da Maia ou ao Calhau
Furado em Dalvares andam ligados contos que, de geração em geração, têm
teimado em persistir no imaginário popular. «Sonhar três vezes seguidas
com o mesmo local», «o tesouro escondido», «o poço impenetrável», «a
moura que penteia os cabelos», «os encantos», são palavras que se repetem
nas versões fantasiadas da tradição oral, nos meios rurais.
O Rio Varosa que ora corre impetuosamente, galgando penedos e
fragas, fazendo girar as mós dos moinhos, ora se amansa na vastidão e
planura do vale principal que tanto se afunda em temíveis poços como
ultrapassa gargantas apertadas e sombrias com as suas águas revoltas e
indomáveis, também inspirou a imaginação popular.
Contos de lobisomens, de bruxas vingativas, lavadeiras ou bailadoras
ainda se podem ouvir às pessoas mais idosas que em geral as associam ao
rio, às suas pontes ou aos seus moinhos.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Fruto de uma mescla de superstição e de religiosidade esta forma de
cultura popular delicia agora os mais cépticos, enquanto não há muito
tempo deleitava os netos que à lareira, aconchegados, escutavam os seus
avós.
As lengalengas, as orações, as cantigas populares, os ensalmos,
resistem ao passar dos tempos expressando toda uma sabedoria própria das
nossas gentes.
Para a preservação das tradições etnográficas muito têm contribuído
algumas das perto de quatro dezenas de associações culturais e recreativas
existentes no concelho.
Ranchos (folclóricos e grupos de cantares têm feito trabalhos de
recolha e divulgação deste valioso património. Património valioso tem
Tarouca, também, nas suas bandas de música. Gouviães com duas bandas
musicais (uma na sede de freguesia e outra em Eira Queimada, povoação
anexa); Salzedas e Tarouca mantêm em plena actividade as suas
filarmónicas que, com as suas escolas de música, têm assegurada a sua
continuidade.
A Academia de Música de Tarouca, em funcionamento desde o ano
lectivo 1999/2000, tem sido um autêntico «viveiro» de jovens músicos que,
juntamente com executantes mais experientes das três bandas musicais,
deram corpo à Orquestra Ligeira da Câmara Municipal de Tarouca que, de
há três anos a esta parte, tem sido urna digna representante do potencial
musical do concelho.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A arte de tocar concertina, costume que se estava a apagar, atravessa,
graças à Escola de Concertinas de Dalvares, um momento de grande fulgor
que tem feito de muitos jovens, exímios executantes deste instrumento.
Artesanato
Na maior parte dos. povos que constituem as dez freguesias do
concelho ainda subsistem focos de artesanato que as mãos dos mais idosos
teimam em preservar.
É em Várzea da Serra que se encontra a maior diversidade de
produtos artesanais: as croças de junco, as capuchas de burel, as meias de
lã, os panos e toalhas de linho e as mantas de retalhos confeccionadas em
teares de madeira.
Em Vila Chá da Beira ainda há bem pouco tempo se fabricavam
carros de bois e engaços de pau. Mondim da Beira, devido ao fabrico das
meias, chegou a ser conhecida por Mondim das Meias. Em Gouviães, ainda
há uma dúzia de anos, havia um notável ancião que se dedicava à escultura
de cristas em madeira. Com esta matéria-prima ainda hoje se fabricam
tamancos nesta localidade. A arte de trabalhar manualmente o feno, ainda
perdura em Salzedas. Em Dalvares, os últimos fabricantes de pardelhos
(redes de pesca artesanais), ainda mantêm viva esta arte peculiar. A cestaria
é talvez a arte que parece ter assegurada a sua continuidade, pois quer em
Esporões quer em Quintela podemos ainda apreciar o trabalho de
persistentes cesteiros. A latoaria, que há meia dúzia de anos, podíamos
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
encontrar na vila de Tarouca, acabou por sucumbir, não resistindo à
mudança dos tempos e dos hábitos. Bem mais cedo, nas primeiras décadas
do século XX, se fabricaram os últimos sinos na Granja Nova, que, um
pouco por todo o concelho ainda encimam as torres das igrejas.
Existe ainda uma azenha em Gouviães e alguns moinhos a laborar
em Murganheira e S. João de Tarouca. Em alguns povos desta freguesia
fabrica-se o queijo de cabra e, em Salzedas faz-se o famoso «biscoito da
Teixeira».
Estas actividades são normalmente lembradas durante o cortejo
etnográfico que tem lugar nas festas do concelho em honra de S. Miguel,
nos finais de Setembro. O dia de S. Miguel é feriado municipal e dia de
feira anual em Tarouca.
Durante as festividades de S Pedro, padroeiro da freguesia de
Tarouca, tem lugar no centro cívico desta vila a Expovarosa, feira das
actividades económicas e culturais da região do Varosa e que vai este ano
para a sua oitava edição. Duas ou três semanas antes, a biblioteca
municipal tem promovido uma Feira do Livro, que também vai para o
oitavo ano consecutivo de realização.
Resenha histórica de Tarouca
A pré e a proto-história:
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Através do altiplano, a que vulgarmente se chama Serra de Santa
Helena, encontram-se inúmeras covinhas cupuliformes, provavelmente
ligadas ao simbolismo religioso do homem primitivo.
Ao culto dos mortos estão ligadas algumas construções dolménicas
hoje praticamente irreconhecíveis, às quais se relacionam alguns topónimos
como o lugar de Mendinho, Antas ou o sítio da Mão Furada.
No lugar de Anafroia, em Arguedeira, existem várias edificações do
tipo dolménico, diferentes das habituais, pois a sua cobertura não é em lajes
mas, sim, em blocos de pedra mais pequenos, a que os locais chamam «as
casinhas dos mouros».
Os Castros
No Monte de Santa Bárbara, sobranceiro à povoação de Dalvares,
existem restos da muralha do que teria sido o Castro-Rei. Aqui foram
encontrados vestígios do período neolítico, da Idade do Ferro e do Bronze.
Dominando a vila de Mondim da Beira, nos limites da freguesia e do
concelho, podemos encontrar as ruínas do Castro de Mondim que chegou a
ser explorado pelo Professor José Leite de Vasconcelos, facto que poderá
estar na origem da sua apetência pela. arqueologia.
Vestígios ténues de um outro Castro podem também deparar-se-nos
no Alto da Maia, em pleno Monte de Santa Helena.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A história
A história da vila de Tarouca, como, aliás, de todo o concelho, não
deixa dúvidas quanto à sua importância no contexto regional e mesmo
nacional.
Tarouca teve uma preponderância fora do comum ao longo da Idade
Média com relevo nos alvores da fundação da nacionalidade. Nesse período
Tarouca foi cabeça de um distrito que atingia os rios Paiva e Távora,
absorvendo, após o século XI, as Terras de Caria.
A primeira referência escrita a Tarouca reporta-se ao séc. VI Tarouca
era, então, uma das seis paróquias da Diocese de Lamego, ocupando uma
vasta área que se estendia até ao Rio Paiva.
Em 1057 o seu castelo foi definitivamente conquistado aos mouros
por Fernando Magno, Rei de Leão.
O início da nacionalidade está intimamente ligado a Tarouca, quer
pelo nosso primeiro rei, cuja figura está associada à construção do Mosteiro
de S. João de Tarouca, quer ainda por Egas Moniz que foi Senhor da Honra
de Dalvares e cuja esposa, Dona Teresa Afonso, mandou erigir o Convento
de Santa Maria de Salzedas. Paio Cortês, monteiro-mor de D. Afonso
Henriques, foi Senhor da Honra de Gouviães.
