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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1414/XIV/2ª
GESTÃO PÚBLICA DO HOSPITAL DE SERPA
Em 2014, o Governo PSD/CDS decidiu entregar vários hospitais do Serviço Nacional de
Saúde à gestão de entidades externas ao SNS, por exemplo as Santas Casas da
Misericórdia. Um desses hospitais foi o Hospital de São Paulo, em Serpa, que no dia 1 de
janeiro de 2015 passou a ser gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa.
A entrega do hospital aconteceu depois de o Governo de então ter esvaziado a
capacidade assistencial desta unidade (apenas como exemplo: o hospital ficou sem bloco
operatório porque a tutela decidiu não contratar médicos para substituir os dois
cirurgiões que saíram do serviço, transferiu várias especialidades para Beja, encerrou o
laboratório e tornou o raio-x inoperacional, etc.) para depois dizer, no Estudo de
avaliação das necessidades de procura e da capacidade instalada nos serviços públicos da
região que constava em anexo ao chamado Acordo de Cooperação que, afinal, a
capacidade do hospital de Serpa estava subaproveitada e, por isso, a sua gestão deveria
ser entregue à Misericórdia local.
A nova entidade gestora deveria garantir, entre outras coisas, o funcionamento de um
serviço de urgência básico 24 horas por dia, a cirurgia de ambulatório e um volume de
9300 consultas por ano.
Acontece que, como aconteceu noutros casos em que hospitais do SNS foram entregues a
entidades semelhantes, os serviços e a assistência prestada ficaram muito aquém das
necessidades da população e, no caso específico de Serpa, a situação ficou ainda marcada
por um litígio crescente com a Unidade Local de Saúde e com ameaças reiteradas de
encerramento de serviços que objetivamente prejudicariam a população.
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Em 2017 a Misericórdia local chegou mesmo a anunciar a denúncia do contrato e a
tentar encerrar o serviço de urgência, coisa que só não aconteceu por causa da
mobilização da população. A partir de 2020, a ameaça repetiu-se e a partir do 1 de
outubro o Serviço de Urgência, no período entre as 0 e as 8 horas, passou a estar de
porta fechada, funcionando mediante campainha. Já em 2021 o serviço de urgência
esteve totalmente encerrado durante vários dias.
Esta instabilidade em que foi lançado o Hospital de Serpa, assim como a constante
ameaça sobre o serviço de urgências e sobre a prestação de cuidados à população são
inconcebíveis.
O Bloco de Esquerda tem defendido que as instituições do SNS devem ter gestão pública
e não devem ser entregues a outras entidades; temos defendido ainda a reversão dos
processos de entrega efetuados entre 2014 e 2015, proposta que já chegamos a
apresentar na Assembleia da República, nomeadamente sobre o hospital de Serpa.
Perante esta situação e perante a audição parlamentar do presidente da ARS Alentejo,
onde se confirmou que o hospital de Serpa não cumpriu com a assistência que teria sido
inicialmente contratualizada e em que ficaram dúvidas sobre a real dotação de
profissionais no serviço de urgência deste hospital, resulta cada vez mais claro que a
entrega deste e de outros hospitais às Misericórdias só prejudicaram o SNS e a
população.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1. Reverta a entrega do Hospital de Serpa à Santa Casa da Misericórdia local e torne
a sua gestão pública;
2. Garanta o regular funcionamento da urgência deste hospital e invista no hospital
de forma a aumentar o número de consultas, exames e cirurgias, melhorando os
cuidados e aproximando-os da população.
Assembleia da República, 15 de julho de 2021.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
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Moisés Ferreira; Pedro Filipe Soares; Jorge Costa; Mariana Mortágua; Alexandra Vieira;
Beatriz Dias; Diana Santos; Fabíola Cardoso; Isabel Pires; Joana Mortágua;
João Vasconcelos; José Manuel Pureza; José Maria Cardoso; José Soeiro;
Luís Monteiro; Maria Manuel Rola; Nelson Peralta; Ricardo Vicente; Catarina Martins
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Publicação — DAR II série A — 17-18 — 15/07/2021
15 DE JULHO DE 2021
2 – (ALTERAÇÃO) A câmara municipal pode delimitar as AUGI, fixando como respetiva modalidade de
reconversão a iniciativa municipal sem o apoio da administração conjunta até 31 de dezembro de 2024.
3 – ................................................................................................................................................................... .»
Artigo 4.º
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Assembleia da República, 15 de julho de 2021.
Os Deputados do PSD: Luís Leite Ramos — Bruno Coimbra — Hugo Martins De Carvalho — Hugo Patrício
Oliveira — Filipa Roseta — Paulo Leitão — Nuno Miguel Carvalho — João Moura — Rui Cristina — António
Maló de Abreu — António Lima Costa — António Topa — João Gomes Marques — José Silvano — Emídio
Guerreiro — Pedro Pinto.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1414/XIV/2.ª
GESTÃO PÚBLICA DO HOSPITAL DE SERPA
Em 2014, o Governo PSD/CDS decidiu entregar vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde à gestão de
entidades externas ao SNS, por exemplo as Santas Casas da Misericórdia. Um desses hospitais foi o Hospital
de São Paulo, em Serpa, que no dia 1 de janeiro de 2015 passou a ser gerido pela Santa Casa da Misericórdia
de Serpa.
