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Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 1371/XIV/2.ª
PELA PROTEÇÃO DO PATRIMÓNIO DE SINTRA E DA SUA MANUTENÇÃO
NA LISTA DO PATRIMÓNIO MUNDIAL
De acordo com as convenções internacionais, que Portugal subscreve, o património
cultural deve ser alvo de medidas de salvaguarda e de proteção. Por si só, o património é
um valor a preservar perante os mais variados interesses especulativos que encaram
este facto como um obstáculo aos seus empreendimentos.
A Paisagem Cultural de Sintra, classificada como património mundial, desde 1995,
tornou-se, ao longo dos anos, uma referência para quem visita Portugal. Porém, a
pressão turística questiona os limites, ainda que pouco definidos, para a carga de
visitantes que museus, palácios, monumentos, sítios e paisagens podem suportar. Se, por
um lado, o fluxo turístico permite angariar meios financeiros para a preservação, por
outro, o excesso pode ser lesivo do património, senão mesmo destruidor, e pode
despertar outros interesses ávidos de lucros fáceis e rápidos.
Esta situação de risco resultante da pressão dos interesses relacionado com o setor do
turismo está na origem do alerta dado pelo ICOMOS e que consta no Relatório do
Património Mundial em Risco 2016-2019, elaborado por esta entidade, consultora da
UNESCO.
A posição menos firme e não definitiva da própria Direção-Geral do Património Cultural,
em todo o processo, não tem permitido a resolução definitiva, no sentido da reprovação,
da intenção de uma construção hoteleira que visivelmente fere a paisagem classificada,
mas que serve os interesses dos operadores turísticos, apoiados pela autarquia. Acresce
que esta Direção-Geral integra a Gestão dos Bens do Património Mundial, em conjunto
com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a
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Câmara Municipal de Sintra, através do organismo Parques de Sintra – Monte da Lua –
SA.
O risco de desclassificação da Paisagem Cultural de Sintra, um dos expoentes do
Romantismo em Portugal, por incumprimento das diretrizes da Convenção do
Património Mundial, deve-se ao projeto de construção de uma unidade hoteleira, o
Turim Palace Hotel, situado à entrada do centro histórico de Sintra, na zona da
Gandarinha. O projeto foi autorizado pela Câmara Municipal em 2005, mas as obras
foram suspensas devido a um processo judicial. Retomadas em 2017, a construção foi
embargada em 2019, o que não foi respeitado pelo promotor do projeto.
A recomendação do ICOMOS Portugal vai no sentido da demolição do que já está
construído de modo a salvaguardar a Paisagem Cultural de Sintra, observando-se, assim,
a aplicação da regulamentação nacional e das recomendações internacionais.
Neste sentido, o Bloco de Esquerda defende que sejam observadas as obrigações para
com a UNESCO, nomeadamente rejeitando a construção do hotel e repondo a paisagem
cultural protegida.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar
do Bloco de Esquerda propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que:
1. Inste a “Parque de Sintra – Monte de Lua SA” a cumprir as obrigações relacionadas
com a manutenção da Paisagem Cultural de Sintra;
2. Diligencie no sentido impedir que Sintra não seja retirada da lista de Património
Mundial.
Assembleia da República, 29 de junho de 2021.
As Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda,
Alexandra Vieira; Beatriz Dias; Jorge Costa; Pedro Filipe Soares; Mariana Mortágua;
Diana Santos; Fabíola Cardoso; Isabel Pires; Joana Mortágua; João Vasconcelos;
José Manuel Pureza; José Maria Cardoso; José Soeiro; Luís Monteiro; Maria Manuel Rola;
Moisés Ferreira; Nelson Peralta; Ricardo Vicente; Catarina Martins
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Publicação — DAR II série A — 66-67 — 30/06/2021
II SÉRIE-A — NÚMERO 160
onde tem funcionado na rua da Carreira, na cidade do Funchal, o Centro de Recrutamento Militar e que seja
recuperado, requalificado e valorizado, enquanto património nacional dedicado à resistência antifascista e à luta
pela liberdade e pela democracia;
b) Assegure com o Governo Regional da Madeira que no edifício em causa se efetive a instalação de um
memorial aos resistentes antifascistas;
c) Promova a criação no edifício referenciado de um Centro de Documentação sobre a Resistência e os
Resistentes Antifascistas.
Assembleia da República, 29 de junho de 2021.
Os Deputados do PCP: Alma Rivera — António Filipe — João Oliveira — Paula Santos — Duarte Alves —
Diana Ferreira — Bruno Dias — Ana Mesquita — João Dias — Jerónimo de Sousa.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1371/XIV/2.ª
PELA PROTEÇÃO DO PATRIMÓNIO DE SINTRA E DA SUA MANUTENÇÃO NA LISTA DO
PATRIMÓNIO MUNDIAL
De acordo com as convenções internacionais, que Portugal subscreve, o património cultural deve ser alvo
de medidas de salvaguarda e de proteção. Por si só, o património é um valor a preservar perante os mais
variados interesses especulativos que encaram este facto como um obstáculo aos seus empreendimentos.