Em 1140 iniciaram-se as obras do que viria a ser o primeiro mosteiro
da Ordem de Cister em Portugal: São João de Tarouca. De 1163 data o
primeiro documento que referencia a Igreja de São Pedro de Tarouca como
abadia uma das primeiras igrejas de Riba Douro. Este vetusto templo
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
românico-gótico está situado no coração da vila, situando-se, em seu redor,
o centro histórico de Tarouca, recentemente requalificado. Em 1168
iniciou-se a fundação do Mosteiro de Salzedas. Passado um ano, seria a
sagração da Igreja de São João de Tarouca, estando, então, presentes os
Bispos de Lamego, Porto e Viseu. No ano de 1227 surgiu a notícia da
nomeação de Soeiro Bezerra como «Tenente Taraucam». Em 1262, D.
Afonso III concedeu Carta de Foro a Tarouca, com a designação de Castro-
Rei. Contudo, este nome não subsistiria mais de uma centena de anos, pois
em 1364, surgiram novamente referências, com o nome de Tarouca. Em
1297, D. Dinis fez a doação da Igreja de S. Pedro de Tarouca ao Mosteiro
de Salzedas. Em 1354, deu-se a morte de D. Pedro Afonso, Conde de
Barcelos, que havia sido Senhor das Terras de Tarouca e da Honra de
Várzea da Serra, sendo sepultado em S João de Tarouca, no que é o maior
sarcófago granítico de Portugal. Várzea da Serra foi também uma das
poucas Beetrias existentes no país. Em 1401, o Rei D. João I doou as terras
de Tarouca a seu filho o Infante D. Henrique. Em 1499, o Rei D. Manuel
nomeou D. João de Meneses 1.º Conde de Tarouca. Em 1514, o mesmo rei
outorgou novo Foral à Vila de Tarouca. Em 1557, o Rei D. Sebastião
confirmou o Senhorio de Tarouca a D. Duarte de Meneses que foi Vice-Rei
das índias. Em 1710, D. João Gomes da Silva, 4.º Conde de Tarouca,
representou Portugal no Tratado de Utreque, como Ministro
Plenipotenciário. O concelho de Tarouca foi sede de um julgado com juiz
ordinário e, por alvará de 27 de Fevereiro de 1801, foi elevado a distrito de
Vara Branca, com jurisdição no crime, no cível e órfãos, em vários dos
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
concelhos vizinhos, estatuto que conservou até 1834, ano em que foram
dissolvidos os Mosteiros de S. João de Tarouca e de Salzedas. Nesse
mesmo ano o concelho de Várzea da Serra foi suprimido. Em 1836 deu-se
a extinção do concelho de Ucanha que passou a incorporar-se no de
Mondim da Beira. Curioso, sem dúvida, o modo como se processou esta
dissolução, pois resultou de uma decisão conjunta do clero, nobreza e do
povo, portanto, a seu pedido, o que era deveras invulgar.
Em 1896 foi a vez dos concelhos de Mondim da Beira e de Tarouca
serem extintos. Refira-se que, nessa data, o concelho de Tarouca
compreendia ainda as freguesias de Ferreirim, Lazarim, Lalim e Meijinhos,
que hoje pertencem ao concelho de Lamego.
No dia 13 de Janeiro de 1898 deu-se a restauração do concelho de
Tarouca com as suas actuais dez freguesias: Dalvares, Gouviães, Granja
Nova, Mondim da Beira, Salzedas, S; João de Tarouca, Tarouca, Ucanha,
Vila Chã da Beira e Várzea da Serra.
O património edificado
Apesar da sua diminuta extensão territorial, o concelho de Tarouca
patenteia um conjunto de situações relativamente singulares e até únicas no
contexto regional e mesmo nacional, não apenas no que concerne ao
património monumental mas também a modelos de organização do espaço
e ocupação do território. Daqui se extrai a particular importância do
património construído para a definição de identidade própria da região de
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Tarouca. Como exemplos de património monumental singular temos a
Ponte Fortificada de Ucanha, única a nível nacional, a Igreja Conventual de
São João de Tarouca um dos mais perfeitos testemunhos da arquitectura da
escola de Borgonha (o primeiro mosteiro cisterciense a ser construído no
país), a Igreja do Mosteiro de Salzedas, uma das maiores de Portugal e
onde é visível grande parte da estrutura românica primitiva ou ainda o
medieval Arco de Paradela, pela relativa escassez de monumentos
funerários de tipo «memorial»; como exemplos da organização do espaço e
de ocupação do território refiram-se os aglomerados serranos concentrados,
de que Várzea da Serra é o exemplo mais significativo, e as ocupações de
vale ou meia encosta, alinhados ao longo de cursos de água ou de vias pré-
existentes remotas, e nestas, as baseadas nos extintos municípios de
Mondim da Beira, Ucanha ou Várzea da Serra e no actual de Tarouca e nas
antigas estruturas conventuais cistercienses (cuja acção na administração e
organização do território ultrapassava as cercas das clausuras até aos
limites dos coutos onde detinham jurisdição civil).
Caracterização do património
Monumentos nacionais
Mosteiro de São João de Tarouca - primeiro mosteiro cisterciense do
país, fundado no século XII, sob os auspícios de D. Afonso Henriques, com
uma bela igreja de três naves com abóbada de berço quebrado, estruturada
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
segundo a matriz românica da Ordem. Importantes obras de arte
ornamentam o seu interior, constituindo um relevante património integrado.
No espaço da cerca subsistem as minas de outras dependências monásticas.
Foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 95/78, de 12
de Setembro.
Mosteiro de Salzedas - conjunto monástico cisterciense onde
sobressaem os dois claustros, a Sacristia, a Casa do Capítulo e a ampla
igreja de planta em cruz com três naves e, no exterior, a imponente fachada
setecentista inacabada. A primitiva estrutura românica do século XII foi
recentemente posta a descoberto. Foi classificada como Monumento
Nacional. pelo Decreto n.º 67/97, de 31 de Dezembro.
Ponte e Torre de Ucanha - Constituída por cinco arcos ogivais
desiguais, apresenta num dos topos do tabuleiro uma torre que servia, em
simultâneo, objectivos de defesa e portagem no Couto do Mosteiro de
Saltedas. Exemplar único no país, talvez de origem romana, teve a sua torre
reedificada em 1465 por D. Fernando, Abade de Salzedas. É Monumento
Nacional desde 1910.
Imóveis de interesse público
Igreja de São Pedro de Tarouca - Datado dos finais do século XIII é
um templo de uma só nave de cabeceira recta denotando um estilo
românico-gótico, sobressaindo no seu interior uma arca tumular manuelina
com pintura mural e no exterior os pórticos principal e lateral, o
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
campanário com varandim e a cachorrada zoomórfica. O Decreto n.º
37077, de 29 de Setembro de 1948, classificou-a como Imóvel de Interesse
Público.
Ruínas da Abadia Velha - De fundação anterior ao século XII
poderão ser descritas como as estruturas de um templo românico inacabado
de três naves. Foram classificadas pelo Decreto n.º 516/71, de 22 de
Novembro.
Arco de Paradela - Arco memorial de volta perfeita, com vestígios de
decoração boleada. Está associado à passagem e paragem do cortejo
fúnebre do Conde D. Pedro de Lalim para São João de Tarouca.
Classificado pelo Decreto n.º 39521, de 30 de Janeiro de 1954.
Capela do Desterro - Implantada na Cerca do Convento é uma
construção de forma prismática hexagonal do século XVIII. O interior é
revestido a painéis de azulejo historiado. Classificada pelo Decreto n.º
95/78, de 12 de Setembro.
