PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 161/XV/1ª
Regenerar a Tapada das Necessidades e abrir ao público o Palácio Real
como novo polo museológico após saída do MNE
A Tapada das Necessidades é uma das mais importantes áreas verdes de
Lisboa. A sua origem remonta a meados do século XVIII, o espaço reúne um vasto
conjunto de elementos naturais e patrimoniais notáveis e, apesar de ter caído num
ciclo de degradação, há intenções de apostar na sua recuperação e valorização.
Importa, no entanto, assegurar que no processo de regeneração são devidamente
salvaguardados todos os aspetos patrimoniais que estão na base da sua identidade
histórica e cultural, evitando-se a sua destruição e descaracterização.
Saliente-se que a Tapada das Necessidades está classificada enquanto Imóvel
de Interesse Público, desde 1983, integrando o " Conjunto do Palácio das
Necessidades, abrangendo todo o edifício conventual, da Ordem de São Filipe Néri
(dos Padres do Oratório), da torre e da capela, com estatuária de Agostini Giusti e de
José de Almeida, os seus jardins e o respetivo parque, com elementos escultóricos e
decorativos, e ainda a fachada palaciana, incluindo a fonte monumental, datada de
1748 e situada no largo ajardinado em frente da capela" (Decreto n.º 8/83, DR, I Série,
n.º 19, de 24-01-1983, ZEP Portaria n.º 552/96, DR, 1.ª série- B, n.º 232 de 07 outubro
1996).
Uma síntese do processo
Visando a requalificação e a dinamização do espaço, em junho de 2014, a
Câmara Municipal de Lisboa anunciou o procedimento de “ Concessão de exploração
de um conjunto de edifícios existentes na Tapada das Necessidades, em Lisboa ”. A 7
de junho de 2016 foi celebrado o contrato de concessão com a empresa “Banana Café
Emporium, Lda ”. A proposta em causa previa intervenções em três áreas: sul
(quiosque, esplanada, parque infantil e casas de banho), central / antigo jardim
zoológico (restaurante e esplanada) e norte (edifício multiusos). Em 2019 foi aprovado
o pedido de licenciamento para as obras de construção, alteração e ampliação do
projeto de reabilitação. Contudo, a C.M. de Lisboa foi obrigada a tomar medidas de
contingência para salvaguardar o património por não estarem acauteladas várias
questões.
Pareceres contrários e até contraditórios
Pareceres da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) de 31/03/2017 e de
7/3/2019, e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e
Vale do Tejo (CCDR-LVT) de 6/8/2019 apontaram fragilidades.
Também a Direção Municipal da Estrutura Verde, Ambiente e Energia da
Câmara Municipal de Lisboa, numa informação técnica de 8 de junho de 2017,
sinalizava os riscos de várias das intervenções previstas, salientando-se:
Núcleo central (Jardim Zoológico) – “ Propõem a demolição da casa central quando
estava estabelecida a necessidade de realizar trabalhos de reabilitação…; Propõem
uma estrutura construtiva que irá alterar permanentemente as condições atuais, ao
criar um piso cave…; Não cumprem a cércea…”
Núcleo norte – (Edifícios topo norte) – “Propõem a demolição do conjunto dos edifícios
contrariando a pretensão de obras de reabilitação geral…”
A apreciação global pelos serviços municipais concluía: “ Confrontado o projeto
apresentado com os requisitos legais, verificam-se diversos incumprimentos, pelo que
o requerente deverá apresentar uma nova proposta para todos os núcleos que vá de
encontro às condições constantes no contrato de concessão do concurso ”. Sinalizava
ainda que “ Toda e qualquer intervenção no subsolo deverá respeitar o parecer da
DGPC relativo à arqueologia”.
A necessidade de um Plano de Salvaguarda
Este processo foi ficando marcado por divergências e dúvidas perante riscos
evidentes de descaracterização do espaço, acabando a Câmara Municipal de Lisboa
por avançar para a elaboração de um “ Plano de Salvaguarda da Tapada das
Necessidades”, que foi colocado a consulta pública entre 1 junho e 1 de julho de 2021.
Contudo, a elaboração deste plano deveria ter antecedido o concurso de concessão,
estabelecendo previamente condicionantes e orientações que teriam de ser seguidas
pelas propostas concorrentes.
