ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
PROJECTO DE LEI N.º 475/VIII
ELEVAÇÃO DA VILA DE REBORDOSA, NO CONCELHO DE
PAREDES, À CATEGORIA DE CIDADE
I - Razões históricas
Inserida numa região onde a fertilidade do solo e a beleza natural não
faltam, a freguesia de Rebordosa, uma das maiores do concelho de Paredes,
logo a seguir a Lordelo, foi elevada à categoria de vila em Maio de 1984, como
reconhecimento da vontade e dinamismo das suas gentes, mas também devido
ao peso económico que o fabrico do mobiliário acarreta para a economia da
região e do País.
O povoamento de Rebordosa remonta à época da pré-história. Aqui
foram descobertas umas minas de ouro, provavelmente da época romana, que
teriam sido fundamentais na economia da região durante tão rico período da
nossa história.
Sobre o topónimo «rebordosa», a obra «Tentativa Etimológica» refere
que este termo pode vir de «rebolosa» e esta dos reboleiros, castanheiros
bravos que dão castanhas «rebordans» ou arredondadas (espécie arbórea que
terá sido abundante nos montes desta freguesia).
Por outro lado, o topónimo «rebordosa» já é muito antigo, aparecendo
nas Inquirições de 1258, referindo-se a ela como sendo formada por três
unidades territoriais chamadas villas: Aboim, Rebordosa e Sobreiros.
A primeira (Aboim) era bastante vasta e era ainda Honra por divisão
própria, a qual fora do notável D. Soeiro Mendes da «Maia». Em 1258
moravam em Aboim 27 herdadores e vassalos.
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A villa de Rebordosa continha a igreja paroquial de S. Miguel e
compreendia uns 60 casais. Metade da villa era do rei a quem pagavam foro, a
outra metade devia talvez ser de fidalgos, por ventura da estirpe maiata.
A villa de Sobreiros era apenas constituída por quatro casais, todos da
coroa a quem pagavam igualmente foro.
Por toda a paróquia, de resto, a coroa possuía reguengos avulsos em
sítios como os de Enfesta, Burgã, Cortegada, Roca, Gramosa, etc.
Também a igreja local de Aboim tinha que pagar renda ao Rei e ao Deão
do Porto. O próprio mosteiro de Paço de Sousa possuía haveres na Quebrada
de Aboim.
Segundo o Inventário Colectivo dos Registos Paroquiais (vol. 2 - Norte,
pág. 303) do Arquivo Distrital do Porto «a freguesia de São Miguel de
Rebordosa foi abadia de apresentação da casa de Penaguião e, mais tarde, do
padroado Real, no antigo concelho de Aguiar de Sousa». Foi incluída no foral
de Aguiar de Sousa, dado por D. Manuel em Lisboa, a 25 de Novembro de
1513. Em 1839 aparece na comarca de Penafiel e, em 1884, na de Paredes.
Pertenceu ao extinto bispado de Penafiel - arcediago de Aguiar de Sousa (séc.
XII), comarca eclesiástica de Penafiel – 1.º distrito (1856-1907) e à vigararia
de Paços de Ferreira (1916-1970).
Nos inícios do séc. XIX foi Rebordosa palco de violentas lutas entre
liberais e absolutistas, ficando célebre pelos seus sermões anti-liberais o Padre
Alvito Buela Pereira de Miranda, que incendiou as hostes da povoação até
1834.
Longe destas questiúnculas político-religiosas, a população de
Rebordosa trabalhava em prol da sua freguesia.
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A vila de Rebordosa é hoje uma grande freguesia - uma das maiores - do
concelho de Paredes. Com muito comércio e serviços e o sector industrial cada
vez mais poderoso, vive os problemas típicos de uma terra em rápido
crescimento. É a segunda freguesia mais povoada do concelho, logo a seguir a
Lordelo.
Dentro do sector secundário são as oficinas de madeiras e a indústria do
mobiliário que concentram quase todos os habitantes.
Património histórico-cultural:
— Igreja Velha: igreja pequena demais para as necessidades da
freguesia, é um humilde templo do século XII (1645) de fachada
rigorosamente simétrica (porque não tem torre) e com um só sino. No interior,
realce para a talha dourada e as pinturas do tecto em xadrez que reveste toda a
capela-mor.
— Igreja Paroquial de S. Miguel: edificada na década de 90 do século
XX, foi construída segundo as mais modernas concepções da arquitectura
religiosa. As suas linhas partem dum princípio de enquadramento rústico
regional, que tem a ver com toda a região em que está instalada.
— Capela de S. Martinho: é uma capela barroca, de grandes dimensões,
ladeada pelo cemitério. Acede-se à capela por uma grande escadaria despida de
ornatos. Pináculos rematam a Igreja, a orgulhosa torre sineira e os portais de
entrada para o cemitério de grandes dimensões.