Pelourinho de Mondim da Beira - De coluna quadrangular com base
cúbica e fuste biselado nas arestas e apoiado sobre pódio com três degraus;
capitel estriado de quatro faces com motivos antropomórficos (máscaras).
Classificado pelo Decreto n.º 23122, de 11 de Outubro de 1933.
Pelourinho de Ucanha - De coluna quadrangular de fuste biselado
nas arestas e apoiado sobre pódio de quatro degraus octavados; capitel
quadrangular com motivos fitopomórficos. Classificado pelo Decreto n.º 23
122, de 11 de Outubro de 1933.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Pelourinho de Várzea da Serra - De coluna quadrangular com fuste
biselado nas arestas e apoiado sobre pódio de dois degraus; capitel rude
com sigla pentagonal incisa. Classificado pelo Decreto n.º 23 122, de 11 de
Outubro de 1933.
Ponte Românica de Mondim da Beira - Composta por dois arcos.
sendo o central de volta inteira e de grande dimensão e o lateral bem mais
pequeno de arco de volta apontada. Foi classificada pelo Decreto n.º 23122,
de 11 de Outubro de 1933.
Imóveis em vias de classificação
Igreja Paroquial de Ucanha - Edifício do século XVII de uma só nave
e capela-mor com sacristia adossada. Dignos de realce, no seu interior, são
as pinturas no tecto de caixotães e a talha dourada, O seu processo de
classificação iniciou-se por despacho do Sr. Vice-Presidente do IPPAR,
datado de 27 de Dezembro de 1999.
Casa do Paço da «Honra» de Dalvares - Construção da era medieval,
teria, inicialmente, sido pertença de Egas Moniz, Aio de D. Afonso
Henriques. Alterada ao longo dos tempos, revela ainda elementos de
grande antiguidade, como o portal em ogiva. O seu processo de
classificação foi iniciado em 13 de Março de 1998, em conformidade com
o despacho do Sr. Vice-Presidente do IPPAR.
Oficina de Fundição Sineira - Localizada na freguesia da Granja
Nova teria sido fundada no século XVI por urna família espanhola que aí se
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
radicou. Embora em fase decadente ainda laborava nas primeiras décadas
do século XX. Por despacho do Vice-Presidente do IPPAR, datado de 22
de Outubro de 2002, deu-se início ao processo administrativo relativo à sua
eventual classificação.
Edifícios de cariz patrimonial e cultural religioso
Igrejas:
Igreja Paroquial de Dalvares - séc. XVI
Igreja Paroquial de Gouviães - séc. XVII
Igreja Paroquial da Granja Nova - séc. XVII
Igreja Paroquial de Moridim da Beira - séc. XVII
Igreja da Senhora do Enxertado (Ruínas) Mondim da Beira
Igreja do Mosteiro de São João de Tarouca - séc. XII
Igreja do Mosteiro de Salzedas - séc. XII
Igreja de São Pedro de Tarouca - séc. XIII
Igreja da Misericórdia de Tarouca - séc. XVII
Igreja Paroquial de Ucanha - séc. XVII
Antiga Igreja Paroquial de Várzea da Serra - séc. XVI
Igreja Paroquial de Várzea da Serra - séc. XX
Igreja Paroquial de Vila Chã da Beira - séc. XVII
Capelas (por freguesias):
Dalvares: Santa Bárbara
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Gouviães: Senhor da Salvação, Senhor da Agonia, São José, São
João, Santa Bárbara, São Bento.
Granja Nova: Santa Catarina, Santo António, Santa Cruz, Nossa-
Senhora das Mercês, Nossa Senhora do Desterro, Nossa Senhora do
Carmo, São Sebastião, Nossa Senhora da Saúde.
Mondim da Beira: Nossa Senhora dos Prazeres, Santa Luzia, Santo
António, Sr. dos Aflitos, São Jorge e Nossa Senhora da Saúde.
Salzedas: Senhora da Piedade, Santa Bárbara, São Pedro, São
Torcato, Senhora do Desterro, Sr. da Boa Passagem, Santa Marinha, Santo
André, Sr. dos Perseguidos, Sr. da Salvação e Santa Luzia.
São João de Tarouca: Santa Umbelina, Santo António, São João da
Boavista, Nossa Senhora da Esperança, São Gonçalo, Nossa Senhora da
Conceição, São José, Santa Bárbara, Nossa Senhora dê Fátima e do Divino
Espírito Santo.
Tarouca - Nossa Senhora dos Prazeres, Mártir São Sebastião, São
Pedro, Santa Helena, Santiago, Nossa Senhora das Necessidades, Senhor
do Monte, Santa Tecla, Senhor dos Matosinhos, Nossa Senhora da Ajuda,
Senhor da Livração, São Martinho, Santo António, Cristo-Rei, São João,
Senhor dos Vales, Nossa Senhora dos Remédios, Santa Luzia, Nossa
Senhora da Nazaré, Nossa Senhora do Socorro, Menino Jesus, São Luís,
Nossa Senhora das Misericórdias, Santo António (Casa dos Azeredos)
Ucanha - Nossa Senhora da Ajuda, Santo António, Senhor da Boa
Passagem e São Marcos.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Várzea da Serra: Santo Antão, São Sebastião, Santa Bárbara, Senhor
da Boa Sentença.
Vila Chã da Beira - Santo António, São Pedro, São Mamede, Nossa
Senhora do Calvário.
Sítios de valor cultural e arqueológico
No concelho de Tarouca encontram-se identificados 39 sítios de
valor arqueológico, distribuídos em três categorias:
Valor Arqueológico Excepcional - (cinco locais) - Ruínas da Abadia
Velha, Mosteiro de Salzedas, Castro de Santa Bárbara, Castro de Mondim
da Beira e Mosteiro de São João de Tarouca.
Grande Valor Arqueológico - (sete locais) - Tintureira na freguesia
de Salzedas, Ponte, Torre e Calçada em Ucanha, Casa do Paço de Dalvares,
Alcácima/Castelo/Sra. dos Prazeres (freguesia de Tarouca), Igreja de São
Pedro de Tarouca, Arco de Paradela e Ponte de São João de Tarouca: Valor
Arqueológico Comum (27 locais) - Valverde/Quinta dos Castros, Sra. da
Piedade, São Pedro, Ponte dos Moinhos e Ponte de Vila Pouca na freguesia
de Salzedas; Penalva e Quinta de São Bento na freguesia de
Gouviães;Leirós/Portela em Ucanha; Paço, Corredoura, Quinta do Arco de
Paradela na freguesia de Dalvares; Sr. dos Vales/Sóuto das Quintas, Sta.
Luzia, Ponte Pedrinha/Ponte de Riba Seca, São Pedro, Paradela/Monte
Ladário, Calçada entre Valverde e Teixelo, Cumieira e Padrão na freguesia
de Tarouca; Ponte Medieval, Igreja Velha/Enxertado em Mondim da Beira;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Quintião e Capela de São Gonçalo em São João de Tarouca; Mamoa da
Casa da Banda em Várzea da Serra; Alto do Cabo, Casa da Laja e S.
Mamede/Castelo em Vila Chã da Beira.
