Projeto de resolução n.º 763/XV
Recomenda ao Governo novas soluções de monitorização e abastecimento de
água em Portugal.
As sociedades contemporâneas, baseadas no consumo, permitem-nos obter os níveis
de conforto elevados que não dispensamos nas nossas vidas, mas implicam igualmente
uma utilização excessiva e descontrolada de recursos do planeta. O padrão de vida no
mundo ocidental levou ao desenvolvimento de um modelo económico que obriga a uma
satisfação permanente das nossas necessidades. Podemos mesmo dizer que o que
usamos ou o que adquirimos, nos dias de hoje, não se compra com euros ou com outra
qualquer moeda internacional, mas sim com recursos do planeta, existindo estudos que
apresentam de forma detalhada a quantidade de recursos exaurida na produção de
algumas das coisas básicas que consumimos diariamente.
A ação humana, nos últimos dois séculos, espoletou externalidades muito negativas no
que diz respeito à preservação da biodiversidade, ao esgotamento de recursos e a
alterações do clima. O sistema económico marcado pela linearidade, onde tem
assentado o crescimento de todos os países desde a revolução industrial, adensa estes
efeitos perniciosos, como um círculo vicioso que algema o crescimento económico à
extração, produção e consumo sem limites, levando a efeitos negativos cada vez mais
expressivos e irreversíveis. A adoção de um paradigma económico marcado pela
circularidade é o caminho essencial para garantir, simultaneamente, crescimento
económico, bem-estar das populações e sustentabilidade ambiental.
Apesar da urgência desta transição, a sua plena adoção exige tempo de adaptação, de
forma a garantir que a transição que se deseja seja justa e equilibrada. É, portanto,
fundamental, que neste hiato temporal, os governos adotem medidas de mitigação dos
efeitos adversos da nossa atividade que garantam a disponibilidade e eficiência dos
recursos essenciais à vida e à atividade económica.
Também no panorama europeu, o Pacto Ecológico Europeu e o pacote legislativo Fit for
55 têm vindo a introduzir mecanismos que vinculam os 27 países da União Europeia à
implementação de medidas que garantam a sustentabilidade no uso destes recursos.
Aconteceu assim em muitas áreas essenciais, como é o caso da produção de
eletricidade, das telecomunicações ou da emancipação energética face ao gás natural,
estando estratégia conjunta de produção e distribuição de gases renováveis em
desenvolvimento no espaço europeu.
Portugal está seriamente comprometido com este esforço e, pela sua condição
geográfica singular, deve ter uma atenção particular nessa ambição regional de tornar
o continente europeu um território mais resiliente do ponto de vista ambiental e mais
capaz de responder aos desafios que as alterações climáticas encerram. Muitas vezes
utilizamos a expressão “ilha energética” para caracterizar a relaç ão que a Península
Ibérica tem com os outros países da União Europeia no que toca ao setor energético,
tendo-se inclusivamente desenvolvido algumas medidas que permitiram uma
excecionalidade face às regras comunitárias. O mesmo podemos dizer de Portugal fa ce
a Espanha em matéria de recursos hídricos.
É o caso da gestão dos recursos hídricos nacionais. Uma boa parte do território
continental português é ocupado por bacias hidrográficas partilhadas com Espanha,
sendo que cerca de 40% das escorrências superfi ciais que ocorrem em Portugal t êm
origem no país vizinho.
Figura 1 - Bacias Hidrográficas Internacionais (Fonte APA)
São vários os fóruns bilaterais onde as questões relacionadas com os recursos hídricos
peninsulares têm vindo a ser analisadas. Presentemente, encontra -se em vigor um
exercício de consolidação ao abrigo da Convenção de Cooperação para a Proteção e o
Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso -Espanholas,
também conhecida como a Convenç ão de Albufeira. A Convenção, que sinaliza um
marco de cooperação política e económica entre Espanha e Portugal na integração das
disposições da Diretiva -Quadro da Água (Diretiva 2000/60/CE de 23 de outubro de
2000), constitui um instrumento importante de coordenação política entre os dois
países, assegurando, entre outros aspetos, uma gestão conjunta das bacias
hidrográficas.