— Capela de Santa Luzia: sito no lugar de Santa Luzia.
— Cruzeiro no Lugar de Lage: esguio cruzeiro de linhas rectilíneas,
tendo no topo acoplada uma cruz simples.
— Ccruzeiro de São Marcos: belo exemplar em granito, encimado por
uma cruz trabalhada.
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Solares:
— Casa Mateus: o proprietário mais antigo que se conhece desta casa foi
Mateus Moreira da Silva, que teve dois filhos. 0 mais velho chamava-se José
Moreira da Silva, tendo casado com uma descendente da casa de Nogueira, não
havendo filhos deste casal. O mais novo chamava-se Inácio Moreira da Silva,
tendo casado com Maria Helena de Almeida e deste casamento houve duas
filhas e um filho, ao qual foi dado o nome de Bonifácio Moreira da Silva.
Era costume, em tempos que já lá vão, que ao filho mais velho do sexo
masculino fosse doado o património habitacional, bem como o envolvente e
aos outros filhos eram doados os bens mais distantes.
Seguindo a regra, também esta casa e quinta foi doada a José Moreira da
Silva e esposa e como não tinham descendentes doaram-na a Inácio Moreira da
Silva e, mantendo a tradição, foi doada a Bonifácio Moreira da Silva, filho
mais velho do casal do sexo masculino, já falecido, que acabaria por casar com
D. Maria de Sousa Marques, ainda viva.
Actualmente uma parte da casa e da quinta é propriedade dos herdeiros
solteiros do casal Bonifácio a Maria de Sousa Marques, que uma vez herdeiros
casados já retiraram a sua parte da herança.
A parte nova da casa foi construída em 1907. Esta quinta possuía uma
pequena capela que ficava a alguns metros da casa, com o nome de Capela de
Santiago, onde se realizava a festa em sua honra no dia 25 de Julho de cada
ano.
Mais tarde, o Sr. Bonifácio doou o terreno para que se construísse uma
capela maior, dando origem à actual Capela de Santiago.
Após a sua construção foram aí colocadas as três imagens existentes na
pequena capela e esta foi demolida após algum tempo.
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Ainda hoje se reconhece na quinta o local onde esteve erguida.
— Solar de Portelinha: edifício com brasão, actualmente pertence a Luís
Moreira da Silva.
— Solar do Cabo: excelente solar em cantaria, está em bom estado de
conservação. Actualmente funciona a Associação para o Desenvolvimento de
Rebordosa e o lar de apoio à terceira idade.
II - Breve caracterização geográfica e demográfica
A vila de Rebordosa abrange uma área de 11,17 km 2 , sendo atravessada
pelo Rio Ferreira.
Faz fronteira com as freguesias de Vilela, Duas Igrejas, Vandoma e
Astromil e com as vilas de Gandra e Lordelo.
A nível demográfico em 1991 a população residente perfazia o número
de 9104. Regista, de acordo com os Censos de 2001 fornecidos pelo Instituto
Nacional de Estatística, 10 802 habitantes, sendo a taxa de variação de 18,7%.
O universo de eleitores é de 7131 indivíduos.
III - Actividade económica
Rebordosa é actualmente uma freguesia muito industrializada,
centrando-se o seu desenvolvimento na indústria de madeiras e mobiliário. Em
Maio de 1984, sinalizando este progresso, foi elevada à categoria de vila.
Possui três zonas industriais, sendo duas delas em Reiros e Serrinha e a
terceira em Santa Marta/Vilela.
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A actividade comercial baseia-se em estabelecimentos de pequeno
comércio de pronto-a-vestir, oficinas de reparação automóvel, frutarias,
cabeleireiros e barbearias, supermercados e mini-mercados, padarias, cafés,
ourivesarias, floristas, papelarias, fotógrafos, sapatarias, restauração, comércio
de electrodomésticos, materiais de construção, automóvel e de combustíveis. 0
mercado funciona nos dias 7 e 20 de cada mês.
A prestação de serviços é assegurada por agências bancárias, agências de
contabilidade, clínicas médicas e dentárias, consultórios médicos, agências de
seguros, farmácias, centro de estudos, corporação de bombeiros, centro de
saúde e a Cooperativa de Electrificação «A Celer».
A produção agrícola é vocacionada, sobretudo, para o autoconsumo.
IV - Equipamentos e actividade social e cultural
Sendo a freguesia mais populosa do concelho de Paredes, a vila de
Rebordosa é também marcada por um forte dinamismo sócio-cultural e
desportivo, bem patente na utilização pública registada nos equipamentos
colectivos existentes na freguesia.