Núcleos de grande interesse histórico, cultural e arquitectónico
Na Vila de Tarouca - Alcácima e Centro Histórico - A designação da
primeira corresponde ao morro ao qual se encosta, na vertente sul, a zona
antiga da vila. Local pitoresco, privilegiado com uma vista panorâmica da
sede do concelho e freguesias vizinhas, teria sido aqui que se situou a
antiga alcáçova do castelo de Tarouca. O perímetro de muralhas que, no
século XV, rodeava a vila albergava também a denominada Igreja de Santa
Maria, provavelmente no local onde subsiste hoje a Capela de Nossa
Senhora dos Prazeres que ainda denota, em certos pormenores, vestígios
medievais. A malha urbana adjacente conserva a organização própria de
um espaço circuitado pejos muros de uma cerca amuralhada. É construída
por ruas estreitas onde pontificam belos exemplares de casas antigas
algumas das quais denotando uma certa aristocracia. Completam este
distinto conjunto a Igreja de São Pedro que juntamente com a Igreja da
Misericórdia, Casa do Almirante, Casa dos Gouveias ou da Torre, Paços do
Município e outros imóveis de grande valor arquitectónico e pedras de
armas, conferem a esta parte da vila uma singularidade digna de um
verdadeiro centro histórico. Em redor da Igreja Matriz uma das primeiras
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
da Riba Douro nos alvores da nacionalidade, desenvolve-se grande parte da
vida social e administrativa de Tarouca.
No cimo da avenida que se expande para sul um belo cruzeiro de
pedra do séc. XVII com a imagem de Cristo crucificado coberto por um
palio abobadado assente em quatro colunelos, marcaria dominante o fim da
vila, o que aliás ainda hoje sucede situando-se sobranceiro ao belíssimo
edifício da Escola Adães Bermudes.
Em Arguedeira, a Casa dos Azeredos com pedra de armas e capela
com tecto mudéjar e em Cravaz a Casa da Quinta que foi pertença dos
Morgados de Nossa Senhora da Nazaré representam belos exemplares de
solares setecentistas. Entre Arguedeira e Vila Pouca subsistem vestígios do
antigo Paço dos Corujais da Honra de Vila Pouca que foi propriedade de
Soeiro Bezerra, senhor de importantes castelos da Beira.
No concelho:
Dalvares - O Castro de Santa Bárbara. O Paço senhorial da Honra de
D. Egas Moniz, o Aio de D. Afonso Henriques e o Solar dos Meios do
século XVII com pedra de armas.
Gouviães - O Paço senhorial da Honra de Gouviães pertença de Paio
Cortês Monteiro-mor do primeiro Rei de Portugal. A Quinta de São Bento
com capela e túmulo antropomórfico. Troço da via medieval que de
Lamego seguia para terras de Riba Côa.
Granja Nova - Núcleo do Terreiro da Feira com palacete; Igreja
Paroquial, Antiga Fábrica de Sinos e Capela da Senhora do Desterro. Em
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Formilo a Capela da Sra. do Carmo, Largo da Fonte com Casa dos
Viscondes de Giraúl e capela.
Mondim da Beira - Castro de Mondim da Beira. Núcleo Antigo de
Mondim de Cima com casario, Pelourinho e Casa da Cadeia Igreja
Paroquial e Rua Prof. António Lopes Ribeiro ladeada por edifícios antigos
recentemente requalificados. Ponte românica, praia fluvial e construções
envolventes.
Salzedas - Núcleo antigo/antiga Judiaria, Mosteiro e zona envolvente
com edifícios de grande valor arquitectónico. Tecido urbano de malha
irregular com diversidade de proporções e de dimensões de lotes, elevada
densidade de ocupação e construção (cércea dominante de 2 a 3 pisos),
predominando sobrados em avançamento sobre a rua. Em Vila Pouca
núcleo habitacional da Rua do Dr. João Cardoso Neves, Ponte Românica e
moinhos.
São João de Tarouca - Mosteiro, cerca e espaço adjacente com os
edifícios da Casa da Tulha e Salão Paroquial Ponte Românica, Senhor do
Terço, ruas e casas nas proximidades.
Ucanha - Casario típico, lagares, azenha e moinhos, antigo hospital,
Igreja Paroquial, casa onde nasceu José Leite. de Vasconcelos, nas
proximidades da Ponte Fortificada. Na Rua Principal em sentido
ascendente, calçada, casa rio típico com varandas em consola, semi-consola
ou encerradas, Pelourinho, Casa da Câmara, Cadeia e Capela da Sra. da
Ajuda.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Várzea da Serra - Núcleo antigo com casario típico em granito e ruas
características, Pelourinho, Casa da Cadeia e antiga. Igreja Paroquial.
Vila Chã da Beira - Sepulturas escavadas na rocha, Largo de Santo
António e capela com os restos mortais do padre Julião e Igreja Paroquial.
Motivos e equipamentos turísticos
O concelho de Tarouca apresenta um conjunto de potencial idades e
de produtos de interesse turístico, com destaque para o seu património
cultural, monumental e natural.
Terra simpática e hospitaleira, ao seu presente de progresso,
devemos-lhe juntar um passado rico de História, perpetuado nas pedras dos
seus inúmeros monumentos, nas tradições usos e costumes das suas gentes.
As belezas naturais de um concelho que alterna as suas terras entre montes
e vales conferem-lhe particularidades únicas.
Tarouca terra onde a ruralidade natural e o crescimento urbano se
confundem; onde a História da modernidade têm o seu próprio espaço.
A monumentalidade faz de Tarouca um concelho muito visitado
estando il1tegrado nos itinerários turísficos-culturais do Douro, na Rota das
Vinhas de Cister e nos Circuitos Medievais do Douro. Muito apreciados
também pelos visitantes são os miradouros/locais de culto (Santa Helena -
Tarouca, Santa Bárbara - Dalvares, Cristo Rei - Gondomar, Santa Catarina
- Granja Nova, Nossa Senhora do Calvário - Vila Chã da Beira, Santa
Bárbara - Salzedas, São João da Boavista - São João de Tarouca), os sítios
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
de cariz lendário (Calhaus de Santarém - Formilo, Calhaus da Moura e
Calhaus das Três Broas - Mondim da Beira), os circuitos pedonais
(Margens do Varosa e Galhosa, Caminho entre Vilarinho e São João de
Tarouca, Caminho de Santa Helena ao Cristo-Rei, Caminho de Paradela a
São João de Tarouca, Caminho de Salzedas a Granja Nova por Santa Cruz
e Caminho dos Cubos a Vila Pouca) e as áreas/pontos de contemplação da
paisagem (EN 329 de São João de Tarouca ao cruzamento para Vilarinho, o
Caminho Rural de Vilarinho, e EM 530 de Tarouca a Teixelo com
passagem pela Padiola), além dos núcleos antigos peculiares (Várzea da
Serra, Salzedas, Ucanha, Tarouca, Mondim de Cima e Couto).
As praias fluviais de Várzea da Serra, Ucanha e Mondim da Beira e
as Piscinas Municipais de Tarouca (remodeladas em 2003) são outros dos
locais de grande atracção nos meses do Verão.
Os amantes dos prazeres do campo encontram em Tarouca múltiplos
motivos de interesse. Além do pedestrianismo, a Serra de Santa Helena tem
infra-estruturas que permitem a prática de campismo, parapente, escalada e
rappell. O Rio Varosa com excelentes condições para a canoagem é
também conhecido pela pesca da truta. A organização de sucessivos
concursos de pesca tem contribuído para o repovoamento deste curso de
água. Em Vila Chã da Beira está em funcionamento um complexo de caça
turística desde os finais de 2001.
O Turismo rural tem em Tarouca três unidades de grande qualidade
(Dalvares, Gouviães e São João de Tarouca). Na sede do concelho existem
duas residenciais. Ao nível da restauração e similares estão identificados 56
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
cafés/snacks e 19 restaurantes, com uma gastronomia local e regional de
grande qualidade - o bazulaque (prato tradicional do S. Miguel), cabrito
assado com batata assada e arroz do forno, trutas do Varosa, ou rojões de
porco com batata cozida, acompanhados dos vinhos brancos, tintos ou
espumantes locais.