A adaptação às alterações climáticas evidencia a necessidade de ter uma gestão muito
mais eficiente deste recurso vital e reduzir drasticamente o uso de água . Além disso, é
fundamental que se aposte em novas origens de fornecimento de água, implicando a
cooperação e o envolvimento dos vários setores, sobretudo os mais dependentes deste
recurso, a fim de garantir que a resiliência é alcançada de forma justa e equitativa.
Demonstrativo dessa exigência, é o estudo “ Avaliação das disponibilidades hídricas
atuais e futuras e aplicação do Índice de escassez WEI+”, promovido pela APA - Agência
Portuguesa do Ambiente, o qual visa conhecer quer as disponibilidades quer as
necessidades hídricas atuais e futuras, em cenário de alterações climáticas.
As conclusões mais evidentes são: a diminuição em cerca de 15% da precipitação nos
últimos 20 anos, prevendo -se que diminua entre 10% a 25% até ao final do século e a
diminuição das disponibilidades em cerca de 20%, em média, nos últimos trinta anos.
Em cenários de alterações climáticas, estes valores vão agravar -se, pelo que a
compatibilização das necessidades setoriais com as disponibilidades hídricas existentes
é um duplo desafio na gestão equilibrada da água, que passa por assegurar a eficiência
na oferta e incentivar a eficiência na procura.
Monitorizar em tempo real a disponibilidade de água das diferentes bacias do território
nacional, é uma necessidade premente para os próximos anos. A experiência vivida no
ano de 2022 veio evidenciar a necessidade urgente de uma gestão equilibrada das bacias
hídricas nacionais face ao impacto agravado decorrente das alterações climá ticas, num
futuro a curto-prazo. Esse processo está em curso: a APA tem vindo a desenvolver um
aturado trabalho na monitorização dos recursos hídricos em Portugal, através de
modelos onde se analisam parâmetros, tais como a direção e a velocidade média diária
do vento, a evaporação média diária, a humidade relativa média diária, o nível de
precipitação anual média, a pressão atmosférica, a radiação diária, a temperatura média
diária da água e do ar.
O nível de precipitação anual média tem vindo a diminuir nos últimos anos. Cada vez
mais é necessário conhecer bem as oito Regiões Hidrográficas em Portugal,
designadamente, Minho e Lima, Cávado, Ave e Leça, Douro, Mondego, Vouga e Lis, Tejo
e Ribeiras do Oeste, Sado e Mira, Guadiana e Ribeiras do Algarve. Atender a parâmetros
como a capacidade de escoamento, a retenção inicial, a capacidade de retenção de água
na bacia e a recarga mensal máxima , bem como ao dimensionamento dos usos em
função dos níveis de escorrências, deve ser uma prática obrigatória na gestão do
território.
Figura 2 - Os valores representam a variação da precipitação anual média entre os
períodos 1945/46-1980/81 e 1981/82-2015/16 (Fonte APA)
O nível de escoamento nas regiões hidrográficas tem -se reduzido drasticamente nos
últimos anos, o que torna obrigatório conhecer os consumos em cada um dos setores
dentro de cada uma das regiões.
Figura 3 - Os valores representam a variação das escorrências anuais médias entre os
períodos 1945/46-1980/81 e 1981/82-2015/16 (Fonte APA)
Essa monitorização tem -nos permitido perceber que a s bacias hidrográficas têm hoje
menos água. resultado das alterações climáticas que afetaram o regime hídrico. A Figura
4 é demonstrativa do que está a acontecer na Península Ibérica , com a representação
da redução de escorrências de cada uma das bacias internacionais, considerando
conjuntamente a parte do território espanhol e a parte do território português.
