Projeto de Resolução n.º 708/XV
Recomenda ao governo que proceda às diligências necessárias com vista à defesa da
biodiversidade e proteção das zonas húmidas do Algarve
O conhecimento científico alerta-nos para as dramáticas consequências das alterações
climáticas e da drástica redução da biodiversidade ao nível global que importa minimizar
e reverter.
Portugal tem sido pioneiro na assunção de metas internacionais e de políticas
estratégicas em matéria de transição energética, até 2030 devemos alcançar uma meta
de 70% de energia de fonte renovável no consumo final bruto de energia e dispormos
de 30% do território nacional, terrestre e marítimo, sobre um regime de proteção
ambiental.
O Algarve, sublinhe-se, possui já no presente cerca de 36% do seu territó rio sobre um
regime de proteção ambiental, sendo de salientar, no sotavento algarvio, o Parque
Natural da Ria Formosa e a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de
Santo António, na zona central, as Áreas de Paisagem Protegidas Locais da Roch a da
Pena e da Fonte Benémola e no barlavento algarvio a Ria de Alvor, incluída na Rede
Natura 2000 e o Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.
Mas a região, que ambiciona ser cada vez mais reconhecida como um território de
excelência ambiental, para além destas grandes áreas de vida e biodiversidade, possui
um conjunto de outras pequenas zonas costeiras de diversas origens e fisionomias, com
relevante riqueza e importância ecológica, que importa proteger e valorizar.
Por essa razão, em 20 18, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentou uma
iniciativa com o objetivo de proteger e valorizar um conjunto de pequenas zonas
húmidas, áreas de sapal, paul, turfeira ou água doce, que ao longo da história por
desconhecimento ou incúria foram considerados territórios pobres e marginais,
reconhecendo, pelo contrário, a importância central destes ecossistemas para a
biodiversidade.
Atento à necessidade de proceder ao estudo, classificação e proteção destas zonas
húmidas, o Ministério do Ambiente viria a abrir um aviso, através do Fundo Ambiental,
que resultou num estudo levado a efeito pela associação ambientalista Almargem, em
colaboração com outras ONG, sobre a caracterização da Foz do Almargem e do Trafal,
em Loulé, a Lagoa dos Salgados, em Si lves e Albufeira, as Alagoas Brancas, em Lagoa e
do Paul de Lagos, em Lagos.Deste trabalho no terreno resultou um maior conhecimento
científico sobre a realidade ambiental destes territórios e diferentes propostas de
intervenção.
No que se refere à Foz do Almargem e ao Trafal, onde foram identificadas 137 espécies,
com destaque para as aves aquáticas invernantes e migratórias, a Câmara Municipal de
Loulé decidiu suspender o Plano Diretor Municipal e aprovar, com o voto contra do PSD,
medidas preventivas so bre aquele território, propondo a sua classificação enquanto
Reserva Natural Local.
Em relação à Lagoa dos Salgados, que integra uma vasta área, conhecida por Praia
Grande, onde ainda se inclui uma outra zona húmida, o Sapal da Ribeira de Alcantarilha
e on de foram identificados 12 habitat s naturais e seminaturais, 13 espécies de flora
RELAPE (raras, endémicas, localizadas, ameaçadas ou em perigo de extinção), incluindo
um grande povoamento de Linaria Algarviana, e de aves com distribuição reduzida ou
mesmo ameaçadas de extinção em Portugal, como o colhereiro. Numa década foram
identificadas 221 espécies de aves, o equivalente a cerca de 60% do total de espécies
registadas em toda a região. O Governo veio propor, através do Ministério do Ambiente,
a criação de uma Reserva Natural, a primeira área protegida nacional a ser criada nos
últimos 21 anos em Portugal.
