Grupo Parlamentar
PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1105/XIV/2ª
Plano de Recuperação da Atividade de PMA em contexto de COVID-19.
Exposição de Motivos
I - No final de Outubro de 2020, o Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida
(CNPMA) emitiu um comunicado relativo aos resultados de um inquérito realizado sobre o
impacto da pandemia de COVID-19 na atividade de procriação medicamente assistida (PMA).
Salientando que os resultados do inquérito reportam apenas ao período entre 08 de Março e
15 de Agosto e, portanto, não refletem ainda a posterior suspensão de atividade, o CNPMA
entendeu ser relevante sublinhar o impacto da capacidade de resposta no setor público
destacando os seguintes dados:
“a maioria dos Centros de PMA reduziu a atividade em 75 a 100%, estimando-se que
possam ter sido cancelados/adiados aproximadamente 2900 ciclos;
no caso dos centros públicos, a estimativa é de que a suspensão ou redução da
atividade em PMA se repercuta em até 8 meses adicionais de tempo de espera;
quando comparada a atividade registada pelos Centros de PMA em 2020 com os
últimos anos no período homólogo (de março a agosto), verifica-se uma quebra brutal
da atividade assistencial, com uma variação no último ano de -48% no sector público e
de -33% no sector privado.
a moratória de 6 meses concedida para garantir o direito de acesso aos tratamentos
programados a todas as beneficiárias que, por força da perturbação da atividade dos
Centros, ultrapassaram o limite de idade para acesso aos tratamentos de PMA, revela-
se agora claramente insuficiente para alcançar a recuperação da capacidade de
resposta, em particular no sector público.”
Mais ainda, realça o CNPMA que “ Os dados agora apresentados permitem concluir que, se a
resposta era já claramente insuficiente para as necessidades, os últimos meses agravaram esta
situação a um ponto crítico que obrigará a todos quantos têm responsabilidade na definição de
prioridades nas políticas de saúde a tomar medidas urgentes para salvaguardar o futuro da
PMA no SNS em Portugal.”
II - O CDS-PP considera crítico o tema da demografia e tendo vindo, ao longo dos anos, a
apresentar diversas iniciativas legislativas com propostas concretas de incentivo à natalidade.
Defendemos que inverter a tendência de queda da natalidade em Portugal é um desígnio
nacional, garante do equilíbrio social, da vitalidade económica e da solidez dos sistemas de
proteção social.
A este propósito, importa afirmar que a infertilidade é uma realidade crescente que contribui,
certamente, para o problema de natalidade em Portugal.
De acordo com a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), a infertilidade “ é o resultado de
uma falência orgânica devida à disfunção dos órgãos reprodutores, dos gâmetas ou do
concepto. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida
sexual contínua sem métodos contraceptivos (...) em que a mulher tem menos de 35 anos de
idade e em que ambos não conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja.
Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (a partir de 3
consecutivos).”
E, também de acordo com a APF, “ a prevalência da infertilidade conjugal é de 15-20% na
população em idade reprodutiva. A taxa de infertilidade masculina é similar à taxa de
infertilidade feminina. Em média, 80% dos casos apresentam infertilidade nos dois membros do
casal, sendo, geralmente, um mais grave do que o outro. A infertilidade tem aumentado nos
países industrializados devido ao adiamento da idade de concepção, à existência de múltiplos
parceiros sexuais, aos hábitos sedentários e de consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool
e drogas, bem como aos químicos utilizados nos produtos alimentares e aos libertados na
atmosfera.”
Não será demais recordar que em Portugal existem cerca de 300.000 casais inférteis (15% da
população em idade reprodutiva).
III – A pandemia de COVID-19 trouxe, como sabemos, consequências dramáticas a todos os
níveis e em todas as áreas e setores sendo um dos mais afetados, naturalmente, o setor da
saúde.
Consultas, cirurgias, exames complementares de diagnóstico e terapêutica, rastreios,
tratamentos adiados. Milhões de portugueses, em consequência da suspensão da atividade
programada, ficaram sem acesso a cuidados de saúde. E, conforme se pode verificar pelos
dados do CNPMA acima citados, a atividade de PMA também se ressentiu de forma demasiado
acentuada.
Muitas mulheres que desejam ter filhos viram os seus tratamentos de PMA adiados, muitas
foram excluídas das listas por atingirem o limite de idade e, em consequência, o seu desejo de
constituir família, de ter filhos, acabou por ser-lhes negado.
Os problemas das listas de espera para acesso a tratamentos de PMA, em particular no setor
público, arrastam-se há anos e agravaram-se com a pandemia. O Estado tem a obrigação de,
pelo menos, fazer um maior investimento nesta área pois ao fazê-lo estará, também, a investir
no tão necessário aumento da natalidade no nosso país.