Feiras, festas e romarias
Na vila de Tarouca realiza-se às sextas-feiras uma feira quinzenal e a
29 de Setembro, feriado municipal, a feira anual de S. Miguel Anual é
também a feira que tem lugar na Granja Nova no dia de Santo António, 13
de Junho. No primeiro dia do mês há feira em Várzea da Serra.
Além da tradicional festa que cada povoação dedica ao seu santo
padroeiro, merecem destaque, na sede do município, as festas do concelho
em honra de S. Miguel nos finais de Setembro e na última semana de
Junho, as Festas de S. Pedro orago da freguesia que coincidem com a
Expovarosa - Feira das actividades económicas e culturais do concelho.
Menino Jesus - Salzedas - 1 de Janeiro
São Sebastião - Formilo - 20 de Janeiro
São Brás - São João de Tarouca - 3 de Fevereiro
São Marcos - Valdevez -25 de Abril
Nossa Senhora do Calvário - Vila Chã da Beira - finais de Maio
Santo António - Granja Nova - 13 de Junho
Santo António - Arguedeira - 13 de Junho
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
São João - Eira Queimada - 24 de Junho
São João - Gondomar - 24 de Junho
São Pedro - Tarouca - 29 de Junho
Santa Helena - Tarouca - 20 Domingo de Julho
Santa Maria Madalena - Gouviães - 22 de Julho
Santa Marinha - Meixedo - 16 de Julho
Nossa Senhora do Carmo - Formilo - Julho
Espírito Santo - Dalvares - 7.º Domingo a seguir à Páscoa
Santa Apolónia - Castanheiro do Ouro - 1.º Domingo de Agosto
Festa do Senhor,(Santíssimo Sacramento) - Várzea da Serra - 2.º
Domingo de Agosto
Nossa Senhora da Saúde - Várzea da Serra -3° Domingo de Agosto
Nossa Senhora do Enxertado - Mondim da Beira - Agosto
Nossa Senhora da Piedade - Salzedas - último Domingo de Agosto
Nossa Senhora das Graças - Vila Chã da Beira - último Domingo de
Agosto
Nossa Senhora da Ajuda - Ucanha - último Domingo de Agosto ou
10 de Setembro
Valverde - Santa Tecla - Setembro
Cravaz - Sr. dos Matosinhos - Setembro
Esporões - São Martinho - 11 de Novembro
Santo André - Murganheira - 29 de Novembro
Santa Bárbara - Dalvares - Dezembro
Santa Luzia - Vila Pouca - 13 de Dezembro
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
São João Evangelista - Ucanha - 27 de Dezembro
Uma festa que tem já carácter de cartaz turístico é a Festa do
Sabugueiro em Flor em Dalvares que, realizada em meados de Maio,
coincide com um verdadeiro espectáculo natural, como é a floração dos
inúmeros sabugueiros que proliferam por toda a bacia do Varosa.
Associações culturais, sociais, desportivas e recreativas
A importância do associativismo no fomento cultural, preservação e
divulgação de usos e costumes, no incremento desportivo, na acção social e
na ocupação dos tempos livres da população em geral é inquestionável. São
cerca de quatro dezenas as associações existentes no concelho.
Associação Filarmónica de Tarouca
Banda Musical de Eira Queimada
Clube de Instrução e Recreio Musical de Eira
Queimada Sociedade Filarmónica de Salzedas
Associação de Produtores Agrícolas do Vale do Varosa
Arguedeira União Desportiva
Associação Automóvel Clube de Tarouca
Associação Cultural Recreativa da Vila de Salzedas
Associação da Juventude da Freguesia de Gouviães
Associação da Juventude do Concelho de Tarouca
Associação de Estudantes da Escola EB 2,3/S de Tarouca
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2,3/S
de Tarouca
Associação de Tiro ao Alvo e Pesca de Tarouca
Associação Desportiva Recreativa Tarouquense
Associação Empresarial do Concelho de Tarouca
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Tarouca
Associação Moto Clube de Tarouca
Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Dalvares «Flor do
Sabugueiro»
Associação Recreativa e Cultural de Granja Nova
Associação Recreativa e Cultural de Meixedo
Associação Recreativa e Cultural de Ucanha
Associação Recreativa, Cultural e Desportiva de Vila Chã da Beira
Associação Social do Castanheiro do Ouro
Associação Sócio-Cultural de Danças e Cantares de São João de
Tarouca Associação Recreativa e Desportiva de Vila Pouca - Salzedas
Centro de Estudos Cistercienses
Centro Social Paroquial de Vila Chã do Monte
Centro Social de Várzea da Serra
Centro Social, Cultural e Recreativo de São Marcos
Clube de Caçadores de Tarouca
Cooperativa de Artesanato de Salzedas
Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 1006
Escola Cultural de Artesanato de Tarouca
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Ginásio Clube de Tarouca
Grupo Cultural de Bombos de Tarouca
Grupo Cultural de Bombos Primeiro de Janeiro Noventa e Dois
Grupo de Acção Sócio-Caritativa da Paróquia de Tarouca Grupo
Recreativo Zés Pereiras de Vila de Mondim da Beira
Juventude Desportiva de Mondim da Beira
Rede de Transportes e Comunicações
A EN 226 faz a ligação de Tarouca a Lamego a norte e a nascente a
Moimenta da Beira. À mesma estrada, e a EM 530 dão acesso ao IP 3 no
nó de Calvilhe (Lamego), onde tomando essa via se pode chegar ao Peso da
Régua e norte do País. Pela EN 226-3 e EM 530 chega-se à EN 2 e ao nó
de Bigorné (Lamego) do IP3 através dos quais se pode ir para sul através
de Castro Daire e Viseu. Também a EN 329 faz a ligação do concelho para
sul através de Vila Nova de Paiva e Viseu. A EM 520 liga Tarouca a
Armamar.
Tarouca dista:
Lamego - 10 Kms .
Viseu - 60 Kms
Vila Real - 45 Kms
Porto - 110 Kms
Coimbra - 150 Kms
Lisboa - 345 Kms
Estação Ferroviária e Cais Fluvial
Régua - 20 Kms
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Fronteira - Vilar Formoso -140 Kms
Vila Verde da Raia (Chaves) - 120 Kms
O concelho de Tarouca é servido por transportes rodoviários que
efectuam ligações aos principais centros urbanos. Todas as povoações do
concelho são servidas por estradas asfaltadas.
Infra-estruturas e equipamentos
O concelho encontra-se totalmente coberto pela rede eléctrica. Todas
as freguesias têm rede de abastecimento domiciliário de água. Ao nível de
saneamento básico a taxa de cobertura do concelho, situa-se em 98%.
Equipamentos colectivos:
—Centro de Saúde de Tarouca com Serviço de Atendimento
Permanente até às 22 horas
— Farmácias - duas
— Corpo ração de Bombeiros - uma
— Auditório Municipal (em fase de conclusão).