Refira-se que entre Lagoa e Albufeira, está ainda prevista a criação de uma outra Reserva
Natural, deste feito em espaço marítimo. Ao longo de 94 km2, do Farol da Alfanzina à
Marina de Albufeira, existe um oásis a 30 metros de profundidade onde foram
identificadas 1.294 espécies marinhas, das quais 1.020 invertebrados, 141 vertebrados
e 133 espécies de algas e onde se propõe a criação de uma Área Marinha Protegida de
Interesse Comunitário.
Já em Lagos, a Câmara Municipal vem desenvolvendo há vários anos com o apoio da
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, a caracterização e valori zação da várzea
da ribeira de Bensafrim, onde foram identificadas 210 espécies de avifauna, 32 espécies
de mamíferos, 17 espécies de anfíbios e repteis, 37 de borboletas, 373 diferentes
plantas vasculares, tendo sido igualmente identificados 9 habitats, um deles prioritário
para a conservação. A autarquia já executou e aprovou o Plano de Pormenor, que prevê
a criação do Parque Ambiental do Paul de Lagos, projeto a desenvolver numa área de
24,4 hectares, de forma a garantir a melhoria e a diversificação dos habitats existentes
e o aumento da biodiversidade daquele território.
Merece ainda referência, em Aljezur, a recente constituição e aprovação pelo Instituto
de Conservação da Natureza e das Florestas, da Área Protegida Privada do Vale das
Amoreiras. Um bos que autóctone de sobreiros e carvalhos de grande porte onde ao
longo de cerca de 10 hectares se podem encontrar algumas espécies raras em Portugal,
como o Carvalho -de-Monchique ou a Senecio lopezii, planta endémica da Península
Ibérica que em Portugal apen as existe no Algarve e que, segundo a Lista Vermelha da
Flora Vascular de Portugal Continental, encontra-se em perigo de extinção.
Nesta lista ficou, contudo, mais atrasada a intervenção nas Alagoas Brancas, em Lagoa.
Trata-se de uma zona húmida de água do ce e carácter sazonal, no concelho de Lagoa,
que, não obstante a sua pequena dimensão, o estado de abandono com entulho e lixo
e a proximidade de atividades humanas, por estar inserida, segundo o Plano Diretor
Municipal, numa zona urbana (ladeado por uma e strada nacional, hipermercados e
várias habitações) foram identificadas 114 espécies de aves, 13 espécies de repteis e 71
espécies de insetos e outros artrópodes.
A proximidade das Alagoas Brancas com importantes locais de alimentação de diversas
aves aquá ticas, como é o caso dos arrozais de Lagoa, não pode estar dissociada da
importância do local, em particular para espécies invernantes, que aproveitam este sítio
quando está alagado, sendo de destacar durante o período de inverno a concentração
de Íbis-preta que pode representar até 1% da população regional.
Em face das limitações, tanto legais como de degradação, na recuperação deste
ecossistema, que do ponto de vista da hierarquia da biodiversidade não é comparável
com outras zonas húmidas estudadas e aqui referidas, mas ainda assim, tendo presente
a importância das bacias de água doce como locais de nidificação e concentração de
aves, bem como de outras espécies, o Município de Lagoa tem mostrado vontade e
disponibilidade para recriar, em zona próxima, umhabitat mais protegido das atividades
humanas e onde seja possível efetuar uma gestão adequada dos caudais de água doce
durante todo o ano, de forma a restaurar um ecossistema que proteja as espécies
identificadas no local e até potencie a biodiversidade que hoje podemos identificar nas
Alagoas Brancas. A intenção, reconhecemos, não recolhe unanimidade, mas parece-nos
um caminho que em face das limitações e atuais circunstâncias pode e deve ser
estudado e explorado.
Tendo em conta que o próprio ICNF não e ncontrou razões ambientais para a
classificação nacional das Alagoas Brancas, remetendo a sua eventual proteção para
decisão de nível local e/ou regional, e atendendo a que as próprias Nações Unidas
apontam em determinadas circunstâncias a possibilidade de restaurar e relocalizar um
ecossistema e que essa parece ser a opção da autarquia de Lagoa, o Grupo Parlamentar
do Partido Socialista formula o presente conjunto de recomendações de intervenção.