Neste sentido, o CDS-PP entende ser da maior pertinência acolher as recomendações do
CNPMA e recomendar ao Governo que elabore um Plano de Recuperação da Atividade de PMA
em contexto de COVID-19, assente no reforço de recursos humanos e financeiros nos Centros
públicos e na contratualização de tratamentos de PMA em Centros do setor privado.
Este Plano será determinante para todos os casais que o desejam, mas não conseguem,
possam ter filhos.
Pelo exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os
Deputados
do Grupo Parlamentar do CDS-PP abaixo assinados apresentam o seguinte Projeto de
Resolução:
Nos termos da alínea b) do artigo 156º da Constituição e da alínea b) do nº 1 do artigo 4º
do Regimento, a Assembleia da República recomenda ao Governo que elabore um Plano de
Recuperação da Atividade de PMA em contexto de COVID-19, assente nos seguintes
pressupostos:
1 – Reforço de recursos humanos e financeiros nos Centros públicos de PMA, com vista à
recuperação das listas de espera e à retoma da atividade;
2 – Contratualização de tratamentos de PMA em Centros do setor privado, sempre que estes
demonstrem capacidade disponível e cumpram com os requisitos legalmente exigíveis.
Palácio de São Bento, 10 de Março de 2021.
Os Deputados do CDS-PP,
Ana Rita Bessa
Telmo Correia
Cecília Meireles
João Almeida
João Gonçalves Pereira
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Publicação — DAR II série A — 24-26 — 16/03/2021
II SÉRIE-A — NÚMERO 97
desenvolvendo uma estratégia nacional para o setor das plantas e flores ornamentais, envolvendo as
empresas e associações representativas do setor, tendo em vista a sustentabilidade do setor, a redução dos
custos de produção e o aumento da qualidade do emprego;
2 – Adeque o modelo de constituição de organizações de produtores às características do setor da
floricultura de modo a que essas organizações respondam às necessidades;
3 – Crie um regime de apoio para a redução dos custos de produção, nomeadamente os relacionados com
o fornecimento de gás natural, combustíveis e eletricidade;
4 – Preveja um regime de compensação nos casos em que seja obrigatório realizar procedimentos e
medidas de proteção fitossanitária que impliquem a eliminação de produções contaminadas por pragas
vegetais;
5 – Estabeleça medidas específicas de apoio ao sector para responder às dificuldades impostas pelo surto
epidémico de COVID-19.
6 – Assegure a desburocratização de processos, designadamente, a operacionalização da inspeção
fitossanitária e simplificando o passaporte das plantas.
Assembleia da República, 16 de março de 2021.
Os Deputados do PCP: João Dias — António Filipe — João Oliveira — Paula Santos — Duarte Alves —
Alma Rivera — Bruno Dias — Diana Ferreira — Ana Mesquita — Jerónimo de Sousa.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1105/XIV/2.ª
PLANO DE RECUPERAÇÃO DA ATIVIDADE DE PMA EM CONTEXTO DE COVID-19
Exposição de Motivos
I – No final de outubro de 2020, o Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) emitiu
um comunicado relativo aos resultados de um inquérito realizado sobre o impacto da pandemia de COVID-19
na atividade de procriação medicamente assistida (PMA).
Salientando que os resultados do inquérito reportam apenas ao período entre 8 de março e 15 de agosto e,
portanto, não refletem ainda a posterior suspensão de atividade, o CNPMA entendeu ser relevante sublinhar o
impacto da capacidade de resposta no setor público destacando os seguintes dados:
«a maioria dos Centros de PMA reduziu a atividade em 75 a 100%, estimando-se que possam ter sido
cancelados/adiados aproximadamente 2900 ciclos;
no caso dos centros públicos, a estimativa é de que a suspensão ou redução da atividade em PMA se
repercuta em até 8 meses adicionais de tempo de espera;
quando comparada a atividade registada pelos Centros de PMA em 2020 com os últimos anos no
período homólogo (de março a agosto), verifica-se uma quebra brutal da atividade assistencial, com uma
variação no último ano de -48% no sector público e de -33% no sector privado.
a moratória de 6 meses concedida para garantir o direito de acesso aos tratamentos programados a
todas as beneficiárias que, por força da perturbação da atividade dos Centros, ultrapassaram o limite de
idade para acesso aos tratamentos de PMA, revela-se agora claramente insuficiente para alcançar a
recuperação da capacidade de resposta, em particular no sector público.»
Mais ainda, realça o CNPMA que «Os dados agora apresentados permitem concluir que, se a resposta era
já claramente insuficiente para as necessidades, os últimos meses agravaram esta situação a um ponto crítico
que obrigará a todos quantos têm responsabilidade na definição de prioridades nas políticas de saúde a tomar
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Votação na generalidade — DAR I série — 50-50 — 20/11/2021
I SÉRIE — NÚMERO 26
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina
Rodrigues e Joacine Katar Moreira, votos contra do PCP e do PEV e abstenções do PS, do BE, do CDS-PP e
do PAN.
