Projeto de Resolução n.º 487/XV/ 1.ª
PELA TRANSFERÊNCIA DA SEDE DA DIREÇÃO-GERAL DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS
PARA O DISTRITO DE CASTELO BRANCO
Conforme resulta do relatório "Assimetrias e Convergência Regional: Implicações
para a Descentralização e Regionalização em Portugal", elaborado pela Universidade do
Minho, Portugal é um dos países mais centralistas da OCDE.
A disparidade regional é visível quando se compara, por exemplo, o nível de PIB per
capita regional da Área Metropolitana de Lisboa que, segundo dados de 2019, é superior à
média da UE (102%) enquanto o PIB per capita da região Norte de Portugal é bastante
inferior (62%) à média dos países da União Europeia ou quando se constata o baixa
percentagem de despesa pública que se realiza ao nível regional ou local (12%), quando
comparado com a média dos restantes países da UE (33%)
As assimetrias regionais e a divergência plasmada não só neste mas também noutros
indicadores económicos refletem o centralismo e a concentração de poder e investimento
público na região da capital que prejudica, invariavelmente, não só o restante território mas
também a própria capital que sofre de uma pressão habitacional fortemente induzida pela
elevada concentração de organismos públicos em poucos quilómetros quadrados.
A deslocalização de organismos públicos da capital para o restante território cumpre
assim um duplo desígnio de aumentar a oferta de edifícios que podem ser transformados e
adaptados a fins residenciais e de reduzir a procura incentivada pela agregação de serviços
públicos carentes de recursos humanos no centro da maior cidade do país.
A Iniciativa Liberal acredita que esta concentração de poder resulta de escolhas e
opções políticas ao longo de sucessivos governos, escolhas estas que contrariam o princípio
da desconcentração e descentralização do poder e subsequente tomada de decisão.
Os próprios partidos do arco da governação desde a instauração do regime
democrático reconhecem esta falha do regime político que urge corrigir, em nome e a bem
da coesão territorial e da convergência das diversas regiões de Portugal.
Posto isto, torna-se estritamente necessário que diversos organismos da
Administração do Estado sejam deslocalizados, uma vez que, em inúmeros casos, não existe
qualquer norma legal que exija que tal organismo tenha sede em Lisboa. Trata-se, apenas e
só, de um apoio a um centralismo continuado, sem olhar para outras diversas vantagens que
possam existir, nomeadamente a nível de recursos, quer económicos, quer humanos.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados abaixo-
assinados, do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, apresentam o seguinte Projeto de
Resolução:
RESOLUÇÃO
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Assembleia da República
delibera recomendar ao Governo que:
1. Deslocalize a sede da Direção-Geral das Atividades Económicas para o distrito de
Castelo Branco, devendo este processo ficar definitivamente concluído até ao final
do ano de 2024.
Palácio de São Bento, 15 de fevereiro de 2023
Os Deputados da Iniciativa Liberal,
Carlos Guimarães Pinto
Patrícia Gilvaz
Bernardo Blanco
Carla Castro
Joana Cordeiro
João Cotrim Figueiredo
Rodrigo Saraiva
Rui Rocha
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Publicação — DAR II série A — 61-62 — 16/02/2023
16 DE FEVEREIRO DE 2023
companhia e, ainda uma aposta na saúde animal e, consequentemente, em saúde pública.
A Assembleia da República resolve, nos termos do disposto do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da
República Portuguesa, recomendar ao Governo que:
Crie protolocos com estabelecimentos veterinários existentes, independentemente da sua natureza jurídica,
com vista a prestar cuidados de saúde a animais de companhia.
Palácio de São Bento, 16 de fevereiro de 2023.
Os Deputados do PSD: João Moura — Paulo Ramalho — João Marques — Artur Soveral Andrade — Carlos
Cação — Fátima Ramos — Francisco Pimentel — Sónia Ramos — Adão Silva — Emília Cerqueira — Cláudia
André — Fernanda Velez — Germana Rocha — Hugo Maravilha — Sara Madruga da Costa — João Prata.
(2) O texto inicial da iniciativa foi publicado no DAR II Série-A n.º 166 (2023.02.15) e substituído a pedido do autor em 16 de fevereiro de
2023.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 487/XV/1.ª
PELA TRANSFERÊNCIA DA SEDE DA DIREÇÃO-GERAL DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS PARA O
DISTRITO DE CASTELO BRANCO
Conforme resulta do relatório Assimetrias e Convergência Regional: Implicações para a Descentralização e
Regionalização em Portugal, elaborado pela Universidade do Minho, Portugal é um dos países mais centralistas
da OCDE.
A disparidade regional é visível quando se compara, por exemplo, o nível de PIB per capita regional da Área
Metropolitana de Lisboa que, segundo dados de 2019, é superior à média da UE (102 %) enquanto o PIB per
capita da região norte de Portugal é bastante inferior (62 %) à média dos países da União Europeia ou quando
se constata a baixa percentagem de despesa pública que se realiza ao nível regional ou local (12 %), quando
comparado com a média dos restantes países da UE (33 %)
As assimetrias regionais e a divergência plasmada não só neste mas também noutros indicadores
económicos refletem o centralismo e a concentração de poder e investimento público na região da capital que
prejudica, invariavelmente, não só o restante território mas também a própria capital que sofre de uma pressão
habitacional fortemente induzida pela elevada concentração de organismos públicos em poucos quilómetros
quadrados.
A deslocalização de organismos públicos da capital para o restante território cumpre assim um duplo desígnio
de aumentar a oferta de edifícios que podem ser transformados e adaptados a fins residenciais e de reduzir a
procura incentivada pela agregação de serviços públicos carentes de recursos humanos no centro da maior
cidade do País.
A Iniciativa Liberal acredita que esta concentração de poder resulta de escolhas e opções políticas ao longo
de sucessivos Governos, escolhas estas que contrariam o princípio da desconcentração e descentralização do
poder e subsequente tomada de decisão.
Os próprios partidos do arco da governação desde a instauração do regime democrático reconhecem esta
falha do regime político que urge corrigir, em nome e a bem da coesão territorial e da convergência das diversas
regiões de Portugal.
Posto isto, torna-se estritamente necessário que diversos organismos da administração do Estado sejam
deslocalizados, uma vez que, em inúmeros casos, não existe qualquer norma legal que exija que tal organismo
tenha sede em Lisboa. Trata-se, apenas e só, de um apoio a um centralismo continuado, sem olhar para outras
diversas vantagens que possam existir, nomeadamente a nível de recursos, quer económicos, quer humanos.