— Biblioteca Municipal - uma
— Santa Casa da Misericórdia - uma (fundada em 1683)
— Lares - um
— Centros de Dia - três
— Parques/zonas de lazer - dezasseis
— Centros de Convívio/Centros Cívicos - vinte e três
— Praias Fluviais - três
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
— Centros Paroquiais - sete
— Parques Infantis - sete
— Espaço Internet - um (em fase de instalação)
Instalações de hotelaria:
— Residenciais - duas
— Turismo em espaço rural - três
— Restaurantes - dezanove
— Pastelarias - três
— Cafés snack bar - cinquenta e seis
Estabelecimentos de ensino:
— Escola EB 2,3 /Secundário - uma
— Estabelecimentos de Educação do 1.º Ciclo - 23
— Estabelecimentos de Educação Pré-escolar - 17
— Estabelecimentos de ensino privado:
— Jardim de Infância - um
— Infantário - um
Transportes públicos:
Empresas privadas de transporte
Desporto:
— Pavilhão gimnodesportivo - um
— Centro Desportivo Municipal - um
— Piscinas Municipais - uma
— Polidesportivos - treze
— Campos de jogos - oito
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Segurança e Protecção Civil:
— Posto da GNR
— Quartel de Bombeiros
Serviços:
— Estação de correios, telégrafos e telefones
— Postos telefónicos públicos
— Repartição de Finanças
— Conservatória do Registo Civil
Em virtude de Tarouca não possuir todos os requisitos necessários de
harmonia com o artigo 13.º da Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente
no que concerne ao número de eleitores (7309 eleitores de acordo com o
Mapa n.º-4-A/2004 do Secretariado Técnico dos assuntos para o Processo
Eleitoral, publicado no Diário da República de 1 de Março de 2004), muito
embora, das dez alíneas que o citado artigo referencia, a vila de Tarouca
possua mais de metade dos equipamentos referidos (Centro de Saúde com
Serviço de Atendimento Permanente até às 22 horas, Farmácia, Corporação
de Bombeiros, Auditório Municipal em fase de conclusão, Biblioteca
Municipal, Instalações Hoteleiras, Escola EB 1, Escola EB 2,3/S,
Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e infantários, Transportes
Públicos), é com fundamento no artigo 14.º que prevê que importantes
razões de ordem histórica, cultural e arquitectónica poderão justificar uma
ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo anterior que
vimos alicerçar a pertinência deste projecto de lei.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Importa referir também que, conforme determina a lei, a Câmara
Municipal e a Assembleia Municipal de Tarouca aprovaram por
unanimidade e aclamação, em reuniões ordinárias de 15 e 27 de Abril
corrente, respectivamente, a proposta de elevação da vila de Tarouca à
categoria de cidade, cujas certidões foram enviadas, oportunamente, a S.
Ex.ª o Sr. Presidente da Assembleia da República e aos diferentes grupos
parlamentares, em ofício assinado pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal
de Tarouca, Mário Caetano Teixeira Ferreira, solicitando-se a elaboração
de diploma legislativo que dê forma a essa pretensão.
Nestes termos, e tendo em atenção o exposto, os Deputados abaixo
assinados, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais
aplicáveis, apresentam o seguinte projecto de lei:
Artigo único
A vila de Tarouca, no concelho de Tarouca, é elevada à categoria de
cidade.
Assembleia da República, 23 de Junho de 2004. Os Deputados: José
Junqueiro (PS) — Miguel Ginestal (PS) — Ana Benavente ( PS) —
Melchior Moreira (PSD) — Elvira Figueiredo (PSD) — Carlos Andrade
Miranda (PSD)— Pedro Alves (PSD)— Miguel Anacoreta Correia (CDS-
PP).
---
Publicação — DAR II série A — 2950-2957 — 03/07/2004
2950 | II Série A - Número 072 | 03 de Julho de 2004
Deste modo, os Deputados abaixo assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, apresentam, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o seguinte projecto de lei:
Artigo único
A povoação de Bouro de Santa Maria, no concelho de Amares, é elevada à categoria de vila.
Palácio de São Bento, 23 de Junho de 2004. Os Deputados do PSD: Jorge Pereira - Virgílio Costa - Luís Cirilo - Eugénio Marinho - José Tavares Moreira - Goreti Machado - António Pinheiro Torres - Rui Miguel Ribeiro - Fernando Pereira.
PROJECTO LEI N.º 470/IX
ELEVAÇÃO DA VILA DE TAROUCA À CATEGORIA DE CIDADE
Situação geográfica e caracterização geral
Tarouca é vila e sede do concelho com o mesmo nome, pertence à comarca e Diocese de Lamego (10 Kms de distância) e ao distrito de Viseu distando seis dezenas de km da sua capital. Compõem-no 10 freguesias: Dalvares, Gouviães, Granja Nova, Mondim da Beira, Salzedas, S. João de Tarouca, Tarouca, Ucanha, Várzea da Serra e Vila Chã da Beira.
A sede do concelho situa-se junto à EN 226 à distância de 8 km do nó do IP3 de Calvilhe (Lamego) a noroeste e a sudoeste, através da EN 226-3, dista 18 km do nó de Bígorne (Lamego) de acesso ao mesmo itinerário principal. A EN 329 liga o concelho a Vila Nova de Paiva a sudeste, enquanto a nascente a ligação a Moimenta da Beira faz-se pela EN 226. Através da EM 520 chega-se a Armamar, a nordeste do concelho. A estação ferroviária e o cais fluvial da cidade da Régua servidos pelo IP3 ficam a cerca de 15 minutos, enquanto o Porto e as suas importantes infra-estruturas aeroportuárias e portuárias distam cerca de uma hora e trinta minutos.
Geograficamente confina a oeste e noroeste com o concelho de Lamego, a norte e nordeste com o concelho de Armamar, a este e sudeste com o concelho de Moimenta da Beira, a sul com o concelho de Castro Daire e a sudeste com Vila Nova de Paiva.
O município de Tarouca estende-se por uma área de 102 km2, tendo uma população residente de 8325 habitantes (censos de 2001), o que lhe dá uma densidade populacional de aproximadamente 82 habitantes por cada km2, embora se estimem em cerca de 3000 os tarouquenses emigrados na Suíça e outros países europeus que não se incluíram nesse recenseamento.
Cerca de metade do território do concelho encontra-se em áreas baixas ou vales com uma altitude média de 400/500m, enquanto a restante parte se situa em zonas mais elevadas, cuja altitude chega a atingir os 1100 metros no seu ponto mais alto.
O altiplano da Nave, que desde a Lapa se prolonga até ao Montemuro, marca a parte sul do concelho formando uma barreira natural a que vulgarmente se denomina Serra de Santa Helena. A sudeste ergue-se o Monte Raso e, entre eles, outros contrafortes se elevam, ondulando suavemente a grande bacia do concelho.
Este pequeno sistema orográfico apresenta-nos três vales secundários assim designados: o "Vale de Tarouca", situado entre os Rios Varosa e Varosela, que nascidos bem perto um do outro junto a Várzea da Serra, tomam caminhos opostos e encontram-se precisamente no meio de outro vale ("Vale do Varosa"), aquele que começa, apertado, em S. João de Tarouca e aos poucos se alargando prolongando-se por Mondim da Beira, Dalvares e Ucanha. Por último, temos o "Vale de Salzedas" que acompanha o curso do Rio Torno ou Galhosa e que também desagua no Varosa que por sua vez irá desembocar no Douro, na sua margem esquerda em frente da cidade de Régua.
Tarouca situa-se precisamente na zona de transição entre as Beiras e o Alto Douro, o que lhe confere características diversas. Enquanto a parte sul do concelho, a mais elevada, apresenta Invernos rigorosos com bastante precipitação (muitas das vezes sob a forma de neve), e com Verões quentes, já a zona norte tem o Inverno mais ameno, embora o estio também seja quente e seco.
O clima e a orografia do terreno a que se juntam os três principais cursos de água que atravessam o concelho influem decisivamente no tipo de cultura predominantes e no tipo de povoamento existente. Assim, temos as freguesias mais a norte com os seus belos olivais, vinhas e pomares de macieiras e pereiras e com um povoamento relativamente disperso e estruturado ao longo das vias de comunicação. Nas zonas mais montanhosas a cobertura arbórea dominante é constituída por castanheiros e carvalhos, sendo visível um tipo de povoamento concentrado. Várias manchas florestais de pinheiro têm sobrevivido ao flagelo dos incêndios, revestindo ainda extensas áreas nas vertentes dos montes. O cereal mais abundante é o centeio, embora nos vales mais largos apareça frequentemente o milho a bordejar os cursos do rio mais caudaloso. A pastorícia e a criação de gado são também práticas correntes nas partes mais elevadas do concelho, testemunhadas na quantidade de abrigos de pastores que, um pouco por toda a serra, são visíveis.