A sua aprovação, a posteriori , pode representar mudanças significativas ao
projeto, que por sua vez não teve acesso a elementos informativos que poderiam
enriquecer e vincular o processo de planeamento. Nos estudos que foram feitos e
disponibilizados na consulta pública, incluindo levantamentos cartográficos, ficaram
mais evidentes os valores patrimoniais associados ao local e que não podem ser
destruídos. No entanto, também persistiram lacunas graves e muito significativas.
Proteção do aqueduto das Águas Livres
A génese da Tapada das Necessidades está relacionada com o aqueduto das
Águas Livres e com a existência de um ramal que se designava por “galeria das
Necessidades”. Foi o aqueduto que permitiu que a propriedade tivesse água,
abastecendo o palácio e suas cozinhas, irrigando os jardins e hortas, servindo as
fontes, chafarizes e lagos que embelezaram o espaço. A Tapada das Necessidades
possui 1100 metros de galerias do aqueduto que podem, ainda hoje, ser parcialmente
percorridas pelo seu interior, constituindo um conjunto patrimonial da maior
importância. De referir que o aqueduto das Águas Livres, incluindo estes troços da
Tapada das Necessidades, estão classificados como Monumento Nacional (desde
1910 com redação mais recente dada pelo Decreto n.º 5/2002 e diplomas conexos)1.
Contudo, o Anteplano colocado a consulta pública encontrava-se incompleto ao
nível da caracterização deste património, sendo, portanto, omisso na sua proteção. O
traçado da galeria das Necessidades, apesar de identificado em plantas históricas da
propriedade, não foi integralmente transposto para a cartografia de salvaguarda,
possibilitando assim intervenções sobre o solo que podem resultar na sua destruição.
Só com uma adequada revisão deste plano, incluindo faixas de proteção ao aqueduto
como está previsto na Lei, e impedindo construções ou movimentações de terra e de
maquinaria sobre o seu traçado subterrâneo, será possível a sua salvaguarda efetiva.
É de salientar que peças do projeto de concessão para o núcleo norte,
nomeadamente o “ Plano de alçados do projeto para as obras de reabilitação dos
edifícios do topo norte” evidenciavam construções novas sobre o aqueduto que passa
ao nível subterrâneo, mas a pouca profundidade (a aproximadamente 3 metros), pelo
que há o risco direto de provocarem o seu colapso, dada a volumetria do edifício
previsto. Além do mais trata-se de um troço principal da galeria das Necessidades,
que evidencia uma grande sensibilidade, podendo ainda ser recuperado.
A DGPC, em parecer prévio de 30 de setembro de 2016, já havia sinalizado
preocupação com a “ Zona C – Topo Norte da Tapada … construção de um edifício
multiusos (com cerca de 784 m 2 de área de implantação) … incluindo auditório com
1 DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-
patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70216
capacidade para cerca de 200 pessoas, espaço expositivo…” havendo referência à “…
sobreposição com o traçado do aqueduto (Monumento Nacional), pelo que contempla
a realização de sondagens prévias”.
Bastaria, no entanto, um acesso ao interior do aqueduto para constatar que se
consegue caminhar no seu interior e que qualquer movimentação de terras ao nível
superior pode provocar o seu desabamento. Existem plantas (históricas e atuais) que
mostram a sua localização precisa. Há, portanto, que acautelar o levantamento
arqueológico e arquitetónico destas estruturas, promovendo as devidas alterações ao
projeto previsto para esta zona norte.
Movimento de cidadãos e escrutínio público
A importância histórica e patrimonial da Tapada das Necessidades, bem como
os riscos associados às intervenções previstas criaram uma forte contestação junto da
sociedade civil. Foram constituídos movimentos de cidadãos empenhados em proteger
o património em causa e que desenvolveram várias iniciativas cívicas como ciclos de
debate. Foi ainda constituída a petição “Em defesa da Tapada das Necessidades” que
deu entrada na Assembleia da República, a 12 de abril de 2021, sendo assinada por
10314 subscritores2.
Estes movimentos e iniciativas também refletem um défice de envolvimento da
população na fase inicial do processo, que geraram um aumento da desconfiança e do
descrédito, independentemente de méritos existentes nos projetos.
