PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projeto de Resolução n.º 172/XV/1.ª
Recomenda a adoção de medidas de valorização dos trabalhadores da educação e da
escola pública
Exposição de motivos
A escola pública é fundamental para o progresso do povo e para o desenvolvimento do
país. No entanto, a escola pública não se defende apenas com boas intenções.
Defende-se com investimento, com mais trabalhadores, com melhores condições para
quem nela trabalha ou estuda, com menos alunos por turma e com apoios adequados
às suas especificidades; com horários de trabalho que não sufoquem alunos e
professores, com rejuvenescimento dos profissionais, com respeito pelos seus direitos,
incluindo de estabilidade e carreira.
A falta de trabalhadores nas escolas é um problema de dimensão assinalável, bem
como a precariedade que, mesmo após o PREVPAP, continua a ser uma realidade na
Educação.
O PCP sempre rejeitou todo o processo de transferência de competências para as
autarquias, reconhecendo que este processo que foi avançado pelo Governo PS não
responde às necessidades das populações e constitui uma desresponsabilização do
Governo em áreas como a Educação, Saúde e Ação Social, sem prejuízo de outros
domínios. Contudo, a transferência de encargos para as autarquias avançou nas várias
áreas, mesmo sem meios e mesmo perante a discordância dos trabalhadores e
comunidades abrangidas. A realidade na Educação foi, entre outras competências, a
passagem dos auxiliares de ação educativa e assistentes técnicos para as autarquias.
Ao contrário do caminho que tem sido seguido pelos sucessivos governos, o PCP tem
defendido o aumento do número dos auxiliares de ação educativa e assistentes
técnicos adequando o número dos mesmos à realidade concreta das escolas. Tal como
tem defendido o reconhecimento de um estatuto próprio e de carreiras específicas,
com desenvolvimentos e conteúdos funcionais específicos a estes trabalhadores,
iniciando o processo para esse efeito em articulação com os sindicatos.
Relativamente aos técnicos especializados de educação como é o caso de terapeutas
da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, técnicos de serviço social,
educadores sociais, animadores socioeducativos, intérpretes de língua gestual
portuguesa e outros, muitos continuam a ser contratados como fossem necessidades
temporárias das escolas, e outros mesmo desempenhando funções docentes, não são
integrados na carreira docente, de entre vários motivos, por inexistência de grupo de
recrutamento adequado. O PCP defende para estes trabalhadores a sua vinculação na
carreira que corresponda efetivamente às funções que desempenham, criando-se para
o efeito os grupos de recrutamento correspondentes.
Já relativamente aos professores e educadores, hoje são visíveis os efeitos da política
de direita na desvalorização da carreira destes trabalhadores, na grande precariedade
em que se encontram milhares e milhares de professores, muitos deles com 10 e 15
anos de trabalho, mas que ainda não conseguiram alcançar um vínculo de trabalho
estável passado todo esse tempo, apesar de tantos e tantos suprirem necessidades
permanentes. Além de um regime de seleção e recrutamento injusto e a necessitar de
alterações profundas, urge a melhoria das condições de trabalho dos professores e
educadores, a regularização dos horários de trabalho, a valorização da profissão e da
carreira docente e o rejuvenescimento do corpo docente.
Assim o PCP defende que a política de Educação tem de traduzir-se, ao nível dos
trabalhadores da Escola Pública, em medidas concretas de:
- Reforço do investimento na escola pública;
- Valorização e dignificação dos trabalhadores da Educação, com a valorização das suas
carreiras e o respeito pelos seus direitos;
- Contratação, em número e com vínculo adequado, dos trabalhadores necessários ao
bom funcionamento da escola pública;
- Combate à precariedade, integrando todos os trabalhadores com vínculos precários
que satisfaçam necessidades permanentes das escolas na carreira com vínculo público
efetivo;
- Rejuvenescimento do conjunto dos trabalhadores da escola pública, cuja média etária
é muito elevada, considerando a necessidade de um regime geral de aposentação
adequado e justo para todos os trabalhadores da Administração Pública que assegure
a valorização das longas carreiras contributivas;
- Combate ao desgaste profissional, promovendo horários e carga de trabalho justos e
adequados;
- Implementação de um modelo de gestão democrática das escolas, assente nos
princípios da elegibilidade, colegialidade e participação.
