Projeto de Resolução n.º 129/ XV/ 1.ª
MÉDICO DE FAMÍLIA PARA TODOS OS UTENTES
A promessa do médico de família para todos foi, durante anos, reiterada e nunca
cumprida. O Governo já deixou cair a promessa e, à data de hoje, de acordo com informação
da própria Ministra da Saúde, cerca de 1 milhão e 400 mil pessoas, em Portugal, não tem um
médico de família atribuído. Esta é uma limitação grande no acesso aos cuidados de saúde e
no acompanhamento devido aos utentes.
Para se atribuir médico de família a todos – objetivo de que o Governo não deveria
ter desistido – tem de existir um plano concreto, com medidas claras, calendarização e
indicadores mensuráveis, sob pena de se tornar num objetivo que não é mais do que um
mero projeto de intenções. Ademais, é fundamental garantir que, caso o objetivo delineado
não seja cumprido, exista forma de alocar um médico de família ao utente, mesmo que fora
do Serviço Nacional de Saúde.
Assim, a Iniciativa Liberal – não desistindo de que todos possam ter acesso a um
médico de família - propõe que, não conseguindo o Estado assegurar a inscrição dos utentes
num médico de família de uma unidade de cuidados de saúde primários (CSP) até ao final de
agosto de 2022, o utente possa, voluntariamente, encontrar um clínico nos setores privado
ou social, ficando o Estado responsável por cobrir os custos, em valores não superiores aos
dos CSP.
Conforme temos vindo a afirmar, melhor saúde para todos implica um real acesso
universal a cuidados de saúde. E, para a Iniciativa Liberal, este objetivo só se alcança com
mais escolha e menos espera. Colocar o doente no centro da decisão e garantir, a todos,
cuidados de saúde de proximidade e de qualidade, com liberdade de escolha, é a nossa opção
política.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do Grupo
Parlamentar da Iniciativa Liberal, apresentam o seguinte Projeto de Resolução:
Resolução
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Assembleia da República
delibera recomendar ao Governo que:
1 - Apresente, até 01 de setembro de 2022, um cronograma com metas intermédias de
cobertura de médico de família e recursos afetos.
2 – Possibilite, a partir de 01 de novembro de 2022, que o utente, caso não tenha médico de
família atribuído, voluntariamente, encontre um clínico nos setores privado ou social, ficando
o Estado responsável por cobrir os custos, em valores não superiores aos dos Cuidados de
Saúde Primários.
Palácio de São Bento, 20 de junho de 2022
Os Deputados da Iniciativa Liberal,
Joana Cordeiro
Carla Castro
Bernardo Blanco
Carlos Guimarães Pinto
João Cotrim Figueiredo
Patrícia Gilvaz
Rodrigo Saraiva
Rui Rocha
---
Publicação — DAR II série A — 24-24 — 20/06/2022
II SÉRIE-A — NÚMERO 44
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 129/XV/1.ª
MÉDICO DE FAMÍLIA PARA TODOS OS UTENTES
A promessa do médico de família para todos foi, durante anos, reiterada e nunca cumprida. O Governo já
deixou cair a promessa e, à data de hoje, de acordo com informação da própria Ministra da Saúde, cerca de 1
milhão e 400 mil pessoas, em Portugal, não tem um médico de família atribuído. Esta é uma limitação grande
no acesso aos cuidados de saúde e no acompanhamento devido aos utentes.
Para se atribuir médico de família a todos – objetivo de que o Governo não deveria ter desistido – tem de
existir um plano concreto, com medidas claras, calendarização e indicadores mensuráveis, sob pena de se
tornar num objetivo que não é mais do que um mero projeto de intenções. Ademais, é fundamental garantir
que, caso o objetivo delineado não seja cumprido, exista forma de alocar um médico de família ao utente,
mesmo que fora do Serviço Nacional de Saúde.
Assim, o Iniciativa Liberal – não desistindo de que todos possam ter acesso a um médico de família –
propõe que, não conseguindo o Estado assegurar a inscrição dos utentes num médico de família de uma
Unidade de Cuidados de Saúde Primários (CSP) até ao final de agosto de 2022, o utente possa,
voluntariamente, encontrar um clínico nos setores privado ou social, ficando o Estado responsável por cobrir
os custos, em valores não superiores aos dos CSP.
