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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 762/XV/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A CRIAÇÃO DE UM ESTATUTO
PROFISSIONAL DE FAROLEIRO QUE GARANTA MELHORES CONDIÇÕES
LABORAIS
A função dos faroleiros não se esgota no “cuidar” dos faróis, baseia-se em possibilitar um
apoio mais preciso, e por isso, mais seguro à navegação, a manutenção da rede de
vigilância “Costa Segura” instalada nos faróis e que é assegurada por uma subcategoria
que corresponde ao “Faroleiro-Técnico”, profissionais especializados que garantem a
manutenção de equipamentos de grande complexidade e que constituem importantes
apoios à navegação.
Em declarações públicas, o Diretor de Faróis, Pedro Miranda de Castro, realçou a
insuficiência do número de faroleiros nos Açores e de um impasse criado pelo Ministério
das Finanças na abertura de um novo curso de formação de faroleiros.
Atualmente, nos Açores encontram-se em funções 27 faroleiros para 16 faróis, quando
seriam necessários, pelo menos, 34 faroleiros. Está em causa o reforço de, no mínimo, 7
faroleiros, uma vez que vários profissionais se vão reformando e outros pedem
mobilidade para outros serviços.
Estas preocupações foram já amplamente denunciadas por parte da Associação Sócio-
Profissional dos Faroleiros (ASPFA) e pode ler-se num comunicado recente que: “cada
vez se torna mais difícil o desempenho da nossa profissão, especialmente para os nossos
camaradas da Região Autónoma dos Açores que são os que mais estão a sofrer com esta
falta de pessoal; eles, e o subgrupo de pessoal Faroleiro-Técnico estão infelizmente na
linha da frente deste triste problema.”:
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Apesar de uma urgência identificada, existe um impasse criado pelo Ministério Finanças
que se prende com a ausência de resposta, no que diz respeito à abertura de novos
concursos que permitam colmatar a falta de faroleiros identificada. já que a abertura de
um novo curso está apenas dependente de um despacho daquele Ministério. Neste
sentido, relembrou o Diretor de Faróis relembrou que se o curso não for aberto até ao
final do ano, perde-se a respetiva certificação.
É inaceitável que as condições laborais destes trabalhadores e trabalhadoras se venham
degradando. Não só é urgente um reforço do quadro de pessoal - que tem sido
negligenciado -, como também a valorização profissional dos faroleiros. A missão que
lhes é atribuída é de grande importância e é de elementar justiça que lhes sejam
asseguradas condições de trabalho adequadas às suas funções e correspondam a uma
efetiva valorização profissional.
Como refere a ASPFA, os faroleiros “necessitam urgentemente de saber o que o Estado
quer para o futuro da profissão de faroleiro, pois, enquanto se reflete longamente sobre
este tema, sem nunca encontrar uma solução satisfatória, os nossos colegas faroleiros
vão-se aposentando, ou migrando em mobilidade para outro serviço do Estado.
Precisamos de pessoas e de legislação adequada que nos enquadre bem, aquando do
ativo e que não nos penalize na aposentação.”.
Os faroleiros, que se enquadram no QPMM – Quadro de Pessoal Militarizado da Marinha,
criado, ao abrigo do Decreto-Lei nº 282/76, de 20 de abril, têm defendido a revisão da
legislação, porque desatualizada do ponto de vista social e laboral, e a criação de um
Estatuto Profissional que assegure direitos, deveres, proteção social e seja adequado a
cada uma das funções e capaz de dar resposta aos desafios profissionais que possam
surgir.
Importa garantir a estes trabalhadores e trabalhadoras melhores condições de trabalho
e adequadas ao exercício das importantes funções que desempenham, carreiras mais
atrativas e melhores salários. É urgente travar a degradação das condições de trabalho
destes profissionais e o Governo tem responsabilidade direta sobre esta matéria
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
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1. Crie um Estatuto Profissional de Faroleiro melhores condições de trabalho e
adequadas ao exercício das importantes funções que desempenham, carreiras mais
atrativas e melhores salários;
2. Garanta um reforço efetivo do número de faroleiros, designadamente através da
abertura de novos cursos de formação.