A elaboração do Anteplano de Salvaguarda do Património e a abertura de um
processo de consulta pública são passos positivos no sentido de corrigir as
debilidades. Posteriormente, após revisão, será necessário acautelar a devida
compatibilização entre usos e estatutos de proteção, de modo que a Tapada das
Necessidades possa ter um novo ciclo de vida, recuperando os elementos históricos
de maior valia patrimonial.
As soluções preconizadas para locais adjacentes à Mãe d’ Água da Pia
Redonda e seu miradouro (núcleo norte), para os edifícios da estação florestal, para o
antigo jardim zoológico ou para a estufa devem ser reavaliadas e mais aprofundadas
para garantir a sua recuperação e dinamização, também de acordo com uma visão
mais sólida sobre a identidade do lugar.
2 https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=tapadanecessidades
Resolução aprovada pelo Parlamento
Em 22 de julho de 2021, o PSD viu aprovado o seu Projeto de Resolução n.º
1362/XIV/2 Salvaguardar e recuperar o património da Tapada das Necessidades
resultando na publicação da Resolução da Assembleia da República n.º 241/2021 que:
Recomenda ao Governo a recuperação e salvaguarda do património da Tapada
das Necessidades
1 — Assegure que o Plano de Salvaguarda da Tapada das Necessidades é
aprovado pela Direcção-Geral do Património Cultural, com a garantia de
preservação e recuperação efetiva do património, que está classificado como
imóvel de interesse público e monumento nacional, incluindo as estruturas e
galerias pertencentes ao Aqueduto das Águas Livres que existem na propriedade.
2 — Inste a Câmara Municipal de Lisboa a avaliar e a rever os termos da
concessão, para garantir que são integralmente cumpridos os objetivos e as
condicionantes definidas no Plano de Salvaguarda, devendo ser promovidas as
alterações necessárias ao projeto inicialmente aprovado, sob pena da sua
revogação.
3 — Diligencie no sentido do reforço da segurança e da vigilância deste espaço
contra atos de criminalidade e vandalismo.
4 — Garanta que o processo de regeneração da Tapada das Necessidades
decorre de forma transparente, inclusiva e participada.
Uma nova oportunidade com a saída do MNE do Palácio das Necessidades
O XXIII Governo decidiu concentrar os ministérios num novo polo governativo a
instalar no edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos. A mudança acontecerá ao longo
dos próximos meses e deverá incluir o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE)
que tem ocupado o Palácio das Necessidades. Com a sua eventual saída abre-se um
novo contexto de oportunidade para a restruturação deste espaço, permitindo olhar em
conjunto para a Tapada e para o Palácio.
Torna-se especialmente relevante ponderar a nova ocupação e funcionalidade
do edificado. Face à sua relevância histórica e cultural é determinante equacionar a
sua abertura ao público enquanto polo museológico, especialmente face à ligação com
o reinado de D. João V e até à construção do aqueduto das Águas Livres que chega à
Tapada, só para referir estas obras mais marcantes. Há, ainda, vários acontecimentos
históricos e sociais que podem ser valorizados na construção de conteúdos
expositivos.
Lisboa tem aqui uma oportunidade única de ter um novo palácio aberto ao
público, envolvido por uma Tapada Real de grande dimensão, em pleno centro da
cidade. A confirmação da saída do MNE das instalações é fundamental para que se
comece a planear um novo ciclo de proteção e valorização deste património.
Continuará sempre a ser possível manter no palácio cerimónias protocolares, de
âmbito diplomático, um pouco à semelhança de outras cerimónias que decorrem no
Palácio Nacional da Ajuda. O que faz pouco sentido é a manutenção de serviços
técnicos e administrativos, com funções burocráticas, num palácio desta iminência.
Assim, vem o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, nos termos da
Constituição e do Regimento da Assembleia da República, recomendar ao
Governo que:
1. Clarifique as suas intenções quanto à saída do Ministério dos Negócios
Estrangeiros (MNE) do Palácio das Necessidades de modo a que se possam
ponderar utilizações futuras.
2. Crie condições para que o Palácio Real possa constituir um novo polo
museológico aberto ao público, num processo articulado com a regeneração da
Tapada das Necessidades.
3. Assegure que as intervenções previstas são aprovadas pela Direção-Geral do
Património Cultural visando a preservação e recuperação efetiva do património
que está classificado como Imóvel de Interesse Público e Monumento
Nacional, incluindo as estruturas e galerias pertencentes ao aqueduto das
Águas Livres que existem na propriedade.