Assim, nos termos regimentais e constitucionais aplicáveis , os D eputados abaixo -
assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentam o seguinte projeto
de resolução:
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do art.º 156º da Constituição
da República Portuguesa, recomendar ao Govern o que , no âmbito do Plano de
Recuperação e Resiliência e do apoio a projetos para o setor agrícola:
1. Avance com a institucionalização da Reserva Nacional da Lagoa dos Salgados e
da Área Marinha Protegida de Interesse Comunitário da Pedra do Valado,
envolvendo na sua gestão os municípios e os agentes da região ( Universidade e
ONGs);
2. Apoie, científica e financeiramente, os Municípios de Loulé, Lagoa e Lagos na
prossecução da Reserva Natural Local da Foz do Almargem e Trafal, da eventual
restauração das Alagoas Brancas e da criação do Parque Ambiental do Paul de
Lagos;
3. Consolide o projeto de proteção das pradarias de ervas marinhas, refúgio e
habitat dos cavalos -marinhos na Ria Formosa e apoie o projeto de criação em
cativeiro desenvolvido pela Universidade do Algarve (CCMar);
4. Apoie a conservação da comunidade de Adelfeirais na Serra de Monchique,
relíquia da floresta de laurissilva que ocupou a Península Ibérica em épocas
geológicas passadas, quando o clima dominante era tropical;
Palácio de São Bento, 19 de maio de 2023
As Deputadas e os Deputados,
Luís Graça
Jamila Madeira
Jorge Botelho
Isabel Guerreiro
Francisco Oliveira
Ricardo Pinheiro
Maria da Luz Rosinha
António Monteirinho
Nélson Brito
Raquel Ferreira
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Publicação — DAR II série A — 4-6 — 19/05/2023
II SÉRIE-A — NÚMERO 228
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 708/XV/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE PROCEDA ÀS DILIGÊNCIAS NECESSÁRIAS COM VISTA À
DEFESA DA BIODIVERSIDADE E PROTEÇÃO DAS ZONAS HÚMIDAS DO ALGARVE
O conhecimento científico alerta-nos para as dramáticas consequências das alterações climáticas e da
drástica redução da biodiversidade ao nível global que importa minimizar e reverter.
Portugal tem sido pioneiro na assunção de metas internacionais e de políticas estratégicas em matéria de
transição energética, até 2030 devemos alcançar uma meta de 70 % de energia de fonte renovável no
consumo final bruto de energia e dispor de 30 % do território nacional, terrestre e marítimo, sob um regime de
proteção ambiental.
O Algarve, sublinhe-se, possui já no presente cerca de 36 % do seu território sob um regime de proteção
ambiental, sendo de salientar, no Sotavento Algarvio, o Parque Natural da Ria Formosa e a Reserva Natural
do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, na zona central, as áreas de Paisagem Protegidas
Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola e, no Barlavento Algarvio, a ria de Alvor, incluída na Rede
Natura 2000, e o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Mas a região, que ambiciona ser cada vez mais reconhecida como um território de excelência ambiental,
para além destas grandes áreas de vida e biodiversidade, possui um conjunto de outras pequenas zonas
costeiras de diversas origens e fisionomias, com relevante riqueza e importância ecológica, que importa
proteger e valorizar.
Por essa razão, em 2018, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentou uma iniciativa com o
objetivo de proteger e valorizar um conjunto de pequenas zonas húmidas, áreas de sapal, paul, turfeira ou
água doce, que, ao longo da história, por desconhecimento ou incúria, foram considerados territórios pobres e
marginais, reconhecendo, pelo contrário, a importância central destes ecossistemas para a biodiversidade.