Figura 4 - Disponibilidades de água: Escoamento anual (Fonte APA)
Compreende-se que, apesar da importância de aumentar a oferta, urge tomar
medidas para assegurar uma utilização mais eficiente e criteriosa, tendo em conta a
disponibilidade finita do recurso. Como dissemos, torna-se imperioso adaptar o tecido
produtivo às reais disponibilidades hídricas, assente num modelo onde a criação de
riqueza esteja associada à disponibilidade dos recursos e ao valor acrescentado bruto
dos produtos que vão ser produzidos mediante a sua utilização ., seja esse valor de
ordem económica ou de car ácter estratégico para o País, antecipa ndo cenários d e
procura e de oferta. Atualmente, é, ainda, possível simular as escorrências nos próximos
70 anos, com base em modelos de modelação cli mática e de eventos extremos e nos
dois cenários apresentados na Figura 5, existem motivos de muita preocupação.
Figura 5 - Cenários climáticos: Escoamento anual (Fonte APA)
Levar em conta o índice de escassez WEI+ por região, é igualmente, um exercício
fundamental, porque permite entender quais as medidas e políticas que devem ser
implementadas, face a cenários futuros , em cada uma das regiões, e, desta forma,
retirar as conclusões sobre as melhores estratégias para um uso racional e sustentável
da água.
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RWR: Recursos superficiais e subterrâneos disponíveis, deduzidos dos volumes para
fins ecológicos
Uso de água: Volumes captados, deduzidos dos retornos
Figura 6 - WEI+ por Região Hidrográfica (Fonte APA)
Num quadro em que os valores do WEI+ são genericamente elevados, as bacias
hidrográficas do Sado e do Mira são aquelas que merecem maior preocupação
Assim, e ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais aplicáveis, os
Deputados abaixo-assinados apresentam o seguinte projeto de resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do art.º 156º da Constituição
da República Portuguesa, recomendar ao Governo que:
1) Desenvolva o cronograma de implementação dos Planos de Eficiência Hídrica das
diferentes regiões e bacias hidrográficas , priorizando a implementação por
aquelas que apresentam níveis de escassez severa ou extrema;
2) Preveja no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Alentejo a construção de uma
central dessalinizadora, de forma a assegurar o aumento da oferta hídrica na
região.
3) Assegure a monitorização e controlo de perdas nas diferentes baciase consumos
por setor e defina metas para o cumprimento de objetivos de eficiência no uso
dos recursos hídricos;
4) Integre nos instrumentos de gestão territorial a obrigatoriedade de avaliação de
recursos hídricos nos projetos a desenvolver em cada um dos municípios , com
vista a garantir a segurança do abastecimento;
5) Apresente ao Parlamento os planos para a implementação de novas soluções de
abastecimento de água em Portugal.
Palácio de São Bento, 5 de junho de 2023
As Deputadas e os Deputados
Rui Lage
António Monteirinho
Ricardo Pinheiro
Nelson Brito
João Miguel Nicolau
Eurico Brilhante Dias
Bárbara Dias
Diogo Cunha
Francisco Dinis
Joaquim Barreto
José Pedro Ferreira
Raquel Ferreira
Tiago Brandão Rodrigues
Vera Braz
André Pinotes Batista
Hugo Carvalho
Joana Lima
Jorge Gabriel Martins
José Carlos Barbosa
José Rui Cruz
Luís Graça
Miguel Matos
Paulo Marques
Susana Barroso
Tiago Barbosa Ribeiro
---
Publicação — DAR II série A — 21-25 — 06/06/2023
6 DE JUNHO DE 2023
Assembleia da República, 6 de junho de 2023.
As Deputadas e os Deputados BE: Isabel Pires — Pedro Filipe Soares — Mariana Mortágua — Catarina
Martins — Joana Mortágua.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 763/XV/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO NOVAS SOLUÇÕES DE MONITORIZAÇÃO E ABASTECIMENTO DE
ÁGUA EM PORTUGAL
As sociedades contemporâneas, baseadas no consumo, permitem-nos obter os níveis de conforto elevados
que não dispensamos nas nossas vidas, mas implicam igualmente uma utilização excessiva e descontrolada de
recursos do planeta. O padrão de vida no mundo ocidental levou ao desenvolvimento de um modelo económico
que obriga a uma satisfação permanente das nossas necessidades. Podemos mesmo dizer que o que usamos
ou o que adquirimos, nos dias de hoje, não se compra com euros ou com outra qualquer moeda internacional,
mas sim com recursos do planeta, existindo estudos que apresentam de forma detalhada a quantidade de
recursos exaurida na produção de algumas das coisas básicas que consumimos diariamente.