4. Articule com a Câmara Municipal de Lisboa as diligências necessárias para que
estes espaços patrimoniais e as suas envolventes urbanas sejam abrangidas
por um processo integrado de planeamento territorial, podendo ser delimitada a
Unidade de Execução das Necessidades.
5. Promova a auscultação dos movimentos de cidadãos que se têm mobilizado
em torno da defesa da Tapada das Necessidades.
Assembleia da República, 12 de julho de 2022
As/Os Deputadas/os
Hugo Martins de Carvalho
Bruno Coimbra
Sónia Ramos
Hugo Oliveira
Alexandre Simões
Carlos Cação
Jorge Mendes
Rui Cristina
Alexandre Poço
António Prôa
António Topa Gomes
Cláudia André
Cláudia Bento
João Marques
Patrícia Dantas
Paulo Ramalho
---
Publicação — DAR II série A — 167-171 — 13/07/2022
13 DE JULHO DE 2022
ANEXO
(a que se refere o n.º 2 do artigo 88.º)
Caracterização das carreiras gerais
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 161/XV/1.ª
REGENERAR A TAPADA DAS NECESSIDADES E ABRIR AO PÚBLICO O PALÁCIO REAL COMO
NOVO POLO MUSEOLÓGICO APÓS SAÍDA DO MNE
A Tapada das Necessidades é uma das mais importantes áreas verdes de Lisboa. A sua origem remonta a
meados do Século XVIII, o espaço reúne um vasto conjunto de elementos naturais e patrimoniais notáveis e,
apesar de ter caído num ciclo de degradação, há intenções de apostar na sua recuperação e valorização.
Importa, no entanto, assegurar que no processo de regeneração são devidamente salvaguardados todos os
aspetos patrimoniais que estão na base da sua identidade histórica e cultural, evitando-se a sua destruição e
descaracterização.
Saliente-se que a Tapada das Necessidades está classificada enquanto imóvel de interesse público, desde
1983, integrando o «Conjunto do Palácio das Necessidades, abrangendo todo o edifício conventual, da Ordem
---
Apreciação — DAR I série — 35-45 — 05/01/2023
5 DE JANEIRO DE 2023
Aplausos do CH.
Tenho de dar uma palavra à Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, que ficou muito espantada com o ímpeto
legislativo do Chega.
A Sr.ª Deputada fica impressionada com o ímpeto legislativo do Chega, mas, olhe, a mim, já não me
impressiona a falta de ímpeto legislativo da Iniciativa Liberal.
Aplausos do CH.
É que, mais uma vez, tal como o PSD, a Iniciativa Liberal não nos traz nenhuma proposta! Zero! Para este
ponto do debate, zero, não propõe nada!
Portanto, Sr.ª Deputada, um bocadinho mais de trabalho.
Aplausos do CH.
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Então, agora diz que a rapariga não trabalha?!
O Sr. Presidente: — Assim, chegámos ao fim do ponto 3 da nossa ordem do dia.
Rumamos ao ponto 4, que é o da apreciação conjunta da Petição n.º 235/XIV/2.ª (Paulo Deus e outros) —
Em defesa da Tapada das Necessidades e dos Projetos de Resolução n.os 94/XV/1.ª (BE) — Pela preservação
e defesa da Tapada das Necessidades como espaço público, 105/XV/1.ª (CH) — Pela manutenção do jardim
da Tapada das Necessidades, 131/XV/1.ª (PCP) — Pela reabilitação e salvaguarda do interesse e usufruto
públicos da Tapada das Necessidades, 151/XV/1.ª (PAN) — Pela preservação dos valores histórico e natural da
Tapada das Necessidades e 161/XV/1.ª (PSD) — Regenerar a Tapada das Necessidades e abrir ao público o
Palácio Real como novo polo museológico após saída do MNE.
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda.
A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A Tapada das Necessidades é um
espaço único em Lisboa.
Sr. Presidente, peço desculpa, mas…
O Sr. Presidente: — Há aquela pequena agitação de intervalo entre compassos. Julgo que agora já estamos
serenados.
A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Sim, sim, obrigada.