Vamos proceder à votação, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 1105/XIV/2.ª (CDS-PP) — Plano de
recuperação da atividade de PMA em contexto de COVID-19.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do CDS-PP, do IL e da Deputada não inscrita
Cristina Rodrigues, votos contra do PCP e do PEV e abstenções do PS, do BE, do PAN e da Deputada não
inscrita Joacine Katar Moreira.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 1093/XIV/2.ª (PCP) — Reforço da resposta dos
centros públicos de procriação medicamente assistida.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV e das
Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do PS, do CDS-PP e do IL.
Importa votar, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 1502/XIV/3.ª (PSD) — Recomenda ao Governo
que desenvolva os procedimentos necessários para a construção do novo hospital central do Algarve.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do CDS-PP, do PAN, do IL e das
Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e abstenções do BE, do PCP e do PEV.
De seguida, votamos, na generalidade, o Projeto de Resolução n.º 1515/XIV/3.ª (PCP) — Pela urgente
construção do hospital central do Algarve.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do BE, do PCP, do PAN, do PEV e
das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, o voto contra do IL e a abstenção do
CDS-PP.
Vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 145/XIV/1.ª (PAN) — Determina a restrição da realização
de voos noturnos, salvo por motivo de força maior.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do CDS-PP e do IL, votos a favor do BE, do
PCP, do PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a abstenção
do PSD.
Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 212/XIV/1.ª (BE) — Interdita a ocorrência de
voos civis noturnos, salvo aterragens de emergência ou outros motivos atendíveis.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do CDS-PP e do IL, votos a favor do BE, do
PCP, do PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a abstenção
do PSD.
Vamos proceder à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 614/XIV/2.ª (BE) — Integração da Caixa
de Previdência dos Advogados e Solicitadores na Segurança Social.
Submetido à votação, foi rejeitado, com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP e do IL e votos a favor do
BE, do PCP, do PAN, do PEV e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira.
De seguida, votamos o Projeto de Resolução n.º 1497/XIV/3.ª (PEV) — Recomenda ao Governo que se
empenhe para que o direito ao clima estável seja declarado direito humano.
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Votação final global — DAR I série — 41-42 — 27/11/2021
27 DE NOVEMBRO DE 2021
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Faça favor, Sr. Deputado.
O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr. Presidente, é para anunciar que pretendemos fazer uma declaração de voto oral sobre esta votação e informo que ela será feita pela Sr.ª Deputada Alma Rivera.
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Será feita no final das votações, Sr. Deputado. Vamos passar à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Educação, Ciência,
Juventude e Desporto, relativo ao Projeto de Resolução n.º 1006/XIV/2.ª (PSD) — Faz recomendações ao
Governo e à Fundação para a Ciência e Tecnologia visando um reforço urgente do investimento na ciência e na
comunidade científica em Portugal.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do PSD, do PCP, do CDS-PP, do PAN, do
PEV, do CH, do IL e das Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira e a abstenção do
BE.
A Sr.ª Bebiana Cunha (PAN): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Faça favor, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Bebiana Cunha (PAN): — Sr. Presidente, gostaríamos de anunciar que iremos entregar uma declaração de voto por escrito.
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Fica registado, Sr.ª Deputada. Sr.as e Srs. Deputados, prosseguimos com a votação final global do texto final, apresentado pela Comissão
de Orçamento e Finanças, relativo ao Projeto de Lei n.º 618/XIV/2.ª (CDS-PP) — Conta-corrente entre os
contribuintes e o Estado.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Vamos agora proceder à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Orçamento e
Finanças, relativo à Proposta de Lei n.º 119/XIV/3.ª (GOV) — Procede à regulação da aplicação de contribuições
especiais para o ano de 2022.
Submetido à votação, foi aprovado, com votos a favor do PS, do BE, do PCP, do PAN, do PEV e das
Deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, o voto contra do IL e abstenções do PSD,
do CDS-PP e do CH.
O Sr. Deputado Telmo Correia pediu a palavra para que efeito?
O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Não pedi a palavra, Sr. Presidente. Estava ainda a votar.
O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Sr. Deputado, como levantou o braço, deduzimos que seria para pedir a palavra.
Passamos, então, à votação final global do texto final, apresentado pela Comissão de Saúde, relativo aos
Projetos de Resolução n.os 1019/XIV/2.ª (BE) — Recomenda ao Governo medidas para a não exclusão de
mulheres dos procedimentos de procriação medicamente assistida por atrasos devidos à pandemia de COVID-
19, 1093/XIV/2.ª (PCP) — Reforço da resposta dos centros públicos de procriação medicamente assistida,
1098/XIV/2.ª (Deputada não inscrita Cristina Rodrigues) — Recomenda ao Governo a adoção de medidas para
salvaguardar o futuro da procriação medicamente assistida no SNS e 1105/XIV/2.ª (CDS-PP) — Plano de
Recuperação da Atividade de PMA em contexto de COVID-19.
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