A ação humana, nos últimos dois séculos, espoletou externalidades muito negativas no que diz respeito à
preservação da biodiversidade, ao esgotamento de recursos e a alterações do clima. O sistema económico
marcado pela linearidade, onde tem assentado o crescimento de todos os países desde a revolução industrial,
adensa estes efeitos perniciosos, como um círculo vicioso que algema o crescimento económico à extração,
produção e consumo sem limites, levando a efeitos negativos cada vez mais expressivos e irreversíveis. A
adoção de um paradigma económico marcado pela circularidade é o caminho essencial para garantir,
simultaneamente, crescimento económico, bem-estar das populações e sustentabilidade ambiental.
Apesar da urgência desta transição, a sua plena adoção exige tempo de adaptação, de forma a garantir que
a transição que se deseja seja justa e equilibrada. É, portanto, fundamental, que neste hiato temporal, os
governos adotem medidas de mitigação dos efeitos adversos da nossa atividade que garantam a disponibilidade
e eficiência dos recursos essenciais à vida e à atividade económica.
Também no panorama europeu, o Pacto Ecológico Europeu e o pacote legislativo Fit for 55têm vindo a
introduzir mecanismos que vinculam os 27 países da União Europeia à implementação de medidas que
garantam a sustentabilidade no uso destes recursos. Aconteceu assim em muitas áreas essenciais, como é o
caso da produção de eletricidade, das telecomunicações ou da emancipação energética face ao gás natural,
estando estratégia conjunta de produção e distribuição de gases renováveis em desenvolvimento no espaço
europeu.
Portugal está seriamente comprometido com este esforço e, pela sua condição geográfica singular, deve ter
uma atenção particular nessa ambição regional de tornar o continente europeu um território mais resiliente do
ponto de vista ambiental e mais capaz de responder aos desafios que as alterações climáticas encerram. Muitas
vezes utilizamos a expressão «ilha energética» para caracterizar a relação que a Península Ibérica tem com os
outros países da União Europeia, no que toca ao setor energético, tendo-se inclusivamente desenvolvido
algumas medidas que permitiram uma excecionalidade face às regras comunitárias. O mesmo podemos dizer
de Portugal face a Espanha em matéria de recursos hídricos.
É o caso da gestão dos recursos hídricos nacionais. Uma boa parte do território continental português é
ocupado por bacias hidrográficas partilhadas com Espanha, sendo que cerca de 40 % das escorrências
superficiais que ocorrem em Portugal têm origem no país vizinho.
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Apreciação — DAR I série — 35-47 — 30/09/2023
30 DE SETEMBRO DE 2023
A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Srs. Deputados, está nas vossas mãos provar que se importam com as pessoas e não apenas com a manutenção de um modelo esgotado. Está nas vossas mãos provar que se
importam com as pessoas e não com o partido que abre este debate. Está nas vossas mãos não deixar as
pessoas à espera. Não façam as pessoas perderem mais tempo.
A Iniciativa Liberal fez a sua parte, façam agora a vossa.
Aplausos da IL.
Protestos do Deputado do PCP João Dias.
A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Passamos ao terceiro ponto da nossa ordem de trabalhos e, para apresentar o Projeto de Resolução n.º 763/XV/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo novas soluções de
monitorização e abastecimento de água em Portugal, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro do Carmo.
O Sr. Pedro do Carmo (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O projeto de resolução que apresentamos recomenda ao Governo novas soluções de monitorização e abastecimento de água em Portugal.
Sr.as e Srs. Deputados, para um alentejano como eu, falar de água ou, melhor, da sua falta é sempre um
imperativo. É uma oportunidade que não perdemos nunca, pois sentimos sempre, ao longo de várias décadas,
o quão difícil é viver com a sua escassez.