Nestes termos, ao abrigo da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República e da
alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento da Assembleia da República, o Grupo
Parlamentar do PCP apresenta o seguinte Projeto de Resolução:
Resolução
A Assembleia da República recomenda ao Governo, nos termos do n.º 5 do artigo
166.º da Constituição da República, na área da Educação:
1. Quanto ao reconhecimento e reposição de carreiras:
a) O reconhecimento de um estatuto próprio e de carreiras específicas aos
trabalhadores não docentes, iniciando o processo para esse efeito em
articulação com os sindicatos;
b) O cumprimento e respeito pelos conteúdos funcionais de cada carreira dos
trabalhadores não docentes;
c) A existência de formação específica e conteúdos programáticos para cada
carreira.
2. Quanto à vinculação dos técnicos especializados na carreira adequada e
criação de grupos de recrutamento:
a) Criação dos vários grupos de recrutamento nas diversas áreas disciplinares
a que atualmente correspondem funções de docência por técnicos
especializados;
b) Abertura de concursos para a vinculação dos técnicos especializados das
escolas;
c) Contratação e integração dos técnicos especializados das escolas em
número adequado para responder às necessidades dos agrupamentos de
escolas e escolas não agrupadas.
3. Quanto à progressão nas carreiras:
a) Definição das condições necessárias para que todo o tempo de serviço
cumprido seja devidamente considerado para efeitos de colocação no nível
salarial adequado.
4. Quanto à reorganização dos horários de trabalho:
a) Definição, através de regulamentação, de uma clarificação do que deverá
ser integrado na componente letiva e na componente não letiva, seja de
estabelecimento ou individual dos horários dos docentes, respeitando o
previsto no Estatuto da Carreira Docente;
b) Revisão do regime de redução da componente letiva, nomeadamente por
antiguidade, garantindo a sua efetiva aplicação.
5. Quanto ao regime de aposentação:
a) Definição de um regime geral de aposentação adequado e justo para
todos os trabalhadores da Administração Pública, assegurando a
valorização das longas carreiras contributivas em termos
correspondentes ao previsto para os trabalhadores do setor privado;
b) Avaliação do impacto que a eliminação dos regimes específicos de
aposentação e a fixação das novas regras tiveram no funcionamento dos
serviços públicos e de outras entidades, nomeadamente quanto ao
número de trabalhadores que se aposentaram, aos que se aposentaram
com e sem penalizações e aos que, caso o regime não tivesse sido
alterado, já teriam podido aposentar-se, bem como quanto à evolução
da idade média dos trabalhadores em cada serviço e carreira
profissional;
c) Aplicação de regimes específicos de aposentação, designadamente de
trabalhadores da Administração Pública, identificando as medidas e
condições necessárias à sua concretização, designadamente quanto ao
início dos procedimentos negociais;
d) Apresentação à Assembleia da República as conclusões das avaliações
efetuadas.
6. Quanto à precariedade laboral docente:
a) Eliminação das limitações à vinculação da chamada norma-travão,
permitindo a vinculação de todos os docentes com mais de três anos de
tempo de serviço e que desempenhem funções permanentes nas escolas;
b) Abertura de vagas a concurso nacional por lista graduada em função de
todas as necessidades manifestadas pelas escolas para horários completos
que se verifiquem durante três anos consecutivos, adequando a legislação
na medida do necessário;
c) Abertura de procedimentos concursais de vinculação, nomeadamente de
concursos externos.
Assembleia da República, 19 de julho de 2022
Os Deputados,
DIANA FERREIRA; PAULA SANTOS; ALMA RIVERA; BRUNO DIAS; JOÃO DIAS;
JERÓNIMO DE SOUSA
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Publicação — DAR II série A — 157-159 — 19/07/2022
19 DE JULHO DE 2022
Nestes termos, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º
do Regimento, os Deputados do Grupo Parlamentar do PCP propõem que a Assembleia da República adote a
seguinte:
Resolução
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea b) do artigo 156.º e do n.º 5 do artigo 166.º da
Constituição da República, recomendar ao Governo que, fazendo uso da prerrogativa prevista no n.º 4 do
artigo 1.º da Lei n.º 108/2017, de 23 de novembro, que «estabelece medidas de apoio às vítimas dos incêndios
florestais ocorridos entre 17 e 24 de julho de 2017, bem como medidas urgentes de reforço da prevenção e
combate a incêndios Florestais», alargue às vítimas dos incêndios de julho de 2022, a aplicação das medidas
previstas na referida lei.