No grande vale do Varosa o mês de Maio pode tornar-se uma agradável surpresa para os visitantes, ao depararem com a beleza e o agradável odor da flor do sabugueiro. Inicialmente plantada para servir de vedação às propriedades, o sabugueiro tornou-se a principal fonte de receita para muitos agricultores, pois a sua baga tem inúmeras aplicações, desde a indústria farmacêutica à tinturaria, passando pela medicina tradicional e doçaria. Anote-se que Tarouca é o concelho do país com maior produção de baga de sabugueiro.
A superfície agrícola do concelho ronda os 30% e a exploração florestal cerca de 53%. Os sectores secundário e terciário são aqueles que maior percentagem de população ocupam. A indústria agro-alimentar e a construção civil têm constituído dois importantes pólos geradores de emprego e de riqueza da região. À produção de vinhos de mesa e espumantes naturais estão associadas duas importantes unidades, integradas na Região Demarcada de Espumantes e Vinhos de Mesa do Varosa, responsáveis pelo escoamento e rentabilização de grande parte da produção vinícola da região. A castanha, que nas áreas mais elevadas do concelho representa uma importante fonte de rendimento quer pela quantidade de produção quer pela sua qualidade, é responsável pela integração do concelho na Região de Denominação de Origem Protegida "Soutos da Lapa".
Em franca expansão, encontra-se a indústria turística, a que não serão alheias as belezas naturais e o notável património
---
Discussão generalidade — DAR I série — 1323-1328 — 10/12/2004
1323 | I Série - Número 021 | 10 de Dezembro de 2004
de alguma forma as localidades abrangidas pelo diplomas que hoje vão ser votados.
Estou informado que, uma vez que a Sala das Sessões, apesar de ser grande, não é extensível, uma parte das pessoas interessadas neste debate se encontra na Sala do Senado, onde seguem o debate por circuito interno de televisão.
A todos cumprimento.
Previno que o público presente nas galerias não pode manifestar-se. Apenas os Deputados podem usar da palavra e aplaudir, ou não. A festa far-se-á, com certeza, no seu lugar de origem.
Vou agora anunciar os projectos de lei cujos textos finais, apresentados pela Comissão de Poder Local, Ordenamento do Território e Ambiente, vão ser submetidos a discussão na generalidade.
Sobre elevação de povoações a vilas - No distrito de Aveiro: n.os 402/IX - Elevação da freguesia de Pardilhó, no concelho de Estarreja, distrito de Aveiro, à categoria de vila (PSD), 403/IX - Elevação da freguesia de Salreu, no concelho de Estarreja, distrito de Aveiro, à categoria de vila (PSD) e 463/IX - Elevação da povoação da Gafanha da Encarnação, no município de Ílhavo, à categoria de vila (Deputado do PSD Jorge Tadeu Morgado);
No distrito de Braga: n.º 469/IX - Elevação da povoação de Bouro de Santa Maria, no município de Amares, distrito de Braga, à categoria de vila (PSD);
No distrito de Coimbra: n.º 515/IX - Elevação da povoação de Taveiro, no concelho de Coimbra, à categoria de vila (PSD);
No distrito da Guarda: n.os 522/IX (PSD) e 533/IX (PS) - Elevação da aldeia de Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso, à categoria de vila;
No distrito de Leiria: n.º 473/IX - Elevação da povoação de Monte Redondo, no concelho de Leiria, à categoria de vila (PSD);
No distrito do Porto: n.os 249/IX - Elevação da povoação de Perafita, no concelho de Matosinhos, à categoria de vila (PS) e 456/IX - Elevação da povoação de Carvalhosa, no concelho de Paços de Ferreira, à categoria de vila (PSD);
No distrito de Santarém: n.º 476/IX - Elevação da povoação de Vilar dos Prazeres, no município de Ourém, a vila (PSD);
No distrito de Setúbal: n.º 283/IX - Elevação de Samouco, no concelho de Alcochete, à categoria de vila (PCP);
No distrito de Viana do Castelo: n.os 394/IX - Elevação da povoação de Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima, à categoria de vila (PCP) e 475/IX - Elevação da freguesia de Alvarães, no concelho de Viana do Castelo, à categoria de vila (PS);
No distrito de Vila Real: n.os 294/IX (PS) e 538/IX (PSD) - Elevação da povoação de Santo Estevão, no concelho de Chaves, à categoria de vila (PS);
No distrito de Viseu: n.º 141/IX - Elevação da povoação de Fonte Arcada, no concelho de Sernancelhe, distrito de Viseu, à categoria de vila (CDS-PP).
Sobre elevação de vilas a cidades - No distrito de Aveiro: n.os 401/IX - Elevação da vila de Estarreja, no concelho de Estarreja, distrito de Aveiro, à categoria de cidade (PSD) e 530/IX - Elevação à categoria de cidade a vila de Anadia e povoações contíguas (Alféloas, Arcos, Canha, Famalicão, Malaposta e Vendas da Pedreira, da freguesia de Arcos, e Póvoa do Pereiro, da freguesia da Moita) (Deputado do PSD José Manuel Ribeiro);
No distrito de Évora: n.º 472/IX - Elevação de vila de Reguengos de Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz, à categoria de cidade (Deputado do PS Capoulas Santos);
No distrito da Guarda: n.os 481/IX (PSD) e 493/IX (CDS-PP) - Elevação da vila de Meda, no concelho de Meda, à categoria de cidade, 523/IX (PSD) e 534/IX (PS) - Elevação da vila de Trancoso, no concelho de Trancoso, à categoria de cidade (PSD) e 536/IX - Elevação da vila de Sabugal, no concelho de Sabugal, à categoria de cidade (PSD);
No distrito do Porto: n.º 477/IX - Elevação da vila de Valbom, no concelho de Gondomar, à categoria de cidade (PSD);
No distrito de Setúbal: n.os 379/IX - Elevação da vila da Costa da Caparica, no concelho de Almada, a cidade (PSD) e 423/IX - Elevação a cidade da vila da Costa da Caparica, sita no concelho de Almada, no distrito de Setúbal (Deputado do CDS-PP Narana Coissoró);
No distrito de Viseu: n.º 470/IX - Elevação da vila de Tarouca, no concelho de Tarouca, à categoria de cidade (PS, PSD e CDS-PP).
Sobre a alteração da denominação de povoações e freguesias - No distrito de Braga: n.º 468/IX - Altera a denominação da povoação de Vila de Covas, no concelho de Terras de Bouro, para Vila de Terras de Bouro (PSD);
No distrito de Faro: n.º 494/IX - Altera a denominação da freguesia de Estói, no concelho e distrito de Faro, para Estoi (PSD);
---
Votação na generalidade — DAR I série — 1341-1341 — 10/12/2004
1341 | I Série - Número 021 | 10 de Dezembro de 2004
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP e abstenções do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - A Sr.ª Deputada pede a palavra para que efeito?
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Para fazer uma declaração de voto oral, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - Ser-lhe-á dada no final, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Muito obrigado, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 470/IX - Elevação da vila de Tarouca, no concelho de Tarouca, à categoria de cidade (PS, PSD e CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Neste momento, registaram-se aplausos do público presente nas galerias.
O público presente nas galerias não pode manifestar-se! Já o tinha dito no início, mas talvez não estivessem presentes. Lamento, mas não podem manifestar-se de forma alguma. Terão ocasião de fazer a festa quando chegarem à nova cidade de Tarouca.