Atento à necessidade de proceder ao estudo, classificação e proteção destas zonas húmidas, o Ministério
do Ambiente viria a abrir um aviso, através do Fundo Ambiental, que resultou num estudo levado a efeito pela
associação ambientalista Almargem, em colaboração com outras ONG, sobre a caracterização da foz do
Almargem e do Trafal, em Loulé, a lagoa dos Salgados, em Silves e Albufeira, as Alagoas Brancas, em Lagoa,
e do paul de Lagos, em Lagos. Deste trabalho no terreno resultou um maior conhecimento científico sobre a
realidade ambiental destes territórios e diferentes propostas de intervenção.
No que se refere à foz do Almargem e ao Trafal, onde foram identificadas 137 espécies, com destaque
para as aves aquáticas invernantes e migratórias, a Câmara Municipal de Loulé decidiu suspender o Plano
Diretor Municipal e aprovar, com o voto contra do PSD, medidas preventivas sobre aquele território, propondo
a sua classificação enquanto Reserva Natural Local.
Em relação à lagoa dos Salgados, que integra uma vasta área conhecida por Praia Grande, onde ainda se
inclui uma outra zona húmida, o Sapal da Ribeira de Alcantarilha e onde foram identificados 12 habitats
naturais e seminaturais, 13 espécies de flora RELAPE (raras, endémicas, localizadas, ameaçadas ou em
perigo de extinção), incluindo um grande povoamento de linaria algarviana, e de aves com distribuição
reduzida ou mesmo ameaçadas de extinção em Portugal, como o colhereiro. Numa década foram identificadas
221 espécies de aves, o equivalente a cerca de 60 % do total de espécies registadas em toda a região. O
Governo veio propor, através do Ministério do Ambiente, a criação de uma reserva natural, a primeira área
protegida nacional a ser criada nos últimos 21 anos em Portugal.
Refira-se que entre Lagoa e Albufeira está ainda prevista a criação de uma outra reserva natural, deste
feito em espaço marítimo. Ao longo de 94 km2, do Farol da Alfanzina à Marina de Albufeira, existe um oásis a
30 metros de profundidade onde foram identificadas 1294 espécies marinhas, das quais 1020 invertebrados,
141 vertebrados e 133 espécies de algas e onde se propõe a criação de uma área marinha protegida de
interesse comunitário.
Já em Lagos, a câmara municipal vem desenvolvendo há vários anos, com o apoio da Sociedade
Portuguesa para o Estudo das Aves, a caracterização e valorização da várzea da ribeira de Bensafrim, onde
foram identificadas 210 espécies de avifauna, 32 espécies de mamíferos, 17 espécies de anfíbios e répteis, 37
de borboletas, 373 diferentes plantas vasculares, tendo sido igualmente identificados 9 habitats, um deles
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Votação na generalidade — DAR I série — 85-85 — 24/06/2023
26 DE JUNHO DE 2023
O Sr. Pedro Pinto (CH): — Sr. Presidente, no ponto 1 do Projeto de Resolução n.º 654/XV/1.ª,
apresentado pelo Bloco de Esquerda, o sentido de voto do Chega não é a favor, é contra.
O Sr. Presidente: — Fica corrigido: em relação ao Projeto de Resolução n.º 654/XV/1.ª (BE), o voto do
Chega foi contra.
Não há alteração do resultado.
Vamos agora para a votação do Projeto de Resolução n.º 681/XV/1.ª (PAN) — Recomenda ao Governo a
elaboração de um plano de restauro ecológico.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do CH, da IL, do PCP, do BE,
do PAN e do L e a abstenção do PSD.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 645/XV/1.ª (CH) — Recomenda ao
Governo a criação de condições mais atrativas para a carreira de inspetor sanitário e o reforço do corpo de
inspetores da DGAV.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PSD e do CH e abstenções
da IL, do PCP, do BE, do PAN e do L.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 734/XV/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo
que promova a valorização da carreira de inspetores sanitários.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PSD, do CH, do PCP, do BE e
do L e abstenções da IL e do PAN.
A Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real pediu a palavra para apresentar uma declaração de voto por escrito?