Assembleia da República, 06 de junho de 2023.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Isabel Pires; Pedro Filipe Soares; Mariana Mortágua;
Catarina Martins; Joana Mortágua
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Publicação — DAR II série A — 20-21 — 06/06/2023
II SÉRIE-A — NÚMERO 239
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 762/XV/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO A CRIAÇÃO DE UM ESTATUTO PROFISSIONAL DE FAROLEIRO QUE
GARANTA MELHORES CONDIÇÕES LABORAIS
A função dos faroleiros não se esgota no «cuidar» dos faróis, baseia-se em possibilitar um apoio mais preciso
e, por isso, mais seguro à navegação, a manutenção da rede de vigilância «Costa Segura» instalada nos faróis
e que é assegurada por uma subcategoria que corresponde ao «Faroleiro-Técnico», profissionais especializados
que garantem a manutenção de equipamentos de grande complexidade e que constituem importantes apoios à
navegação.
Em declarações públicas, o Diretor de Faróis, Pedro Miranda de Castro, realçou a insuficiência do número
de faroleiros nos Açores e de um impasse criado pelo Ministério das Finanças na abertura de um novo curso de
formação de faroleiros.
Atualmente, nos Açores encontram-se em funções 27 faroleiros para 16 faróis, quando seriam necessários,
pelo menos, 34 faroleiros. Está em causa o reforço de, no mínimo, sete faroleiros, uma vez que vários
profissionais se vão reformando e outros pedem mobilidade para outros serviços.
Estas preocupações foram já amplamente denunciadas por parte da Associação Sócio-Profissional dos
Faroleiros (ASPFA) e pode ler-se num comunicado recente que: «cada vez se torna mais difícil o desempenho
da nossa profissão, especialmente para os nossos camaradas da Região Autónoma dos Açores que são os que
mais estão a sofrer com esta falta de pessoal; eles, e o subgrupo de pessoal Faroleiro-Técnico estão infelizmente
na linha da frente deste triste problema.»:
Apesar de uma urgência identificada, existe um impasse criado pelo Ministério Finanças que se prende com
a ausência de resposta, no que diz respeito à abertura de novos concursos que permitam colmatar a falta de
faroleiros identificada, já que a abertura de um novo curso está apenas dependente de um despacho daquele
Ministério. Neste sentido, relembrou o Diretor de Faróis relembrou que se o curso não for aberto até ao final do
ano, perde-se a respetiva certificação.
É inaceitável que as condições laborais destes trabalhadores e trabalhadoras se venham degradando. Não
só é urgente um reforço do quadro de pessoal – que tem sido negligenciado –, como também a valorização
profissional dos faroleiros. A missão que lhes é atribuída é de grande importância e é de elementar justiça que
lhes sejam asseguradas condições de trabalho adequadas às suas funções e correspondam a uma efetiva
valorização profissional.
Como refere a ASPFA, os faroleiros «necessitam urgentemente de saber o que o Estado quer para o futuro
da profissão de faroleiro, pois, enquanto se reflete longamente sobre este tema, sem nunca encontrar uma
solução satisfatória, os nossos colegas faroleiros vão-se aposentando, ou migrando em mobilidade para outro
serviço do Estado. Precisamos de pessoas e de legislação adequada que nos enquadre bem, aquando do ativo
e que não nos penalize na aposentação.»
Os faroleiros, que se enquadram no QPMM – Quadro de Pessoal Militarizado da Marinha, criado, ao abrigo
do Decreto-Lei n.º 282/76, de 20 de abril, têm defendido a revisão da legislação, porque desatualizada do ponto
de vista social e laboral, e a criação de um estatuto profissional que assegure direitos, deveres, proteção social
e seja adequado a cada uma das funções e capaz de dar resposta aos desafios profissionais que possam surgir.
Importa garantir a estes trabalhadores e trabalhadoras melhores condições de trabalho e adequadas ao
exercício das importantes funções que desempenham, carreiras mais atrativas e melhores salários. É urgente
travar a degradação das condições de trabalho destes profissionais e o Governo tem responsabilidade direta
sobre esta matéria.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1 – Crie um estatuto profissional de faroleiro melhores condições de trabalho e adequadas ao exercício das
importantes funções que desempenham, carreiras mais atrativas e melhores salários;
2 – Garanta um reforço efetivo do número de faroleiros, designadamente através da abertura de novos
cursos de formação.
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