Devia, por obrigação, mandar evacuar as galerias, mas penso que seria uma violação no dia de hoje, com toda a franqueza.
Srs. Deputados, vamos votar o texto final relativo ao projecto de lei n.º 468/IX - Altera a denominação da povoação de Vila de Covas, no concelho de Terras de Bouro, para Vila de Terras de Bouro (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 494/IX - Altera a denominação da freguesia de Estói, no concelho e distrito de Faro, para Estoi (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o texto final relativo ao projecto de lei n.º 517/IX - Alteração da designação da freguesia de Vale da Amoreira, no concelho de Manteigas, distrito da Guarda, para Vale de Amoreira (PSD, PS, CDS-PP e PCP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 227/IX - Alteração dos limites da freguesia de Pombalinho, no concelho de Santarém, e passagem da freguesia do Pombalinho para o concelho da Golegã (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP e votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes.
Vamos votar o texto final relativo aos projectos de lei n.os 419/IX - Alteração dos limites territoriais dos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém (PSD) e 421/IX - Alteração dos limites administrativos dos concelhos de Benavente e de Salvaterra de Magos (BE).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Srs. Deputados, vamos proceder à votação do texto final relativo aos projectos de lei n.os 265/IX - Alteração dos limites territoriais das freguesias de Santa Maria da Graça e São Sebastião, no concelho de Setúbal (PSD) e 267/IX - Alteração de limites territoriais das freguesias de Santa Maria da Graça e São
---
Votação na especialidade — DAR I série — 1341-1341 — 10/12/2004
1341 | I Série - Número 021 | 10 de Dezembro de 2004
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP e abstenções do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes.
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Peço a palavra, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - A Sr.ª Deputada pede a palavra para que efeito?
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Para fazer uma declaração de voto oral, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - Ser-lhe-á dada no final, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Ana Catarina Mendonça (PS): - Muito obrigado, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 470/IX - Elevação da vila de Tarouca, no concelho de Tarouca, à categoria de cidade (PS, PSD e CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Neste momento, registaram-se aplausos do público presente nas galerias.
O público presente nas galerias não pode manifestar-se! Já o tinha dito no início, mas talvez não estivessem presentes. Lamento, mas não podem manifestar-se de forma alguma. Terão ocasião de fazer a festa quando chegarem à nova cidade de Tarouca.
Devia, por obrigação, mandar evacuar as galerias, mas penso que seria uma violação no dia de hoje, com toda a franqueza.
Srs. Deputados, vamos votar o texto final relativo ao projecto de lei n.º 468/IX - Altera a denominação da povoação de Vila de Covas, no concelho de Terras de Bouro, para Vila de Terras de Bouro (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 494/IX - Altera a denominação da freguesia de Estói, no concelho e distrito de Faro, para Estoi (PSD).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos votar o texto final relativo ao projecto de lei n.º 517/IX - Alteração da designação da freguesia de Vale da Amoreira, no concelho de Manteigas, distrito da Guarda, para Vale de Amoreira (PSD, PS, CDS-PP e PCP).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos proceder à votação do texto final relativo ao projecto de lei n.º 227/IX - Alteração dos limites da freguesia de Pombalinho, no concelho de Santarém, e passagem da freguesia do Pombalinho para o concelho da Golegã (CDS-PP).
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD e do CDS-PP e votos contra do PS, do PCP, do BE e de Os Verdes.
Vamos votar o texto final relativo aos projectos de lei n.os 419/IX - Alteração dos limites territoriais dos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém (PSD) e 421/IX - Alteração dos limites administrativos dos concelhos de Benavente e de Salvaterra de Magos (BE).
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Srs. Deputados, vamos proceder à votação do texto final relativo aos projectos de lei n.os 265/IX - Alteração dos limites territoriais das freguesias de Santa Maria da Graça e São Sebastião, no concelho de Setúbal (PSD) e 267/IX - Alteração de limites territoriais das freguesias de Santa Maria da Graça e São
---
Votação final global — DAR I série — 10/12/2004
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004 I Série - Número 21
IX LEGISLATURA 3.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2003-2004)
REUNIÃO PLENÁRIA DE 9 DE DEZEMBRO DE 2004
Presidente: Ex.mo Sr. João Bosco Soares Mota Amaral
Secretários: Ex. mos Srs. Manuel Alves de Oliveira
Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz
António João Rodeia Machado
S U M Á R I O
O Sr. Presidente declarou aberta a sessão às 15 horas.
Deu-se conta da entrada na Mesa dos projectos de resolução n.os 294 e 295/IX e dos projectos de lei n.os 538 e 540 a 542/IX.
O Sr. Presidente assinalou a passagem dos 150 anos da morte de Almeida Garrett.
Foram aprovados os n.os 9 a 16 do Diário.
As petições n.º 33/IX (1.ª) - Apresentada pela Associação Profissional dos Urbanistas Portugueses, solicitando que a Assembleia da República adopte medidas no sentido da defesa dos direitos dos cidadãos habilitados com licenciatura em Urbanismo e Planeamento Regional e Urbano e 12/IX (1.ª) - Apresentada por José Diogo Mateus e outros, solicitando a fixação de regras relativas ao acesso e ao exercício da profissão de urbanista, foram apreciadas conjuntamente, tendo intervindo sobre elas os Srs. Deputados Rodrigo Ribeiro (PSD), Ramos Preto (PS), Bruno Dias (PCP), Antonino Sousa (CDS-PP) e Luís Fazenda (BE).
Sobre a petição n.º 62/IX (2.ª) - Apresentada pela Comissão de Alunos do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa e Outros, solicitando que a Assembleia da República tome as medidas necessárias para que os alunos do 4.º ano do ISCAL possam ser admitidos na Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas com dispensa de estágio, pronunciaram-se os Srs. Deputados Cristina Granada (PS), Luísa Mesquita (PCP), Marcelo Mendes Pinto (CDS-PP) e Isilda Pegado (PSD).
Foi também apreciada a petição n.º 80/IX (2.ª) - Apresentada por Manuel Rodrigues e outros - Balflora (Secretariado dos Baldios do distrito de Viseu) -, solicitando que a Assembleia da República adopte as medidas necessárias à reabertura do Matadouro de Viseu e ao apuramento de responsabilidades no processo de encerramento. Usaram da palavra os Srs. Deputados Miguel Ginestal (PS), Rodeia Machado (PCP), Almeida Henriques (PSD) e Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP).
Acerca da petição n.º 64/VIII (2.ª) - Apresentada pela Junta de Freguesia da Vila de Valbom, solicitando a criação de carreiras dos Serviços de Transportes Colectivos do Porto (STCP) entre a cidade do Porto e a Vila de Valbom, intervieram os Srs. Deputados Aurora Vieira (PSD), Gustavo Carranca (PS), Antonino Sousa (CDS-PP) e Honório Novo (PCP).
Por último, foi apreciada a petição n.º 67/VIII (2.ª) - Apresentada por Humberto Mota Veiga e outros, solicitando a construção de um novo edifício para o Hospital Distrital de Seia, tendo usado da palavra os Srs. Deputados Fernando Cabral (PS), José Pavão (PSD), Paulo Veiga (CDS-PP) e Ângela Sabino (PCP).
Foi discutida, na generalidade, a proposta de lei n.º 154/IX - Aprova o Estatuto da Ordem dos Advogados e revoga o Decreto-Lei n.º 84/84, de 16 de Março, com as alterações subsequentes, tendo sido aprovado na generalidade, na especialidade e em votação final global o texto de substituição, apresentado pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo à proposta de lei. Usaram da palavra, a diverso título, além do Sr.
Abrir texto oficial