A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sim, Sr. Presidente, relativa à votação nestas duas últimas propostas.
O Sr. Presidente: — Muito bem.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 637/XV/1.ª (PSD) — Proteger a zona
húmida das Alagoas Brancas no Algarve.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e votos a favor do PSD, do CH, da IL, do PCP,
do BE, do PAN e do L.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 658/XV/1.ª (PAN) — Recomenda ao
Governo a proteção da zona húmida das Alagoas Brancas, no concelho de Lagoa, distrito de Faro.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e votos a favor do PSD, do CH, da IL, do PCP,
do BE, do PAN e do L.
Prosseguimos, com a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 708/XV/1.ª (PS) —
Recomenda ao Governo que proceda às diligências necessárias com vista à defesa da biodiversidade e
proteção das zonas húmidas do Algarve.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CH, do BE, do PAN e do L e
abstenções da IL e do PCP.
O projeto baixa à 11.ª Comissão.
Votamos, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 735/XV/1.ª (CH) — Salvaguardar a zona húmida das
Alagoas Brancas do concelho de Lagoa, no Algarve.
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Votação final global — DAR I série — 67-67 — 08/07/2023
8 DE JULHO DE 2023
Passamos, agora, à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 599/XV/1.ª (PAN) — Consagra a natureza
pública dos crimes de violação e outros crimes contra a liberdade sexual, procedendo à alteração do Código
Penal.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e do PCP, votos a favor do CH, da IL,
do BE, do PAN e do L e a abstenção da Deputada do PSD Joana Barata Lopes.
De seguida, vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 671/XV/1.ª (IL) — Consagra os crimes de
violação, de coação sexual e de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência como crimes públicos.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e do PCP, votos a favor do CH, da IL,
do BE, do PAN e do L e a abstenção da Deputada do PSD Joana Barata Lopes.
Ponho agora à votação, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 424/XV/1.ª (PAN) — Cria incentivos ao
investimento empresarial na sustentabilidade ambiental, procedendo à alteração do Código Fiscal do
Investimento e do Decreto-Lei n.º 8/2007, de 17 de janeiro.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do PCP, votos a favor da IL, do PAN e do L e
abstenções do PSD, do CH e do BE.
De seguida, vamos votar o Projeto de Resolução n.º 737/XV/1.ª (IL) — Garante a liberdade de escolha da
escola para os alunos de cursos artísticos especializados.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do CH, da IL, do BE, do PAN e do L e abstenções
do PS, do PSD e do PCP.
Seguimos com a votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Ambiente e Energia,
relativo ao Projeto de Resolução n.º 708/XV/1.ª (PS) — Recomenda ao Governo que proceda às diligências
necessárias com vista à defesa da biodiversidade e proteção das zonas húmidas do Algarve.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CH, da IL, do BE, do PAN e do L
e a abstenção do PCP.
A Mesa foi informada de que a Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real apresentará uma declaração de voto por
escrito.
Passamos agora à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Negócios Estrangeiros
e Comunidades Portuguesas, relativo aos Projeto de Lei n.os 377/XV/1.ª (PSD) — Procede à segunda alteração
da Lei n.º 66-A/2007, de 11 de dezembro, que define as competências, modo de organização e funcionamento
do Conselho das Comunidades Portuguesas, 516/XV/1.ª (PS) — Segunda alteração à Lei n.º 66-A/2007, de 11
de dezembro, que define as competências, modo de organização e funcionamento do Conselho das
Comunidades Portuguesas e 587/XV/1.ª (PAN) — Reforça as competências do Conselho das Comunidades
Portuguesas e os direitos dos respetivos conselheiros, alterando a Lei n.º 66-A/2007, de 11 de dezembro.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS e do PAN, votos contra do PSD, do CH e da IL
e abstenções do PCP, do BE e do L.
O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado Paulo Pisco pede a palavra para que efeito?
O Sr. Paulo Pisco (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista
pretende apresentar uma declaração de voto oral sobre esta matéria.
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