O Sr. Presidente: — Peço aos serviços para reporem o tempo de que a Sr.ª Deputada dispunha e a
Sr.ª Deputada pode começar.
Faça favor.
A Sr. a Mariana Mortágua (BE): — Obrigada, Sr. Presidente.
A Tapada das Necessidades — dizia eu — é um espaço único em Lisboa e, apesar da sua inexplicável
degradação, falamos de património urbano e natural reconhecido como património de interesse público e da
maior importância para todos os lisboetas e, sobretudo, para quem tem o privilégio de ainda viver na cidade e
de poder ocupar e usufruir deste espaço.
Sobre a justificação da sua requalificação, este espaço, depois de a sua gestão ter sido cedida pelo Ministério
da Agricultura à Câmara Municipal de Lisboa, foi, mais uma vez, concessionado a privados, nomeadamente a
uma empresa chamada Banana Café.
Esta requalificação, feita por esta empresa privada, no âmbito da concessão, não salvaguarda o património
que está em causa na Tapada das Necessidades. Por um lado, porque prevê a demolição de vários edifícios
que são históricos, protegidos e importantes — desde a casa do núcleo central do antigo Jardim Zoológico até
---
Votação na generalidade — DAR I série — 94-94 — 07/01/2023
I SÉRIE — NÚMERO 74
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 382/XV/1.ª (PAN) — Assegura a rotulagem
ambiental dos produtos alimentares, procedendo à quarta alteração do Decreto-Lei n.º 138/90, de 26 de abril.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e do PCP, votos a favor do BE, do PAN
e do L e abstenções do CH e da IL.
Vamos agora votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 438/XV/1.ª (CH) — Reconhece o direito à proteção
do meio ambiente e ao consumo ecologicamente responsável na Lei de Defesa do Consumidor.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PSD, do CH, da IL e do PAN e
abstenções do PCP, do BE e do L.
Prosseguimos, com a votação, na generalidade, da Proposta de Lei n.º 32/XV/1.ª (GOV) — Autoriza o
Governo a estabelecer regras de certificação das qualificações das pessoas que intervêm na operação de
embarcações que navegam em vias interiores, para transposição das Diretivas (UE) 2017/2397, 2020/12 e
2021/1233.
Submetida à votação, foi aprovada, com votos a favor do PS e do PSD e abstenções do CH, da IL, do PCP,
do BE, do PAN e do L.
A proposta de lei baixa à 6.ª Comissão.
Sr.as e Srs. Deputados, prosseguimos, com a votação do Projeto de Lei n.º 380/XV/1.ª (PSD) — Revisão do
Regime SIFIDE II para eliminação de abusos e incentivo ao verdadeiro investimento para investigação,
desenvolvimento, inovação tecnológica e transição energética.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e do L e votos a favor do PSD,
do CH, da IL e do PAN.
Vamos agora passar à votação do Projeto de Lei n.º 422/XV/1.ª (BE) — Elimina os benefícios fiscais
atribuídos no âmbito do SIFIDE a fundos de investimento e contribuições para fundos de investimento e capital
de risco, ou na aquisição de participações sociais.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do CH, votos a favor do PSD, do PCP, do BE,
do PAN e do L e a abstenção da IL.
Vamos agora votar um requerimento, apresentado pelo PAN, de baixa à Comissão de Orçamento e Finanças,
sem votação, na generalidade, por 60 dias, do Projeto de Lei n.º 424/XV/1.ª (PAN) — Cria incentivos ao
investimento empresarial na sustentabilidade ambiental, procedendo à alteração do Código Fiscal do
Investimento e do Decreto-Lei n.º 8/2007, de 17 de janeiro.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Passamos à votação do Projeto de Lei n.º 431/XV/1.ª (PCP) — Extingue o SIFIDE e atribui os respetivos
recursos financeiros a políticas de investigação e desenvolvimento (I&D), procedendo à sétima alteração ao
Decreto-Lei n.º 162/2014, de 31 de outubro.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CH, da IL e do PAN, votos a favor
do PCP e do BE e a abstenção do L.
Vamos, agora, votar um requerimento, apresentado pelo CH, solicitando a baixa à Comissão de Orçamento
e Finanças, sem votação, na generalidade, por 60 dias, do Projeto de Lei n.º 439/XV/1.ª (CH) — Altera o Código
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