A entrega do hospital aconteceu depois de o Governo de então ter esvaziado a capacidade assistencial desta
unidade (apenas como exemplo: o hospital ficou sem bloco operatório porque a tutela decidiu não contratar
médicos para substituir os dois cirurgiões que saíram do serviço, transferiu várias especialidades para Beja,
encerrou o laboratório e tornou o raio-x inoperacional, etc.) para depois dizer, no Estudo de avaliação das
necessidades de procura e da capacidade instalada nos serviços públicos da região que constava em anexo ao
chamado Acordo de Cooperação que, afinal, a capacidade do hospital de Serpa estava subaproveitada e, por
isso, a sua gestão deveria ser entregue à Misericórdia local.
A nova entidade gestora deveria garantir, entre outras coisas, o funcionamento de um serviço de urgência
básico 24 horas por dia, a cirurgia de ambulatório e um volume de 9300 consultas por ano.
Acontece que, como aconteceu noutros casos em que hospitais do SNS foram entregues a entidades
semelhantes, os serviços e a assistência prestada ficaram muito aquém das necessidades da população e, no
caso específico de Serpa, a situação ficou ainda marcada por um litígio crescente com a Unidade Local de
Saúde e com ameaças reiteradas de encerramento de serviços que objetivamente prejudicariam a população.
Em 2017 a Misericórdia local chegou mesmo a anunciar a denúncia do contrato e a tentar encerrar o serviço
de urgência, coisa que só não aconteceu por causa da mobilização da população. A partir de 2020, a ameaça
repetiu-se e a partir do 1 de outubro o Serviço de Urgência, no período entre as 0 e as 8 horas, passou a estar
de porta fechada, funcionando mediante campainha. Já em 2021 o serviço de urgência esteve totalmente
encerrado durante vários dias.
Esta instabilidade em que foi lançado o Hospital de Serpa, assim como a constante ameaça sobre o serviço
de urgências e sobre a prestação de cuidados à população são inconcebíveis.
O Bloco de Esquerda tem defendido que as instituições do SNS devem ter gestão pública e não devem ser
entregues a outras entidades; temos defendido ainda a reversão dos processos de entrega efetuados entre 2014
e 2015, proposta que já chegamos a apresentar na Assembleia da República, nomeadamente sobre o Hospital
de Serpa.
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Votação na generalidade — DAR I série — 11-11 — 23/07/2021
23 DE JULHO DE 2021
O Sr. Luís Moreira Testa (PS): — Sr. Presidente, é para anunciar que eu e a Deputada Martina Jesus apresentaremos uma declaração de voto.
O Sr. Presidente: — Fica registado, Sr. Deputado. Vamos passar à votação do Projeto de Resolução n.º 1400/XIV/2.ª (PCP) — Recomenda a reversão do
hospital de S. Paulo, em Serpa, para a gestão pública e a sua integração no Serviço Nacional de Saúde
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP, do CH e do IL e votos a
favor do BE, do PCP, do PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira.
Segue-se a votação do Projeto de Resolução n.º 1414/XIV/2.ª (BE) — Gestão pública do hospital de Serpa.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP, do CH e do IL e votos a
favor do BE, do PCP, do PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira.
Ponho agora à votação o Projeto de Resolução n.º 1420/XIV/2.ª (PS) — Recomenda a avaliação dos serviços
de saúde prestados, previstos no acordo de cooperação celebrado entre a Santa Casa da Misericórdia de Serpa,
a ARS Alentejo, a ARS do Algarve e a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP, do PAN, do CH, do IL e
das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do BE, do PCP e do PEV.
A iniciativa que acabámos de votar baixa à 9.ª Comissão.
Votamos agora, em conjunto, na generalidade, os Projetos de Resolução n.os 1406/XIV/2.ª (PCP) — Pela
construção urgente do novo edifício do Serviço de Urgência Básica de Castro Verde e 1415/XIV/2.ª (BE) —
Construção de um novo edifício para a instalação do Serviço de Urgência Básica de Castro Verde.
Submetidos à votação, foram aprovados por unanimidade.
Estas iniciativas baixam à 9.ª Comissão.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 1320/XIV/2.ª (PSD) — Recomenda ao
Governo medidas para reforçar a mobilidade elétrica.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do PAN, do CH e das Deputadas
não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do PCP e abstenções do PS, do BE, do
PEV e do IL.
Esta iniciativa baixa à 11.ª Comissão.
Segue-se a votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 1340/XIV/2.ª (Deputada não inscrita
Joacine Katar Moreira) — Pelo reforço dos incentivos à aquisição de velocípedes com ou sem assistência
elétrica para deslocações urbanas e suburbanas.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do CDS-PP, do PAN, do PEV
e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do IL e abstenções do
PCP e do CH.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 1402/XIV/2.ª (PS) — Recomenda ao
Governo que reforce os incentivos à mobilidade ativa ciclável no âmbito do Fundo Ambiental.
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