Deverão assinalar-se as seguintes infra-estruturas culturais e desportivas
que permitem garantir suportes físicos e organizativos às actividades dos
agentes culturais e desportivos desta localidade:
— Complexo municipal de piscinas;
— Campo de futebol do «Rebordosa Atlético Clube», que em breve será
relvado;
— Complexo desportivo da Associação para o Desenvolvimento de
Rebordosa;
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— Pavilhão gimnodesportivo da Escola EB 2,3 de Rebordosa;
— Salão polivalente do salão paroquial;
— Salão de festas do quartel dos bombeiros.
Neste cenário o movimento associativo é rico e variado, proliferando
diversas colectividades de natureza cultural, recreativa e desportiva.
São de destacar, na área cultural, as seguintes: o Rancho Folclórico «Os
Marceneiros de Rebordosa», que demonstra a tradição centenária da freguesia
no trabalho da madeira, de início puramente artesanal, hoje altamente
tecnológico, e a Tuna de Rebordosa, que se dedica à música numa tradição que
já vem de finais do século passado.
Na área do desporto, é de referir o Rebordosa Atlético Clube, com uma
equipa de futebol a disputar o Campeonato Distrital da Associação de Futebol
do Porto.
Para além do futebol, destaque-se, ainda, a secção de andebol da
Associação para o Desenvolvimento de Rebordosa, com quatro equipas
federadas, bem como toda a actividade desportiva amadora desenvolvida por
associações como a Associação Cultural e Recreativa de Rebordosa, a
Associação Desportiva Dínamo 80 e o Grupo Desportivo da Portela.
Ao nível da acção social e solidariedade, esta freguesia do concelho de
Paredes possui uma instituição que tem desenvolvido um trabalho de qualidade
ímpar. Trata-se da Associação Para o Desenvolvimento de Rebordosa,
Instituição Particular de Solidariedade Social, instalada no Solar do Cabo. É o
maior equipamento desta natureza existente no concelho de Paredes, com
domínios de actuação que vão desde o apoio à infância, através da valência de
ATL, envolvendo mais de 80 crianças, passando pelo apoio psicossocial às
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famílias, até ao apoio à 3.ª Idade, através de um lar com cerca de 40 camas,
centro de dia e apoio domiciliário, abrangendo no total cerca de 100 idosos.
As estruturas desta associação permitem ainda albergar as sedes de
outras três associações da freguesia: a Associação Juvenil Quinta do Cabo, o
Clube dos Alcoólicos Anónimos e a já mencionada Tuna de Rebordosa.
Relativamente à educação, Rebordosa possui na sua área geográfica três
estabelecimentos de ensino pré-escolar da rede pública, abrangendo,
aproximadamente, 200 crianças, cinco escolas do 1.º ciclo do ensino básico,
com um total de 27 salas de aula e mais de 500 alunos, e uma escola básica
com 2.º e 3.º ciclos, cujo número de alunos no ano lectivo 2000/2001 atingiu
os 650. Ainda, neste domínio, de referir que está prevista, no pacote de
medidas contidas na Carta Educativa do Vale do Sousa, a construção de uma
nova escola de ensino secundário nos limites de fronteira geográfica desta
freguesia com Lordelo.
Rebordosa possui, ainda, um agrupamento de escuteiros.
O núcleo central de Rebordosa conta com um agradável parque situado
junto à Igreja Matriz e aos complexos desportivos, com uma área ajardinada
envolvente, possuindo zonas pedonais e apelando ao convívio, lazer e recreio.
Atendendo a que a vila de Rebordosa reúne os requisitos previstos na
Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, e ao abrigo das disposições constitucionais e
regimentais aplicáveis, os Deputados abaixo assinados apresentam o seguinte
projecto de lei:
Artigo único
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A vila de Rebordosa, no concelho de Paredes, é elevada à categoria de
cidade.
Palácio de São Bento, 12 de Julho de 2001. Os Deputados do PSD: José
Granja da Fonseca — Manuel Moreira.
---
Publicação — DAR II série A — 2420-2422 — 18/07/2001
2420 | II Série A - Número 076 | 18 de Julho de 2001
Campeonato Distrital da Associação de Futebol do Porto. Deste clube já fizeram parte nomes como o de Jaime Pacheco.
Para além do futebol, à vila de Lordelo está, ainda, associada outra modalidade desportiva de grande significado para esta região: o ciclismo. A equipa "Paredes Rota dos Móveis" tem aqui a sua sede e, como resultado do esforço dos seus dirigentes, Lordelo tem sido palco de diversas provas classificativas no âmbito da Volta a Portugal em Bicicleta.
Ao nível da acção social e solidariedade, Lordelo conta com o Centro Sócio-Educativo e Profissional de Parteira, que é um centro de intervenção comunitária a funcionar com um acordo com o centro regional de segurança social e que presta apoio à infância, através de ATL e de cantina, abrangendo cerca de 60 utentes. Este centro conta, ainda, com uma UNIVA - Unidade de Inserção na Vida Activa.