Assembleia da República, 18 de julho de 2022.
Os Deputados do PCP: João Dias — Alma Rivera — Paula Santos — Bruno Dias — Jerónimo de Sousa —
Diana Ferreira.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 172/XV/1.ª
RECOMENDA A ADOÇÃO DE MEDIDAS DE VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
E DA ESCOLA PÚBLICA
Exposição de motivos
A escola pública é fundamental para o progresso do povo e para o desenvolvimento do país. No entanto, a
escola pública não se defende apenas com boas intenções. Defende-se com investimento, com mais
trabalhadores, com melhores condições para quem nela trabalha ou estuda, com menos alunos por turma e
com apoios adequados às suas especificidades; com horários de trabalho que não sufoquem alunos e
professores, com rejuvenescimento dos profissionais, com respeito pelos seus direitos, incluindo de
estabilidade e carreira.
A falta de trabalhadores nas escolas é um problema de dimensão assinalável, bem como a precariedade
que, mesmo após o PREVPAP, continua a ser uma realidade na educação.
O PCP sempre rejeitou todo o processo de transferência de competências para as autarquias,
reconhecendo que este processo que foi avançado pelo Governo PS não responde às necessidades das
populações e constitui uma desresponsabilização do Governo em áreas como a educação, saúde e ação
social, sem prejuízo de outros domínios. Contudo, a transferência de encargos para as autarquias avançou
nas várias áreas, mesmo sem meios e mesmo perante a discordância dos trabalhadores e comunidades
abrangidas. A realidade na Educação foi, entre outras competências, a passagem dos auxiliares de ação
educativa e assistentes técnicos para as autarquias.
Ao contrário do caminho que tem sido seguido pelos sucessivos governos, o PCP tem defendido o
aumento do número dos auxiliares de ação educativa e assistentes técnicos adequando o número dos
mesmos à realidade concreta das escolas. Tal como tem defendido o reconhecimento de um estatuto próprio e
de carreiras específicas, com desenvolvimentos e conteúdos funcionais específicos a estes trabalhadores,
iniciando o processo para esse efeito em articulação com os sindicatos.
Relativamente aos técnicos especializados de educação como é o caso de terapeutas da fala, terapeutas
ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, técnicos de serviço social, educadores sociais, animadores
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Apreciação — DAR I série — 40-48 — 11/02/2023
I SÉRIE — NÚMERO 88
saiu à rua. É normal e legítimo que os professores estejam em luta, e essa luta não só é justa como é a única
forma de salvar a escola pública, porque ela responde a esta questão fundamental, que é uma questão de justiça
para o País, que é a seguinte: afinal, este País pode ou não pode pagar uma escola pública?
Aquilo que o Bloco de Esquerda aqui vem propor não é novidade nenhuma: apoio a docentes deslocados e
o fim de vagas para acesso aos 5.º e 7.º escalões. É um pequeno começo para mostrar aos professores que o
País, sim, pode pagar o futuro da escola pública.
Aplausos do BE.
O Sr. Presidente: — Para apresentar a iniciativa do PCP, tem a palavra o Sr. Deputado Alfredo Maia.
O Sr. Alfredo Maia (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Cumprimentamos de forma especial a
delegação da FENPROF presente nas galerias e saudamos a luta dos professores.
Aplausos do PCP.
Saudamos a FENPROF, na qualidade de peticionária e promotora de um expressivo abaixo-assinado, com
17 450 subscritores, que coloca à Assembleia da República a urgência da recuperação de todo o tempo de
serviço e o fim das vagas para o acesso aos 5.º e 7.º escalões, que o PCP, aliás, tem vindo a propor; o fim das
quotas de avaliação; um regime específico de aposentação; a eliminação da precariedade; e o fim dos abusos
e das ilegalidades nos horários.
Por outro lado, os subscritores expressam a sua discordância em relação ao processo de municipalização
da educação e defendem a revisão da gestão das escolas, no sentido da sua democratização e a participação
de todos nas tomadas de decisão, objetivo que o PCP acompanha.