Conforme temos vindo a afirmar, melhor saúde para todos implica um real acesso universal a cuidados de
saúde. E, para o Iniciativa Liberal, este objetivo só se alcança com mais escolha e menos espera. Colocar o
doente no centro da decisão e garantir, a todos, cuidados de saúde de proximidade e de qualidade, com
liberdade de escolha, é a nossa opção política.
Assim, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, os Deputados do Grupo Parlamentar do
Iniciativa Liberal apresentam o seguinte projeto de resolução:
Resolução
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Assembleia da República delibera
recomendar ao Governo que:
1 – Apresente, até 1 de setembro de 2022, um cronograma com metas intermédias de cobertura de médico
de família e recursos afetos.
2 – Possibilite, a partir de 1 de novembro de 2022, que o utente, caso não tenha médico de família
atribuído, voluntariamente, encontre um clínico nos setores privado ou social, ficando o Estado responsável
por cobrir os custos, em valores não superiores aos dos Cuidados de Saúde Primários.
Palácio de São Bento, 20 de junho de 2022.
Os Deputados do IL: Joana Cordeiro — Carla Castro — Bernardo Blanco — Carlos Guimarães Pinto —
João Cotrim Figueiredo — Patrícia Gilvaz — Rodrigo Saraiva — Rui Rocha.
———
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 130/XV/1.ª
REGISTO DE SAÚDE ELETRÓNICO UNIVERSAL
A prestação de cuidados de saúde requer a recolha de um conjunto significativo de dados dos utentes, que
são fundamentais à tomada de decisão clínica. Nestes dados incluem-se dados biométricos, exames e
análises, estado de saúde, prescrições, diário clínico, entre outros.
A inexistência destes dados leva a atrasos na administração da terapêutica, exames e análises clínicas
---
Apreciação — DAR I série — 4-53 — 01/07/2022
I SÉRIE — NÚMERO 30
O Sr. Presidente (Adão Silva): — Sr.as e Srs. Deputados, Srs. Jornalistas, temos quórum, pelo que declaro
aberta a sessão.
Eram 15 horas e 2 minutos.
Os Srs. Agentes da autoridade podem abrir as galerias, por favor.
A requerimento do Grupo Parlamentar do Iniciativa Liberal, foi fixada a ordem do dia de hoje sobre a
temática «SOS SNS». Recordo que este tema arrasta para discussão vários projetos de lei e de resolução. Os
tempos de debate estão determinados e é por esses tempos, com os respetivos adicionais, que nos vamos
orientar.
Passo de imediato a palavra à Sr.ª Secretária da Mesa Maria da Luz Rosinha para dar algumas
informações à Câmara.
A Sr.ª Secretária (Maria da Luz Rosinha): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, deram entrada na
Mesa, e foram admitidas, várias iniciativas legislativas: Proposta de Lei n.º 20/XV/1.ª (ALRAM), que baixa à 1.ª
Comissão; Projetos de Lei n.os 199/XV/1.ª (IL), que baixa à 5.ª Comissão, 200/XV/1.ª (IL), que baixa à 6.ª
Comissão, 201/XV/1.ª (IL), 202/XV/1.ª (IL), 203/XV/1.ª (IL), que baixam à 5.ª Comissão, 204/XV/1.ª (BE), que
baixa à 6.ª Comissão, em conexão com a 11.ª Comissão, 205/XV/1.ª (PAN), que baixa à 2.ª Comissão, em
conexão com a 8.ª Comissão, e 206/XV/1.ª (BE), que baixa à 11.ª Comissão; Projetos de Resolução
n.os 141/XV/1.ª (PAN), que baixa à 2.ª Comissão, n.os 142/XV/1.ª (L), 143/XV/1.ª (PAN), que baixam à 2.ª
Comissão, em conexão com a 8.ª Comissão, 144/XV/1.ª (BE) e 145/XV/1.ª (BE), que baixam à 11.ª Comissão.
É tudo, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Adão Silva): — Muito obrigado, Sr.ª Secretária Maria da Luz Rosinha.
Srs. Deputados, o grupo parlamentar que agendou o nosso debate de hoje solicitou à Mesa que a
apresentação do seu projeto de lei e dos seus projetos de resolução fosse feita por dois Srs. Deputados da
sua bancada, isto é, da bancada do Iniciativa Liberal.