A este nível, Lordelo terá brevemente (abertura prevista para o mês de Agosto) em funcionamento um outro centro de intervenção comunitária, cujas instalações se encontram em fase de acabamento, dinamizado pela ADIL - Associação Para o Desenvolvimento Integral da Vila de Lordelo - e que, para além do apoio à infância através da valência ATL, prestará apoio à 3.ª idade, através de um centro de dia e de apoio domiciliário. Este equipamento possuirá, ainda, um ninho de incubação de empresas.
Relativamente à educação, Lordelo possui na sua área geográfica cinco estabelecimentos de ensino pré escolar da rede pública, abrangendo, aproximadamente, 250 crianças, seis escolas do 1.º ciclo do ensino básico, com um total de 35 salas de aula e cerca de 650 alunos, e uma escola básica com 2.º e 3.º ciclos, cujo número de alunos no ano lectivo 2000/2001 atingiu os 700.
No domínio da saúde, a população de Lordelo pode contar com uma extensão do Centro de Saúde de Rebordosa, bem como com duas policlínicas privadas, com diversas especialidades e capacidade para realização de exames complementares de diagnóstico. Ainda neste sector encontram se implantadas duas farmácias e diversos consultórios médicos privados.
Lordelo possui, ainda, um agrupamento de escuteiros.
A vila conta com um parque central, que se encontra, neste momento, em obras de requalificação e que estarão concluídas no próximo mês de Setembro. Trata se de um espaço que concilia actividades de lazer e recreio com actividades culturais, possuindo zonas pedonais, pistas para velocípedes e áreas infantis, instaladas em três plataformas distintas que se destacam no parque cuja área global ronda os 5000 metros quadrados. Numa dessas plataformas encontra se em construção um anfiteatro ao ar livre que suportará diversas realizações culturais e artísticas. Este parque, por se tratar da criação de um espaço moderno no núcleo central de Lordelo, marca decisivamente a imagem urbana da vila e cria condições para uma crescente fixação das populações.
Atendendo a que a vila de Lordelo reúne os requisitos previstos na Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados abaixo assinados apresentam o seguinte projecto de lei:
Artigo único
A vila de Lordelo, no concelho de Paredes, é elevada à categoria de cidade.
Palácio de São Bento, 12 de Julho de 2001. Os Deputados do PSD: José Granja da Fonseca - Manuel Moreira.
PROJECTO DE LEI N.º 475/VIII
ELEVAÇÃO DA VILA DE REBORDOSA, NO CONCELHO DE PAREDES, À CATEGORIA DE CIDADE
I - Razões históricas
Inserida numa região onde a fertilidade do solo e a beleza natural não faltam, a freguesia de Rebordosa, uma das maiores do concelho de Paredes, logo a seguir a Lordelo, foi elevada à categoria de vila em Maio de 1984, como reconhecimento da vontade e dinamismo das suas gentes, mas também devido ao peso económico que o fabrico do mobiliário acarreta para a economia da região e do País.
O povoamento de Rebordosa remonta à época da pré história. Aqui foram descobertas umas minas de ouro, provavelmente da época romana, que teriam sido fundamentais na economia da região durante tão rico período da nossa história.
Sobre o topónimo "rebordosa", a obra "Tentativa Etimológica" refere que este termo pode vir de "rebolosa" e esta dos reboleiros, castanheiros bravos que dão castanhas "rebordans" ou arredondadas (espécie arbórea que terá sido abundante nos montes desta freguesia).
Por outro lado, o topónimo "rebordosa" já é muito antigo, aparecendo nas Inquirições de 1258, referindo se a ela como sendo formada por três unidades territoriais chamadas villas: Aboim, Rebordosa e Sobreiros.
A primeira (Aboim) era bastante vasta e era ainda Honra por divisão própria, a qual fora do notável D. Soeiro Mendes da "Maia". Em 1258 moravam em Aboim 27 herdadores e vassalos.
A villa de Rebordosa continha a igreja paroquial de S. Miguel e compreendia uns 60 casais. Metade da villa era do rei a quem pagavam foro, a outra metade devia talvez ser de fidalgos, por ventura da estirpe maiata.
A villa de Sobreiros era apenas constituída por quatro casais, todos da coroa a quem pagavam igualmente foro.
Por toda a paróquia, de resto, a coroa possuía reguengos avulsos em sítios como os de Enfesta, Burgã, Cortegada, Roca, Gramosa, etc.
Também a igreja local de Aboim tinha que pagar renda ao Rei e ao Deão do Porto. O próprio mosteiro de Paço de Sousa possuía haveres na Quebrada de Aboim.