A petição constitui mais uma demonstração de que estas justas reivindicações estão há muito tempo na
agenda da classe docente e que urge resolver, no quadro da agenda de luta que os professores mantêm na
ordem do dia, num crescendo de empenho nas escolas e nas ruas e que amanhã terá um ponto alto na grande
manifestação convocada para a baixa de Lisboa.
Quando 40 000 alunos continuam sem professor a pelo menos uma disciplina e mais de 11 000 docentes
estão a lecionar com vínculos precários há mais de 10, 15 ou mesmo 20 anos de serviço, e quando é insuficiente
a resposta do Governo, é urgente valorizar verdadeiramente as carreiras dos professores, combater a
precaridade, reconhecer o tempo de serviço e garantir futuro à profissão e aos profissionais.
O Sr. Bruno Dias (PCP): — Muito bem!
O Sr. Alfredo Maia (PCP): — É para essa tarefa que o PCP exorta o Governo a encarar seriamente as
exigências colocadas sobre a mesa pelas escolas, desde logo o reforço do investimento na escola pública; a
valorização da carreira e o respeito pelos trabalhadores da educação; a integração de todos os trabalhadores
com vínculo precário que satisfaçam as necessidades permanentes das escolas; o rejuvenescimento do corpo
docente, aliás em crescente e intensa senioridade, considerando a necessidade de um regime de aposentação
adequado e justo; e o combate ao desgaste profissional, através de horários e carga de trabalho adequados.
A proposta de resolução que o PCP traz à discussão tem precisamente em vista a valorização das carreiras
e da escola pública, reconhecendo e repondo carreiras, vinculando professores e técnicos especializados,
garantindo a progressão, a definição do que é a componente letiva e a eliminação das limitações à vinculação
da chamada norma-travão, permitindo a vinculação de todos os professores com mais de três anos de tempo
de serviço, entre outras medidas.
Srs. Deputados, é tempo de encarar de frente os graves problemas que a escola pública enfrenta e, não
obstante o trabalho denodado dos professores no sentido de a dignificar, não permitir adiar por mais tempo as
soluções que passam pelo reconhecimento e pela valorização das carreiras dos docentes e de outros
profissionais.
Aplausos do PCP.
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Votação na generalidade — DAR I série — 53-53 — 11/02/2023
11 DE FEVEREIRO DE 2023
A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Sr. Presidente, é para anunciar a entrega de uma declaração de voto sobre
a última votação.
O Sr. Presidente: — Fica registado.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 500/XV/1.ª (L) —Estabelece a criação de um valor
convencional de referência para os rácios salariais nas empresas.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CH e da IL, votos a favor do PCP,
do BE, do PAN, do L e dos Deputados do PS Diogo Cunha, Eduardo Alves, Eunice Pratas, Francisco Dinis,
Joana Sá Pereira, Miguel Matos, Miguel dos Santos Rodrigues, Pedro Anastácio, Tiago Soares Monteiro e a
abstenção do Deputado do PS Ivan Gonçalves.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 505/XV/1.ª (CH) — Aumenta a
transparência nos anúncios de emprego e nas remunerações.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e da IL, votos a favor do CH e abstenções
do PCP, do BE, do PAN e do L.
Tamos para votação, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 414/XV/1.ª (CH) — Determina a avaliação do
custo/benefício e viabilidade financeira de todos os observatórios, com vista a decidir sobre a sua manutenção
ou extinção.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP e do L, votos a favor do CH e abstenções
do PSD, da IL, do BE e do PAN.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 497/XV/1.ª (BE) — Décima sexta alteração ao
Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário, Decreto-Lei
n.º 139-A/90, de 28 de abril.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do CH, do PCP, do BE, do PAN e
do L e abstenções do PSD e da IL.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 172/XV/1.ª (PCP) — Recomenda a
adoção de medidas de valorização dos trabalhadores da educação e da escola pública.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PCP, do BE, do PAN e do L e
abstenções do PSD, do CH e da IL.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 379/XV/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo
que proceda à atualização salarial dos professores e correspondência com os elevados níveis de exigência que
a profissão docente implica.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do CH, do BE e do PAN e
abstenções do PSD, da IL, do PCP e do L.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 334/XV/1.ª (L) — Pela criação de um Estatuto de Estudante do
Ensino Superior para Refugiadas Afegãs.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, da IL, do PCP, do BE, do PAN e do L
e a abstenção do CH.
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