Não é novidade para nenhum de nós que o padrão de vida do mundo ocidental levou ao desenvolvimento de
um modelo económico que obriga a uma satisfação permanente e imediata das nossas necessidades, levando
ao aproveitamento extremo dos recursos do planeta, nomeadamente do bem essencial, que é a água.
A água é um direito humano. Ninguém deve ter esse acesso negado, afirmou António Guterres, Secretário-
Geral das Nações Unidas, como também afirmou que vivemos um momento de emergência climática.
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Uh!
A Sr.ª Rita Matias (CH): — Ui, ui! Eles «andem» aí!
O Sr. Pedro do Carmo (PS): — Fruto das alterações climáticas, perante os impactos que provocamos no planeta, é, pois, fundamental e urgente que os Governos adotem medidas de mitigação dos efeitos adversos e
que, ao mesmo tempo, ganhem a disponibilidade e eficiência dos recursos essenciais à vida, à agricultura e às
restantes atividades económicas.
Assim, urge adotar medidas de adaptação de forma a garantir simultaneamente o crescimento económico e
o bem-estar das populações, assegurando sempre que esta transição é justa e equilibrada. É, sem dúvida, uma
fórmula difícil de aplicar, até pela sua emergência.
É, portanto, fundamental que o Governo desenvolva um conjunto de medidas que permitam, em
convergência, ou em exceção, com as políticas europeias, garantir uma boa gestão dos recursos hídricos
nacionais. No caso ibérico, Portugal e Espanha já deram um bom exemplo de como é possível, em conjunto,
implementar soluções excecionais de aplicação ibérica, como foi com o pacto para a energia.
Devemos também agora consolidar a cooperação política e económica na gestão conjunta para os recursos
hídricos, a designada Convenção de Albufeira, pois boa parte do território continental português é ocupada por
bacias hidrográficas partilhadas com a Espanha, sendo que cerca de 40 % das correntes superficiais que
ocorrem em Portugal têm, como VV. Ex.as sabem, origem no país vizinho.
Os rios e as águas não têm fronteiras. Um bom exemplo disto que vos digo é a barragem do Alqueva e todo
o impacto que tem tido no País e, em particular, em todo o Alentejo. Pergunto-me, muitas vezes, o que seria
económica e socialmente desta região se não tivesse sido a coragem do Governo em construir e continuar a
investir na vasta rede de canais e açudes do Alqueva.
Fruto deste investimento, que foi e é legalmente construído, os distritos de Beja e Évora têm hoje um circuito
de distribuição de água, que vai de Barrancos a Odemira, passando por Viana do Alentejo. Garantimos, assim,
o abastecimento público às populações, mesmo em tempo de seca severa como o que vivemos.
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Votação na generalidade — DAR I série — 66-66 — 30/09/2023
I SÉRIE — NÚMERO 8
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e do L, votos a favor do PSD, do
CH e do PAN e a abstenção da IL.
Seguidamente, vamos votar o requerimento, apresentado pelo PAN, solicitando a baixa à Comissão de
Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdade e Garantias, sem votação, por 60 dias, do Projeto de Lei
n.º 884/XV/1.ª (PAN) — Autoriza o acesso de estudantes de Medicina a sistemas de registo de dados de saúde
dos utentes, procedendo à primeira alteração à Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos prosseguir com a votação do Projeto de Resolução n.º 750/XV/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo
que adote medidas para aumentar a eficácia, eficiência e produtividade do Serviço Nacional de Saúde,
particularmente nas zonas e regiões mais carenciadas.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP e do BE, votos a favor do PSD e do CH
e abstenções da IL, do PAN e do L.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 763/XV/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo
novas soluções de monitorização e abastecimento de água em Portugal.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CH e da IL, votos contra do PCP
e abstenções do BE, do PAN e do L.
O projeto baixa à 11.ª Comissão.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 437/XV/1.ª (CH) — Alteração à lei dos serviços
municipais de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais e de gestão de resíduos
urbanos.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e do L, votos a favor do CH e
abstenções do PSD, da IL e do PAN.