A Mesa não vê qualquer problema nisso conquanto depois das intervenções dos dois Srs. Deputados se
possam colocar perguntas. Se entenderem de outra maneira, não há problema, podemos fazer como
habitualmente se faz, isto é, um Sr. Deputado apresenta os vários diplomas e de imediato seguem-se as
perguntas.
Do nosso ponto de vista, no entanto, devo deixar claro que dá mais completude, mais abrangência e mais
sustentabilidade às perguntas haver uma apresentação global das cinco iniciativas, mas se estiverem em
desacordo, repito, votaremos à forma canónica de fazer estes debates.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente: — Suponho que pede a palavra para uma interpelação à Mesa, pelo que tem a palavra,
Sr. Deputado.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — O Sr. Presidente pediu uma opinião e deu duas hipóteses. Tendo o
Iniciativa Liberal aberto a outros partidos a possibilidade de trazerem iniciativas a este debate, faz todo o
sentido que possa fazer a apresentação das suas iniciativas em diversos momentos — de outra forma até
poderia ter impedido que outros partidos trouxessem iniciativas e só o Iniciativa Liberal as traria.
No entanto, creio que é possível conjugar isso com a vertente regimental de que a cada intervenção se
seguirá logo um período de perguntas. Não imagino que nenhum Deputado tenha medo das perguntas que lhe
forem feitas, em particular o Sr. Deputado João Cotrim de Figueiredo. Acho que não será esse o caso,
podemos divergir em muitas coisas mas não temos divergências quanto à frontalidade com que nos
defrontamos. Portanto, julgo que isso até ajudaria ao debate, com maior pormenor, maior eficiência, até, e a
transparência necessária para este debate.
---
Votação na generalidade — DAR I série — 60-60 — 01/07/2022
I SÉRIE — NÚMERO 30
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 128/XV/1.ª (IL) — Recuperação da atividade assistencial.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e do L, votos a favor do CH e
do IL e abstenções do PSD e do PAN.
Prosseguimos com a votação do Projeto de Resolução n.º 129/XV/1.ª (IL) — Médico de família para todos
os utentes.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP, do BE e do L e votos a favor do PSD,
do CH, do IL e do PAN.
Vamos votar o Projeto de Resolução n.º 130/XV/1.ª (IL) — Registo de saúde eletrónico universal.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP e do BE, votos a favor do PSD, do CH,
do IL e do PAN e a abstenção do L.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 148/XV/1.ª (CH) — Acesso dos cidadãos a
consultas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica em tempo útil e de acordo com as suas
necessidades.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PCP e do BE, votos a favor do PSD, do CH
e do PAN e abstenções do IL e do L.
Passamos à votação, na generalidade, à votação do Projeto de Lei n.º 187/XV/1.ª (PCP) — Autonomia dos
estabelecimentos e unidades do Serviço Nacional de Saúde e alargamento da autorização para a realização
de investimentos e despesas não previstas.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do PCP, do BE, do PAN e do L e
abstenções do PSD, do CH e do L.
Prosseguimos, com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 191/XV/1.ª (L) — Alteração ao
Decreto-Lei n.º 28/2008, de 22 de fevereiro, na sua redação atual, que aprova o regime da criação,
estruturação e funcionamento dos agrupamentos de centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde, e ao
Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de agosto, que aprova o regime jurídico da organização e funcionamento das
unidades de saúde familiares.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do PCP, votos a favor do PSD, do CH, do BE,
do PAN e do L e a abstenção do IL.
Vamos passar à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 192/XV/1.ª (BE) — Reforço dos cuidados
de saúde primários com médico e equipa de família para todos os utentes e universalização do acesso a
cuidados de saúde oral, mental e outros.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD e do IL, votos a favor do PCP, do BE e
do L e abstenções do CH e do PAN.
Prosseguimos, com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 193/XV/1.ª (BE) — Medidas para
aumentar o número de profissionais e promover a estabilidade de equipas no Serviço Nacional de Saúde.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do IL, votos a favor do PCP, do BE, do PAN e
do L e abstenções do PSD e do CH.
Abrir texto oficial