Projeto de Resolução n.º 813/XV
Consagra o dia 8 de julho como “Dia Nacional do Medicamento Genérico”
É unânime a importância dos medicamentos na prevenção, diagnóstico, tratamento e
cura de doenças. Por essa razão, os medicamentos são um dos elementos essenciais na
saúde dos portugueses e, no nosso Serviço Nacional de Saúde.
Na sequência da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 81/90, o dia 8 de julho de 1992 é
a data que marca o início da comercialização dos primeirosmedicamentos genéricos no
mercado português.
Os medicamentos genéricos são medicamentos com mesma substância ativa, forma
farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação terapêutica que o medicamento
original, e cuja garantia de qualidade e eficácia é assegurada. Os medicamentos
genéricos asseguram aos utentes portugueses um maior acesso, preços mais justos e
são ainda garantia de maior riqueza e emprego qualificado na economia nacional.
Em 2022, cerca de 44% das embalagens de medicamentos vendidas foram de genéricos,
sendo que, o preço por embalagem de um medicamento genérico foi, em média, inferior
em 58% face ao preço do medicamento original.
Ao mesmo tempo a indústria portuguesa de medicamentos genéricos têm-se vindo a
afirmar na economia nacional, exportando anualmente cerca de 625 m ilhões de euros
contribuindo assim, e de forma crescente, para o equilíbrio da balança comercial,
reforçando a soberania nacional na produção de medicamentos.
O medicamento genérico, com a sua produção nacional, dá cobertura ao desígnio
estratégico da sob erania nacional, e autossuficiência do país, no acesso a
medicamentos, criando valor e contribuindo para o desenvolvimento da economia
nacional.
É neste quadro que assinalando a necessidade de mais informação, bem como
reconhecendo as vantagens em estimul ar a preferência por estes medicamentos,
evidenciando os benefícios económicos individuais para os cidadãos e para o país e
informando os consumidores sobre os seus direitos quando adquirem medicamentos,
nomeadamente a opção por soluções com preço mais acessível, bem como a
necessidade de melhorar o grau de informação dos profissionais de saúde e do público
em geral sobre a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos genéricos por um
menor custo face aos medicamentos de marca, que se pretende reforçar a visibilidade
do medicamento genérico e sublinhar o seu relevo.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados
abaixo-assinados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentam o seguinte
presente Projeto de Resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da
Constituição da República Portuguesa, consagrar o dia 8 de julho como o “Dia Nacional
do Medicamento Genérico”
Palácio de São Bento, 28 de junho de 2023
As Deputadas e os Deputados
Eurico Brilhante Dias
Maria Antónia Almeida Santos
Luís Soares
Susana Correia
Jorge Seguro Sanches
Sara Velez
Lúcia araújo Silva
Jorge Gabriel Martins
Anabela Rodrigues
Jorge Botelho
Ana Isabel Santos
Fátima Correia Pinto
António Monteirinho
Eurídice Pereira
Paulo Marques
Sofia Andrade
Miguel Santos Rodrigues
Irene Costa
Eduardo Oliveira
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Publicação — DAR II série A — 35-35 — 29/06/2023
29 DE JUNHO DE 2023
Assembleia da República, 29 de junho de 2023.
O Deputado do L, Rui Tavares.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 813/XV/1.ª
CONSAGRA O DIA 8 DE JULHO COMO «DIA NACIONAL DO MEDICAMENTO GENÉRICO»
É unânime a importância dos medicamentos na prevenção, diagnóstico, tratamento e cura de doenças. Por
essa razão, os medicamentos são um dos elementos essenciais na saúde dos portugueses e, no nosso Serviço
Nacional de Saúde.
Na sequência da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 81/90, o dia 8 de julho de 1992 é a data que marca o
início da comercialização dos primeiros medicamentos genéricos no mercado português.
Os medicamentos genéricos são medicamentos com mesma substância ativa, forma farmacêutica e
dosagem e com a mesma indicação terapêutica que o medicamento original, e cuja garantia de qualidade e
eficácia é assegurada. Os medicamentos genéricos asseguram aos utentes portugueses um maior acesso,
preços mais justos e são ainda garantia de maior riqueza e emprego qualificado na economia nacional.
Em 2022, cerca de 44 % das embalagens de medicamentos vendidas foram de genéricos, sendo que, o
preço por embalagem de um medicamento genérico foi, em média, inferior em 58 % face ao preço do
medicamento original.
Ao mesmo tempo a indústria portuguesa de medicamentos genéricos têm-se vindo a afirmar na economia
nacional, exportando anualmente cerca de 625 milhões de euros contribuindo assim, e de forma crescente, para
o equilíbrio da balança comercial, reforçando a soberania nacional na produção de medicamentos.
O medicamento genérico, com a sua produção nacional, dá cobertura ao desígnio estratégico da soberania
nacional, e autossuficiência do País, no acesso a medicamentos, criando valor e contribuindo para o
desenvolvimento da economia nacional.
É neste quadro que assinalando a necessidade de mais informação, bem como reconhecendo as vantagens
em estimular a preferência por estes medicamentos, evidenciando os benefícios económicos individuais para
os cidadãos e para o País e informando os consumidores sobre os seus direitos quando adquirem
medicamentos, nomeadamente a opção por soluções com preço mais acessível, bem como a necessidade de
melhorar o grau de informação dos profissionais de saúde e do público em geral sobre a qualidade, segurança
e eficácia dos medicamentos genéricos por um menor custo face aos medicamentos de marca, que se pretende
reforçar a visibilidade do medicamento genérico e sublinhar o seu relevo.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados abaixo assinados
do Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentam o seguinte presente projeto de resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República
Portuguesa, consagrar o dia 8 de julho como o «Dia Nacional do Medicamento Genérico».
Palácio de São Bento, 28 de junho de 2023.
Os Deputados do PS: Eurico Brilhante Dias — Maria Antónia de Almeida Santos — Luís Soares — Susana
Correia — Jorge Seguro Sanches — Sara Velez — Lúcia Araújo da Silva — Jorge Gabriel Martins — Anabela
Rodrigues — Jorge Botelho — Ana Isabel Santos — Fátima Correia Pinto — António Monteirinho — Eurídice
Pereira — Paulo Marques — Sofia Andrade — Miguel dos Santos Rodrigues — Irene Costa — Eduardo Oliveira.
A DIVISÃO DE REDAÇÃO.