Vamos votar, ainda na generalidade, o Projeto de Lei n.º 853/XV/1.ª (BE) — Procede à criação do instituto
da água, I. P. e à reativação das administrações das regiões hidrográficas e dos conselhos da região
hidrográfica.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do PSD, votos a favor do PCP, do BE e do L e
abstenções do CH, da IL e do PAN.
Temos, de seguida, a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 794/XV/1.ª (PSD) —
Modernização da monitorização dos recursos hídricos.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CH, da IL, do PCP, do BE, do PAN e do L
e a abstenção do PS.
Este projeto baixa à 11.ª Comissão.
Procedemos, de seguida, à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 809/XV/1.ª (PSD) —
Campanha nacional e plurianual para a poupança de água.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e votos a favor do PSD, do CH, da IL, do PCP,
do BE, do PAN e do L.
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Votação final global — DAR I série — 56-56 — 14/10/2023
I SÉRIE — NÚMERO 13
Passamos à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente e Energia, relativo
ao Projeto de Resolução n.º 763/XV/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo novas soluções de monitorização e
abastecimento de água em Portugal.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD e da IL, votos contra do PCP e
abstenções do CH, do BE e do L.
Passamos à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente e Energia, relativo
ao Projeto de Resolução n.º 794/XV/1.ª (PSD) — Modernização da monitorização dos recursos hídricos.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade, registando-se a ausência do PAN.
Seguimos com a votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente e Energia,
relativo ao Projeto de Resolução n.º 822/XV/1.ª (BE) — Programa nacional para redução de perdas de água.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade, registando-se a ausência do PAN.
Continuamos com a votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente e Energia,
relativo ao Projeto de Resolução n.º 830/XV/1.ª (PSD) — Promover a utilização de águas residuais tratadas no
combate a incêndios rurais, reforçando a rede de pontos de água.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CH, da IL, do BE e do L e a
abstenção do PCP.
Passamos agora à votação, na generalidade, do texto de substituição, apresentado pela Comissão de
Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo aos Projetos de Lei n.os 70/XV/1.ª (PSD) —
Procede à segunda alteração à Lei n.º 32/2008, de 17 de julho, que transpõe para a ordem jurídica interna a
Diretiva n.º 2006/24/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de março, relativa à conservação de
dados gerados ou tratados no contexto da oferta de serviços de comunicações eletrónicas publicamente
disponíveis ou de redes públicas de comunicações, conformando-a com o Acórdão do Tribunal Constitucional
n.º 268/2022, e 79/XV/1.ª (CH) — Altera a Lei n.º 32/2008, de 17 de julho, por forma a harmonizá-la com os
preceitos constitucionais em vigor, e à Proposta de Lei n.º 11/XV/1.ª (GOV) — Regula o acesso a metadados
referentes a comunicações eletrónicas para fins de investigação criminal.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD e do CH e votos contra da IL, do PCP,
do BE e do L.
Passamos agora a votar a assunção pelo Plenário das votações indiciárias realizadas na especialidade, em
sede de comissão, relativas a este texto de substituição.
Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade, registando-se a ausência do PAN.
Passamos agora à votação final global do texto de substituição, apresentado pela Comissão de Assuntos
Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, relativo aos Projetos de Lei n.os 70/XV/1.ª (PSD) — Procede
à segunda alteração à Lei n.º 32/2008, de 17 de julho, que transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva
n.º 2006/24/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de março, relativa à conservação de dados
gerados ou tratados no contexto da oferta de serviços de comunicações eletrónicas publicamente disponíveis
ou de redes públicas de comunicações, conformando-a com o Acórdão do Tribunal Constitucional n.º 268/2022,
e 79/XV/1.ª (CH) — Altera a Lei n.º 32/2008, de 17 de julho, por forma a harmonizá-la com os preceitos
constitucionais em vigor, e à Proposta de Lei n.º 11/XV/1.ª (GOV) — Regula o acesso a metadados referentes
a comunicações eletrónicas para fins de investigação criminal.
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