A Paisagem Cultural de Sintra, classificada como património mundial, desde 1995, tornou-se, ao longo dos
anos, uma referência para quem visita Portugal. Porém, a pressão turística questiona os limites, ainda que pouco
definidos, para a carga de visitantes que museus, palácios, monumentos, sítios e paisagens podem suportar.
Se, por um lado, o fluxo turístico permite angariar meios financeiros para a preservação, por outro, o excesso
pode ser lesivo do património, senão mesmo destruidor, e pode despertar outros interesses ávidos de lucros
fáceis e rápidos.
Esta situação de risco resultante da pressão dos interesses relacionado com o setor do turismo está na
origem do alerta dado pelo ICOMOS e que consta no Relatório do Património Mundial em Risco 2016-2019,
elaborado por esta entidade, consultora da UNESCO.
A posição menos firme e não definitiva da própria Direção-Geral do Património Cultural, em todo o processo,
não tem permitido a resolução definitiva, no sentido da reprovação, da intenção de uma construção hoteleira
que visivelmente fere a paisagem classificada, mas que serve os interesses dos operadores turísticos, apoiados
pela autarquia. Acresce que esta Direção-Geral integra a gestão dos Bens do Património Mundial, em conjunto
com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra,
através do organismo Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.
O risco de desclassificação da Paisagem Cultural de Sintra, um dos expoentes do romantismo em Portugal,
por incumprimento das diretrizes da Convenção do Património Mundial, deve-se ao projeto de construção de
uma unidade hoteleira, o Turim Palace Hotel, situado à entrada do centro histórico de Sintra, na zona da
Gandarinha. O projeto foi autorizado pela Câmara Municipal em 2005, mas as obras foram suspensas devido a
um processo judicial. Retomadas em 2017, a construção foi embargada em 2019, o que não foi respeitado pelo
promotor do projeto.
A recomendação do ICOMOS Portugal vai no sentido da demolição do que já está construído de modo a
salvaguardar a Paisagem Cultural de Sintra, observando-se, assim, a aplicação da regulamentação nacional e
das recomendações internacionais.
Neste sentido, o Bloco de Esquerda defende que sejam observadas as obrigações para com a UNESCO,
nomeadamente rejeitando a construção do hotel e repondo a paisagem cultural protegida.
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de
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Votação na generalidade — DAR I série — 30-30 — 03/07/2021
I SÉRIE — NÚMERO 85
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS e do BE e votos a favor do PSD, do PCP, do
CDS-PP, do PAN, do PEV, do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar
Moreira.
De seguida, temos para votar o Projeto de Resolução n.º 1371/XIV/2.ª (BE) — Pela proteção do património
de Sintra e da sua manutenção na lista do Património Mundial.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, votos a favor do BE, do PCP, do PAN, PEV, do
IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PSD, do CDS-PP
e do CH.
A Sr.ª Lara Martinho (PS): — Sr.ª Presidente, peço a palavra.
A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Sr.ª Deputada, para que efeito?
A Sr.ª Lara Martinho (PS): — Sr.ª Presidente, gostaria de anunciar que iremos entregar uma declaração de voto por escrito referente às três últimas três votações.
A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Fica registado, Sr.ª Deputada. Tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Filipe Soares.
O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr.ª Presidente, gostaria de pôr à consideração da Mesa e das restantes bancadas a possibilidade de podermos votar em conjunto todos os projetos de resolução relativos à Linha do
Oeste.
Pausa.
A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Sr. Deputado, havendo objeções a que assim se proceda, vamos votar estas iniciativas separadamente.
Começamos pela votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 746/XIV/2.ª (PSD) — Recomenda
ao Governo que providencie com urgência no sentido de ser desenvolvido o estudo de modernização e
requalificação da Linha do Oeste no troço entre Caldas da Rainha e Coimbra.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do PCP, do CDS-PP, do PEV,
do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a abstenção do PAN.
Este projeto baixa à 6.ª Comissão.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Resolução n.º 751/XIV/2.ª (CDS-PP) — Recomenda ao
Governo que tome as diligências necessárias à modernização e requalificação da Linha do Oeste no troço entre
Caldas da Rainha e Coimbra/Figueira da Foz.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Este projeto de resolução baixa também à 6.ª Comissão.
Votamos agora, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 803/XIV/2.ª (BE) — Por uma Linha do Oeste
integralmente requalificada e funcional.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV, do
CH e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do CDS-PP e do
IL.
O projeto de resolução que acabámos de votar baixa à 6.ª Comissão.
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